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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Fora da Caixa pode ser a Nova Caixa?

O facilitador começa o curso dizendo:

– Para ser criativo e empreendedor é fundamental pensar “Fora da Caixa”. Aprender a olhar uma situação por ângulos até então não explorados…

Ele resgatou o surgimento da terminologia “Pensar Fora da Caixa” e apresentou parte do conceito da ideia. Dizem que a expressão surgiu em um treinamento dentro do Grupo Disney em que o facilitador propôs o exercício de conectar os nove pontos marcados em um papel branco que sugerem ser um quadrado sem tirar a caneta do papel.

Na realidade o quadrado não existe, a nossa mente o cria a partir da sugestão feita pelo facilitador e baseada no pensamento estruturado ao qual estamos sujeitos pela nossa formação. Para conseguir realizar o exercício é necessário ultrapassar os limites imaginários do quadrado. Não há unanimidade quanto ao surgimento da expressão, porém

“Pensar Fora da Caixa” leva-nos a encarar uma determinada situação de forma criativa, livrando-se das amarras do pensamento estruturado do observador comum.

Assim, a terminologia “Pensar Fora da Caixa” se disseminou de tal maneira que ela pode ser a “Nova Caixa”. De tanto olhar para fora da caixa já não se vê a caixa que continua sendo uma oportunidade para criativos e empreendedores. Você apenas pensa fora da caixa? E o que você vai fazer com caixa? Ela ainda está lá.

A constatação de que o pensamento estruturado nos faz enxergar a caixa, levou-nos a procurar “Pensar Fora da Caixa”. Porém, ao nos forçar a sempre “Pensar Fora da Caixa” terminamos por não ver a caixa. O estímulo a que sempre se busque o diferente e o inovador faz com que se percam as oportunidades presentes no óbvio e no convencional. Por isso, o “Pensar Fora da Caixa” pode ser uma “Nova Caixa”. As tendências presentes no acelerado processo de inovação têm levado as pessoas a buscarem as oportunidades naquilo que é digital, virtual, novo e ativo. Elas também dão ênfase nas redes de contato das pessoas, no poder aquisitivo do consumidor e na busca pelo culto e pelo belo. Entretanto, um empreendedor deve saber ler para além das tendências e perceber que cada mercado encontrado em ângulos nunca vistos carrega em si um mercado já visto que, muitas vezes, ao se “Pensar Fora da Caixa” pode ser deixado de lado. Deve-se lembrar que do outro lado do mercado digital está o analógico: não é porque há uma tendência de que os produtos e serviços sejam digitais que o mercado analógico tenha desaparecido. Cabe salientar que em oposição ou em complementaridade ao mercado virtual existe o mercado físico: ainda que o virtual tenha crescido mais aceleradamente do que o mercado físico um não elimina o outro. Também é importante pensar que antes do novo existe o antigo: enquanto um trata das novidades o outro é fonte de nostalgia. Da mesma forma, se por um lado se valoriza o ativo também existe o preguiçoso: enquanto um faz exercício o outro descansa. E com relação ao preguiçoso, destaque-se que ele é fonte de inspiração para os empreendedores, porque um preguiçoso sempre procura uma forma mais rápida, mais curta e mais fácil de fazer algo que já se faz. Enfim, se existem as nossas redes de contatos também existem aqueles que não estão em rede nenhuma; se tem pessoas com poder aquisitivo alto também tem aqueles de baixo poder aquisitivo que representam um mercado; a constatação de que há uma busca pelo mercado culto traz em si a existência de um mercado inculto; e a valorização do belo e do bom gosto revela o mercado do não tão belo e de não tão bom gosto. Desse modo,

…ao somente “Pensar Fora da Caixa” pode-se excluir um grande mercado da nossa análise, porque esquecemos de olhar a “Caixa”.

Enfim, o empreendedor criativo deve sim olhar e “Pensar Fora da Caixa”, porém deve se lembrar que também existe a “Caixa”. Ela ainda está lá e é uma oportunidade.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

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Home: www.olhemaisumavez.com.br

O empreendedor e o preguiçoso: quem é o ladrão de si mesmo?


A ideia lhe pareceu genial. Precisava implantá-la rapidamente. Como bom empreendedor ele fez várias pesquisas sobre a oportunidade que vislumbrara. Tudo indicava que tudo daria certo. Ele estava entusiasmado. Antes, resolveu conversar com algumas pessoas que entendem de negócios e também da área onde ele pretendia investir seu tempo e seus recursos. As primeiras avaliações foram positivas. Por fim, foi até uma pessoa que era especialista na área. Apresentou a sua ideia. O especialista, com um olhar desconfiado, disse:
– Olha, não acredito que funcione. Acho que não vai dar certo.

Foi um banho de água fria. Todo o seu entusiasmo se esvanecia mais rapidamente do que esperava implantar a ideia. Inicialmente, ficou sem reação. Depois fez a única coisa que um empreendedor poderia fazer, perguntou “por quê?”. E a resposta do especialista veio com detalhes e nuances sobre as quais ele não havia pensado. O empreendedor fez outras perguntas que encontravam objeções precisas do especialista. Por fim, o empreendedor parou de fazer perguntas. Nada mais havia a perguntar. Não conseguia acreditar que aquilo não daria certo e, talvez, fosse o momento de por uma pedra sobre o assunto e desistir de tudo. Seria ele um empreendedor caso desistisse diante do primeiro obstáculo? O choque da ideia com a realidade faz muitos desistirem. E a realidade coloca nossas ideias para serem avaliadas por otimistas e por pessimistas, por animados e desanimados, por não críticos e críticos. Dos primeiros, o empreendedor deve usar a energia positiva. Dos segundos, o empreendedor deve captar os pontos de vista diversos e as críticas para corrigir o rumo. O empreendedor deve entender que tanto uns como os outros são potenciais clientes.

Após as críticas do especialista, a empolgação do empreendedor diminuiu. Ele não entendia porque o especialista, com tanto conhecimento sobre o assunto, não desenvolvera a sua ideia. Foi então que o empreendedor leu a frase: Empreendedor, converse com um preguiçoso e escute a explicação! Não seja preguiçoso, não seja ladrão. Desenvolva a solução. Logo, o empreendedor começou a perceber que as críticas do especialista eram respostas para problemas que ele poderia ter. Elas não inviabilizavam a ideia. Elas a aprimoravam. Nesse momento teve uma visão, Era isso. O especialista conhecia, mas não tinha forças para desenvolvê-la. Ele era um preguiçoso. Avançou na leitura sobre o texto que dizia que a preguiça era um dos grandes propulsores do empreendedorismo, porque fazia com que se desenvolvessem soluções para diminuir o esforço físico e intelectual. Era a preguiça que, muitas vezes, fazia com que se encontrasse uma maneira mais fácil e rápida de se fazer o que se fazia. Porém, o texto também alertava que a preguiça era o maior ladrão das pessoas, porque roubava a vontade de desenvolver a solução. Depois disso, o empreendedor repensou o projeto usando os pontos antes não avaliados. Ele aprendeu com a preguiça daquele que não fez para fazer. O empreendedor desenvolveu o negócio.

Por isso, um empreendedor deve conversar com otimistas e pessimistas, com dinâmicos e preguiçosos para escutar a explicação, mas não deve ter preguiça de implantar a solução. Um empreendedor deve aproveitar todas as análises para encontrar o caminho mais inteligente de se resolver um problema. Lembre-se: para ser empreendedor é preciso prender o ladrão de si mesmo. A preguiça é um deles!
Fonte:http://www.criatives.com.br/2015/09/30-imagens-engracadas-mostram-como-os-seres-humanos-sao-preguicosos/gfchdm1/