Lúcifer, divinamente diabólico ou diabolicamente divino?

Assisti a primeira temporada do seriado Lúcifer que para mim foi a melhor de todas as séries que já assisti. Envolve humor, drama, amor, maldade, raiva, intriga, inveja, bondade, confiança, lealdade, entre outras tantas emoções e sentimentos humanos, que também podem ser divinos ou diabólicos. O personagem principal é Lúcifer, o Anjo Caído, que depois de uma eternidade cuidando dos portões do inferno decide tirar férias em Los Angeles. Nada mais apropriado, pois LA pode ser considerada a Sodoma da atualidade. Em muitas situações, referem-se a Lúcifer como o Filho predileto do Pai caído em desgraça e relegado ao trabalho árduo de cuidar das portas do inferno. Ele carrega em si a mágoa, mas revela a necessidade de ter a aprovação do Pai. No transcorrer dos episódios, Lúcifer exibe os comportamentos associados à luxúria, à inveja e à crueldade, mas também tem atos de clemência e de bondade. Em seu período de férias do inferno Lúcifer entende que as pessoas o culpam por tudo, mas na realidade ele sabe que cada um é responsável pelos próprios atos, assim como ele próprio.

Lúcifer também revela as suas lutas íntimas que podem ser comparadas com aquelas que cada ser humano carrega em si, porém, assim como nós, humanos, coloca nos ombros do Pai a culpa pela própria infelicidade. Lúcifer parece ser divinamente diabólico ou diabolicamente divino quando deixa transparecer que todos nós podemos simplesmente ser manipulados pelo Pai. Nesse momento, entendo que Lúcifer está sendo simplesmente Lúcifer!

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