FACETAS!
Somos únicos.
Somos múltiplos.

By Moacir Rauber
Skip to main content

A falácia da confirmação!

Lembre-se da falácia da confirmação: os governos são excelentes a comunicar aquilo que fizeram, mas não aquilo que não fizeram (O Cisne Negro, Nassim Nicholas Taleb, p. 161).

Aplicando a falácia da confirmação na realidade organizacional, a moderna gestão não está levando as pessoas a se comportarem da mesma forma? O incentivo a sempre sermos positivos e que nos mostremos sempre competentes pode ter como resultado a habilidade em comunicar bem aquilo que se faz, sem se atentar para as alternativas presentes naquilo que não se faz.

E se o LADRÃO for você?

Imagem inline 1

A MOTIVAÇÃO É UMA DECISÃO. A SUPERAÇÃO É UMA AÇÃO. 

AS DUAS SÃO ESCOLHAS. SÃO MARCAS DO SER HUMANO. DEPENDE DE CADA UM.

Liberte o que há de melhor em VOCÊ!

As palestras partem do pressuposto de que há uma grande diferença entre o que se faz e o que realmente se pode fazer. E isso se aplica a todas as pessoas que trabalham numa organização. Por isso a pergunta: você é e faz tudo o que é possível ser e fazer? Quando a diferença entre o que se é e o que se faz é muito grande existe um ladrão. E ele pode ser você! O ladrão é um autossabotador, muitas vezes levando as pessoas para a competição, deixandoas menos competitivas. Porém, o inimigo não está lá fora. Ele está dentro de cada um.

As reflexões se aplicam àquilo que ocorre em ambiente organizacional: (1) o que acontece nas relações quando as pessoas se autossabotam? (2) Quais os resultados para uma equipe de trabalho quando há um ladrão? (3) Qual a influência de um ladrão na organização? (4) E quando o ladrão é você?(5) Como prender o ladrão?

Não é uma palestra de motivação ou de superação. Tratase de uma reflexão que pode inspirar as pessoas a que sejam melhores, mais produtivas, mais inovadoras e mais competitivas. Entendese que cada um é dono das escolhas que o levam a construir a própria história. Motivação e Superação? Muito simples. Uma é a decisão. A outra é a ação. SÃO MARCAS DO SER HUMANO! Todas são escolhas. Depende de cada um e a organização pode contribuir.

DESENVOLVIMENTO DE:

Competências Relacionais: confiança, autenticidade, domínio próprio.

Competências de Desempenho: produtividade, competitividade, resultado, aprendizagem, inovação, excelência, espírito de equipe, resiliência.

Competências de Conduta: ética, propósito, liberdade, flexibilidade, autonomia, respeito.

APLICAÇÕES E USOS

A linguagem usada na palestra pode ser dirigida para diferentes aplicações e usos, cabendo ao interessado definir a necessidade do seu público:

§  SUPERAÇÃO & MOTIVAÇÃO: As marcas do Ser Humano!

§  VENDAS: Você ainda está vendendo? Mova pessoas…

§  INCLUSÃO E DIVERSIDADE: É preciso eliminar a deficiência!

§  SIPAT: Motivação para um comportamento seguro: quanto vale a segurança para você?

§ EMPREENDEDORISMO: Para onde olhar? Seja um InPrendedor.

METODOLOGIA

Usa-se o conhecimento acadêmico fundamentados nos estudos de Inteligência Emocional e Psicologia Positiva, a vivência profissional e pessoal, aliados com a metodologia Storytelling e a abordagem de Coaching para criar uma conexão com os participantes, transmitindo a essência da mensagem. 

MOACIR RAUBER acredita que tem “MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!” porque “ENTUSIASMO É UMA ESCOLHA INDIVIDUAL”. Também considera que a “DISCIPLINA É A LIBERDADE” que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a “FAZER TUDO QUE POSSA COMPARTILHAR COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS”.

Tem doutorado em Ciências Empresariais, Mestrados em Gestão de Recursos Humanos pela UMinho – Portugal e em Engenharia de Produção pela UFSC, MBA em Marketing, além de larga formação complementar.

Tem formação internacional em Coaching Executivo Organizacional reconhecido pela FIACE, ICC e EMCC. Tem experiência profissional nas áreas Administrativa, Secretariado, Gestão de Recursos Humanos, Vendas e Planejamento Estratégico. Também foi professor universitário no Paraná e em Santa Catarina e atualmente trabalha como Coach, Palestrante e Escritor.

Foi remador da Seleção Brasileira entre os anos de 2004 e 2008 e ainda hoje segue praticando o remo como lazer. Também faz trabalhos voluntários em instituições que desenvolvem projetos de inclusão social.

Autor dos Livros:

§  Olhe mais uma vez! Em cada situação novas oportunidades (2010).

§  Perguntar não ofende… Uma abordagem de coaching para o profissional de Secretariado (2013).

§  Superação, a marca do Ser Humano! (2013).

§  Ladrão de si mesmo (2016).

§  No reino de logo ali ao lado (2017).

§  Para onde olhar? Seja um InPrendedor. Transforme-se num Empreendedor! (2018, in-press).

Como se tornar um milionário?

Tem muita gente ensinando gente sobre os mais variados assuntos, mesmo que muitos daqueles que ensinam não saibam fazer aquilo que ensinam. Merecem destaque os manuais contendo fórmulas de como se tornar um milionário. Buscam-se alguns nomes de milionários e nominam-se uma série de características encontradas neles, levando as pessoas a acreditarem que há uma relação causal entre os traços especificados e o fato de eles serem milionários. Nassim Nicholas Taleb (Cisne Negro) alerta para que também se analise o cemitério das pessoas que fracassaram. Taleb destaca que se forem analisados os indivíduos que não chegaram lá vão ser encontradas neles as mesmas características que os milionários têm em comum, como coragem, assunção de riscos, otimismo, empreendedorismo, et cetera. Um detalhe que os manuais nunca comentam é que a única grande diferença entre uma grande parte do grupo de milionários e dos fracassados é pura e simplesmente SORTE. Nada mais do que sorte!

Por isso, “para se compreenderem os êxitos e analisar o que os causou é necessário estudarmos os traços presentes nos fracassos” (p. 154). Depois, levante as mãos para os céus e, humildemente, agradeça a sorte, caso você seja um dos milionários.

Nassim Nicholas Taleb

O Cisne Negro

 

 

Qual é o seu jogo?

Qual é o seu jogo?

Inspirar pessoas para serem competitivas sem que entrem em competição.

A primeira vez que estive em Florianópolis vivi uma situação hilária e marcante. Era na segunda-feira de carnaval. Meus amigos e eu fomos visitar a famosa Praça XV no centro da cidade, mas não sabíamos os costumes do carnaval local. Eu percorria a praça empurrando a minha cadeira de rodas, observando um pouco embasbacado que o ambiente parecia estranho. De repente, alguém surge do nada e se joga nos meus braços para logo dizer com aquele típico sotaque dos manezinhos da ilha:

– Quiridu, já falasse pra eles que já jogasse frexxxcobol pelado comigo na praia?

Era um travesti que havia se jogado no meu colo. Foi um susto enorme. Em Florianópolis é tradição os homens se vestirem de mulher na noite de segunda-feira para brincar o carnaval. Estava explicado porque estava tudo tão estranho. Rimos muito da nossa inocência. Contei muitas vezes a história, mas nunca havia pensado sobre o Frescobol como um esporte até há poucos dias. Também fiquei sabendo que que Rubem Alves escreveu sobre o tema, porém ouvi da boca de um amigo que me explicou porque ele havia se separado.

Ele disse:

– O meu casamento acabou porque parecia que nós estávamos jogando tênis um com o outro. Ela me sacaneava. Eu sacaneava ela. Deveríamos ter jogado Frescobol para sempre ajudar a manter a bolinha no ar para nos mantermos no jogo e não tênis para sempre querer tirar o outro do jogo.

Uma reflexão simplesmente fantástica. A importância da cooperação e da colaboração para continuar o jogo é um ponto a ser levado também para o ambiente organizacional. É fundamental ser competitivo, mas é essencial não entrar em competição, porque enquanto a competitividade extrai o melhor daqueles que estão no jogo, a competição procura eliminar os outros do jogo. Qual é o sentido de um jogo se não tivermos com quem jogar?

E para aqueles que acham que o Frescobol é um simples passatempo posso dizer que eles estão certos. É um jogo de puro prazer. Entretanto, também destaco que o Frescobol é altamente competitivo, porque não basta se manter no jogo, é preciso demonstrar perícia, habilidade e precisão nos movimentos. Assim, trata-se de um esporte que tem regras, tem uma forma diferenciada de pontuação e tem os juízes para arbitrar o jogo. O jogo pode ser realizado em duplas ou em trincas e pode adotar o estilo livre, veloz, radical e especialista. Para cada estilo tem uma série de movimentos com diferentes graus de dificuldades que confirmam a especialidade de quem os executa. Um ataque é feito quando um dos participantes imprime um golpe mais forte, porém ele deve ser preciso o bastante para que o outro possa defendê-lo. Desenvolvem-se as habilidades de ataque e de defesa que exigem muito mais perícia para se manter no jogo do que quando se quer eliminar o outro. Também pode ser contabilizada a sequência do jogo em que são apontadas a quantidade de trocas realizadas em um minuto por cada equipe. Outro ponto observado pelos juízes é o equilíbrio entre os jogadores, porque cada um deles deve realizar movimentos de ataque e de defesa.

Enfim, o Frescobol representa o ideal de um jogo infinito que deve demonstrar perícia, habilidade, cooperação, colaboração, excelência, alegria e o propósito de estar com o outro. Não se trabalha com a ideia de eliminar o outro, porque as nossas vidas somente têm sentido com o outro. É inspirador! Por isso pergunto: você quer que as relações na sua organização sejam inspiradoras? Jogue Frescobol com a sua equipe de trabalho e mantenha-se no jogo da produtividade. Você quer ter uma empresa alegre e competitiva com um coletivo melhor? Ensine os fundamentos do Frescobol que a sua organização terá êxito no jogo sem se preocupar em eliminar os outros do jogo, mas empenhada em se manter no jogo. Você terá uma organização que vai inspirar pessoas e vai potencializar o coletivo.

Então pergunto:

­- Você joga Frescobol?

Acho que seria interessante pelo menos adotar os princípios do esporte, para que você tenha engajamento em tempos de volatilidade. É importante deixar claro que os propósitos são coletivos. Com os fundamentos do Frescobol você terá equilíbrio entre a conectividade e o humanismo na era do pensamento acelerado. É essencial que haja conexão para que o jogo continue. Ao adotar os princípios do Frescobol em sua organização você demonstrará a transliderança e a transformação dos conflitos em complementariedade. Os conflitos sempre visam a manutenção do jogo. Por fim, o jogo do Frescobol nos ensina que as perspectivas futuras de carreira e gestão de pessoas, ainda que em períodos de terceirização e de E-social, depende de ter com quem jogar e não de eliminar os jogadores. Desse modo, os fundamentos do Frescobol fazem com que os outros permaneçam no jogo, inspirando a todos a formar um coletivo melhor.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Fonte da reflexão: Waldir Campos Filho

http://esarh.com.br/

Fonte da imagem: https://www.revide.com.br/blog/myrna-e-c-coelho-matos/tenis-ou-frescobol/

Admiração ou idolatria?

Fui seminarista durante um tempo. Tínhamos um mentor espiritual que dizia o seguinte:

– Na trajetória de vocês sempre olhem para a frente. Identifiquem pessoas de quem vocês admirem o comportamento. Tenham-nas como modelos, como referências. Porém, sempre se lembrem de que elas são apenas pessoas… Era parte das recomendações dele para nós seminaristas.

Ele desenvolvia o seu raciocínio destacando que é importante que cada um de nós tenha um modelo e que tenhamos referências saudáveis para observar o comportamento e seguir o que é recomendável. E quando ele nos alertava que os nossos modelos eram apenas pessoas ele jogava para cada um de nós a responsabilidade de replicar somente o que era positivo. Esse é o exercício do livre arbítrio. Cada um tem o dever de discernir o que é certo ou errado, ainda que seja no comportamento de pessoas que admiramos, porque assim como nós, elas são simplesmente humanas e podem errar. A admiração que se tem por alguém não pode nos tolher a visão, transformando-o em ídolo, porque a idolatria nos cega.  Aquele que transforma pessoas em ídolos e passa a adotar os comportamentos de um idólatra, termina por outorgar o direito ao ídolo de cometer toda uma série de abusos e barbáries. É a permissão do fã para que o ídolo possa transgredir. E não é esse o papel de quem tem o mínimo de capacidade intelectual. A idolatria leva a que surjam os autoritários e os ditadores. Uma pessoa deve ser admirada pelo que tem de bom, mas também deve responder pelos seus deslizes.

Por isso, o nosso mentor concluía:

– Admirem pessoas, mas não tenham ídolos.

Essas recomendações eu ouvi há mais ou menos quarenta anos e seguem mais atuais do que nunca. No meio profissional, social e político podemos admirar os mais competentes para aprender com eles, porém também devemos assumir a responsabilidade de dar a nossa contribuição positiva com a nossa visão de mundo. Podemos aprender com as pessoas éticas, honestas, respeitosas e transparentes em suas relações, no exercício da profissão e no meio político, porém devemos ter a consciência de que essas mesmas pessoas, ao cometer algum deslize comportamental, devem assumir as suas responsabilidades diante da sociedade. Por um lado, acredito que sempre se deve aplaudir aqueles que fazem o que deve ser feito em conformidade com o acordo social vigente, ainda que o comportamento ético, honesto e responsável não é mais do que a obrigação dos cidadãos. Por outro lado, também acredito que cada um deve responder pelos deslizes e comportamentos inadequados, porque a admiração que se tem por alguém não lhe dá salvo conduto para cometer crimes.

Quem você admira profissionalmente? Observe, aprenda e replique o que for positivo. Quem você tem como referência socialmente? Adote os comportamentos que o fazem ser referência e melhore a sociedade. Em quem você votou ultimamente? O seu voto deu a permissão para que ele transgredisse a lei? Cuidado para não isentar seus ídolos de suas responsabilidades.

Fonte: https://www.canstockphoto.com.br/ilustracao/fascista.html

 

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br

O que há no centro?

Trinta raios em uma roda de carroça

Dirigem-se para o cubo, que é o centro

– mas, vejam, nada há no centro e

é exatamente por isso que a roda funciona!

 

Se moldarmos uma taça, temos de fazer uma cavidade:

o vazio interno é que a torna útil.

 

Em uma casa ou sala, são os espaços vazios –

as portas, as janelas – que as tornam habitáveis.

 

Todas elas usam aquilo de que são feitas

para fazer o que fazem,

mas, sem o vazio nelas,

elas nada seriam.

Tao Te Ching.

Pixabay.