A nossa vida em projetos

Moacir Rauber

A tendência de gestão por projetos tem ganhado mais espaço gradativamente e tem sido apontado como uma novidade. Entretanto a questão da novidade é falsa. A gestão por projetos é tão antiga quanto a própria história da humanidade. Vive-se tão somente uma fase em que os projetos estão sendo diminuídos em tempo, espaço e tamanho. Antigamente tinha-se projetos para uma vida, como o casamento na esfera individual, ou a construção de uma catedral na esfera comunitária. O casamento uma vez assumido, independentemente da felicidade ou não dos parceiros, era cumprido a risca até o final da vida dos cônjuges. Amantes, traições e até agressões não eram motivos suficientemente fortes para superar a vergonha de uma separação. Era necessário concluir o projeto a qualquer custo. Os projetos de construção de obras de grande porte ilustram a história da humanidade. As pirâmides, os castelos e as catedrais eram projetos que igualmente se estendiam pelo prazo de uma vida.
No atual contexto individual ou organizacional mais e mais as metas e objetivos são divididos em projetos, que uma vez alcançados desdobram-se em outros tantos. Tem-se a vantagem de que são projetos curtos e que ainda assim podem ser interrompidos e mudados. As informações e as mudanças nos permitem mudar de rumo, tanto em nossas opções individual quanto nas escolhas organizacionais. E não há demérito nisso. Essa capacidade de mudança pode revelar a capacidade de se ajustar a novas verdades que fazem com que de projeto em projeto possamos ampliar nossa expectativa de vida pelo acúmulo de experiências.
E como vão os projetos da sua vida? Imutáveis? Fixos? Maleáveis? Ampliáveis?

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