NÃO AGUENTO FICAR SEM O CELULAR…

Fonte: https://anamariabraga.globo.com/materias/praia-e-celular-como-evitar-danos-ao-seu-aparelho/

Não aguento ficar sem o celular…

Observar as pessoas na rua é sinônimo de ver a conexão que desconecta. Estávamos num dos parques mais lindos de Florianópolis sentados à sombra de uma árvore. Tomávamos chimarrão, líamos um livro e víamos a paisagem que estava a nossa frente. A areia da praia, a água do mar, a imagem e o som do vaivém das ondas, além de ver as pessoas que caminhavam no parque. Não pudemos evitar. Vimos o fenômeno dos celulares. Das 100 primeiras pessoas que contamos, 79 estavam com o celular na mão ou fone de ouvido. Estavam quase todos conectados com um mundo longe de sua realidade física. Havia a grande possibilidade de que estavam desconectados de si mesmos. Um amigo meu que caminhava por ali, igualmente com celular na mão, nos viu. Parou, nos saudou e começou a conversar. Perguntei-lhe sobre caminhar e o celular na mão. Ele respondeu:

– Não aguento ficar sem ele. Não desgrudo dele…

Ficamos intrigados com a frase dita em que ele admitiu não aguentar ficar sem o celular, o fenômeno dos estímulos externos. O celular é o mais representativo deles, pois concentra as redes sociais, a televisão, a internet com todo o conhecimento e informação disponíveis e o e-mail, além dos arquivos que antes se viam somente no escritório. Além do celular, a quantidade de eventos, programas e outras atividades a que as pessoas tem acesso é inimaginável no período em que o homem fazia parte da natureza. Hoje dizemos “o homem e a natureza”. Aventamos outras possibilidades. Uma delas é que as pessoas aguentariam ficar sem o celular, porém não aguentam ficar com elas mesmas. As pessoas já não se escutam e não conversam consigo mesmas. Sequer cruzam a rua sem o celular na mão, colocando em risco a própria vida e a de outros. Nunca se está sozinho. Nas demais fases da história da humanidade estar sozinho não era opção, acontecia. O caçador ficava em silêncio para caçar. O agricultor ficava sozinho ao trabalhar. O atleta saía para treinar sem nada para escutar. As pessoas no caminho de casa para o trabalho e do trabalho para casa eram acompanhadas pelo som do seu diálogo interno, assim como ao se deitar para dormir somente poderia se escutar ou o tic tac do despertador. Esses momentos, poderiam ser considerados meditativos e eram pausas para recobrar a consciência das metas e dos objetivos pessoais e profissionais. Os diálogos internos que o meu amigo talvez não queira ter, representa o encapsulamento externo em que nos prendemos fora de nós mesmos. O que fazer? Os retiros de silêncio mais prolongados, as meditações diárias e as pausas entre uma atividade e outra podem ser de grande ajuda para restabelecer a conexão consigo mesmo e com o mundo. Os (1) Retiros de Silêncio mais prolongados podem ser um processo curativo e de planejamento estratégico do indivíduo. O mundo e a minha organização são melhores porque estou neles? Eu estou onde quero estar e estou indo para onde quero ir? Entre outras questões existenciais que fazem diferença responder de tempos em tempos. As (2) Meditações Diárias no princípio de um dia podem contribuir para estabelecer os padrões de conduta frente aos desafios diários. Qual é a minha intenção na relação com os demais? Quais serão as minhas ações? O desafio será manter elas alinhadas a partir das (3) Pausas entre uma interação e outra ou entre uma atividade e outra. Qual será a minha resposta? Qual será a minha ação? As pausas contribuem para que cada um possa identificar se aquilo que vê e escuta é a realidade ou a interpretação dela, permitindo que a ação esteja alinhada com a intenção, levando-me para onde quero ir.

Conversamos mais um pouco e o meu amigo seguiu o seu caminho com o celular na mão, desconectado da beleza física que o rodeava e conectado no mundo virtual que sempre o acompanhava. Oxalá a análise acima seja somente uma interpretação da realidade e que ao não desgrudar do celular o meu amigo possa se conectar com aquilo que seja essencial.

Quem é você da porta pra fora?

Quem é você da porta pra fora?

Outra vez o nosso grupo estava reunido para explorar os temas relacionados ao corpo, à mente e ao espírito. A fala do dia (@Cris.faria) tratava da mente, da lógica e da busca por resultados por meio do conhecimento que impacta diretamente a performance individual, das equipes e das organizações. A exibição de inúmeras ferramentas de desempenho que podem ser utilizadas no dia a dia por cada um que esteja disposto a desenvolver as habilidades para delas se beneficiar. É uma escolha. A reflexão sobre a mente, invariavelmente, se volta para o corpo. A mente e o corpo se conectam com algo que muitos creem ser o espírito e outros tantos, que não creem, desconfiam que há algo que ainda não conseguem entender. Espírito? Alma? Energia? Transcendência? Finitude? Perguntas sem respostas que se possam comprovar pela ciência. Entre questionamentos e reflexões a pergunta que muitos demoram, não querem ou se recusam a responder:

– Quem é você?

Não se tratava de saber qual a profissão ou quais os papéis sociais desempenhados. A pergunta ia além. Responder que sou advogado, professor, atleta, marido ou pai somente fala daquilo que faço da porta para fora. A pergunta proposta pela Cris tinha a ver com quem é você da porta pra dentro. Com quem você vai dormir à noite? Tampouco tem a ver com a companhia do outro que deita na cama comigo, mas com a essência que me acompanha no íntimo do meu ser. Essa pergunta é o desafio a ser vencido por cada um de nós na busca pelo desempenho do corpo, no esforço para desenvolver as capacidades da mente e na tentativa de desvendar os segredos do desconhecido que podem nos revelar o sentido daquilo que fazemos. Falamos do Espírito, da Alma ou da Energia Cósmica? Não sei, é desconhecido. Ainda que não se tenha uma resposta, porque não há ciência ou método científico que possa aclarar e nem acalmar essa busca, saber quem se é da porta pra dentro pode ajudar a que cada um seja pleno da porta pra fora. A clareza dos métodos pode ajudar.

O conhecimento pode dar a sua contribuição quando nos leva ao caminho da humildade de reaprender; da curiosidade de redescobrir; e da coragem para ressignificar.

(FISEC 2022)

Voltamos para a analogia do carro presente em textos anteriores (Você cuida do seu carro e A quem você saúda?). As escolhas de como você vai cuidar do seu carro, o corpo, e da sua mente, o condutor, darão tranquilidade para encontrar a essência, a sabedoria. Ela está na alma, no espírito, na energia cósmica ou no coração. Quem vai ditar o rumo? O condutor com as suas escolhas para saber se dirigir será um ato de perigo, de prazer ou de construção. Assim, chegamos ao conhecimento que organizado e compartilhado criam novas teorias e práticas inovadoras num processo de retroalimentação contínua.  Surgem as ferramentas que operacionalizam a ciência fazendo com que as pessoas alcancem alto desempenho. Porém, isso tudo somente faz sentido se o uso das ferramentas vindas do conhecimento é feito com sabedoria que a espiritualidade pode oferecer. A reaprendizagem, o redescobrimento e a capacidade de ressignificar a vida fazem a diferença para se perguntar: o mundo é melhor porque você está nele? Isso é espiritual.

Por fim, o nosso encontro terminava com o entendimento da importância de integrar corpo, mente e espírito a partir de um movimento de liderança interna. Responder quem é você da porta pra fora é fácil. Basta dizer a sua profissão ou outro papel social que te pareça interessante.  Porém, a pergunta a ser respondida é: quem é você da porta pra dentro? Quem é você no fundo do seu coração? É esse entendimento que vai permitir Reaprender, Redescobrir e Ressignificar fazendo com que o mundo seja melhor com a sua, a minha presença. Pergunta: o mundo é melhor com quem você é da porta pra dentro? Se sim, o mundo da porta pra fora agradece a sua presença!

Moacir Rauber

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Inspirado por: Cris Faria

Onde está o problema?

Onde está o problema?

Os dois começaram conversando tranquilamente, cada um expondo a sua ideia sobre qual cor deveria predominar na pintura da porta. O primeiro tenta convencer o segundo sobre o acerto da sua sugestão. O segundo refuta e tenta convencer o primeiro das vantagens da sua escolha. O diálogo se acelera. Enquanto um defende que se deveria pintar com uma cor mais sóbria para combinar com os móveis do interior do escritório o outro acreditava que deveria ser usada uma cor mais viva para combinar com o jardim que circundava a empresa. A simples questão de definir a cor com a qual pintariam a porta que separa o ambiente interno do ambiente externo da empresa se estava transformando numa polêmica. Sem papas na língua, o primeiro disparou:

– Mas você é um teimoso…

– Teimoso é você… retrucou o segundo.

O impasse estava armado. O profissional se transformava em pessoal. Você já presenciou alguma situação similar? É uma situação caricata, porém exemplifica como os conflitos emergem nas situações mais corriqueiras possíveis. Ao observarmos a situação da perspectiva da Comunicação Não-Violenta (CNV) e da Inteligência Positiva (IP) se poderia ter alternativas sem a rispidez desse o tom. Na CNV a sugestão é a de que as pessoas façam uma pausa para se ater aos fatos, registrem os sentimentos envolvidos e identifiquem quais as necessidades de um e de outro para, por fim, expressar-se de maneira clara e concreta num processo de autocuidado cuidadoso para si e para com o outro. A IP propõe que se faça os exercícios de reconexão com a realidade para diminuir a velocidade da atuação dos sabotadores e chamar a ação do sábio. É a pausa. Na situação acima, nem um nem outro usou os recursos da CNV ou da IP. Ambos estavam preocupados em manter a sua posição. Queriam muito mais estar certos do que alcançar o melhor resultado. Se pelo menos um deles tivesse usado a pausa para se conectar com a realidade poderia ter observado com clareza diferentes alternativas daquelas que se apresentavam. Teria escutado o outro e a si mesmo. Teria visto que se poderia trabalhar de forma conjunta num processo evolutivo em que as ideias são complementares. Um exercício muito simples proposto pela IP frente a uma ideia que você considera absurda é procurar nela alguma coerência para poder dizer um “sim”. Para diminuir a tensão e transformar o conflito em um momento de crescimento, é essencial encontrar um ponto de convergência, dizer “sim” para em seguida juntar “e…” para acrescentar a própria sugestão. Para usar essa técnica a pausa é fundamental para poder ver o fato diminuindo a interpretação que se tem dele, considerando sentimentos e necessidades envolvidos, além de se expressar de maneira educada. É a pausa que permite que o sábio se manifeste ao empatizar consigo e com o outro; ao explorar a situação da própria perspectiva e da do outro; ao inovar a própria ideia com a do outro; ao navegar por propostas não vistas por si mesmo presentes na visão do outro; e ao ativar o sábio diminuindo o poder dos sabotadores que não respeitam os sentimentos e as necessidades próprias nem do outro ao se basear numa interpretação da realidade que, muitas vezes, não corresponde aos fatos. O resultado? Expressa-se de forma trágica para atender uma necessidade não atendida e não corretamente identificada, gerando conflitos.

Enfim, o impasse frente a acusação de teimosia pelas partes chamou a atenção do gerente que passava por ali. Ele olhou e disse “Sim, boas ideias. Por que vocês não pintam de uma cor pelo lado de dentro e de outra pelo lado de fora?”. Os dois se entreolharam, fizeram a pausa para assimilar os fatos e se puseram de acordo com a solução proposta. Onde estava o problema? O problema estava no modo em que ambos percebiam a situação e não na situação. 

Moacir Rauber

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Para quem você está onde está?

Para quem você está onde está?

Um mea culpa. Algumas considerações sobre um fato que me tirou o sono durante uma semana.

Fui convidado para fazer uma palestra de abertura de uma competição em que deveria estimular os competidores a darem o seu melhor falando sobre motivação e superação. Mas o evento não somente sobre isso. Um dos focos era a disseminação das melhores práticas das atividades daqueles profissionais. A competição era tão somente uma forma lúdica encontrada pelos coordenadores da organização de consolidar e de transmitir conhecimento. Eu fiquei muito feliz com o convite. Para tanto, escrevi um texto com o título Não acredito em competições… Não compreendo o que se entende por superação… No texto discorri sobre a minha crença de não acreditar em competições, porque elas necessariamente deveriam se basear no princípio da igualdade. Como somos todos diferentes esse princípio não teria como ser cumprido. Mesmo assim gosto de competições, porque ela faz com que aflore o melhor de cada competidor. Uma competição saudável não se refere ao outro, é sobre cada um ser competitivo. O resultado é uma consequência, fazer o melhor é uma obrigação.

Também comentei sobre a superação, que normalmente é entendida como uma atitude quase heróica de conseguir algo diferenciado. Muitas vezes ela é associada às pessoas com deficiência. Porém, o meu entendimento é de que a superação é o contínuo ato de se tornar aquilo que se é. São os pequenos avanços realizados diariamente que representam a superação. Isso já foi discutido e apresentado por muitos autores, embora hoje prevaleça a ideia do herói, com a qual não concordo. Mas foi nesse ponto que tropecei. Não concordo e não acredito nisso, mas comportei-me como tal.

Fui para a apresentação com a convicção de fazer o meu melhor. Estava seguro de mim pelo texto que havia escrito ao qual associaria todo o meu raciocínio para ser fonte de inspiração para aqueles profissionais e competidores. Acrescentei um pouco de teoria motivacional para fundamentar a exposição, porém, assim como a lei da gravidade existe sem a necessidade de uma teoria, a motivação também está presente nas pessoas. A teoria até pode explicar, mas não muda a realidade. Comecei a minha apresentação expondo esses pontos. Avancei para fazer uma associação com a minha história pessoal, falando rapidamente do acidente que me deixou em cadeira de rodas. Expliquei como foram as batalhas para trilhar um caminho profissional e, finalmente, como entrei no mundo dos esportes. Não sei exatamente em qual ponto da minha exposição aconteceu, mas sei que aconteceu. De repente eu acreditei que era um herói. A minha história me convenceu e tudo aquilo que havia dito inicialmente eu mesmo contradizia. Passei a falar como herói. A fala sobre humildade sem ser subserviente passou rapidamente pela assertividade e se tornou arrogância. Esqueci para quem falava, porque afinal falava de mim. Estava achando o máximo, porém fui o mínimo. Saí de casa com a firme intenção de fazer o meu melhor, mas terminei o dia sentindo que havia falhado redondamente.

Ao final da palestra as pessoas aplaudiram com entusiasmo, mas a minha sensação foi de frustração. Nesse dia senti que não merecia os aplausos, porque esqueci que eles não estavam ali por minha causa, mas eu é que estava ali por causa deles. Quando acreditamos que viramos estrelas o suposto brilho nos ofusca e nos tira a visão. Não ver por causa do brilho é muito pior do que não ver na escuridão, porque, mesmo cegos, acreditamos que estamos vendo. Assim, entendo que é essencial ter em mente que nós estamos onde estamos para o outro.

Para quem você está onde está?

Moacir Rauber

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Do que você vive?

Kamilla e Wagner escolheram viver com AMOR. Vão afetar a vida um do outro com AFETO!

Do que você vive?

Depois de muitos anos sem ver, recebi em casa um amigo meu de longa data. Um daqueles amigos que participaram de algumas das situações mais difíceis da vida. Eu estava muito feliz. Quando chegou nos acomodamos à volta da mesa na varanda da casa. A noite foi passando, os temas foram se alternando. Ora falávamos dos projetos e das experiências com seus tropeços e acertos de um e ora do outro. Ele se apercebeu que eu não tinha emprego formal e que não tinha nenhum empreendimento que pudesse me gerar uma renda fixa. Com a curiosidade e a permissão que a nossa amizade dava, ele me perguntou:

– Mas você vive do quê?

Sim, parecia estranho que não tivesse nenhuma das premissas convencionais para me sustentar. A primeira resposta que lhe dei foi:

– Vivo de amor!!!

Rimos da resposta. Depois compartilhei com ele as atividades que realizo para cumprir com as obrigações da realidade ordinária. Afinal, as contas de moradia, água, luz e internet chegam, assim como as compras de supermercado para alimentação e higiene precisam ser feitas. As necessidades básicas precisam ser cobertas e felizmente tenho conseguido atendê-las de maneira satisfatória ao longo da vida. Em seguida voltamos para a primeira resposta que de utopia pode se transformar em realidade ao se explorar mais detalhadamente a situação. Começamos a analisar que sim, tanto ele como eu vivíamos de amor ao afetar e sermos afetados nas nossas relações. Podíamos falar do amor de amigos, algo que nos unia a mais de quarenta anos pela força do afeto. Muitos amigos afetaram a minha vida com o seu afeto, assim como, de alguma maneira também eu os afetei. Podíamos falar do amor da família que afeta, quase sempre, com AFETO. Tive o privilégio de ter o amor dos meus pais e ainda tenho a oportunidade de fruir da presença afetiva dos irmãos, sobrinhos e outros membros da família. Vivo o amor conjugal que me afeta de uma maneira divina que não acreditava ser possível. Tive a possibilidade de passar por organizações que me afetaram muito pela presença de pessoas que com o seu afeto moldaram e mudaram a minha vida ao dar sentido àquilo que fazia e faço. Muitas dessas pessoas estão entre os amigos. Outras cumpriram o seu papel ao afetar com o afeto que possuíam e seguiram por outros caminhos. E os desafetos? Sim, também existiram desafetos que escolhi não ser desamor nem rancor, mas sim pessoas com ideias diferentes que também me afetaram com aquilo de que dispunham. Crises e dor? Sim, mas a escolha de carregar isso comigo ou desapegar era minha. Por isso, acredito realmente que vivo de AMOR e de AFETO. Afinal, eu AFETO o mundo que me afeta. Com AFETO as relações de amizade são melhores com a consciência. Com AFETO as relações familiares são mais tranquilas e serenas. Com AFETO as relações profissionais são mais autênticas, transparentes e até mais lucrativas. Trata-se de alinhar a intenção com a ação para que A Força da Esperança no Trabalho Orientado para o AMOR apareça.

Viver de amor é utopia? Meu amigo e eu acreditamos que não, que é possível viver com amor, porque é uma maneira humana, inteligente e divina de escolher viver a própria vida. Porque quando o final da vida se aproximar e cada um olhar para trás vai se aperceber que os melhores momentos foram aqueles vividos com amor próximo das pessoas que são importantes. Que as melhores lembranças são das decisões leais e justas para com você e com aqueles com quem você conviveu. Que as melhores escolhas que você fez mantiveram a sua integridade e para isso é preciso de AMOR, porque você AFETA o mundo e com AFETO o mundo é melhor.

Kamilla e Wagner, se vocês se imaginarem no final da jornada, o que significou o dia em que vocês disseram “Sim” um para o outro?

Desejo que sempre possam olhar para dentro de si mesmos, porque o amor vai prevalecer.

Kamilla e Wagner, vocês escolheram o AMOR. Parabéns!!!

Moacir Rauber

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O QUE SE PODE APRENDER COM O CONSELHO?

O que se pode aprender com o Conselho?

Via os dois anciãos sentados no banco de frente para a praia. Um mostrava o celular para o outro e falavam das diferentes funções que um determinado aplicativo dispunha. Conversavam animadamente sem nenhuma demonstração de tristeza ou de frustração por não entender ou não saber utilizar a tecnologia. Estavam aprendendo e usando. Um exclama, o outro responde e assim seguiam explorando as possibilidades da interatividade. Um deles, com cara de eureca, fala:

– Isso faz sentido!

Não sei o que aquele senhor descobriu, porém, o que podemos aprender com a situação? Talvez possamos reaprender! Reaprender o que? Reaprender que a idade não é um empecilho para a aprendizagem, mas a escolha de manter a mentalidade aberta para que se possa seguir sendo um aprendiz. E por que reaprender isso é importante? Porque era algo que sabíamos e perdemos. Durante muitos anos se criou o rótulo de que com o avançar dos anos as pessoas perdiam a capacidade de aprendizagem e, com isso, aumentaria as dificuldades para usar a tecnologia imperante na atualidade. Que grande engano! A neurociência constatou a plasticidade cerebral que afirma que o cérebro humano continua com a sua capacidade de desenvolvimento, apesar da idade, exceções feitas às enfermidades. Novidade? Não. Além do mais, com a ancianidade há a possiblidade de se acrescentar a sabedoria ao conhecimento e à tecnologia para saber usar as ferramentas para que a tua família, a tua organização e o mundo sejam melhores com o seu uso. Portanto, reaprender com a constatação da neurociência ao olhar para as civilizações antigas é ser inteligente e humilde, estimulando que se inove e se transforme com o sentido de redescobrir e ressignificar. A sabedoria que vem com a idade é ancestral, é bíblica: “Com os anciãos e mais experientes está a sabedoria, e na idade avançada, a compreensão e o entendimento” (Jó 12:12). Desse modo, as antigas civilizações criavam os conselhos de anciãos para respeitar a trajetória das pessoas que os trouxeram até onde estavam. Da mesma forma, essa prática era a representação visível da crença de que as pessoas eram mais inteligentes e mais sábias com o passar dos anos. Por isso, cabe a nós sermos inteligentes para que possamos aproveitar o conhecimento com sabedoria, assim como exercitarmos a humildade para reaprender e com isso redescobrir a importância do Ser Humano em todas as fases de sua vida. Além do mais, redescobrir que a aprendizagem é um processo para a vida muda a perspectiva das possibilidades. A idade avançada não é uma limitação, é um privilégio que abre um mar de oportunidades. Que tipo de oportunidades? Para a pessoa em si, abre a oportunidade de usufruir da vida com a qualidade que o conhecimento, a tecnologia e a sabedoria podem proporcionar. Para as organizações, as pessoas com mais idade podem ser uma oportunidade de negócios, uma vez que seguem aprendendo e ensinando. Desse modo, redescobrir e reaprender nos levam a ressignificar a própria vida ao encontrar o sentido dela e de tudo que se faz. É a compreensão e o entendimento que podem vir com a idade, muitas vezes expressos num conselho. Sim, num conselho de aconselhamento que as pessoas com a experiência da idade podem dar. Ou num conselho de agrupamento de pessoas com conhecimento e inteligência para que com humildade possam propor os rumos de uma equipe, de uma organização ou de uma profissão. O Pepitas Secretaries Club reúne as pessoas com as características de quem está aberto para Reaprender, Redescobrir e Ressignificar num movimento de sabedoria que aproveita o conhecimento com humildade e inteligência. Dele surge o FISEC – Fórum de Inovação em Secretariado que nos permite aprender a reaprender para descobrir e redescobrir num movimento natural de significar e ressignificar. Faz sentido?

A situação do diálogo inicial pode nos ensinar algo? Creio que sim, porque a constatação contida na expressão é a de que o ancião viu sentido naquilo que iria fazer ou usar. Esse é um dos nossos grandes desafios: qual é o sentido? Para que criamos e inovamos? Por isso, é indispensável se indagar: Reaprender para quê? Reaprender para redescobrir e ressignificar o próprio papel no mundo e entender se faz sentido. A humildade de reconhecer que a sabedoria pode vir com a ancianidade e que a ancianidade pode nos ensinar por ter a experiência que aquele que não é ancião não tem. Pergunte-se: quer aprender? É preciso estar disposto a reaprender. Quer descobrir? É importante estar aberto para redescobrir. Quer ressignificar? Você pode aprender com o Conselho.

Moacir Rauber

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ECOS DA PALAVRA

A INTELIGÊNCIA POSITIVA E A ESPIRITUALIDADE NA COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO.

“Bem-aventurados aqueles que usam com sabedoria as ferramentas de desempenho vindas do conhecimento.”

ECOS DA PALAVRA!

EU AFETO O MUNDO. O MUNDO ME AFETA.

COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

Espiritualidade é a Sabedoria para usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO!

ECOS DA PALAVRA!

TENDO COMO BASE:

Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática

Ferramentas: para operacionalizar a ciência

– Inteligência Positiva para o autoconhecimento.

– Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos.

Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

Os participantes vão aprender a usar Ferramentas construídas a partir do Conhecimento com a sabedoria presente na Espiritualidade:

  • encontrar o sentido daquilo que se faz alinhando espiritualidade, conhecimento e sabedoria por meio de ferramentas de desempenho: Inteligência Positiva e Comunicação Não-Violenta.
  • comunicar-se com efetividade diminuindo a tensão nas relações, aumentando a produtividade e o desempenho nos ambientes pessoal e profissional;
  • exibir competências relacionais, como a confiança, a autenticidade e o domínio próprio;
  • mostrar competências de desempenho, como a produtividade, a competitividade, o resultado, a aprendizagem, a excelência, o espírito de equipe e a resiliência;
  • manifestar competências de conduta, como a ética, o propósito, a liberdade, a flexibilidade, a autonomia e o respeito;
  • pausar para distinguir o sábio do sabotador com os passos da CNV ao (1) observar sem julgar; (2) reconhecer as emoções e os sentimentos; (3) identificar as necessidades e os pontos de convergências; (4) fazer pedidos de forma objetiva e direta. 

Para onde o mundo vai? Com ou sem você ele vai…

– Disrupção e exponencialidade

– Revoluções biológicas e tecnológicas

– Forças Motrizes no mundo

– Tendências e megatendências comportamentais e de negócios

– Singularidade: o nome da nova era!

– Onde a Inteligência Positiva, a Espiritualidade e Comunicação Não-Violenta se conectam?

Sábio ou sabotador: qual é a tua escolha?

– Inteligência Positiva e Comunicação Afetiva como estratégias de desemepnho e resultados

– Espiritualidade e transcendência para entender o sentido da vida

– As Bem-Aventuranças: inspiração que conecta conhecimento, sabedoria e ferramentas de desempenho

Conhecimento, ferramentas ou sabedoria?

– Conhecimento: a ciência para organizar e compartilhar teoria e prática

– Ferramentas: para operacionalizar a ciência

                Inteligência Positiva para o autoconhecimento

                Comunicação Não-Violenta para Resultado Efetivos.

            -Ação e intenção para produzir resultados: bem-aventurados os alinhados.

– Sabedoria: a espiritualidade que permite usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO.

O resgate da Espiritualidade a partir da Inteligência Positiva e do uso da Comunicação Não-Violenta tem a pretensão de levar os participantes a alcançar a satisfação pessoal e os resultados esperados por meio do alinhamento da espiritualidade com as competências socioemocionais e técnicas. Para isso é essencial:

PAUSAR para OBSERVAR. O que vejo?

PAUSAR para SENTIR. O que sinto?

PAUSAR para identificar as NECESSIDADES. O que necessito?

PAUSAR para PEDIR. Como e o que peço?

Uma PAUSA para escutar o MESTRE dos MESTRES!

Eu AFETO o mundo. O mundo me AFETA. Com AFETO o mundo é melhor.

A oficina se fundamenta na relação entre o conhecimento (inteligência emocional, psicologia positiva e storytelling reunidas na Inteligência Positiva) e a sabedoria presentes na espiritualidade que possam ser usadas por meio de ferramentas de desempenho. Assim, a Inteligência Positiva e a Comunicação Não-Violenta convergem ativamente para estimular a gestão das competências socioemocionais e técnicas no caminho transcendental humano. Ação e Intenção produzindo resultados!

A oficina foi pensada para pessoas que:

– desejam alinhar a espiritualidade e as competências socioemocionais e técnicas;

– pretendem alinhar as ações e as intenções com os resultados;

– querem alcançar altos patamares de desempenho na carreira;

– dão os primeiros passos para se desenvolver e se destacar profissionalmente;

– buscam qualificação para voltarem ao mercado de trabalho (lifelong learning);

– aspiram potencializar seus projetos e ter mais confiança em si mesmos;

– ambicionam melhorar a sua comunicação para se relacionar melhor com sua equipe;

 Espiritualidade é a Sabedoria para usar as Ferramentas vindas do Conhecimento com AFETO!

ECOS DA PALAVRA!

E-mail: mjrauber@gmail.com

Whatsapp: 48 998578451

Sympla: https://www.sympla.com.br/ecos-da-palavra-inteligencia-positiva-e-espiritualidade-na-comunicacao-afetiva-para-ser-efetivo__1619935

Miriam Moreno crê que é importante incorporar informações ao nosso mundo, porém é visível a necessidade de identificar o que acontece dentro de nós, com nossas emoções, sentimentos e pensamentos para facilita um processo de ajuda. Assim, sente-se motivada e comprometida em difundir a Comunicação Não-Violenta (CNV) por meio de oficinas, grupos de estudo de aprofundamento e de prática para as pessoas que queiram se conectar com as suas qualidades humanas mais profundas, naturalizando-as. Miriam entende que a CNV propõe um nova maneira de escutar, de receber e de dar desde um foco que facilita o encontro com o outro a partir do coração, criando um espaço seguro e livre para reconhecer o que se sente.

Miriam também é Counselor em Logoterapia, Professora de Física e membro ativo na promoção da Comunicação Não-Violenta com formação no IIT Intensive International Training em Comunicação Não-Violenta no Chile e organizadora do IIT Intensive International Training de Buenos Aires. Tem larga formação complementar, como Taller Intensivo Residencial CNV Argentina, “Vacío Existencial y los Vínculos Actuales” – UCA , Taller Jornada de formación de profesionales de la salud: “La Importancia de la Espiritualidad y el Conocimiento en la Atención al Paciente”, além de Diversas jornadas de ECP e focusing.

Miriam é uma aprendiz por natureza.

Moacir Rauber acredita que tem “muitas razões para viver bem!” e que a “Disciplina é a Liberdade” de fazer as escolhas conscientes para “fazer tudo que possa compartilhar com os pais e que tenha orgulho de contar para os filhos”.

Também tem doutorado em Ciências Empresariais e Mestrado em Gestão de Recursos Humanos na Europa e Mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC. Tem MBA em Marketing, Pós-Graduação em Teoria do Pensamento Complexo e Certificado Nonviolent Communication International Intensive Training. Tem formação internacional em Coaching Executivo Organizacional reconhecido pela International Coaching Communitty – ICC e pela European Mentoring and Coaching Council – EMCC. Atualmente trabalha como Palestrante e Escritor.

Foi remador da Seleção Brasileira e ainda hoje segue praticando o remo como lazer. Também faz trabalhos voluntários em instituições que desenvolvem projetos de inclusão social.

Autor dos Livros:

  • Olhe mais uma vez! Em cada situação novas oportunidades (2010).
  • Perguntar não ofende… Coaching para o profissional de Secretariado (2013).
  • Superação, a marca do Ser Humano! (2013).
  • Ladrão de si mesmo (2016).
  • No reino de logo ali ao lado (2019).

Mantém o Blog FACETAS! Somos únicos. Somos Múltiplos. (www.facetas.com.br), é colunista de diferentes jornais e revistas na área de Gestão de Recursos Humanos e de Educação.

Quem é o homem à beira da estrada?

Pai e filho cruzavam de carro uma pequena cidade do interior e viram um senhor sentado tranquilamente numa cadeira a beira rodovia. O filho, com seus 10 ou 11 anos, olhou e disse:

– Que cara preguiçoso, não é pai? Sentado aí sem fazer nada…

O pai escutou. Não concordou nem discordou. Eles eram de uma família que tinha suas posses oriundas de trabalho. Desde pequeno todos estudavam, trabalhavam e acreditavam que cada um podia fazer o seu destino. Entretanto, o pai também sabia que não se pode julgar alguém por um momento observado na sua vida. Assim ele contou uma história para o seu filho. Disse que havia um pai com quatro filhos que estavam no auge de sua juventude. Todos com boa formação, porque estudaram nas melhores escolas e universidades e, por isso, acreditavam que, quase sempre, tinham uma resposta pronta para tudo. Da família receberam bons exemplos, assim acreditavam que estavam preparados para os desafios da vida. O pai desses jovens, queria estimulá-los a seguir no caminho da aprendizagem, porém com humildade. Assim, desafiou-os para que realizassem uma aventura para conhecer uma árvore que estava muito distante. O filho mais velho chegou até a árvore no inverno. O segundo se encontrou com a árvore na primavera. O terceiro no verão e o filho mais novo a encontrou no outono. Ao regressar à casa cada um descreveu o que viu. O primeiro disse que viu uma árvore seca e com os galhos retorcidos. Era feia para os seus padrões. O segundo disse que viu uma árvore cheia de folhas novas e flores que se abriam. Era linda, segundo o seu entendimento. O terceiro comentou que viu uma árvore carregada de folhas viçosas, exuberantes e com muitos frutos em formação. Era bela pelo que havia observado. O filho mais jovem não concordava com os demais, porque disse que viu uma árvore carregada de frutos maduros. Era simplesmente, maravilhosa. Assim, o pai pode explicar que cada um deles, em parte, tinha razão, porque eles haviam observado a mesma árvore em diferentes temporadas. Por fim, o pai que seguia o caminho com o seu filho pequeno, perguntou:

– O que você viu quando observou aquele homem sentado à beira da estrada?

O filho ficou intrigado. Não tinha uma resposta, assim como nós não temos uma resposta. Às vezes, somos muito rápidos ao julgar o outro. Creio que a essência, os valores e os princípios nos acompanham no inverno, na primavera, no verão e no outono de nossas vidas. Entretanto em cada temporada são diferentes as experiências pelas quais passamos até que encerramos a jornada. O caminho percorrido por qualquer pessoa, com as suas alegrias e as suas dores, não se pode ver numa única temporada de sua vida, muito menos numa cena.

Quem era o homem à beira da estrada? Pai e filho no seu carro não tinham a mínima ideia. Portanto, antes de julgar é essencial lembrar que não sabemos as histórias vividas por detrás das folhas, dos galhos ou dos olhos que se veem. Ao trazer a analogia da árvore para o filho, o pai quis deixar a mensagem para que as inúmeras tentativas que a vida exigir ou para o sofrimento e as derrotas que a vida lhe impuser, sejam motivos que o mantenham forte e humano como um duro inverno; que os momentos de felicidade o tornem agradável como uma linda primavera; que os sucessos que na vida alcançar o levem para o caminho do crescimento como num exuberante verão; que a maravilhosa oportunidade que é a vida possa dar frutos com a humildade de que podemos encerrar a jornada e voltar para Casa. O caminho é você que escolhe. O julgamento somente será no final!

Moacir Rauber

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Inspirado: Pe. Jorge Nardi

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