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O FINAL DA VIAGEM… SAIA DE VOCÊ!

O FINAL DA VIAGEM… SAIA DE VOCÊ!

Tudo começa com uma escolha.

Ao iniciar o dia você pode sorrir ou franzir a testa; ao sair de casa você pode se irritar ao ver uma transgressão no trânsito ou seguir em frente; no trabalho você pode criticar ou propor para resolver; ao voltar para casa você pode estar contente por rever a família ou frustrado com as dificuldades enfrentadas; e, ao finalizar o dia você pode agradecer o dia vivido ou pode desapontar-se por tudo falta. A escolha é individual. Um dia encerra em si o ciclo completo de uma semana, mês, ano ou de uma vida. Assim, podemos terminar 2025 agradecidos ou frustrados. Qual é a tua escolha?

Nas últimas semanas fizemos uma viagem dentro de nós mesmos com a analogia da Casa de Quatro Ambientes (Pe. Eliomar Ribeiro). O primeiro ambiente vasculhou o quarto dos espelhos em que nos encontramos com o “Eu” Profundo. O segundo ambiente analisou a nossa relação com os demais no Presépio da Vida e nossa dependência na condição da fragilidade humana. O terceiro ambiente explora a nossa Missão, em que somos convidados a colocar o outro no centro, uma vez que a nossa vida somente tem sentido com o outro. Terminamos deixando as perguntas:

  • Qual é a tua missão no casamento e na família?
  • A quem você ajuda com o seu trabalho?
  • Você é Luz ou Escuridão?

O Natal é um tempo que está marcado por festividades e espiritualidade.

A escolha pode ser a de viver as festividades, confraternizações, comidas e bebidas em exagero. Nessa escolha as expectativas são grandes, as relações são frágeis, a alegria é intensa e, quase sempre, a ressaca é a consequência. Após os picos de prazer e felicidade passageira chega o desânimo, frustração e desencanto, resultados do não compromisso superficial e medíocre.

Por outro lado, a escolha pode ser a visita íntima a si mesmo conectando-se com a espiritualidade, proposta principal do sentido do Natal em que somos convidados a nos reconciliar com Deus (o mistério da vida, o desconhecido), através dos ensinamentos de amor e compromisso com o próximo a partir do nascimento, morte e ressureição de Jesus Cristo. Pode ser um tempo de introspecção para reordenar nossos afetos, objetivos e metas pessoais que, inevitavelmente, têm impactos coletivos. Qual a tua intenção mais profunda para 2026?

Nessa perspectiva saímos das expectativas e vamos aos compromissos. Para finalizar a viagem de 2025, pergunte-se:

  • O que abandono? Desapegar-se de medos, impaciências, julgamentos e preconceitos para não carregar pesos que não ajudam, mas aproveitar a experiência da dor para aprender algo novo. “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mateus, 11, 28).
  • O que vou levar e oferecer? Cada um pode escolher qual será a busca em 2026, como a esperança, a compaixão, o amor, a caridade, a solidariedade, a escuta, entre outras atitudes para compartilhar na família e no trabalho.

Deixar o fardo dos apegos e aprender com as escolhas feitas no passado para tomar decisões melhores no presente. Nesse caminho, reconhecemos nossos sentimentos e sabemos quais estimular; e identificamos nossas necessidades para escolher como atendê-las.

Mantendo em mente o que você quer levar e oferecer no próximo ano, pense: a quem você vai presentear as tuas atitudes e quais os compromissos para que você seja o reflexo delas? Quando as próprias atitudes refletirem o significado das palavras que você escolheu levar e oferecer você será Luz com autoridade ao dar autoria e autonomia, permitindo que o outro se levante. Enfim, aquilo que você se propõe ajuda a que os outros fiquem de pé? Lembrando que estar de pé é um estado de espírito.

O final do dia, semana, mês e ano marca o fim de uma viagem, mas indica o início de uma nova aventura. Por isso, O Natal é tempo em que cada um pode escolher como vai ser a viagem da sua vida.

Saia de você mesmo, escolha ser Luz!

Moacir Rauber

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