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¡Equilibrio y rutina para complementar el Alma!

“La vida pasa rápido” es un dicho que empieza a tener sentido a medida que nos acercamos a su último periodo. En la infancia todo tarda en pasar. En la juventud la percepción del paso del tiempo cambia un poco y a partir de entonces el ritmo sigue aumentando hasta el final de nuestro viaje. Aun así, siempre hay tiempo para amar. En la infancia tenemos nuestros amores, casi siempre platónicos. En la adolescencia y la juventud, la fuerza de la vida se manifiesta con el poder de las pasiones, sean correspondidas o no. La vida adulta debería traernos la fuerza de un amor sobrio y duradero. “Debería”, pero nada es tan lineal. Mi vida adulta casi ha terminado, porque estoy más cerca de la vejez que de su comienzo. Ya encontrado el equilibrio profesional, pero no contaba con el privilegio de la fuerza de un amor sobrio y duradero. ¿Qué había pasado?

No sé exactamente qué pasó, pero sé que “la vida pasa rápido”. Hoy veo que hay personas que encuentran el equilibrio en diferentes áreas de la vida en distintos momentos. Asimismo, observo que muchos encuentran la fuerza del amor sobrio y duradero al final de la juventud y al comienzo de la edad adulta, representado en matrimonios equilibrados que duran toda la vida. ¡Un sueño! A otros les toma un tiempo más y otros simplemente no tienen el privilegio de encontrar la fuerza del amor equilibrado en toda la vida. Y este equilibrio se basa en la rutina de amar con actitudes, gestos y acciones. ¿Como así? Particularmente, creo que el equilibrio presente en las rutinas establecidas nos garantiza longevidad, más allá de la vida, en el amor y en otros ámbitos. Por ejemplo, la rutina de los estudios nos lleva a obtener conocimientos y su aplicación nos aporta equilibrio profesional, económico y financiero. La rutina de actividades físicas con una alimentación saludable nos proporciona bienestar y salud a través del equilibrio. Y así, podemos seguir enumerando los beneficios del equilibrio que nos aporta la rutina de las prácticas diarias, como el desayuno, el almuerzo y la cena en horarios establecidos; los beneficios del cuidado rutinario de las plantas del jardín con equilibrio; los beneficios del equilibrio y la rutina en las amistades establecidas; los beneficios del equilibrio y la presencia rutinaria en la vida de los niños hasta que se vuelvan independientes; el beneficio del equilibrio y la rutina en actitudes, gestos y acciones hacia las personas que uno ama. Eso era lo que me faltaba. Siempre he tenido una rutina de estudio que me mantuvo activo, así como una rutina de actividad física que me mantuvo con buena salud. De igual manera, la rutina de levantarme temprano, comer en horarios preestablecidos y no dormir tarde contribuyó para mantener la calidad de vida. Sin embargo, “la vida pasa rápido” y ya tenía más de cincuenta años sin el equilibrio y la fuerza de un amor sobrio y duradero. Miraba a parejas que habían encontrado este equilibrio hace diez, veinte, treinta o más años y las admiraba. Nunca fue envidia, siempre fue admiración por la capacidad de mantener una relación en el tiempo, cuando la realidad lleva a tantos a descartar a las personas ante la primera dificultad. Después de todo, vivimos en tiempos de Amor Líquido (Bauman). A Dios agradecía el hecho de haber aprendido a vivir bien conmigo mismo al redescubrir mi espiritualidad a través del equilibrio y la rutina de las oraciones. Sin embargo, le pedía a Él la Gracia de encontrar a alguien con quien pudiera compartir el amor a través de actitudes, palabras y acciones amorosas hasta el final de mis días. Y así encontré a la persona con la que convivo desde hace cinco años, un amor equilibrado que se establece sobre las rutinas de nuestra convivencia.

Así, “prometo hoy, ante Dios, familiares, amigos y testigos, que eres mi único amor con toda la fuerza del equilibrio de la rutina”. ¡La promesa es desde el fondo de mi alma que tu presencia complementa!

Moacir Rauber

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Para: Rita Romina Perluzky Rauber

O QUE ESPERAR DE UM PAÍS ASSIM?

Fonte: IA BING

O que esperar de um país assim?

Fomos ao supermercado como sempre fazemos. Começamos por um lado e terminamos no espaço dos frios, das verduras e das frutas. Minha esposa e eu olhávamos as uvas que estavam expostas buscando localizar o preço. Afastamo-nos um pouco para ver melhor. Nesse momento, passa em nossa frente uma mulher com seus trinta e poucos anos acompanhada de um menino de mais ou menos sete, provavelmente seu filho. Ele derruba uma caixinha de meio quilo que se abre. Pensamos que a mãe ajudaria o filho a recolocar o produto no seu devido lugar, porém o diálogo nos mostrou uma atitude diferente. Ela disse:

– Come uma uva, fecha a caixinha e depois coloca no lugar. Ninguém vai notar…

E seguiu abrindo outras caixinhas e mostrando ao filho como fazer para comer uvas sem levar e nem pagar pelo produto. Por isso a pergunta: o que esperar de um país assim, em que pais ensinam aos filhos a arte da esperteza? Não se pode esperar nada. Muito se fala dos políticos corruptos que estão no congresso nacional, assim como dos deputados estaduais e vereadores. Igualmente se comenta sobre a falta de honestidade de muitos dos ocupantes do executivo nacional, estadual e municipal. Outros tantos comentários são dirigidos aos empresários e potenciais corruptores dos políticos. Nesse caminho de condenar a corrupção, sequer escapam os magistrados componentes da suprema corte brasileira. Parece que assim seguimos nos afundando num caminho de corrupção que se constata no dia a dia das mais altas esferas do poder político, judiciário e empresarial. Entretanto, há que se lembrar que o presidente, os deputados, os senadores, os vereadores, os prefeitos, os governadores e os magistrados, antes de mais nada, são gente como a gente. Eles têm origem numa família e numa comunidade. E isso se aplica aos empresários, aos trabalhadores da iniciativa privada ou aos funcionários públicos, sejam eles ricos ou pobres. Por isso, ao ver uma mulher mostrar a uma criança de sete ou oito anos como roubar uvas num supermercado percebi que não se pode esperar nada de um país assim. Há que se fazer algo. Alguém poderia dizer, Ahh, mas foi somente uma uvinha!!! Não se trata do tamanho do furto ou do roubo, o ponto é a corrupção endêmica que surge de comportamentos assim. A mulher que vi furtando uvas poderá ser a próxima vereadora da minha ou da sua cidade. O menino em sua vida adulta poderá ser um prefeito, governador, presidente do país ou simplesmente um funcionário corrupto. Por isso me pergunto: o que poderíamos esperar de pessoas com essa postura frente a vida compartilhada com outras pessoas? Não podemos esperar nada, precisamos fazer algo.

Portanto, ao ver a situação do furto das uvas em andamento a minha obrigação como cidadão e como cliente é fazer algo, porque senão alguém levará uma caixinha de uvas com menos quantidade para casa. Enfim, não podemos esperar nada de um país como o nosso, porém temos a responsabilidade de fazer a nossa parte. Entendo que não é o Brasil que não é honesto, íntegro, eficiente, produtivo, pontual, empreendedor ou outra qualidade qualquer. Somos nós como pessoas e indivíduos que ao adotar comportamentos íntegros podemos criar um entorno que se refletirá em famílias, escolas, bairros, cidades, estados e num país honesto. Só assim para reverter a preocupação de Martin Luther King que disse: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.”

Não esperemos nada de um país assim. Cumpramos com os acordos feitos na família; desempenhemos o papel para o qual fomos contratados nas empresas; participemos ativamente das associações de bairro, cuidemos dos espaços públicos e fiscalizemos o trabalho de funcionários públicos e dos representantes populares.

Não esperemos, façamos a nossa parte honesta e integramente que teremos um país melhor!

Moacir Rauber

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EQUILÍBRIO E ROTINA PARA COMPLEMENTAR A ALMA!

Equilíbrio e rotina para complementar a Alma!

“A vida passa rápido” é um ditado que começa a ter sentido conforme nos aproximamos do quarto final dela. Na infância tudo tarda em passar. Na juventude essa percepção da passagem do tempo muda um pouco e a partir daí o ritmo não para de aumentar até o final de nossa jornada. Ainda assim, sempre é tempo de amar. Na infância temos nossos amores, quase sempre platônicos. Na adolescência e juventude a força da vida se manifesta na potência das paixões, correspondidas ou não. A vida adulta deveria nos trazer a fortaleza dos amores sóbrios e duradouros. “Deveria”, mas ela não é tão linear. A minha vida adulta quase se finda, porque estou mais próximo da ancianidade do que do seu início, com o equilíbrio na vida profissional, mas não havia tido o privilégio da fortaleza de um amor sóbrio e duradouro. O que havia acontecido?

Não sei exatamente o que aconteceu, porém sei que “a vida passa rápido”. Hoje constato que há pessoas que encontram o equilíbrio nas diferentes áreas de vida em distintos momentos. Igualmente, observo que muitos encontram a fortaleza do amor sóbrio e duradouro no final da juventude e início da vida adulta, representados em casamentos equilibrados que duram a vida toda. Um sonho! Outros demoram um pouco e outros ainda, simplesmente, não tem o privilégio de encontrar a fortaleza do amor equilibrado como o elixir da vida. E esse equilíbrio como elixir da vida se funda na rotina de amar com atitudes, gestos e ações. Como assim? Particularmente, acredito que o equilíbrio presente nas rotinas estabelecidas nos garantem a longevidade, inclusive no amor e em outros domínios. Por exemplo, a rotina dos estudos nos leva a obter conhecimento e a sua aplicação nós dá o equilíbrio profissional, econômico e financeiro. A rotina das atividades físicas com alimentação saudável nos proporciona bem estar e saúde pelo equilíbrio. E assim, podemos seguir listando os benefícios do equilíbrio que a rotina das práticas diárias nos trazem, como tomar café, almoçar e jantar em horários estabelecidos; os benefícios do equilíbrio e da rotina do cuidado das plantas do jardim; os benefícios do equilíbrio e da rotina nas amizades estabelecidas; os benefícios do equilíbrio e da rotina da presença nas vidas dos filhos até a sua independência; o benefício do equilíbrio e da rotina das atitudes, dos gestos e ações para com as pessoas que se ama. Era isso que me faltava. Sempre tive uma rotina de estudos que me manteve ativo, assim como mantive uma rotina de atividades físicas que me deram boa condição de saúde. Enfim, a rotina de me levantar cedo, alimentar-me em horários pré-estabelecidos e não dormir tarde, da mesma forma, contribuíam para manter a qualidade de vida. Entretanto, “a vida passa rápido” e já me estava além dos cinquenta anos sem o equilíbrio da fortaleza de um amor sóbrio e duradouro. Olhava para os casais que haviam encontrado esse equilíbrio há dez, vinte, trinta anos ou mais e os admirava. Nunca foi inveja, sempre foi admiração pela capacidade de manter uma relação através do tempo, quando a realidade leva a tantos a descartarem as pessoas frente a primeira dificuldade. Afinal, vivemos em tempos de Amor Líquido (Bauman). Em oração, agradecia o fato de haver aprendido a viver bem comigo no reencontro com a minha espiritualidade por meio do equilíbrio e da rotina. Entretanto, pedia a Deus a Graça de encontrar alguém com quem pudesse compartilhar o amor através de atitudes, palavras e ações amorosas até o final dos meus dias. E foi assim que encontrei a pessoa com vivo há cinco anos um amor equilibrado que se estabelece sobre as rotinas do nosso convívio.

Assim, “prometo hoje, perante Deus, familiares, amigos e testemunhas que você é o meu único amor com toda a força do equilíbrio e da rotina”. A promessa é do fundo da minha alma que contigo se complementa!

Moacir Rauber

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Para: Rita Romina Perluzky Rauber

VOCÊ SERVE OU SE SERVE?

Você serve ou se serve?

O mundo organizacional é fonte de inspiração daquilo que se deve fazer em muitas áreas. Quase sempre, os recursos são bem utilizados e as iniciativas contam com a colaboração e a cooperação dos integrantes das organizações. Porém, nem sempre é assim. Muitas vezes, a ética desaparece num movimento egoísta de usar o outro para os interesses próprios, refletido nas buscas por se relacionar com as pessoas “certas”. Houve uma situação que evidenciou essa realidade. Conversava com uma pessoa que havia feito uma carreira organizacional na área de treinamento e desenvolvimento no ambiente interno e ela, recentemente, havia deixado a organização para iniciar a sua jornada solo. Traçou como objetivo criar uma empresa que seria reconhecida em todo país, abordando temas ligados à liderança. Numa conversa espontânea num café, essa pessoa afirmou:

– Eu quero ter alcance nacional! Vou me aproximar de cada pessoa que possa me acercar ao objetivo. É a minha meta!!!

A declaração foi franca, sem mostrar nenhum sinal de alguma incongruência ética. Creio que criar uma organização com a pretensão de ter alcance nacional parece justo e importante. Entretanto, a estratégia gerou incomodidade em mim, porque escutei que ela se aproximaria de quem a levasse a alcançar o seu objetivo, num movimento egoísta de usar as pessoas. A partir dessa interpretação, perguntei-me: qual a contribuição real de alguém que se serve das pessoas para alcançar os seus objetivos? Particularmente, acredito que nossa principal fonte de realização deveria estar no ato de servir às pessoas e não em se servir delas. E isso se aplica ao indivíduo e às organizações. O indivíduo, ao integrar uma organização familiar, social ou empresarial, deve, de alguma forma, servi-la. Por isso, pergunto: a tua família é melhor com a tua presença? A sociedade é melhor com a tua participação? A empresa é melhor com o teu trabalho? Se sim, você está cumprindo com o papel de ser um Ser Humano que serve às pessoas. Se essas organizações não forem melhores com a tua existência, por que você está nelas? Trata-se de uma lógica de serviço em que as pessoas servem as pessoas e, consequentemente, às organizações. Com esse olhar, igualmente, as organizações servem às pessoas. Portanto, a família, a sociedade e a empresa, reciprocamente, devem oferecer condições para que você seja melhor ao integrá-las. Se não for assim, para que elas existem? Uma organização que não estimular a que seus integrantes sejam melhores ao estarem nelas não deveria existir. Por isso, a reciprocidade das relações elimina o utilitarismo das pessoas.

A pessoa lá do início do texto já não está próxima a mim, mas segue a sua jornada em busca do alcance nacional. Talvez tenha se afastado porque já não lhe sirva mais. Não lamento. O fato somente reforça a crença de que “se não vivemos para servir não servimos para viver” (Madre Teresa de Calcutá). Ela, num de seus dias de serviço, ouviu de um senhor que ele não faria o que ela faz por dinheiro nenhum. Ele obteve a resposta: “Nem eu…”. Ela sempre viveu para servir, tornando-se um exemplo de liderança. Um dos grandes sucessos literários do início do Século XXI, O Monge e o Executivo, resgata a importância de servir aos demais, principalmente no papel de líder. Se não for para servir, para que liderar? Desse modo, entendo que a liderança, política ou organizacional, deve cumprir com os significados de servir, ao trabalhar em favor, cuidar, produzir proveito ou benefício para alguém. Mais do que isso, a liderança deve servir no sentido de ser útil, conveniente ou adequado para os outros, cumprindo com à sua finalidade. Assim, acredito que nós como pessoas devemos servir aos outros, porque assim seremos servidos.

E você, serve às pessoas ou se serve delas? E a sua organização serve para servir?

Moacir Rauber

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QUEM TEM A FAMA…

Quem tem a fama…

Outro dia, numa roda de conversa que antecedia o início de uma reunião, a pessoa que não estava presente era o tema justamente porque estava atrasado. Alguém do grupo disse, Ele sempre chega atrasado. É normal. E o condutor do encontro complementou:

– Vamos começar a reunião, porque quem tem a fama deita na cama… referindo-se a que não poderíamos contar com a sua pontualidade.

A sabedoria presente em muitos ditados populares explica boa parte da ciência comportamental a partir de uma prática preexistente, porque a maioria dos ditados tem origem em determinados comportamentos. Entretanto, nem todos expressam uma verdade absoluta e podem condicionar o comportamento.

O ditado acima tem um peso relativo, uma vez que ele se aplica muito mais negativamente do que positivamente. A “fama” acompanha comportamentos que rotulam as pessoas, como no caso de alguém que passa a ser conhecido por “sempre chegar atrasado”, ainda que tenha sido verdade em duas num total de cinco reuniões. Já não importa, porque quem tem a fama deita na cama. Igualmente uma pessoa que perdeu o controle emocional frente a uma situação, ficará facilmente rotulada de desequilibrada, ainda que tenha mantido o equilíbrio nas demais oportunidades. Da mesma forma, aquele que marcou uma posição divergente num grupo convergente ficará marcado como teimoso, ainda que tenha sido convergente nas outras reuniões. Do mesmo modo, a pessoa que fica marcada como intolerante num determinado assunto, provavelmente, carregará esse rótulo por muito tempo, ainda que seja tolerante em todos os demais temas. Assim seguimos rotulando e marcando as pessoas muito mais pelo lado negativo do que pelo lado positivo. É muito mais fácil criticar uma pessoa pela sua impaciência num único momento, do que reconhecer a sua paciência em todas as outras vezes. É bem mais simples acusar o outro de insensato por um ato de descuido, do que aceitar a sua sensatez nas demais decisões. É mais rápido apontar o dedo chamando o outro de autoritário por usar a sua força hierárquica uma vez, do que admitir a sua condescendência em tantas outras decisões. E assim seguimos rotulando as pessoas de chatos, mentirosos, covardes, cruéis, negligentes, inflexíveis, entre tantas outras palavras que são juízos nossos com relação ao outro. Aqui está o ponto da armadilha dos rótulos, porque eles vêm de fora. Quando alguém rotula o outro, o outro não, necessariamente, precisa viver com isso, porque que cada um é o que é até que deixa de ser.

Quem tem a fama deita na cama? Ao escutar essa afirmação pensei, Deita na cama se quiser, porque entendo que, ainda que tenhamos nosso passado, vivemos no presente em que somos nós, individualmente, que escolhemos como vamos viver cada dia. Os rótulos e as marcas estão por fora das embalagens e dos produtos, assim como aqueles que são colocados nas pessoas. Ainda que você veja o rótulo da Coca-Cola numa garrafa quem te garante o que há dentro? Da mesma forma, ainda que alguém tenha o rótulo disso ou daquilo, cada um sabe a verdade sobre a sua vida e as suas escolhas. Mais do que isso. Cada dia é um novo dia em que você escolhe como vai vivê-lo. Você pode escolher o equilíbrio, ainda que seja conhecido por desequilibrado; você pode ser flexível, ainda que o rotulem de teimoso; é tua a escolha de ser tolerante, mesmo que o classifiquem de intolerante; nada impede que você seja paciente, ainda que tenha a fama de impaciente; é tua a decisão de ser sensato, ainda que o considerem insensato; é você quem decide ser condescendente, ainda que o tratem de autoritário; é escolha individual ser honesto, ainda que você tenha sido desonesto na década passada, no ano anterior, na semana, no dia ou no segundo que passou. Eis um marco importante para cada um de nós. Ainda que tenhamos passado, internamente, podemos escolher como folhas em branco, uma vez que sempre podemos tomar novas decisões.

E a fama e os rótulos? Eles estão por fora, dentro de você somente você sabe o que há. O que há dentro de você?

Moacir Rauber

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COMUNICACIÓN NO VIOLENTA

¿HABLAS ESPAÑOL? Tienes una invitación especial…

Hoy (14-05-24, 19 a las 21hs) empezamos los talleres de Comunicación No Violenta integrando la Pausa.

¡Mándame un mensaje privado whatsapp 48 998578451 y participa!

Es posible vivir vínculos más auténticos iniciando por nosotros mismos

Talleres semanales por zoom de Comunicación No Violenta desde una mirada COMPASIVA!

Info e Inscripción:

+54 911 68493482 (Miriam – AR) whatsapp

+55 48 998578451 (Moacir – BR) whatsapp

INICIO: 14-05-24

HORARIO: 19 a 21hs

UM “CASE” DE FRACASSO…

Fonte: Pixabay

Um “Case” de Fracasso…

Escutar o meu amigo falar sobre a sua constante busca por novos conhecimentos num movimento de abertura para a aprendizagem é um alento. Ele entendeu que a vida é um processo contínuo de aprendizagem e de desenvolvimento. Com mais de cinquenta anos, ele não mediu esforços para participar de um curso a quase mil quilômetros de sua casa, viajando a noite inteira de ônibus para estar na maratona de quatro dias na tarde seguinte. Ele comentou que o curso tratava de diferentes temas com vários especialistas, pessoas curiosas e uma interação dinâmica entre os participantes e os facilitadores. O ambiente era estimulante. Entendo que nos cursos e oficinas muitos estão ávidos para contar a sua história, quase sempre de uma perspectiva de sucesso. Frente as discussões, o meu amigo se manifestou dizendo:

– Olhando por esse lado, eu sou um “case” de fracasso…

As pessoas presentes se voltaram para ele que exibia a sua expressão tranquila. Segundo o meu amigo, os participantes eram todos bem mais novos, uma vez que a área é predominantemente ocupada pelos jovens. Ele continuou sua exposição detalhando o que ele poderia ter feito de diferente durante os últimos anos na condução do seu negócio e não fez. Ainda assim, a sua organização continuava viva num segmento em que a grande maioria havia fechado as portas, justamente pela mudança do modelo de negócio da sua área. Assim, qual é a razão para ele se considerar um caso de fracasso? Entende-se fracasso como o fato de não alcançar um objetivo, sendo considerado igualmente como a falta de êxito, a derrota ou a frustração. São muitos os sinônimos para a palavra fracasso, porém o seu antônimo principal é o sucesso, entendido como aquele que cumpre com as expectativas. Aqui entrava a perspectiva do meu amigo que sentia não haver transformado o negócio num sucesso em conformidade com as suas expectativas. E, no mundo corporativo, é essencial ser um sucesso para continuar no negócio. Porém, essa busca pelo sucesso gera o efeito colateral de pessoas pouco autênticas que disfarçam a falta de êxito, não aceitam a derrota, não suportam uma frustração, ou simplesmente não reconhecem que fizeram uma escolha equivocada. Dessa forma, as pessoas passam a exibir a faceta de positividade tóxica desconectada da realidade ao sobrevalorizarem os acertos, nem sempre verdadeiros, e ocultarem os erros, presentes na vida de qualquer ser humano. Desse modo, acredito que as pessoas perdem a oportunidade de alcançar o sucesso ao não serem corajosos o suficiente para reconhecerem o insucesso com a humildade de quem está aberto para aprender.  Esse é o ponto. Ao reconhecer que uma escolha equivocada pode estar na raiz de uma frustração, na origem de uma derrota e, consequentemente, na causa da falta de êxito, tem-se a oportunidade de fazer novas escolhas. Por isso, entendo que é preciso ser corajoso e humilde para reconhecer o fracasso atual como resultado de escolhas passadas, dando-nos a oportunidade de mudar as próprias escolhas para alcançar o sucesso. Eis o ponto em que se encontrava o meu amigo.

O curso prosseguiu, porém agora o meu amigo estava na vitrine, porque ele teve a coragem e a humildade de reconhecer que poderia ter feito mais pelo seu negócio. Igualmente entendeu que escolhas diferentes o poderiam ter levado ao sucesso, por isso passou a receber a atenção de todo o grupo. Os facilitadores, especialistas da área, usavam o seu caso como exemplo. Os demais participantes que conheciam o segmento igualmente contribuíam com ideias e sugestões que poderiam ser implementadas pelo meu amigo em seu negócio. Enfim, ao escutar a história do meu amigo que segue aberto à aprendizagem, pude entender que ao se reconhecer como um “case” de fracasso ele deu o primeiro passo para se transformar num “case” de sucesso.

O que você poderia fazer pelo seu negócio que ainda não fez?

Quais as escolhas que não o levaram para onde você queria ir?

O que você pode fazer melhor?

Moacir Rauber

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QUAL É A SUA META?

Qual é a meta?

No início de 2024 renovei meus sonhos, estabeleci objetivos e defini metas para o dia a dia. Agora terminamos o mês de abril me pergunto: como estão as minhas metas? Uma delas, a prática de exercício físico, foi definida em remar 3660 minutos no ano. São apenas dez minutos por dia, nada tão complicado, pensei. A primeira semana foi tranquila e fiz alguns minutos a mais da meta. A segunda semana optei por não praticar em alguns dias e fiquei devendo minutos. Na terceira semana o desafio de manter a rotina de treinos começava a me incomodar. Durante uma sessão de trinta minutos que havia programado para recuperar a média diária, a luta mental para cumprir a meta apareceu. A mente que, muitas vezes, nos mente, dizia, Para que essa atividade, você tem mais o que fazer. Recém havia feito dezoito minutos dos trinta programados. Mentalmente buscava contra-argumentar dizendo, Faz bem pra saúde, foi você quem escolheu. Na sequência a mente reforçava a ideia de abandonar, Isso não vale a pena. E, naquele dia, a mente que mente venceu. Parei. E você, como está com as suas metas?

Não há como realizar sonhos ou viver um propósito sem cumprir metas, quantificações específicas de uma atividade que nos leva na direção escolhida. Entretanto, cumprir as metas traçadas não é garantia de alcançar os objetivos, porém não as cumprir é a certeza de que não se chegará ao destino. O objetivo de me manter bem fisicamente passa pelas estratégias e o cumprimento das metas. A prática de exercícios físicos regulares, aliada à alimentação equilibrada eram as minhas estratégias principais. A meta do ano de remar um determinado tempo foi livremente estipulado por mim num acordo pessoal comigo mesmo. E as metas, segundo o modelo SMART, devem ser Específicas, Mensuráveis, Alcançáveis, Realistas e num Tempo determinado. A minha meta preenchia os requisitos. Porém, no contato diário com a atividade as metas passam por fases distintas. Primeiro vem a empolgação de assumir um compromisso consigo mesmo e a convicção de querer cumpri-lo. Pude constatar a presença da empolgação na primeira semana. Na sequência vem a constatação de que a realidade é diferente do planejado e cumprir com o estipulado talvez não seja tão simples assim. A terceira semana da prática pensada para um ano me mostrou isso. A fase seguinte é a percepção de que é necessário adaptar-se sem perder o foco ao dominar a própria mente ao escolher os pensamentos que irei alimentar. O próximo passo são os conflitos internos sobre o que se está fazendo, em que é essencial validar a meta na relação com o objetivo, com a missão ou com os sonhos. Avançamos para a fase em que o reforço mental é determinante. O que você diz para a mente? Ao dominar essa fase nos aproximamos da meta a que nos propomos e o objetivo está visível. Aqui o desafio é não perecer pela arrogância de acreditar que nada me impedirá de cumprir com o determinado. Por fim, ao alcançar uma meta definida é fundamental comemorar para, em seguida, refazer o planejamento e recomeçar o processo para seguir rumo ao destino. Esse processo acontece dentro das metas de curto, médio e longo prazos, assim como com relação aos objetivos e sonhos. Aplica-se na esfera pessoal e organizacional. É a luta interna que vai definir a própria situação de satisfação e o sentido de realização. Cumprir as metas nos traz felicidade!

Voltando à meta de 3660 minutos de remo para o ano, naquele dia eu perdi para a minha mente e desisti. Porém, desistir qualquer um pode, contudo, cumprir com as escolhas feitas é o exercício da liberdade. No dia seguinte voltei e fiz quarenta minutos. No final de abril, ao haver decorrido 121 dias, contabilizei 1340 minutos. A meta está sendo cumprida, porém a luta continua porque o processo se repete na atividade diária, assim como na meta principal do ano e da vida.

Como estão as suas metas?

Moacir Rauber

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O QUE VOCÊ TEM CELEBRADO?

O que você tem celebrado?

Naquele dia nos encontramos com atraso. Ao perguntar-nos como chegávamos, apareceram palavras como acelerado e ansioso, ainda que tenham sido citadas a esperança e a confiança. Como estávamos atrasados, fomos direto ao trabalho. Começamos a leitura conjunta para revisar a versão final de um dos capítulos. Um queria uma palavra para expressar determinada situação e o outro outra. Não houve acordo, assim estávamos num impasse em que sentimentos de irritação emergiam. Olhamo-nos, até que um disse:

– Não fizemos a nossa oração das intenções hoje, não é?

– Verdade!

Paramos o trabalho, fizemos a oração em que pedimos clareza e iluminação para reconhecer a nossa humanidade compartilhada na compaixão; e pedimos a graça de compreender o que não entendemos e agradecer com a capacidade de escutar-nos mutuamente. Finalizamos a oração e decidimos encerrar as atividades naquele dia. Cada um foi para o seu lado para reencontrar-nos no dia seguinte. Fizemos uma Pausa para avaliar quais eram os Fatos por detrás dos Sentimentos e qual o significado do impasse em que nos encontrávamos. Quais eram as necessidades ocultas no impasse? Naquele momento não estava claro.

Um trabalho em equipe envolve pessoas com diferentes visões de mundo, por vezes antagônicas, com valores e necessidades individuais dos integrantes. No nosso caso, éramos duas pessoas produzindo um livro com ferramentas para melhorar as relações pessoais e de trabalho. Ainda assim, entramos numa zona de conflito em que discutimos, debatemos e disputamos sem conversar. Entendemos aqui a discussão e o debate como a pretensão de querer impor a própria opinião sobre o outro. Quando alguém consegue convencer o outro, ainda que de forma pacífica, a hierarquia na relação muda, porque um se sobrepõe ao outro e a conversa não é mais entre iguais. Queríamos conversar no sentido de versar sobre um assunto no mesmo canal, o livro. Porém, algo aconteceu em que a posição pessoal de cada um se manifestava de maneira a se sobrepor aos interesses maiores. Caso usássemos palavra A ou B naquele ponto do livro, o resultado não mudaria, entretanto cada um havia fincado o pé na sua escolha. Por isso, repetimos a pergunta: quais eram as necessidades pessoais que não estavam sendo atendidas naquele momento de impasse? Provavelmente não eram necessidades, talvez o desejo de querer se validar frente ao outro. Nesse momento, entrávamos numa disputa, que no latim significa dis (separação) e putãre (pensar). Começávamos a separar o nosso pensamento debatendo competitivamente numa discussão em que somente haveriam perdedores. Ao constatar que não havíamos feito a oração que guiaria as nossas intenções e as nossas ações, recuperamos a possibilidade do diálogo. Ao fazer uma pausa consciente, tivemos o tempo necessário para distinguir o que era importante na situação. Provavelmente, cada um de nós fez um pequeno luto sobre o desejo não atendido, para no dia seguinte nos encontrarmos com a disposição de conversar. As nossas necessidades, possivelmente, eram de reconhecimento ou de aceitação entre nós. Depois do luto, tivemos a oportunidade de celebrar.

Celebrar o quê? O impasse em si não foi razão para celebrar, entretanto, o ato de parar para ampliar a consciência nos deu esse motivo. Acreditamos que seja importante fazer o luto quando temos uma necessidade não atendida, porém, abraçamos a ideia de que a iniciativa de celebrar as pequenas conquistas diárias nos levam aos grandes resultados. Fizemos o luto pelo impasse, contudo, no momento em que escolhemos a conversa como estratégia para resolvê-lo, abrimo-nos para o mundo das possibilidades. Disso vem o real motivo para celebrar, que é a sabedoria de não cair na armadilha dos debates em busca de uma vitória e das discussões que competem, porque ambas levam a uma disputa que separa. Celebramos a capacidade de fazer uma pausa para observar sem julgar, registrar os sentimentos e identificar as necessidades que nos manteve no caminho da comunicação que afeta com afeto. Conversamos e saímos melhores como pessoas e entregamos um capítulo mais bem elaborado do livro. Bons motivos para celebrar.

Você tem celebrado? Quais motivos?

Moacir Rauber

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