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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Vozes da Esperança: a Força da Esperança no trabalho Orientado para o Amor

Você ama o próximo? É bom e importante amar o próximo, esteja ele longe ou próximo. Porém, é indispensável amar o próximo mais próximo, porque só assim todos os próximos serão amados pelos próximos, incluindo cada um. E amar o próximo que está próximo exige esforço e dedicação. É uma construção.

O que você está construindo?

A Força da Esperança do Trabalho Orientado para o Amor não é utopia. É uma necessidade!!!

Participe: dia 05-2-2021 no FACEBOOK do Instituto Cecília Costa – Educação & Desenvolvimento do Potencial Humano | Facebook

Verdade mais verdadeira do mundo?

Verdade mais verdadeira do mundo?

Quase cinquenta anos depois, numa conversa de final de ano entre um causo e outro, entre fatos e exageros um dos irmãos questiona:

– Verdade mais verdadeira do mundo?

Não era necessário dizer mais nada. Imediatamente voltamos a nossa infância. O nosso código de honra fora acionado como nos tempos em que a ele recorríamos para tirar uma dúvida sobre uma situação não tão bem explicada.

Início da década de 1970. Vivíamos os três irmãos uma realidade que a nós nos parecia ser a única possível na face da terra. Tínhamos entre 4 e 8 anos e cumpríamos a rotina dos filhos de agricultores: ajudar na lida diária, ir à escola e frequentar a catequese. No dia a dia tínhamos que tirar leite, tratar os porcos, cuidar das galinhas e capinar na lavoura. Além disso, caminhávamos por quase quatro quilômetros até a escola. Aos sábados tínhamos a catequese e uma vez por mês íamos à missa no domingo. Na catequese aprendíamos os mandamentos cristãos e um deles dizia que não se pode usar o Santo Nome de Deus em vão. Dessa forma, quando estávamos diante de uma situação que exigia confirmar se fosse verdade ou não estávamos tentados a dizer “Eu juro por Deus!”. Entretanto, não era recomendável porque confrontava um dos mandamentos. O que fazer? Qual seria a solução para saber quando alguém estava dizendo a verdade ou poderia estar sonegando alguma informação sobre “a importante tarefa” de quem era a vez de secar a louça naquele dia? Ou como fazer para saber se realmente um dos irmãos havia feito ou deixado de fazer algo ordenado pelos pais? Responder em nome de Deus não era permitido. Assim, criamos um código que deveria ser usado com cuidado, porque jamais deveria ser quebrado. Era um tratado de honra. Desse modo, surgiu a expressão “Verdade Mais Verdadeira do Mundo” para mediar e garantir que a verdade estava sendo dita sem que um mandamento estivesse sendo quebrado.

Ao escutar a pergunta “Verdade mais verdadeira do mundo?” rimos a plenos pulmões, porque lembramos imediatamente do que se tratava. Destaco aqui a importância da estratégia criada e dos valores subjacentes ao código de honra. Estabelecemos normas, condições e um formato para usar um recurso que tratava com o outro, mas principalmente desafiava a relação de cada um consigo mesmo. Quando a pergunta era dirigida a você por um dos irmãos, ele o instigava, o provocava e o experimentava, levando o indagado a uma conversa interior profunda. “Estou sendo verdadeiro?”, “estou me aproveitando de alguma situação?” ou ainda, “sou de confiança?”. Ao ser confrontado com a pergunta a conversa era íntima. Enquanto não se proferia a resposta, o diálogo interno fazia com que cada um se questionasse e avaliasse os reflexos da situação na sua relação consigo mesmo e com os outros. O código de honra criado e estabelecido entre os irmãos tinha a capacidade de estimular o comportamento verdadeiro, mantendo a motivação para cumprir com aquilo que foi escolhido livremente por cada um. Os códigos de honra podem ser explícitos ou podem estar implícitos no ambiente em que circulamos ou nas relações que estabelecemos. Eles estão presentes e, quase sempre, sabemos como nos comportar para que se mantenha a coerência interna que traz em si os princípios e os valores individuais.

Qual é o seu código de honra? Qual é a sua “verdade mais verdadeira do mundo”?

Moacir Rauber

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Radical e Resignado: no equilíbrio as vozes da esperança!

Radical e Resignado: no equilíbrio as vozes da esperança!

Escutava o meu amigo que dizia viver um momento de descrença muito grande. Uma desesperança com o ser humano. Para ele, participar de reuniões, grupos de trabalho ou uma roda de amigos (quase todos virtuais) era um martírio. Parecia-lhe que ao menor sinal de discordância, divergência ou de uma posição que pudesse parecer politicamente incorreta os olhares acusadores surgiam. Nas reuniões e nos grupos de trabalho ele optou por se calar. Nas rodas de amigos ele escolheu sair. Numa de nossas conversas ele me disse:

– Parece que se vive numa ditadura da harmonia…

Ao escutá-lo tive que lhe dar razão. Por mais que se fale em respeito às diferenças e ao acolhimento da diversidade numa repetição de lindos discursos, a prática tem se mostrado perversa. Nessa reflexão comentou que para ele

…as pessoas defendem que é importante pensar diferente, desde que todos pensem iguais.

Ele disse, “É por isso que cansei de tudo. É a ditadura da falsa harmonia!”. Sorri, porque concordei. Harmonia pode ser entendida como a presença da paz e da concordância no ambiente por meio da ausência de conflitos. Acredito ser fundamental haver harmonia, entretanto, há que se lembrar que a harmonia necessita que haja a sensação de prazer e a ausência de tensão no ambiente, por isso entendo que o conflito pode estar presente. Caso assim não seja assim, é a ditadura da harmonia, porque alguém teve que se calar em nome dela. Esse raciocínio me levou para um texto lido sobre o radical e o resignado. Explora-se a ideia da existência predominante de dois tipos de pessoas: os radicais e os resignados. Ele dizia que há um grande grupo de radicais que buscam se afastar daquilo que é tradicional, conservador ou usual, extremando-se no movimento de fazer com que o outro mude. Muitas vezes, são agressivos, ofensivos e hostis, porque se creem os justos num mundo de injustiças. Também há um grupo significativo de resignados que aceitam as situações sem que haja um movimento para mudá-la, conformando-se. Quase sempre, são submissos, obedientes e dependentes. Igual aos radicais, acreditam que o mundo não é justo. E, por fim, há um grupo de pessoas que se equilibram entre os radicais e os resignados que mantém a esperança. E o que é esperança? É esse sentimento de acreditar ser possível mudar algo com a força da própria existência, juntamente com a fé e a caridade nas ações. Utópico? Não, possível.

A esperança é o entendimento de que o mundo não é justo, mas que eu posso ser justo.

A esperança é a compreensão de que eu posso ser firme sem ser agressivo ou submisso; que eu posso ser coerente sem ser ofensivo ou obediente; e que eu posso ser colaborativo sem ser hostil ou dependente.

O equilíbrio entre os extremos vai criar a autêntica harmonia com a esperança de que a existência dos conflitos nos fará melhores.

Enfim, a esperança numa autêntica harmonia não necessita de radicais nem de resignados. Ainda assim pergunto: o que há de positivo no radical? Ele não é resignado. O que há de positivo no resignado? Ele não é radical. Por isso,

…a esperança da autêntica harmonia necessita de pessoas que atuem dentro das suas áreas de influência sabendo que o mundo não é justo, mas que cada um pode ser.

Caso haja confronto, há radicalismo. Caso não haja nenhum conflito, há resignação. São as vozes equilibradas da esperança que resultarão na autêntica harmonia.

Moacir Rauber

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Os limites do AFETO!

Os limites do AFETO!

Lia sobre a diferença entre conhecimento e sabedoria no meu canto, mas escutava algumas conversas alheias. Não via as pessoas, porém pude identificar que se tratava de pai e filho. A conversa entre os dois começou sobre alguns passeios que haviam feito no final de ano e da diferença com relação aos anos anteriores. “Este ano estávamos somente nós, né pai?” disse o filho. A conversa avançou para uma onda de sonhos, desejos e ambições do filho. Ele queria ser engenheiro, sonhava ser piloto de aviação e dizia que iria trabalhar para ajudar nas contas da casa. O pai o escutava. Numa das pausas o pai perguntou se o filho havia concluído todos os trabalhos do ano que o permitiriam concluir o ensino médio. O filho disse que ainda faltava um, mas que o professor era o culpado porque não o ajudava. O pai o ouvia. O filho falou, justificou e se isentou de qualquer responsabilidade, acreditando que havia feito uma bela figura diante do pai que estava em silêncio. Depois da pausa, a voz do pai mudou de tom. Não exibia mais os traços da voz festiva que havia escutado até então. Tornou-se firme ao perguntar:

– Você quer ser engenheiro? Você sonha em ser piloto? Você quer ajudar nas contas? É tudo muito bonito, mas quando você vai terminar o Ensino Médio?

O filho tentou mais uma vez argumentar. O pai não o deixou, porque assim como ele o havia ouvido agora era a sua vez de se calar. Ao falar, o pai respeitou o que o filho havia dito, porém assumiu o seu papel pôr os limites, dar as orientações e se dispor para acompanhá-lo no processo. Entretanto, destacou que caberia ao filho fazer aquilo que estava ao seu alcance fazer, sem responsabilizar os outros pelas ações que eram sua responsabilidade. Naquele momento de nada servia sonhar em ser engenheiro, imaginar-se pilotando um avião ou querer buscar trabalho se ele não havia se dedicado o suficiente para fazer um trabalho de conclusão de curso. Dizer que o professor não o ajudara para não entregar um trabalho que tinha diretrizes, prazo e datas estabelecidas e conhecidas no início do ano não condiz com as pretensões de futuro do filho. Era necessário concluir os trabalhos que estavam ao seu alcance para concluir o Ensino Médio era indispensável para realizar qualquer um dos sonhos que o filho havia dito ter. Por fim, o pai concluiu:

– Estudar e aprender é uma opção de transformar potencial em talento, meu filho. Se você acredita que pode ser um engenheiro e piloto de aviação para contribuir com a sua cota na casa, certamente você pode, mas você deve querer pagar o preço de estudar e aprender. Você pode fazer o trabalho? Então faça e depois siga o seu caminho.

O filho se calou e parece que entendeu a posição do pai. Entendi que o pai afetou com os limites do afeto. Foi uma fala forte de alguém que tem a sabedoria da vida para alguém que busca o conhecimento. O afeto do pai estava presente ao assumir a sua responsabilidade de querer saber, de se posicionar e de se colocar à disposição para acompanhar o filho. Qual era a intenção do filho? Quais seriam as suas ações? O pai certamente afetou com afeto a vida do filho, porque ele não se propôs a fazer aquilo que era responsabilidade do filho fazer. Por fim, observei que o passado vivido pelo filho havia sido lindo. Percebi que o seu futuro poderia ser promissor. E compreendi que é o presente que vai definir se o passado do filho no futuro será igualmente bom.

Os limites do afeto podem ajudar a que o conhecimento se transforme em sabedoria.

Moacir Rauber

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O que você perde ao desistir?

O que você perde ao desistir?

Sabe aqueles dias em que você se levanta sem muita disposição? Pois é, tem dias que são assim. Lembro-me de um dia que merecia celebração e o meu ânimo não estava muito bom. Todo dia deve ser celebrado, mas aquele dia era especial, porque meu sobrinho, que morava comigo, concluía o Ensino Médio com muito bom aproveitamento. A conquista era toda dele, mas para mim era motivo de orgulho ter participado do processo. O dia tinha uma extensa programação. Começava com uma missa de agradecimento pela manhã. No final da tarde tinha a colação de grau. Logo após o jantar e uma festa de confraternização num dos bons hotéis da cidade. Tudo como manda o figurino. Eu havia me proposto a participar da missa e da colação de grau, mas não da festa. Assim, na festa o meu sobrinho poderia fruir com toda a liberdade da celebração de uma conquista individual com aqueles com quem ele compartilhou segredos e fofocas; sucessos e fracassos; amores e desamores, entre outras tantas histórias vividas com o entusiasmo de quem tem 17 anos.

A missa estava programada para às 10h30 na capela do colégio. Para nós somente era necessário percorrer a distância de uma quadra. Quando nos aproximamos da capela veio o choque. Não me lembrava do tamanho da escadaria que era a única forma de acesso à capela. Assim como o colégio, a capela estava abrigada num prédio antigo e não tinha nenhuma estrutura de acessibilidade. Para um usuário de cadeira de rodas como eu era uma dificuldade a mais. Fiquei baqueado. Olhei para o meu sobrinho que sempre solícito logo se dispôs a me ajudar. Faltava cruzar a rua. Olhávamos para os obstáculos de longe. A movimentação dos amigos e familiares dos formandos era intensa em frente a capela. Olhei para o meu sobrinho e disse:

– Vai lá. Aproveita para agradecer o ano que você teve e a tua conquista. Eu não vou. Dá uma olhada… A escada é tão íngreme que chega a ser perigoso…

Despedi-me e voltei para casa. Chegando em casa senti que havia perdido a chance de compartilhar algo relevante com uma pessoa importante. Uma escadaria é um obstáculo para um usuário de cadeira de rodas? Claro que é, mas o que realmente muda é o olhar que cada um dirige aos obstáculos que encontra em seu caminho. Em minha andanças me deparei com muitas dificuldades, mas naquele dia eu vi a escadaria como obstáculo e isso me fez menor. Eu desisti. Desistir me proporcionou uma sensação de alívio imediato, por não ter que enfrentar as escadas e os olhares curiosos das pessoas. Por outro lado, com o passar do tempo ao chegar em casa gerou-me uma sensação de frustração muito grande. Ao desistir perdi a oportunidade cuidar, de amar e de afetar com o AFETO da presença. Ao desistir perdi para mim mesmo…

E você, está perdendo o que ao desistir?

Que em 2021 cada um de nós possa escolher estar presente!!!

Moacir Rauber

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Qual será o seu ritmo para 2021?

Qual será o seu ritmo para 2021?

Mais um ano. Mais uma chance de fazer diferente ou de fazer aquilo que se escolheu fazer com a consciência da finitude da vida, que é um estímulo para frui-la com plenitude. Para fruir a vida na suas áreas é essencial o equilíbrio entre a pausa e o movimento. Resgato um texto de dois anos atrás em que havia conversado com um amigo super atarefado. Ele ansiava pelas férias. Não aguentava o ritmo que ele próprio se havia imposto.

Dizia-me ele:

– Não vejo a hora de que chegue o final de ano para tirar umas férias. O ano está sendo muito, muito movimentado. Só espero aguentar até lá sem sofrer um infarto… e deu uma risada para disfarçar a real preocupação.

Não aguentou. Ele infartou antes. Para o bem do meu amigo ele teve mais uma chance. O infarto foi grave, porém ele se recuperou completamente após passar por um programa de reeducação alimentar, física e readequação de períodos de trabalho.

A situação me chamou a atenção porque ele tanto queria chegar bem até o final de ano para apreciar as férias que esqueceu de fazer as pausas necessárias para se manter em movimento. E o ano de 2020 também pode nos ensinar muito sobre repensar as nossas rotinas e o nosso ritmo para encontrar o equilíbrio entre pausa e movimento. O movimento é importante, porém é a pausa que lhe dá sentido. Como assim? Muito simples. Aqueles que nunca param sequer percebem que estão em movimento, porque é a pausa que nos dá a sua percepção. A agitação dos dias nos produz a sensação de que parar é impossível. Um compromisso se sucede ao outro, porém, sem pausa não há a percepção do sentido. Um curso terminado é sinal que de que outro será iniciado, da mesma forma, sem pausa não há consolidação do que foi estudado. Desse modo, sem a pausa o movimento perde o sentido ao se transformar numa constante, impedindo a transformação e a evolução. Entretanto, como parar num movimento tão intenso? O que fazer em meio a um ritmo tão alucinante para dar uma pausa? Não há uma resposta, mas a pandemia em 2020 nos mostrou que é necessário e é possível introduzir a pausa no nosso movimento. É essencial encontrar um ritmo.

O ritmo é um processo que permite que se tenha bom desempenho nas mais diferentes áreas, como nos esportes, na música e, principalmente, na vida. O atleta de alto rendimento sabe que para iniciar e terminar a sua prova ele terá que encontrar um ritmo adequado que permita que ele cumpra o percurso da prova dentro dos limites físicos, psicológicos e técnicos de que ele dispõe. O ritmo vai dar a ele a possibilidade de distribuir a energia em todo o percurso. Na música o ritmo igualmente é fundamental. Basta qualquer um dos componentes sair do ritmo para atravessar o samba. E na vida o ritmo é essencial. Nós temos a informação de quando nascemos, mas não sabemos até quando vamos viver. Entretanto, aquelas pessoas que não conseguem encontrar um ritmo adequado têm grandes possibilidades de antecipar a partida. Por isso, a importância de se encontrar um ritmo que nos permita viver bem, marcado por pausa e movimento. Pergunta-se: é importante se mover nas competições, na música e na vida? Claro que sim, mas a pausa é fundamental para que o ritmo seja encontrado para que o atleta termine a prova, para que o músico execute bem a música e para que cada um de nós estenda a sua vida até o limite.

Para muitos, o final de ano é sinal de uma pausa, porém é importante determinar o ritmo que vai permitir que se chegue e que se perceba o final do próximo ano. Por isso a pergunta: qual será o seu ritmo para 2021? Será preciso se reeducar?

Moacir Rauber

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“Para que você reza?”

Para que você reza?

Mais de trinta anos de casamento, muitas lutas e tantas batalhas enfrentadas e vencidas, mas de repente o casal estava frente a uma discussão iniciada por um motivo que sequer se lembram no momento que me contam o ocorrido. Ela se lembrava do clima tenso e das palavras ditas que agrediam e machucavam porque tinham a intenção de ofender. Ela, num movimento para mudar o rumo da situação, pôs-se a rezar no oratório que tinha ao lado da cama. Era ali que ela fazia as suas orações de agradecimento, a sua meditação diária e era para onde ela se dirigia sempre que precisava encontrar apoio para as dificuldades. O marido a viu em seu espaço e, ainda carregado pela irracionalidade da discussão, disse:

– Para que rezas?

Ele não obteve resposta à sua provocação, porque a esposa optou pelo silêncio. Ele a observou com irritação e saiu do quarto. A temperatura começava a baixar. No momento que ela me contava o ocorrido eu também fiquei curioso para saber “para que ela rezava”. Ela disse que esse era um momento muito especial em que buscava o seu equilíbrio e a sua força. Para ela, a oração era uma âncora que a estabilizava em momentos difíceis, impedindo que dissesse aquilo que não queria dizer ou fizesse algo que depois a levasse a se arrepender. Por isso, pergunto: qual é a sua âncora? Particularmente acredito que todos nós precisamos nossas âncoras em diferentes momentos da vida para nos estabilizarmos. As dificuldades fazem parte da complexidade da vida humana, porém como cada um age ou reage diante delas é que faz com que os resultados sejam positivos ou negativos. Entretanto, há muitas pessoas que não concebem que rezar possa trazer algo positivo e acreditam que tudo isso é besteira. Orgulham-se de dizer tudo o que lhes vem à cabeça sem filtros, com isso ofendem e agridem. Ainda assim, eles têm sua âncora: o seu ego. O ego exige a satisfação imediata das necessidades. Desse modo, muitas dessas pessoas que acreditam ser besteira rezar, meditar ou agradecer diante das dificuldades encontram alívio nas bebidas, nas drogas ou em outros vícios que lhes proporcionem sensações imediatas de satisfação. Você não as encontra fazendo orações, assim como não as vê em retiros ou em cursos de autoconhecimento. As suas âncoras existem, mas são outras. E o resultado? Quase todos nós sabemos onde isso vai terminar. Por isso pergunto: qual é a sua âncora? Entendo que as âncoras individuais positivas farão com que cada um possa tomar a melhor decisão depois que a emoção esteja acomodada. Para isso, alguns rezam diante das dificuldades para poder se centrar e distinguir aquilo que é luz ou sombra. Outros meditam para encontrar o equilíbrio entre o que é positivo ou negativo. Outros ainda louvam, agradecem ou fazem atividades físicas para poder encontrar o centro do seu ser e fazer aquilo que realmente querem fazer.

“Para que você reza?” é a pergunta que a minha amiga respondeu: “eu rezo para encontrar o meu equilíbrio e a minha energia vital que encontro em Deus. Ele é minha âncora, me ajuda a estabilizar!”. Ela se recorda que algumas horas depois ambos, marido e mulher, já haviam superado a discussão para renovar as intenções de continuar os próximos trinta anos juntos. A sua âncora havia estabilizado as emoções e equilibrado a situação. O Natal é um período apropriado para se encontrar o equilíbrio em nossas vidas e em nossas relações por toda a positividade que o acompanha. Pergunte-se: para que você reza? Para que você medita? O que você agradece?

Por fim, qual é a sua âncora?

FELIZ NATAL!

Moacir Rauber

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Qual é o maior segredo do mundo?


Qual é o maior segredo do mundo? O impacto da QS Inteligência Espiritual no mundo real! Um conversa que desconversa para revelar. A presença e o presente. A pausa e o movimento.

Moacir Rauber e Rosan Prado, ambos PhD e estudantes na área do desenvolvimento humano, com formação nacional e internacional, relatam num bate-papo descontraído o que eles pensam da vida, do mundo e revelam um dos maiores segredos do mundo que os fez se conectarem novamente. Parceiros de trabalho e empreendedorismo há anos, num determinado momento de suas vidas, cada um escolheu um caminho. E agora voltam a se unir com uma missão e propósito de vida definidos!

Nesta “conversa” um pouco da QS, Inteligência Espiritual, e também de um dos maiores segredos do mundo será revelado. Sem dúvida alguma nada escondido, apenas um momento para conversar sobre o óbvio quem nem sempre é tão claro. Você está convidado a participar. Não há custo, apenas retire um tempo para pensar um pouco sobre quem é você, o que fez e o que fará com a vida que te deram.

A sua presença é o presente!

Um convite especial para conectar-se com  pessoa mais importante do mundo: você mesmo!