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By Moacir Rauber
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Dinheiro compra felicidade? Uma resposta surpreendente…

Uma análise de mais de 450 mil respostas para o Gallup-Healthways Well-Being Index, um levantamento diário de mil norte-americanos, fornecce uma resposta surpreendentemente precisa para a pergunta feita com maior frequência na pesquisa de bem-estar: dinheiro compra felicidade? A conclusão é que ser pobre torna a pessoa infeliz, e que ser rico pode intensificar a satisfação da vida de alguém, mas (na média) não melhora o bem-estar experimentado.

A pobreza extrema intensifica os efeitos vivenciados com outros infortúnios da vida. Em particular, a doença é bem pior para os muitos pobres do que os que vivem com mais conforto. Uma dor de cabeça aumenta a proporção dos que relatam tristeza e preocupação de 19% a 38% para os indivíduos nos dois terços superiores da distribuição de renda. Os números correspondentes para décima parte mais pobre são 38% e 70% – um nível de linha de base mais elevado e um crescimento muito maior. Diferenças significativas entre os muito pobres e os outros também são encontradas para os efeitos de divórcio e solidão. Além do mais, os efeitos benéficos do fim de semana no bem-estar experimentado são significativamente menores para os muitos pobres do que para a maioria dos demais.


O nível de saciedade além do qual o bem-estar experimentado para de crescer era uma renda familiar de cerca de 75 mil dólares anuais em área de custo de vida elevado (podia ser menos em áreas onde o custo de vida é menor). O crescimento médio de bem-estar experimentado associado com rendas além desse nível era precisamente zero. Isso é surpreendente porque uma renda mais elevada indubitavelmente permite a aquisição de muitos prazeres, incluindo férias em lugares interessantes e ingressos para óperas, bem como um ambiente de vida melhorado. Por que esses prazeres agregados não aparecem nos relatórios de experiência emocional? Uma interpretação plausível é de que maior renda está associada com uma capacidade reduzida de usufruir os pequenos prazeres da vida. Há sugestiva evidência a favor dessa ideia: em estudantes estimulados pela ideia de riqueza, o prazer que seus rostos expressam ao comer uma barra de chocolate é reduzido.

O texto acima foi extraído do livro de Daniel Kahneman (2011, p. 495). Rápido e devagar: duas formas de pensar e revela que o bem-estar produzido pelo dinheiro tem um limite. Pelo que indica a pesquisa, uma vez ultrapassado tal limite perdem-se pequenos prazeres que não mais são compensados pelas novas conquistas. Pessoas que gostavam de comer um cachorro-quente na esquina perdem esse prazer quando passam a somente frequentar restaurantes cinco estrelas. Outros que desfrutavam a companhia dos amigos numa pescaria improvisada agora somente fazem tais programas em seus iates, muitas vezes sozinhos. Até onde o dinheiro traz felicidade? Qual é o ponto em que ele não acrescenta mais prazer em sua vida e passa a provocar perdas? 

Eis a questão. Equilíbrio…


Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

9 thoughts to “Dinheiro compra felicidade? Uma resposta surpreendente…”

  1. Oi Gente, estou fazendo uma visitinha por aqui.
    Gostei bastante do site, vou ver se acompanho toda semana suas postagens
    Gosto muito desse tipo de conteúdo um Abraço 🙂

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