Se fossem as suas últimas palavras?

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Na última semana li a seguinte reflexão:

– E se estas fossem as suas últimas palavras, você poderia viver bem com isso?

Não lembro onde a li, por isso não posso citar a fonte. Entretanto, a pergunta ficou em minha mente e, logo, transferi a reflexão para os diferentes ambientes de que cada pessoa faz parte. E se fossem as suas últimas palavras como líder, como profissional, como pai, como filho ou como cônjuge? Imagine a força das ações e das palavras se vivêssemos com esse pensamento em mente? Sei que alguns levariam para o tom da brincadeira dizendo que esculhambariam com tudo, entretanto, entendo que a grande maioria das pessoas tenderia a refletir de uma forma positiva.

Desse modo, pense se as palavras recém ditas e as ordens proferidas fossem a suas últimas como líder da sua organização, você conseguiria viver bem com isso? Ou melhor, você poderia morrer bem com elas? As palavras que foram ditas e as ordens proferidas tinham em mente os objetivos da organização, alinhados com o bem-estar das pessoas envolvidas, como os colaboradores, os acionistas e a comunidade em geral? E se levássemos a mesma indagação para outras situações. Caso você fosse um vendedor, se fosse a sua última venda? O pedido foi tirado respeitando a relação de justiça que deve existir entre as partes, atendendo as expectativas da organização que vende e do consumidor que compra? Avançando para outras áreas de interação humana: se tivesse sido a sua última aula? Ela teria cumprido com as expectativas daquele que a recebeu? E nos aspectos pessoais, imagine se tivesse sido a sua última interação com os seus pais, você poderia partir tranquilo pensando nas palavras ditas e nas ações realizadas? Como pai ou como mãe, se na última vez que você falou com os seus filhos tivessem sido as últimas palavras ditas por você, estaria bem com o conteúdo transmitido e com o legado deixado para eles? E no seu relacionamento íntimo, se as últimas palavras ditas e as últimas ações feitas fossem as últimas que você tivesse tido a chance de dizer e de fazer estaria tudo dito e tudo feito? Mais ainda, se o último abraço dado e o último contato feito fossem os últimos você poderia partir tranquilo?

Pode parecer um pouco piegas, mas a única certeza que temos é que em algum momento serão as últimas palavras e as últimas ações. Por isso, a reflexão pareceu-me forte, sensata, justa e bondosa. Uma reflexão forte porque ela nos lembra da finitude de nossas vidas e dos nossos papéis sociais, por mais importantes que eles possam parecer. A reflexão pareceu-me sensata, porque com a finitude de nossas vidas em mente, as palavras e as ações ditas e feitas tenderiam as ser mais humanas. A reflexão pareceu-me justa porque nos coloca num patamar de igualdade sem par, porque o fim é inevitável para todos. E, por fim, a reflexão pareceu-me bondosa, porque é justa, sensata e forte.

Enfim,

…o mundo pode não ser um local de muitas bondades, mas eu posso ser bondoso. A vida pode não ser justa, mas eu posso ser justo. Nem todos os outros podem ser sensatos, mas eu posso ser sensato.

Dessa forma, viver com a força da reflexão de que as atuais palavras e ações poderiam ser as suas últimas palavras e ações, pode criar organizações mais produtivas, relacionamentos mais sinceros e um mundo mais bondoso. Por isso a pergunta: e se fossem as suas últimas palavras e ações, você poderia morrer bem com elas?

Ahh, o Dia dos Namorados pode servir de inspiração!

Moacir Rauber

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Em 2018 não seja o jabuti no poste!

O rapaz caminhava pela rua quando se depara com um jabuti no alto de um poste. Ele passa a observá-lo e pensa: o que um jabuti está fazendo no alto de um poste? Como ele chegou até lá? Sempre que ouço a piada, involuntariamente, esboço um sorriso. Ao se levar a analogia para o meio político ela está repleta de exemplos, pois são muitos aqueles políticos que não se sabe como chegaram onde estão e, principalmente, o que eles fazem onde estão. São os jabutis no poste. Na gestão pública, os ditos cargos de confiança acolhem tantas pessoas em funções sem que se tenha noção de como lá chegaram e o que fazem lá. São os jabutis no poste. No meio organizacional privado também são encontradas pessoas em posições que muitas vezes não se tem ideia de como lá chegaram e o que fazem lá. Talvez em menor número, mas são os jabutis no poste. Porém, sabe-se muito bem que nenhum jabuti sobe num poste sozinho. Ele precisa da ajuda de alguém para lá chegar. Da mesma forma, no nosso modelo social ninguém chega ou vai a algum lugar sozinho, porque não há função ou posição que tenha sentido isoladamente. Onde quer que alguém esteja ou aonde quer que alguém vá é obrigatória a participação de outras pessoas para lá chegar e lá se manter. Por isso, desejo que em 2018 você esteja onde deseja estar, mas que não seja um jabuti no alto de um poste. Como não ser o jabuti no alto do poste?

Entendo que o jabuti no alto do poste desfrute de uma visão privilegiada e é o que espero que cada um possa fazer em sua vida. Porém, acredito que uma pessoa que se compare a um jabuti não consiga usufruir tranquilamente dos benefícios dessa posição. Para aproveitar a oportunidade de estar numa posição excepcional é preciso não ser um jabuti e reconhecer a participação dos outros nessa empreitada. Desse modo, para não ser o jabuti no poste se pergunte: (1) como cheguei até aqui? Ao responder essa pergunta você verá quantas pessoas o ajudaram a chegar onde você está. Assim, pergunte-se também: onde estão as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui e por que elas não estão comigo? Saiba que se as pessoas que o ajudaram a chegar na sua posição forem reconhecidas elas o ajudarão a permanecer onde você está. Portanto, contribua para que elas também possam desfrutar de excelentes posições, ainda que não seja ao seu lado. Depois, observe novamente a sua posição e se pergunte: (2) o que estou fazendo aqui e quais são os benefícios para os outros pelo fato de eu estar onde estou? Saiba que você somente poderá permanecer e usufruir tranquilamente da sua posição se os benefícios proporcionados aos outros forem maiores do que o custo para lá estar. Ao responder a pergunta, espero que esteja claro que a sua posição contribui para que os outros também possam ter uma visão excepcional daquilo que querem olhar.

Enfim, desejo que em 2018 você possa estar onde você quiser estar. Aproveite, desfrute e contribua para que as outras pessoas também possam fazê-lo. Não seja um jabuti no alto de um poste. Dessa forma, desejo que você seja excepcional naquilo que você dá de retorno para aqueles que o ajudaram a chegar no lugar onde você está. Dê sentido àquilo que você faz que você sempre estará no lugar que deseja estar. Há lugar para todos!

Que em 2018 você esteja onde quiser estar!

Moacir Rauber

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