FACETAS!
Somos únicos.
Somos múltiplos.

By Moacir Rauber
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Te dolu!!!

Moacir Jorge Rauber
A superficialidade está substituindo a franqueza rude daqueles que nem sempre se expressavam, mas quando o faziam era verdadeiro. Muito normal, até muito natural que os artistas, os cantores e os famosos mandem “beijos no coração”, digam muitas vezes “obrigadú!” e tenham um milhão de amigos, embora constantemente durmam sós. Mas sempre havia o outro lado. Quem não se lembra com carinho daqueles abraços verdadeiros, daqueles olhares que expressavam mais do que mil palavras, daquelas cartas que traduziam os sentimentos que realmente existiam? Esta realidade sempre foi mais frequente entre, como se pode dizer, os mais humildes, talvez os mais puros, população mais rústica, menos cult, mas muito mais verdadeira. Um abraço dado, era porque realmente havia motivo para isso. Um agradecimento feito, sabia-se que a razão para tal tinha fundamento. Uma declaração de amizade não se fazia para qualquer um. Eu te amo então estava na origem de um matrimónio. Hoje, porém, a superficialidade que graça no mundo virtual está praticamente terminando com essa realidade também entre os “mais puros”.

Ao acessar a página pessoal de uma pessoa qualquer, numa das tantas redes sociais da internet, facilmente são encontradas pessoas com 200, 300 ou 1000 amigos. Em todas elas vários depoimentos de amizade verdadeira e de amor eterno que expressam sentimentos quase impossíveis de existirem. Fotos, poses e sorrisos são postados todos os dias para que sejam comentados. As pessoas, em todas as situações, inevitavelmente estão acompanhadas de um celular com câmara fotográfica para registrar os momentos que serão vividos. Tudo é fotografado e depois carregado na sua rede. Os amigos fazem os comentários lindo, como amo essas pessoas, ela é divina, te adoro, vc é xd! entre outras tantas expressões comuns. Mas para quem fazem isso? Todos se sentem como se estivessem participando de um filme, de uma novela. Cada um é o personagem principal com milhões de fãs e amigos. O importante não é estar bem, mas parecer e aparecer bem. Enquanto declara sua amizade e seu amor virtual, nega uma ajuda real. Essa ajuda pode ser para um amigo, para um namorado, até mesmo para um filho. Fica muito mais fácil fazer um comentário numa foto Esse é meu filhão que eu amo, mas na vida real negar-lhe o carinho e o amor que estão no ato de ensinar a noção dos deveres e das responsabilidades daqueles que vivem em sociedade.

Infelizmente estamos perdendo a profundidade dos sentimentos, que muitas vezes se ocultavam por trás de expressões contidas, mas que tinham significado. A profundidade de sentimentos por trás de palavras não proferidas, mas que foram ditas. Sentimentos esses que poderiam ser expressados até por um encontrão dado num amigo, pois representava muito, mas muito mais do que declarações como Te dolu!. Uma expressão tristemente infantilizada e que esconde cada vez mais pessoas deprimidas e vazias, mesmo que tenham um milhão de amigos na internet, mas que na hora de tomar um café o fazem sozinhos.

Texto em Ponto de Equilíbrio!

O tema Gestão de Pessoas tem suscitado inúmeras discussões, entre elas a sustentabilidade do processo de avaliação de desempenho. A pergunta é Quem avalia o avaliador? para refletir se realmente os responsáveis pelo processo estão preparados para este trabalho, enfim, para saber se há equilíbrio entre Respeito, Lealdade e Transparência…

O texto originalmente foi publicado em
http://www.hsm.com.br/editorias/gestaodepessoas/Quem_avalia_avaliador.php?ppag=1

Conhecer e tratar pessoas requer habilidade, e isso não é para qualquer um…

Texto – Max Gehringer

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um Vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho – com tinta nanquim. Já o Raul, nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena – que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de ‘paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino’. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena? O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo , eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:… ele entendia de gente. Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: ‘Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo’. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.
‘ Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.’

A prova silenciosa

A prova silenciosa é uma das considerações feitas por Nassim Nicholas Taleb, no livro o Cisne Negro, quando se trata de orientações para ser bem sucedido nesta ou naquela área. Ilustra a teoria da prova silenciosa com o exemplo da metodologia usada para identificar competências para conquistar riqueza com rapidez e segurança. Selecionam uma lista de executivos, empresários e outras pessoas bem sucedidas financeiramente e procuram identificar o que elas tem em comum. Na seqüência aparecem as competências comuns destas tais pessoas, que conforme o autor normalmente são: coragem, assunção de riscos, otimismo entre outros. A ilação feita a partir dessa detecção é que quem apresenta esses traços característicos tem mais facilmente sucesso. A observação feita por Taleb vai em sentido de que se olhássemos para as pessoas que possuem as mesmas características, mas que não constam da lista de bem sucedidos é enorme. Apenas com a diferença de que esses nunca são considerados nas listas e nem tem suas memórias editadas por nenhuma editora, porque para falhados não há espaço. Conclue, “Poderá haver diferenças no nível das aptidões, mas o que realmente os separa é, no essencial, um único fatcor: sorte. Pura Sorte!”

Resumo do mês de outubro

O mês de outubro foi pobre em produção e publicação de textos no blog, mas foi rico na vidinha levada aqui em Braga. Comecei efetivamente a jogar basquete na “equipa” daqui, estando inscrito para disputar a Liga Portuguesa de Basquete sobre rodas. Começa em menos de duas semanas!!!
Também começaram as aulas no Programa de Pós Graduação da Universidade do Minho com muitas leituras e muitos trabalhos. São textos e situações interessantes sobre a Gestão de Pessoas.
Desta maneira, no mês de outubro foram publicados os seguintes textos no Blog FACETAS! Múltiplas faces de uma mesma pessoa:

Texto em Garrafas!
Para ganhar a tarde, basta um sorriso…
E lá no fundo do beco…

Ponto de Equilíbrio
Qual é o jogoMarise Jalowitzki
Querer ser diferentes os torna iguais

Além dos textos foram postados os seguintes assuntos:
Conhecendo Bamberg – Alemanha: semáforos
A previsão do peru

Acesse, leia e comente no Blog e quando quiserem sugerir um assunto ou publicar algum texto enviem-no ao meu e-mail [email protected].
Um abraço

Moacir Rauber