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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

AFETO: Eu AFETO o mundo. O mundo me AFETA!

Afeto é a Força da Esperança no Trabalho de Orientação para os resultados com Amor.

Pergunte-se: quem é você?

Pode parecer estranho, mas muitos não sabem quem são, confundindo-se com o seu trabalho ou com os seus papéis na sociedade.

Depois, pergunte-se:

Onde você está e para onde está indo?

O que você Cria e CoCria?

Como você se manifesta?

Se você não sabe as respostas para todas essas perguntas você é nosso convidado!

Temos as respostas?

Não! Somente temos a coragem de nos perguntar.

A cenoura, o ovo e o café: quais são as suas qualidades?

A cenoura, o ovo e o café: quais são as suas qualidades?

A menina reclamava muito dos seus problemas. O pai a convidou para ir até a cozinha onde pôs três panelas com água para ferver. Ao iniciar a fervura pôs numa panela cenouras, na outra ovos e na terceira café. Deixou que a água fervesse por vinte minutos e depois mostrou o resultado para a filha. A cenoura que estava dura e firme ao ser posta na água agora estava branda e macia. O ovo que tinha sua casca dura por fora e sabidamente era mole por dentro agora estava duro por completo. E o café fervido por vinte minutos havia transformado a água, dando-lhe nova cor, sabor e aroma. Todos os ingredientes estiveram no mesmo ambiente e enfrentaram as mesmas dificuldades, porém o que diferiu é como cada um reagiu frente as dificuldades impostas pelo meio. Normalmente, destacam-se as qualidades do café que soube transformar o ambiente a seu favor. Com isso, fica a mensagem de que cada um deve saber como influenciar o ambiente para que as dificuldades sejam vistas como oportunidades. Porém, o que dizer da cenoura e do ovo? Não teriam eles qualidades importantes que poderiam ser aproveitadas?

Na situação da cenoura, do ovo e do café sempre são valorizadas as competências do café, como a sua força de influenciar e transformar o ambiente. Entretanto, caso nos comportemos sempre como o café, não nos tornaremos arrogantes como alguém que não reconhece o outro como um verdadeiro outro? Se todos forem café onde haverá espaço para nos transformarmos em suaves e brandos como a cenoura ou para mostrarmos a nossa solidez e a firmeza como o ovo? Aqui entram as minhas considerações sobre a analogia tantas vezes utilizada em diferentes espaços de ensino aprendizagem. Creio sim na importância das competências do “café” para transformar o ambiente, impregnando-o com os suas características, entre eles a cor, o aroma e o sabor. É fundamental que levemos às organizações nossos atributos únicos, afinal, normalmente são eles que nos abrem as portas para que estejamos onde estamos. Entretanto, cabe a cada um de nós aceitarmos a influência do outro que contribui com a sua unicidade para o mesmo ambiente. É aí que fazem a diferença as qualidades da “cenoura” e do “ovo”. A “cenoura” com a sua inicial dureza que se transforma em brandura pode representar a compaixão, a humildade e a flexibilidade de reconhecer que se alguém pensa diferente de mim há no mínimo a possibilidade de que ele esteja certo e eu não. O mais provável é que ambos estejam certos, apenas com interpretações diferentes sobre o mesmo fato. Por outro lado, o “ovo” com a sua inicial dureza frágil pode se transformar na solidez, na firmeza e na resistência que podem representar os valores e a força do caráter na busca de um propósito. Assim, ao juntarmos as qualidade da cenoura, do ovo e do café cria-se uma geração de pessoas tolerantes, firmes, flexíveis e transformadoras que se propõem a influenciar o ambiente para o bem comum. Em suma, AFETAR com AFETO transforma e permite que cada um seja afetado com o AFETO, transformando-se. Pode-se desfrutar do sabor e do aroma do café sem desperdiçar as proteínas e as vitaminas do ovo e da cenoura.

Enfim, nas organizações, nas relações e na sociedade não se trata de valorizar um em detrimento do outro. O café, a cenoura e o ovo são complementares. O aroma e o sabor do café podem dar a sua contribuição ao ambiente, assim como a cenoura com a sua dureza que se transforma em flexibilidade e a rigidez da casca do ovo que se modifica para a solidez podem fazê-lo. Todos, com suas características únicas de transitar num ambiente de dificuldades, podem contribuir para a formação de uma sociedade com o propósito de viver em harmonia. Desse modo, as pessoas saberão dar e receber; conseguirão ensinar e aprender; e poderão acolher e compartilhar, ainda que estejam mergulhados em “água quente”.

Eu AFETO o mundo. O mundo me AFETA. Com AFETO o mundo é melhor.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: [email protected]

Não somos engrenagens. Não somos máquinas!

Não somos engrenagens. Não somos máquinas!

Não somos engrenagens. Não somos máquinas!

O diretor falava da importância das pessoas no processo de produção da organização e da interdependência entre cada um dos membros da equipe. Repetiu que na organização que ele conduzia as pessoas eram consideradas como parte da família. E concluiu:

– Por isso cada um tem o seu papel. É como se cada um fosse uma engrenagem de uma grande máquina…

Concordo com a interdependência entre os membros de uma organização, assim como entendo que ela se estende para além das suas paredes, alcançando os fornecedores e sua cadeia produtiva, os acionistas, os clientes, os consumidores e a humanidade. A humanidade? Sim, porque tudo que se produz é consumido por pessoas que habitam este planeta, AFETANDO diretamente toda a vida abrigada nele. Desta forma, é fundamental que entendamos o nosso papel na organização e suas consequências, entre benefícios e externalidades geradas pelo que nela se produz e se consome.

Discordo com a fala do diretor que diz que os colaboradores são considerados como parte da família e como engrenagens de uma grande máquina. Da família os colaboradores não são, porque caso fossem deveriam constar no testamento dos acionistas e receber o seu quinhão como herança. Colaboradores de uma organização necessitam de respeito, valorização, reconhecimento e o entendimento do sentido daquilo que fazem. Precisam da HUMANIDADE da organização. Igualmente discordo com a analogia entre pessoas e engrenagens e máquinas e organizações. A fala do diretor está carregada da visão mecanicista de gestão, em que a produção em série usava as pessoas como engrenagens de uma máquina, não exigindo e nem permitindo que elas pensassem ou se expressassem. É um modelo de gestão com pouca flexibilidade e as organizações que o mantêm estão sujeitas ao desaparecimento pela rápida obsolescência das tecnologias, assim como pela mudança dos hábitos e dos comportamentos dos consumidores que têm encurtado o ciclo de vida dos produtos e serviços. Com isso, as máquinas se tornam obsoletas e as engrenagens deixam de girar, fazendo com que as pessoas não possam contar com a “família” que nunca tiveram. Isso porque as organizações não são máquinas e as pessoas não são engrenagens. As organizações precisam Ser Humanas. É essencial (Re) Criar a Humanização no ambiente organizacional.

Portanto, acredito que uma analogia mais apropriada para as organizações pode ser feita com o que nós somos: Seres Humanos, organismos vivos. O ser humano pode ser o exemplo de uma organização, porque cada pessoa é um sistema completo, complexo e interdependente, com necessidades que vão além do seu círculo, assim como uma organização. Assim, a gestão orgânica ganha relevância porque é mais adaptada para a competitividade e a instabilidade do ambiente em que as organizações atuam. Dessa forma, cada colaborador, que é um sistema completo, complexo e interdependente, é parte de sistemas completos, complexos e interdependentes, que são as organizações. Ambos são organismos vivos, Seres Humanos, e essa é a realidade que se deve gerir.  O gestor orgânico deve entender a contribuição de cada colaborador num processo de gestão flexível possível somente em organizações entendidas como organismos humanos vivos.

Enfim, entendo a necessidade da padronização de procedimentos nas organizações, porém defendo que se aproveitem as particularidades dos indivíduos. Por isso, é fundamental que a gestão orgânica reconheça a contribuição das pessoas para a organização, assim como as suas necessidades. Para isso é preciso (Re) Criar a Humanização no ambiente organizacional para que possam surgir organizações inovadoras, criativas e HUMANAS. Trata-se de entender que não há nada fora da natureza que não seja feito pelas pessoas, para as pessoas e com as pessoas. Desta forma, os gestores devem se preparar para gerir pessoas que impactem a tecnologia com a sua humanidade num movimento competitivo, produtivo e evolutivo. Para ser evolutivo é preciso Ser Humano. Para Ser Humano é fundamental sentir, pensar, gerir e agir com AFETO, porque cada pessoa AFETA o mundo e o mundo com AFETO é melhor. Não é utopia. É inteligência, porque é Bom ser Bom. É Humano Ser Bom. E Ser Bom dá lucro!

Finalmente, as organizações serão inovadoras e criativas somente se forem humanas para permitir que cada colaborador se expresse de maneira a contribuir com a sua unicidade, singularidade e multiplicidade. Lembrando que as pessoas não são engrenagens e as organizações não são máquinas. As organizações são organismos vivos que sem as pessoas não existem. As organizações precisam Ser Humanas!

Moacir Rauber

Skype: mjrauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: [email protected]

Encontro de ladrões…

Você já deixou de fazer algo por que estava com medo?

Você sente que já se autossabotou?

Então você é um ladrão. Você é NORMAL!!!

ENCONTRO DE LADRÕES: SÓ FALTA VOCÊ!

Como identificar o Ladrão de si mesmo?

Como prender o Ladrão de si mesmo?

Como explorar todo o seu potencial?

Comece a aprender a prender o Ladrão de si mesmo.

Se você é um aluno, onde é que você está se roubando?

Se você é um professor, onde é que você está se roubando?

Se você é um empresário, onde é que você está se roubando?

Nas suas relações, onde é que você está se roubando?

Se você é um Ser Humano, onde é que você está se roubando?

Com isso, você também rouba os outros!

“O pior ladrão não só rouba dos outros, ele rouba de si mesmo. Quando ele rouba de si ele também rouba dos outros o melhor que ele poderia dar de si.” Moacir Rauber

PARTICIPE: @fabidier

Na vida não existem lados!

Ouvia o meu amigo:

– Quando entrei naquela empresa, no primeiro ano eu fazia tudo que me pediam e um pouco mais. Sempre estava disposto a colaborar e as coisas aconteciam. Lembro que aceitei responsabilidades de um cargo sem receber nada a mais, inicialmente, depois veio o aumento de salário e o reconhecimento. Fiquei muito orgulhoso disso! Em outro momento, me ofereci para participar de um grupo de voluntários e foi como voluntário que conheci a minha esposa. Eu fazia aquilo porque gostava e acreditava. Um dia, um colega me disse, “Você é um puxa-saco!”. Não entendi bem, mas senti a acusação de ser traidor de algo. Parecia que eu não era bem visto porque estava contribuindo para a empresa e era acusado de estar do lado errado. Depois disso mudei. Quando percebi eu estava com o grupo de pessoas daquele sujeito que me havia criticado. Logo, comecei a criticar tudo. Para a empresa fazia só o que me pediam. Saí das atividades voluntárias. Não ajudava mais ninguém. Só reclamava. Dois anos depois saí da empresa, o que foi uma das grandes burradas que fiz na vida…

Normalmente, dentro de qualquer organização, os grupos que se preocupam mais em criticar do que em fazer simplesmente não conseguem ver as pessoas competentes fazendo o que deve ser feito, principalmente nos momentos de escassez de recursos. Frustram-se ao ver que os outros usam a sua criatividade, o seu entusiasmo e a sua iniciativa para ver os problemas para encontrar e propor soluções. Num momento evolutivo em que se descola da visão mecanicista da gestão em direção a uma visão flexível, os gestores e, consequentemente, as organizações finalmente entenderam que o Ser Humano deve estar no centro do processo. Não cabe mais a divisão entre “nós” e “eles” no ambiente organizacional ou em qualquer outro.

Lembrar que uma organização não tem lados pode ser uma boa base para se tomar boas decisões no momento que você participar de uma. Entender que se você está na organização foi porque escolheu estar e isso contribui para que a pessoa não se entregue ao conformismo, ao derrotismo e ao vitimismo. Os conformistas fazem apenas aquilo que lhe pediram para fazer. Recorde-se que estes são dispensáveis, porque para isso podemos programar computadores. Os derrotistas, frente a uma alternativa, dizem que as coisas sempre foram feitas assim por aqui. Importante ter em mente que para fazer sempre do mesmo jeito existem as máquinas e não se precisa de seres pensantes. E os vitimistas se colocam como se não tivessem alternativa, o que não é verdade: cada um é o protagonista das suas escolhas. Enfim, não deixem que conformistas, derrotistas e vitimistas os levem para o mundo deles, porque quando você se coloca no papel de vítima, ainda assim você é o protagonista da sua tragédia, da sua derrota ou do seu conformismo.

Por isso a pergunta: de que lado você está? Nas organizações, assim como na vida, não há lados, pois existem objetivos comuns e individuais que estão no centro das atividades. Porém, quando você perceber que está indo para um lado, aproveite, pule e saia da organização.

De que lado você está?

O trabalho faz parte da nossa vida e …

… na vida não há lados, porque nós sempre estamos no centro dela.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: [email protected]