Máquinas especiais…

Ontem tive o privilégio de conversar com um grupo especial que produz máquina especiais. Para quem eles produzem? Para pessoas… Motivo suficiente para serem especiais. É com satisfação que se vê pessoas envolvidas e sabendo que tudo o que se produz e se faz, de uma forma ou outra, vai chegar para outras pessoas. Pode ser uma máquina, mas ela vai fabricar produtos para pessoas assim como nós que são filhos de alguém, podem ser pais, mães ou irmãos de outros. Certamente essas pessoas têm amigos, parceiros ou cônjuges. Nisso uma coisa é certa: tudo aquilo que nós produzimos tem como destino outras pessoas. Assim, cabe a nós fazermos o melhor sabendo que a nossa organização é muito mais do que simplesmente um fábrica, uma indústria, uma loja, um supermercado, um restaurante ou uma rede de fast food.

Revoltei-me na última semana ao acompanhar a notícia de um jovem que trabalha numa rede de fast food.  Ele postou um vídeo na internet mostrando que passava suas partes íntimas nos lanches antes de servi-los. Mostrava também que, muitas vezes, os recheava com um líquido especial, a sua própria urina. E o pior de tudo era a justificativa que dava ao seu ato de sandice dizendo que era um protesto contra o sistema que alienava as pessoas. O sistema aliena as pessoas? Como? Você faz exatamente aquilo que quer fazer porque acredita que pode e deve fazê-lo. Então só porque uma pessoa consome fast food ela é alienada? Pode até ser, mas precisa da concordância de quem é o consumidor, porque foi a liberdade de escolha que fez com que a pessoa ali entrasse e pagasse por um produto que esperava consumir. Agora quem é o sujeito que fez a porquice que mostrou que fez e ainda se julga melhor do que aqueles que ali entraram para consumir algo que não era aquilo? Isso sim é que é alienação. Julgar-se melhor do que os demais e no direito de adulterar um produto somente porque feito por uma grande organização com a qual ele não concorda? É muito mais do que alienação. É canalhice. É o sujeito ser mau caráter e querer justificar as suas atitudes com um discurso que não é verdadeiro. Ninguém o obrigou a trabalhar ali. Não concorda com o que se produz naquela rede? Ótimo. É um direito seu. Não consuma o que eles vendem ou manifeste-se como um ser humano com um mínimo de racionalidade. Porém, não queira justificar o injustificável com atitudes imundas que denigrem a própria humanidade.

O fato relatado foi motivo de revolta. Mas por outro lado estar numa empresa que produz máquinas e equipamentos para embalar pizzas, lasanhas e outros tipos de comidas produzidas em série e ver que as pessoas tem a exata noção que o resultado atingirá outras pessoas é motivo de alegria. São os projetistas e os engenheiros pensando na melhor solução. São os desenhistas dando forma ao projeto. São as pessoas da produção cortando e ajustando as peças nos seus mínimos detalhes. São os montadores tendo o cuidado para que tudo seja realizado de forma perfeita. São as pessoas da limpeza deixando o ambiente agradável. São os vendedores preocupados com a venda e o pós-venda. São os responsáveis pelo administrativo conectando as partes da organização para que tudo funcione. Por fim, são pessoas especiais produzindo máquinas especiais que servirão outras pessoas especiais. São pessoas que sabem que tudo que existe fora da natureza é feito pelas pessoas e para as pessoas. E as máquinas somente são especiais porque servirão pessoas.

Mas se tudo que nós fazemos é destinado para pessoas então tudo deve ser feito de forma especial, não é mesmo?

E você, está fazendo algo especial?


É assim que a humanidade vai evoluindo!



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