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Facetas!


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Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

As crianças querem crescer 1

O esporte é uma escola da vida. Estive num clube de remo que aos domingos pela manhã recebe por volta de cinquenta remadores mirins. É encantador ver o empenho e a dedicação daqueles jovens atletas. Cada um deles, com seus sete, oito ou nove anos, tem as suas responsabilidades. Os adultos carregam os barcos do barracão até a água, mas eles precisam carregar os seus remos. Peças do equipamento que medem quase quatro metros, embora não pesem mais de um quilo. No retorno, eles precisam lavar os barcos. Chega a ser emocionante observar o ir e ver daqueles pequeninos carregando os seus remos ou lavando os seus barcos, exibindo nos seus rostos a expressão de orgulho por estar contribuindo com a sua parte no processo de aprendizagem de um novo esporte.

As crianças querem aprender. As crianças têm vontade de crescer. Por que então se tem uma geração de adolescentes de quarenta anos? Por que tantos jovens não conseguem assumir as suas responsabilidades ou entender que as suas ações ou não ações impactam as pessoas a sua volta?

Certamente que se trata de uma perspectiva de quem observa parte do processo. Parece-me que parte dos pais não quer deixar que os filhos cresçam ao navegarem entre dois extremos no processo de educação, o excesso e a falta de atenção. Por um lado, vê-se um grupo de pais que criam os seus filhos numa bolha de proteção com a ideia de não deixar que seus filhos nunca sintam nenhum tipo de frustração. Os pais querem ser os responsáveis pela felicidade dos filhos e passam a paparicá-los como se fossem príncipes e princesas. Adotam a postura de superproteção, passando a mensagem para os filhos de que eles não são capazes de se responsabilizarem pela própria felicidade. Subliminarmente, chamam os seus filhos de incompetentes. Por outro lado, um grupo de pais não dá a devida atenção aos filhos que crescem rodeados de presentes num ambiente hiper estimulado com a sensação de serem um estorvo na vida dos próprios pais. Assim, os aparelhos e equipamentos eletrônicos mantêm as crianças tão ocupadas que elas não têm tempo de se frustrarem ao não viverem as emoções reais dos desafios presentes no relacionamento humano. Em ambos os casos, entendo que não se trata de amor, mas de egoísmo, resultado de um movimento narcísico por parte de pais que não aguentam a ideia de ser mal avaliados pelos filhos. O que acontece nos dois extremos? Os pais criam pessoas com Deficiência Emocional.

A superproteção ou a falta de orientação impede a que os filhos cresçam emocionalmente, relegando-os o papel de fracos e alienados.

Crianças naturalmente criativas, bondosas e generosas se tornam apáticas, chatas e mimadas. Foi-lhes roubada a autonomia, porque elas não aprenderam a esperar, a negociar, a ceder ou a se frustrar. Não desenvolveram os músculos emocionais que crescem nos momentos de dor e de tristeza que naturalmente devem fazer parte de nossas vidas. Por fim,

os pais criam filhos que se tornam aleijados emocionais e tiranos sociais que escravizam os pais ao não assumirem o protagonismo da própria vida.

Aos quarenta anos ainda estão em casa sendo tratados como crianças.

Ao observar os atletas mirins, percebe-se que as crianças querem crescer e querem ser responsáveis. As crianças querem assumir o protagonismo das suas vidas, bastando para isso que os pais não os tratem como incompetentes pela superproteção ou como um estorvo pela falta de tempo. E os esportes trazem em sua natureza o benefício de assumir a responsabilidade. É preciso disciplina e respeito para desenvolver as competências do esporte e também do relacionamento com os outros. É preciso suportar algumas chateações, como carregar os remos e lavar os barcos, para desfrutar do prazer de remar por lazer ou competição. É fundamental passar pela frustração de não poder remar em dias de muito vento. Juntamente com as habilidades esportivas são desenvolvidas as competências emocionais reais que vão permitir que as crianças cresçam e se transformem em adultos responsáveis por suas escolhas. Enfim, …

… é essencial vivenciar as dificuldades para poder modular a felicidade de ser um adulto responsável por si mesmo no respeito das relações com os outros.

Príncipes? Tiranos? Adolescentes de quarenta anos? Deixe-os para os filmes e a ficção.

 

Moacir Rauber

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Uma caixa d´água ou uma piscina?

Tenho uma amiga que é fora da caixa. Ela lê muito, fala sobre diversos assuntos, participa da vida social intensamente, luta para ter o que deseja e, principalmente, diverte-se com aquilo que tem. Lembro-me do dia em que fui visitá-la em sua casa pela primeira vez, isso há quinze anos. Estacionei em frente da casa, desembarquei e fui recebido pelo seu marido, também meu amigo. Conversamos e logo perguntei pela minha amiga. Ele disse:

– Ela está lá nos fundos. Na piscina… e deu uma risadinha meio irônica.

Não entendi muito bem na hora. Cruzamos pela garagem em direção aos fundos da casa. Era meia tarde e o sol brilhava intensamente, prejudicando a visão. Entretanto, pude ver um terreno baldio, uma pequena edícula na lateral e no meio do terreno algo parecido com um buraco cheio de água e um guarda sol. Pensei que talvez a piscina estivesse noutro lugar, mais distante, porém de repente vejo a minha amiga sair da edícula e se jogar dentro daquele buraco respingando água para todos os lados. Entre as gargalhadas ela me cumprimentou e disse:

– Você ainda não conhecia a minha piscina, não é?

E lá veio mais uma risada.

Foi assim que eu encontrei a minha amiga num dia de verão de 40 graus naquela caixa d´água de mil litros batizada de piscina.

A piscina era o desejo dela. A caixa de água era a sua realidade. Infeliz por isso? Não, nem um pouco. Criatividade e bom humor? Sim, a criatividade para transformar uma realidade não ideal na realidade em que se pode desfrutar daquilo que se tem com bom humor.

Muitos, provavelmente, ficariam tristes ou se lamentariam porque não tinham a piscina ideal para poder se refrescar no verão. O foco da maioria das pessoas sempre está voltado para tudo aquilo que elas não têm. Parece que somente poderiam ser felizes caso tivessem o ideal daquilo que desejam. Por isso, lamentam-se, “Se eu tivesse uma piscina eu seria feliz”; “Se eu tivesse um carro novo eu seria feliz”; “Se eu tivesse um emprego melhor eu seria feliz”; “Se eu tivesse uma namorada eu seria feliz”; e assim seguem as lamentações pelo que não tem sendo infelizes com aquilo que tem. E você, está bem com aquilo que tem?

Alguns poderiam dizer que sentar numa caixa d´água e acreditar que se está numa piscina é uma fuga da realidade. Particularmente entendo que não. Acredito que foi o início do processo de construção de uma realidade, porque hoje a minha amiga tem uma piscina real na frente da sua casa. Na mente dela, todos os dias ao chamar aquela caixa d´água de piscina ela fazia algum movimento para que o desejo se transformasse em realidade. Ela se refrescava na caixa e lembrava do que podia fazer para mudar essa realidade. Depois ela fazia. Era a projeção de um sonho com movimento. Eis a diferença.

Desse modo,

“É fundamental desfrutar daquilo que se tem e lutar por aquilo que se quer”.

O seu carro não é o ideal para você? Cuide daquele que você tem, usufrua dos benefícios que ele traz e mova-se em direção a conseguir o veículo pretendido. O seu trabalho não é o desejado? Dedique-se a sua função como se ela fosse o melhor trabalho do mundo que certamente você estará se movendo na direção de conseguir o melhor trabalho do mundo. Não tem uma namorada? Aproveite o que a vida lhe oferece, seja feliz com as relações que você tem e a namorada virá também.

Ser feliz com aquilo que se tem não é se acomodar com aquilo que se tem.

Trata-se de desfrutar da realidade atual e trabalhar com dedicação e leveza em direção à realidade desejada.

Um caixa d´água ou uma piscina? Depende da perspectiva. A minha amiga é fora da caixa porque ela consegue ver uma piscina numa caixa. E a felicidade? Ela está dentro de cada um.

Moacir Rauber

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Qual é a sua função: criar ou resolver problemas?

Cadeira de rodas e viagem, às vezes, não é uma combinação muito boa. Uso a minha há mais de trinta anos. Foram muitas viagens e nem todos os lugares foram acessíveis, mas quase todas as pessoas são sensíveis. Na última viagem que fiz tive uma surpresa. Quando era chegada a minha vez de desembarcar, ao me acomodar na minha cadeira de rodas, logo sinto que um dos pneus estava furado. Que droga… pensei. O que faço agora? Chegar noutro país, cidade desconhecida, sozinho e numa cadeira de rodas com o pneu furado não era nada bom. Conseguir um pneu para a minha cadeira de rodas seria um grande desafio. Antes, porém, dirigi-me aos achados e perdidos para registrar a minha reclamação. Não deixaria o ocorrido sem registrar, porque as malas e bagagens despachadas nos voos são muito maltratadas. Fui atendido por um senhor com cara de poucos amigos:

– Qual é a sua reclamação?

– Gostaria de informar que a minha cadeira está com um pneu furado.

Sem me olhar ele me instruiu para preencher um formulário e depois passou a me perguntar o ano, a marca e quanto eu havia pago na cadeira. Em seguida, ele perguntou:

– O senhor tem a Nota Fiscal da cadeira?

A pergunta me pareceu tão sem cabimento que gaguejei, mas respondi que não a tinha comigo, porque já havia comprado a cadeira de rodas há mais de dez anos.

– Pois deveria tê-la consigo, disse-me o funcionário sem levantar os olhos.

Respirei fundo e não disse nada. Esperei mais alguns segundos. Ele perguntou:

– O que aconteceu com o seu pneu? Olhando-me, finalmente.

Mostrei-lhe o corte no pneu.

Ele retrucou:

– Pois é, mas as empresas não saem com um estilete por aí cortando os pneus das cadeiras de rodas… dando um sorriso meio irônico.

Foi a gota d’água. A má vontade e as perguntas descabidas haviam extrapolado qualquer noção de bom senso. Num tom de voz forte e indignado respondi:

– Então o senhor está dizendo que eu cortei o pneu enquanto ela estava no porão do avião? Ou que eu embarquei com o pneu furado?

Ele permaneceu em silêncio, porém com uma expressão um pouco desorientada pelas minhas colocações. Eu era um estrangeiro e ele um cidadão no seu país. Continuei:

– O Senhor já perguntou se eu trouxe a NF da cadeira comigo, como se cada cidadão fosse obrigado a carregar as NFs dos sapatos e das calças.

Silêncio. Por fim, perguntei:

– Desculpe-me, mas o senhor está aqui para resolver ou para criar problemas?

Acredito que cada um, dentro da sua função, deva ser parte da solução dos problemas e não parte deles. Na situação descrita, o problema estava comigo. O papel daquele funcionário não era contestar a minha versão, mas orientar para que o problema pudesse ser sanado, assim como quando atuamos como vendedores, farmacêuticos, enfermeiros, contador ou qualquer outra profissão. Afinal, ninguém está contra ninguém, todos estamos do mesmo lado.

O papel do profissional deve servir para resolver o problema do outro, senão por que ele está lá?

Moacir Rauber

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É preciso emagrecer o Estado brasileiro?

É muito comum ouvir os especialistas falando sobre a necessidade de reformas no Brasil, usando a metáfora de que é preciso emagrecer o Estado. É uma verdade e uma necessidade urgente sob pena de quebrar o país. Entretanto, em parte acho estranha a exigência dos ditos especialistas.  O estranhamento sobre as reformas surge porque os cientistas políticos, os sociólogos e os economistas, sempre denominados como especialistas em suas áreas, até então estavam calados. Eles não apontavam, ou se percebiam não falavam nada, que o Estado estava engordando sob a tutela de outros governos. A gordura do Estado e de suas estatais não aconteceu por obra do divino e tampouco de uma hora para a outra. Onde estavam os tais especialistas enquanto o país engordava desmedidamente? Por que ninguém cobrou de outros governos que contratassem menos para se manter em forma? Como ninguém viu as estripulias feitas pelos amigos e companheiros nos mandos e desmandos das estatais? Por que os especialistas, que agora pedem a reforma da previdência, não alertaram e não cobraram que o sistema previdenciário fosse concebido de forma diferente, porque da forma como está organizado ele é inviável? Sim, é preciso um trabalho árduo e duro para emagrecer o Estado brasileiro que há décadas vem engordando sob os olhares atônitos da população, mas passivos.

O país precisa ser reformado a partir de seus cidadãos. Mais do que nunca precisamos de cidadãos que se comprometam a expressar e exibir valores de conduta que produzam uma sociedade honesta, íntegra, leal, justa e com ordem e progresso. Destaque para os cidadãos funcionários públicos, políticos ou de carreira. Não que os demais cidadãos não precisem ser honestos, mas uma vez que estes cidadãos sejam não há como dinheiro público fluir indevidamente para qualquer cidadão. Ter um Banco do Brasil com comando societário nas mãos do Estado brasileiro deveria ser motivo de orgulho para os brasileiros. Para isso, bastaria que os cidadãos que conduzem a organização, políticos e diretores, seguissem diretrizes que os levassem a cumprir o papel para o qual foi criado: financiamento justo. Manter o controle societário da Petrobrás não deveria ser a fonte da maior investigação de corrupção do mundo. Para isso, seria o suficiente que os cidadãos que a dirigem fossem honestos, uma vez que eles representam o Estado brasileiro na empresa. A Caixa Econômica? Os Correios? Da mesma forma deveriam ser um patrimônio dos cidadãos brasileiros que poderiam se beneficiar dos seus serviços. Porém, a realidade é diferente. Os serviços, muitas vezes, não são bons e ainda geram mais déficit para a sociedade já tão sobrecarregada de problemas em função da ineficiência, da incompetência e da desonestidade de alguns dos cidadãos que dirigem tais organizações. Muitos são cidadãos políticos desonestos. Outros são simplesmente cidadãos desonestos. Todos aqueles que tiveram um desvio de conduta contribuíram para que o Estado brasileiro engordasse de tal maneira que está pesado demais para a sociedade carregá-lo. Por isso pergunto: onde estavam os especialistas que agora exigem o emagrecimento do Estado brasileiro enquanto alguns o engordavam?

A reforma é importante que aconteça, porém acredito que tão importante quanto a reforma é fundamental responsabilizar aqueles que engordaram o Estado brasileiro. Não se trata apenas de corrigir o rumo, mas de responsabilizar quem nos tirou do rumo. Cidadãos Políticos e Diretores de estatais que contrataram sem necessidade? Cidadãos Políticos e funcionários públicos que realizaram licitações fraudulentas, empréstimos fajutos ou outras atividades que geraram prejuízos ao Estado brasileiro? Que sejam responsabilizados civil e criminalmente. Entendo que além de emagrecer o Estado brasileiro temos que responsabilizar aqueles que O engordaram sem necessidade.

E os especialistas são especialistas do que mesmo se eles somente conseguem ver o óbvio? Fazem apenas o trabalho de juiz de jogo jogado. Talvez, muitos deles, devessem se dedicar tão somente ao carnaval.

Moacir Rauber

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Se não se paga, cancela!

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As questões envolvendo investimentos culturais quase sempre são polêmicas, porque trazem em si avaliações subjetivas. Quanto vale investir dinheiro público para promover as festas de carnaval? Qual é o retorno social ao se investir recursos públicos numa peça de teatro? Quem dá o aval para que o dinheiro seja investido nesta ou naquela obra? A sociedade sabe e está disposta a que o seu dinheiro seja destinado para tais finalidades? É lógico que é importante que cada país mantenha um acervo histórico de suas manifestações culturais, porém é relevante consultar aqueles que financiam os cofres públicos, a população, para saber se o dinheiro vai para uma escola de samba, para a segurança, para obras estruturais, para a saúde ou para a educação. Se você pudesse escolher, para quem você destinaria os quase 50 milhões de reais que serão captados pelas escolas de samba do Rio de Janeiro?

A situação de nosso país é economicamente sensível. O governo federal não tem capacidade de investimento, uma vez que quase a totalidade daquilo que se arrecada é destinado ao sistema previdenciário e ao pagamento do funcionalismo público. Quase se pode perguntar: para que ter funcionários se não há recursos para investir naquilo que eles foram contratados para fazer? Fazendo um paralelo com a iniciativa privada, colaborador que não dá retorno, perde a vaga.

Produto que não vende, não se produz.

Serviço que não tem procura, não se oferece.

Empresa que não tem finalidade, é fechada.

É uma questão bem prática.

Aquilo para o qual não tem gente disposta a pagar para ver, comprar ou experimentar,

não se produz.

Talvez um pouco dessa visão deveria ser exportada para a área pública. Colaborador que não dá mais retorno para a sociedade do que ele custa, deveria ser dispensado. Produto ou serviço que não atende as necessidades da população, não deveria ser oferecido. Portanto, acredito que se deveria repensar a distribuição dos investimentos feitos pelo setor público priorizando as áreas essenciais para as quais existe o setor público: educação, saúde, segurança e infraestrutura. Para o restante? Aquilo que não se paga por si só, na grande maioria das vezes, não precisaria existir.

Entendo que quando se fala em investimentos na educação, as questões culturais estão presentes ao se respeitar as manifestações de cada uma das regiões, das cidades e das comunidades em que o estado conduz o processo. Dessa maneira, os recursos investidos produzem um retorno para todos os investidores que mantêm os governos. Ao se organizar o estado para investir em saúde, os programas que previnem e tratam a população também se refletem em benefícios para todas pessoas, independentemente da região na qual residem. As ações realizadas pelo estado voltadas para a área da segurança, seja na esfera municipal, estadual ou federal, da mesma forma, dão retorno para o indivíduo e para a sociedade como um todo. E, por fim, os investimentos realizados pelo estado em infraestrutura produzem benefícios reais para a sociedade. Um investimento realizado no Amazonas vai impactar as pessoas que vivem no Rio Grande do Sul. São estas as atribuições do estado, uma vez que ao priorizar a educação, a saúde, a segurança e a infraestrutura todos os brasileiros são beneficiados, indistintamente.

Por isso, a pergunta inicial: para quem eu destinaria os 50 milhões que vão para as escolas de samba? Particularmente penso, para uma escola e para os professores; ou então, para os médicos e os enfermeiros; ou ainda, para os policiais e os bombeiros; e por que não, para a implantação de uma rede de esgotos ou de uma estação de tratamento de água. E o carnaval do Rio de Janeiro ou de qualquer outro lugar? Bom, caso aquilo que as pessoas que curtem o carnaval pagam não cobrir os investimentos, que se cancele!

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Moacir Rauber

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