FACETAS!
Somos únicos.
Somos múltiplos.

By Moacir Rauber
FACETAS!
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Quanto vale o tempo?

Fui convidado para falar num lar de idosos sobre esperança e vida. Antes da data do evento fui visitar o local. Vi idosos em condições físicas e psicológicas em que, para muitos, a vida teria perdido a esperança. Eram idosos em suas cadeiras de rodas sem conseguir se mover, alguém precisava empurrá-los. Vi outros em conversas intermináveis com as paredes. Vi mais alguns balançando as suas cabeças num movimento repetitivo para talvez tentar recuperar alguma memória que insiste em fugir. Conversei com outros que revelavam as suas histórias para que elas não fossem simplesmente esquecidas. Pode parecer triste, porém eu não vejo dessa forma. Para mim é exatamente o oposto. Acredito que seja a manifestação da vida na sua plenitude em suas diferentes fases, porque ao estar em contato com aquelas pessoas lembrei-me que nós não temos passado e nós não temos futuro. Nós temos tão somente o presente e ele é o presente eterno de cada um. Depois de passar algumas horas com os idosos, ao voltar para casa me lembrei de uma conversa com amigo meu que completava 94 anos. No dia do seu aniversário eu o cumprimentei e disse:

– Eu invejo o senhor.

– Como assim? Você ainda é jovem e tem muita coisa para viver… respondeu ele meio indignado.

– Mas o senhor está onde eu gostaria de estar. O Senhor viveu mais de noventa anos. O senhor tem a garantia. Eu tenho a possibilidade. Quem sabe até eu chegarei? Até amanhã?

Ele balançou a cabeça afirmativamente. Quando somos crianças queremos ser adultos para poder fazer tudo o que queremos. Quando somos adultos fazemos tudo, menos o que queremos. Sentimos saudades dos tempos de criança e somos muito orgulhosos para ouvir os mais velhos. Travamos uma luta para desfrutar daquilo que os outros acham que é importante para que possamos nos sentir realizados. Finalmente, quando somos idosos, muitas vezes, lamentamos que não aproveitamos o nosso tempo de crianças e nem de adultos. Porém, aqui volto a destacar que a única realidade que temos em toda essa trajetória é o momento presente. Então qual é a diferença de termos 5, 10, 40 ou 90 anos? Por que, muitas vezes, nós julgamos que o nosso tempo é mais importante do que o tempo dos outros, principalmente quando estamos naquela idade adulta com milhões de compromissos? Não há diferença nenhuma em ser criança, adulto ou idoso. Cada um somente tem o presente. Não há tempo mais importante para um do que para o outro, porque o valor implícito da vida é o mesmo para cada um. O tempo é valioso para cada um, porque cada um somente tem o seu próprio tempo que acontece a cada momento.

Por isso, o que cada um pode fazer por si mesmo é importante, sabendo que devemos viver com aquilo que está ao nosso alcance. De nada serve ficar pensando naquilo que eu poderia ter sido ou naquilo que eu poderei vir a ser. O importante é que realmente cada um seja aquilo que pode ser agora, no exato momento que está vivendo. Porém, devemos ter em mente que a nossa vida não pode ser vivida sem os outros. Nós somente nos realizamos na presença do outro. Assim, o desafio é transformar a nossa vida num exercício de afeto verbo como ação e substantivo como sentimento. Eu afeto o mundo e o mundo me afeta. É o afeto verbo, é a ação. Sempre que eu afetar o mundo com afeto o mundo será melhor. É o afeto substantivo, é o sentimento. E se chegar o dia em que eu não tiver mais a capacidade de lembrar nada disso terá restado o AFETO, sentimento das ações do AFETO verbo que realizei.

Fazer isso é possível? Acredito que sim, independentemente de ser criança, jovem, adulto ou idoso.

 

Moacir Rauber

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E-mail: mjrauber@gmail.com

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Uma metáfora para a vida: sou como a água!

Outro dia uma moça me indagou:

– Se você fosse fazer uma metáfora de você mesmo, qual seria?

Fui pego de surpresa. Como não soube o que responder, fiz uma pergunta:

– Como assim?

– Ahh, algumas pessoas se identificam com um bicho… E ela deu alguns exemplos.

Fiquei pensando e não me ocorreu nenhum bicho com o qual pudesse fazer uma comparação. Porém, lembrei-me da água. Acredito que assim como o ser humano ela tem diferentes estados. Diferentes FACETAS! Às vezes sólida, outras vezes líquida e também gasosa. Às vezes calma, outras vezes agitada e também fluída. Pensando nisso, consegui me identificar com a água.

Quando penso nos meus valores, entre eles o respeito e a confiança, comparo-me com a solidez da água quando ela é gelo. Com a frieza do caráter que não tem dúvidas eu confio nas pessoas com as quais convivo. Quando não é possível confiar deixo de conviver, porque acredito também ser uma forma de respeitar a diferença que há entre aqueles que não confiam. E respeitar, para mim, é fundamental.

Quando penso nos meus amores sei que de água sólida logo me transformo em água líquida. Derreto-me para aquilo que eu gosto. Família e amigos estão sempre presentes, ainda que muitas vezes não fisicamente. A lealdade do amor e da amizade me fazem derreter para as emoções baseadas na confiança e no respeito.

Quando penso nos meus sonhos eu viajo como se gasoso fosse. Não há limites de tempo ou espaço, porque posso subir, descer e ir para onde a minha mente me levar. O que há de real em sonhos gasosos? Tudo, porque são os sonhos que dão forma aos nossos objetivos. São eles que nos levam de um lugar para o outro sem que, muitas vezes, possamos entender o que aconteceu. É a água gasosa!

Entretanto, nem tudo é tão sereno quanto parece. Para ser gelo, muitas vezes dói. Para ser líquido, muitas vezes se machuca e se é machucado. Para ser gasoso é preciso se transformar e isso também pode ser doloroso. E assim, a vida, comparada a água, pode ter momentos de calmaria, de agitação e de fluidez.

A calmaria acontecesse quando estou como um lago sem ventos ou um mar com jeito de espelho. São momentos maravilhosos em que tudo está como deveria estar. É a zona de conforto que nos dá conforto. Os relacionamentos estão estáveis feito um barco ancorado em águas de um lago sereno. As amizades seguem sendo as mesmas que sempre foram sem marolas. A família continua no lugar onde sempre esteve como águas paradas e profundas. Tudo certo no lugar certo. São os momentos em que as águas estão calmas e serenas que nos dão a tranquilidade para as tormentas que também aparecem. Afinal, a água, como a vida, não fica sempre no mesmo estado.

De repente a calmaria deixa de existir. As ondas aparecem. A vida sai do controle. Os relacionamentos acabam. Os amigos se mudam. A família se transforma. A água, por meio das ondas, agride, briga e se revolta. Ela quer expandir os seus limites achando o seu confinamento ao leito injusto. Na vida acontece algo semelhante. O conforto da calmaria se modifica no movimento natural da vida. Às vezes agredimos, machucamos e choramos. Queremos mais dos nossos relacionamentos. Buscamos ampliar o nosso número de amigos. Aspiramos uma família mais completa. Desejamos expandir as nossas experiências para além do que calmaria pode nos oferecer. O agito das ondas, assim como as mudanças da vida, podem nos proporcionar prazer.

É disso que vem a fluidez. A fluidez é o estado intermediário entre a calmaria e a agitação. As águas não ficam estáticas feito uma lagoa. Elas também não ficam agressivas feito as ondas de um mar revolto. As águas fluídas escorrem, contornam e seguem o seu caminho. Elas sabem para onde vão. As águas fluídas, assim como as vidas vividas, não param. Elas têm um objetivo que veio de um sonho gasoso. Elas têm valores sólidos que, por meio da fluidez, as conduzem para onde querem ir. Assim como as águas, as vidas mudam: elas têm diferentes estados e múltiplas FACETAS!

Como a água:

Sou sólido com os meus valores

Sou líquido com os meus objetivos

Sou gasoso com os meus sonhos.

Sou calmo com as vitórias

Sou agitado com as injustiças

Sou fluído com as alternativas

Moacir Rauber

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Quanto vale a segurança para você?

Quanto vale a segurança para você?

Motivação para o comportamento seguro

Quanto vale a segurança pra você? Motivação para o comportamento seguro

Aplicação:
Palestra dirigida para eventos SIPAT destacando a importância de que nós devemos adotar um comportamento seguro para que possamos desfrutar da vida em sua plenitude.

Objetivos:

  • Desenvolver as competências esperadas para alcançar os resultados esperados, considerando um comportamento seguro.
  • Mostrar aos participantes que as oportunidades existem e que as pessoas dependem de competências para vê-las, entendê-las e aproveitá-las com segurança.
  • Relacionar o tema da competitividade e da superação com os resultados individuais e organizacionais num ambiente seguro.
  • Entender que cada um é feito de histórias.

Questões fundamentais:

  • Quanto vale a segurança pra você?
  • Você tem medo ou preguiça de adotar um comportamento seguro?
  • Quanto vale chegar bem em casa e estar bem no trabalho pra você?
  • Você é vítima ou protagonista do seu comportamento?
  • Qual o final da sua história que você quer contar?

Moacir Rauber

Fone: 48 99857 8451

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Você quer ser um super-herói?

– O que você vai fazer com a sua vida?

A pergunta fora jogada para uma plateia composta por pais, a maioria jovens, e seus filhos, que tinham entre seis e dez anos. Logo, um dos meninos levantou a mão e respondeu:

– Eu quero ser um super-herói!

Muito bem, pensei com os meus botões. Ele quer fazer a diferença no mundo. Um tempo depois pedi um voluntário para uma atividade em frente a plateia. O primeiro a se voluntariar foi o candidato a super-herói. Fiquei feliz porque isso demonstrava que ele não era só palavras. Ele mostrava que estava disposto a agir e estava disponível para os outros. E esse foi o ponto explorado sobre as motivações que cada um de nós exibe para alcançar aquilo que imagina querer da sua vida. Sabe-se que ser um super-herói é uma pretensão, talvez exagerada, normalmente relegada para o mundo da ficção. Porém, nada impede que cada um seja um herói na sua área de atuação. O herói das pequenas coisas, a começar pela atitude de agir primeiro para pensar na recompensa depois. Normalmente, exigimos saber a recompensa primeiro para agir depois.

É muito comum que sempre queiramos saber, O que vou ganhar com isso?, limitando a pergunta às questões financeiras. Entendo que a pergunta deve ser feita de modo reflexivo ampliando as perspectivas da ação, englobando outras variáveis, como, O que vou perder com isso? Também se deve lembrar, O que os outros vão ganhar? E se vão ganhar. O questionamento deve abordar, O que os outros vão perder? E essas indagações vão muito além do aspecto financeiro. Fala-se de bem-estar e de saber que as minhas ações afetam os outros. Por isso, acredito que muito diferente de sermos motivados pela antiga construção do Se você fizer, então você vai receber aquilo… com o intuito de que a recompensa motive a ação, devemos passar a agir pela composição do Agora que você fez isso o mundo te dá aquilo. Como assim? Entendo que devemos partir para a ação. Uma vez pensadas e avaliadas as variáveis que transcendem o aspecto puramente material, acredito que devemos fazer a nossa parte que o mundo tratará de nos recompensar. Vejo que nessa percepção, as recompensas podem nos surpreender. Caso não aconteça nada que você perceba, fique tranquilo que é muito bom ser bom. Esse é o herói das pequenas coisas.

Penso que é muito bom devolver o troco que você recebe a mais por engano, porque a recompensa é a sensação de ter feito o certo e o bem para alguém. É muito bom ajudar alguém que está com dificuldades no seu trabalho, porque a recompensa disso é o desenvolvimento das próprias habilidades. É muito bom ser gentil no trânsito, porque a recompensa disso é a diminuição do estresse de todos. É muito bom ser pontual nos compromissos, porque a recompensa disso é o respeito. É muito bom dizer Muito obrigado, porque a recompensa disso será um sorriso. É muito bom elogiar o outro que fez algo bom, porque a recompensa disso serão mais coisas boas sendo feitas. Enfim, é muito bom ser justo, ainda que você acredite que o mundo não o seja. A recompensa disso será um mundo um pouco mais justo. Por isso tudo, é muito bom ser bom. São desses heróis que precisamos. Porém, para isso, precisamos estar dispostos a nos atrever a fazer primeiro para que a recompensa venha depois. Você quer ser um super-herói? Não é preciso, basta ser o herói que valoriza as pequenas coisas. Lembra do menino voluntário que se candidatou a super-herói? Ele foi premiado com um presente pela sua disponibilidade, pela sua coragem e pela sua iniciativa de ser um voluntário. Esteja disponível que a recompensa virá.

Créditos: Rastro Selvagem

Moacir Rauber

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