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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Como (Re) Criar a humanização nas relações no mundo Digital?

Cada vez mais as pessoas se sentem ansiosas por causa do ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo. Há um medo quase que generalizado do fenômeno V.I.C.A.! Mas qual é a novidade nisso? A Volatilidade, a Incerteza, a Complexidade e a Ambiguidade sempre acompanharam a existência do ser humano, com a diferença de que em outras épocas, o ambiente representava um perigo real à existência do indivíduo. Nos dias de hoje, particularmente, acredito que o ambiente V.I.C.A. é sinônimo de oportunidades, principalmente se (Re) Criamos a Humanização na era digital. Basta olhar mais uma vez. Como assim?

Ao pensar em volatilidade, a primeira palavra do V.I.C.A., vejo oportunidades, porque…  Volátil é aquele que voa, assim como aquele que se transforma. Por isso, um ambiente volátil nos permite voar e nos transformar, sem, contudo, perder a essência. Usando volúvel, um sinônimo de volátil, fala-se daquele que muda de direção, uma capacidade importante num ambiente volátil. Entretanto, muitas pessoas preferem ver instabilidade e frivolidade.  Por isso, ao se olhar pelo aspecto positivo desses conceitos podem se ver as oportunidades presentes no ambiente digital, desde que se (Re) Crie a Humanização. Essa é a escolha!

A segunda palavra do termo V.I.C.A. fala da incerteza do ambiente em que nos encontramos. Sem querer ser um otimista superficial,… a incerteza nos traz oportunidades de crescimento contínuo e constante ao não podermos contar como certo algo que acreditamos que temos. Isso se aplica nos negócios e nas relações pessoais. Há que se trabalhar e se dedicar para que o negócio prospere e para que a relação se mantenha. Para tanto, basta ver a incerteza como parte de um ambiente constante de impermanência para ser feliz com aquilo que se tem, sem se acomodar com aquilo que se tem. Isso é (Re) Criar a Humanização nos negócios e nas relações num ambiente digital.

A palavra complexidade deixa as pessoas alvoroçadas negativamente, entretanto, ela é uma das mais positivas do nosso vocabulário. Complexidade é sinônimo de diversidade, que expressa a riqueza da individualidade; de heterogeneidade, que reflete a beleza da diferenciação; de multiplicidade, que revela a qualidade de sermos múltiplos; e da variedade, que representa a profusão de opções, gigantes num mundo digital. Porém, as pessoas atingidas por uma onda de informações frívolas que geram insegurança não conseguem ver dessa maneira e preferem transformar complexo em complicado, dificuldade e confusão. É importante mudar a lente. É essencial (Re) Criar a Humanização para se poder aproveitar as oportunidades do Mundo Digital!

Por fim, no assustador mundo V.I.C.A. a palavra ambiguidade também é apresentada, majoritariamente, pela perspectiva negativa. Mais uma vez, não se trata de fechar os olhos para as dificuldades que possam surgir num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo. Entretanto, acredito que se deve reconhecer que se vive na melhor fase da história em que cada um pode ser e fazer aquilo que quer ser e fazer, inclusive ser ambíguo. E é na ambiguidade do indivíduo que se manifesta a sua unicidade e a sua singularidade que se transformam na multiplicidade de facetas que fomentam a complexidade, a incerteza e a volatilidade que nos acompanharão até o final dos nossos dias.

E o Mundo Digital é a nossa grande plataforma de oportunidades para (Re) Criar a Humanização. Como? Passa por estar, ser, criar e se manifestar com humanidade. Para isso é preciso Sentir. A Tecnologia não sente.

O mundo digital é criado para nos servir, desde que saibamos Sentir.

Aquele que sente no Mundo Digital pode estar com quem não está, assim como se responsabiliza por estar com quem diz que está ao (Re) Criar a Humanização nas relações.

Sentir é o Verbo!

 

Moacir Rauber

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ESARH 2020 – Era Digital: O Mundo vai acabar…

Era Digital:

O Mundo vai acabar…

…para quem não se (Re) Humanizar

No caminho do desenvolvimento tecnológico com o avanço da era digital e o surgimento de um mundo virtual, muitas pessoas não encontram sentido nem significado naquilo que fazem e, por isso, muitas vezes deixam de fazer. Desse modo, entendo que a virtualidade presente na era digital é um mundo real. A diferenciação entre real e virtual perde espaço, no entanto, urge ao Ser Humano dar sentido ao seu papel no mundo. Real? Virtual? Digital? Analógico? Pouco importa, porque o Mundo Vai Acabar para aqueles que não se (Re) Humanizarem ao encontrar o sentido daquilo que fazem na sua relação com os outros. Qual é o sentido daquilo que você faz no mundo atual? O que isso representa para a sua organização? E para você?

O SENTIDO daquilo que se faz para si e para os outros começa ao se desenvolver uma visão sistêmica de si mesmo para entender o próprio papel no sistema do qual se faz parte, incluindo a organização em que se trabalha. A tecnologia surgida deveria gerar conforto e segurança num caminho evolutivo que contribuísse para a jornada planetária do Ser Humano. Toda a tecnologia criada fez o mundo migrar de uma era analógica para uma era digital, criou universos virtuais em diferentes áreas e terminou por gerar mais insegurança, ansiedade, medo e desconforto nas pessoas. Deveria ter sido diferente. O conhecimento adquirido pela humanidade, que desencadeou o processo de desenvolvimento tecnológico, provocou também uma crise existencial nunca vista em outras fases na história. Muitas são as mudanças visíveis que aconteceram no mundo a nossa volta e que não foram acompanhadas no mundo que existe dentro de cada um. Por isso, houve uma desconexão que somente pode ser refeita por meio da RECONEXÃO entre a realidade externa e interna de cada indivíduo. E isso vai se dar pela (RE) HUMANIZAÇÃO que permite a que cada um entenda a importância dos seus diferentes papéis sociais e organizacionais a partir de uma visão sistêmica de si mesmo e a interdependência com o sistema integral. O Ser Humano continua Integral na Era Digital. Como resgatar essa integralidade?

Para se alcançar a integralidade do Ser Humano é preciso a (Re) Humanização do indivíduo na sua relação com os sistemas que ele integra, principalmente nas organizações. Para isso, se propõe o círculo do AFETO: a Força da Esperança do Trabalho Orientado para os resultados com amor. Eu AFETO o Mundo. O Mundo me AFETA. Utopia? Não, necessidade. Justamente porque cada vez mais se vive em um mundo digital e virtual em que é importante dar sentido àquilo que se faz. Cabe a cada indivíduo entender que ele afeta o mundo, a sua organização e a sua equipe pela sua ação e ele é afetado pelas ações do outros. Fala-se do afeto substantivo que é a emoção e fala-se do afeto verbo que é a ação. Para se apropriar dessa visão é preciso conhecer o círculo do AFETO: (1) EU ESTOU – o desafio de se estar onde se diz estar é potencializado pelo mundo digital e sua virtualidade, transformando-se num dilema das pessoas e dos profissionais de alto desempenho; (2) EU SOU – muitas pessoas terminam os seus dias sem saber quem são na organização e no mundo; (3) EU CRIO – o resultado daquilo que se cria está ligado a se ter consciência de onde se está e quem se é; e (4) EU MANIFESTO – a competência se revela em como cada um se manifesta no mundo em que se vive, porque deve ser bom estar com quem se é e com aquilo que se cria.

Desse modo, o Mundo Vai Acabar para aqueles que não se (Re) Humanizarem. A importância da Reconexão com a essência humana ao dar significado àquilo que se faz e com quem se faz permitirá que a era digital leve a cada pessoa paz, conforto e harmonia por meio da produtividade e competitividade com Sentido.

Qual é o Sentido daquilo que você faz?

Moacir Rauber

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Tema do ESARH 2020: www.esarh.com.br