Do EGO para o ECO!

Do EGO para o ECO!

Parece que ainda escuto o meu amigo falando sobre os projetos esportivos para resgatar os valores humanos entre os jovens. Ele pensava na disciplina do esporte como o exercício da liberdade de fazer aquilo que se escolheu fazer a partir do senso de pertencimento para transformar a realidade dos jovens a partir de conexões saudáveis.

Era o ano de 2010 na cidade de Pelotas e eu conversava com Oguener Tissot, que sonhava em transformar a cidade num polo de remo olímpico no Brasil. Existia um clube de remo na cidade com poucos sócios e participação menor ainda.  Mesmo assim, o meu amigo começou um projeto chamado Remar para o Futuro. Recebia algum apoio privado e público, embora enfrentasse a resistência de muitos que criticavam as suas inciativas.

Em 2013 ele começou uma escola de remo associada ao Clube Centro Português e alguns anos depois ele havia transformado o sonho em realidade. Passou a ser referência nacional na prática do Remo Olímpico como esporte de alto rendimento, sendo considerado um dos melhores técnicos do esporte no país, além de ser o principal criador de novos talentos. Muitos dos jovens de Pelotas passaram a integrar os grandes clubes de remo do Brasil, além da seleção brasileira. Outros tantos usaram os valores do remo para transformar dificuldades em oportunidades pelas novas conexões estabelecidas. Os jovens haviam desenvolvido o sentido de pertencimento a algo maior do que eles.

Entretanto, a vida nos reserva surpresas. No dia 20 de outubro de 2024 a jornada do meu amigo (e sua equipe) terminou aos 43 anos de forma trágica num acidente de repercussão nacional. Pergunto:

– Qual foi o ECO deixado pelo meu amigo?

Ecoam nas pessoas o trabalho, a jornada, as iniciativas, os movimentos, a dedicação, o esforço, a luta, o amor e a presença, sentida na sua ausência, a partir das obras realizadas e dos projetos que vão seguir.

Por que tantos ECOS? Porque o meu amigo soube migrar do EGO para o ECO. Ocupou-se de si com a consciência de que o reflexo seria positivo para os outros. Ainda que pudesse ter trabalhado em projetos economicamente mais lucrativos, ele escolheu trilhar o caminho da vocação numa nítida transição do individual para o coletivo que garantem mais ECO do que exaltam o EGO.

Tive o privilégio de acompanhar o trabalho realizado na Escola de Remo Tissot, que ultrapassou as fronteiras da cidade e do país. O ECOS deixados pelo meu amigo se constituem num dos mais belos exemplos de empreendedorismo em que o lucro foi gigantesco para todos os envolvidos. O meu amigo viveu o seu sonho? Viveu o sonho e viveu do seu sonho, porque o sustento da sua vida vinha da atividade que realizava. Ele fazia o que gostava? Sim, assim como se esforçava para fazer aquilo que deveria ser feito.

Enfim, onde estão os ECOS do meu amigo que já não está mais conosco? Eles estão por todos os lados, porque na sua atividade ele se ocupava da integralidade dos jovens que com ele treinavam. Ele estimulava o desempenho físico e mental por meio das atividades do remo e da frequência escolar, além de ter presente a dimensão espiritual em que somos parte de algo maior do que nós mesmos. Com isso, fazia nascer dentro de cada um dos seus alunos o sentido de pertencimento à equipe, ao clube, ao esporte, à comunidade, ao país e à humanidade. Desse modo, o meu amigo deixou ECOS de pertencimento a partir de pessoas integrais que entenderam a relação de interdependência entre os indivíduos. São o ECOS das conexões que mantém uma organização ou um sonho vivo, ainda que o seu idealizador já não esteja aqui.

Finalmente, ao migrar do Ego para o Eco Oguener Tissot deixa Ecos de amor, de compromisso, de luta, de fé e de amizade naturais em quem transformou o mundo a sua volta com a força do pertencimento, resultado das conexões humanas.

Moacir Rauber

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Oguener Tissot (In Memoriam)

QUAL É O SEU PODER?

Fonte: IA COPILOT

Qual é o seu Poder?

Somos levados a acreditar que ao exercer uma determinada função, pública ou privada, temos poder. Em parte, é verdade. Entendamos poder como a habilidade de influenciar a conduta daqueles com quem convivo. Entretanto, muitas pessoas se apegam ao poder como uma prerrogativa, tornando-se soberbos e arrogantes, embora o poder deva demandar serviço, exigindo humildade e responsabilidade. Desse modo, exercer o poder de influência pede que uma intenção honesta esteja alinhada com ações transparentes em que o resultado seja positivo para os envolvidos. Esse entendimento nos leva ao exercício do poder responsável, em que se tem a clareza de que se trata de poder com as pessoas, pelas pessoas e para as pessoas. Por isso pergunto: qual é o meu poder sem as pessoas?

A pergunta traz a memória a reflexão de um autor anônimo que oferece dicas sobre o poder.

“A soberba e a arrogância são formas particulares de deficiência que costumam afetar governantes, diretores, funcionários públicos, mas também porteiros, motoristas de ônibus e quase todos aqueles infelizes mortais que de repente se deparam com uma mísera cota de poder. Aqui estão alguns conselhos para não cair na tentação do poder. Vá para uma área rural e escolha um campo que lhe agrade. Ao anoitecer, desnude-se. Em seguida, atravesse a cerca de arame com cuidado para não perder nenhum dos atributos do poder e caminhe até sentir que está no meio da solidão mais absoluta. Uma vez lá, levante a cabeça para o céu e olhe as estrelas. Naquele instante, você, visto no espaço, deve ser algo como um vírus instalado em uma bola de futebol. Pense, então, que você está parado sobre um minúsculo planeta que gira ao redor do sol e que o sol não é mais do que uma pequena estrela entre milhões de estrelas que formam a nossa galáxia. Lembre-se, além disso, existem milhões de galáxias que, há milhões de anos, giram pelo espaço. Depois de fazer isso, coloque as mãos na cintura fazendo com que os braços tenham a forma de um jarro numa atitude desafiadora ou adote qualquer outra postura que lhe pareça suficientemente adequada para expressar o imenso poder que você tem. Logo, inchando as veias do pescoço, grite com toda a voz que conseguir reunir naquele momento: “Eu sou verdadeiramente poderoso”. Em seguida, espere para ver o resultado. Se perceber que algumas estrelas tremem, não se preocupe muito, é Deus que às vezes não consegue segurar o riso.”

A reflexão nos traz de volta à realidade individual. Por mais respeitável que possa parecer a função que ocupo ou que os bens que possuo possam me fazer crer o importante que sou, somos pequenos e somos dependentes dos outros. Ainda assim, todos temos poder.

Portanto, entendo que todo o poder que eu tenha somente faz sentido se for para servir com responsabilidade e humildade no reconhecimento de minha dependência. Há uma interdependência entre as pessoas, entretanto, eu como indivíduo sou muito mais dependente do que interdependente. Sei que a minha organização sem a minha presença existe, eu sem ela fico desempregado. Lembro que a minha família sem a minha presença existe, eu sem ela estou sozinho. Constato que a humanidade sem a minha existência segue o seu caminho, eu sem ela desapareço.

Por isso, o poder em si não é bom nem mau, depende de como o exercemos. Acredito que devemos assumir o poder de influência que temos para servir de modelo para os nossos filhos; para servir de inspiração para os nossos liderados; ou para servir de incentivo para as pessoas com as quais convivo. Todos temos nossa cota de poder, porém somente no servir eliminamos essa forma particular de deficiência presentes na soberba e na arrogância em que acreditamos que o poder nos dá prerrogativas. É no servir que o poder se torna humilde e responsável em que afetamos o mundo com afeto.

“Eu vim não para ser servido, mas para servir” (Mc 10:45).

Moacir Rauber

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NÃO DESPERDICE A SUA DOR…

Não desperdice a sua dor!

A família estava sentada na mesa do jantar e, de repente, escuta-se um grito e um choro muito forte vindo da sala de estar. O desespero era nítido na reação e no movimento de todos que se levantaram e correram na direção do grito, porque sabiam que o filho pequeno brincava na sala. Ao ver o menino, ele apertava um dos dedos da mão direita com a mãozinha esquerda, sentado diante de uma tomada, em que havia enfiado o dedo. Ele levou o choque e sentiu a dor, mas felizmente pode tirar o dedo dali. O que a dor pode nos ensinar? O que podemos aprender com o sofrimento?

A dor e o sofrimento são inerentes a nossa condição humana. Ela pode ser física, como o dedo na tomada, um tropeção no pé da mesa, uma martelada na mão, uma dor de cabeça ou a dor de um cálculo renal, entre outras dores a que estamos sujeitos. Por outro lado, igualmente temos as dores emocionais que surgem a partir de um processo de demissão inesperada, a perda de um ente querido ou o final de um relacionamento. O que fazer com as dores da vida?

A dor física nos ensina a tomar cuidados e a adotar comportamentos preventivos com relação a sua origem. Para minimizar a dor ou para não tropeçar no pé da mesa podemos usar um tênis ou mudar a mesa de lugar. Para não dar uma martelada na mão podemos desenvolver a nossa habilidade ou usar algo diferente para segurar o objeto a ser martelado. Para evitar a dor de cabeça ou um cálculo renal podemos mudar determinados hábitos alimentares, buscar ajuda médica ou tomar analgésico. Enfim, a possibilidade da dor física nos ajuda a encontrar estratégias e comportamentos que a evitem, ainda assim em algum momento ela nos vai alcançar.

A dor emocional tem outras raízes e podem desencadear doenças que nos produzam dor física. Além disso, a dor emocional pode nos levar ao sofrimento crônico. Para muitos, a demissão de um trabalho considerado estável pode gerar a dor emocional da insegurança, além do medo pela imprevisibilidade do futuro. Para outros, frente a demissão a escolha pode ser pela curiosidade, estímulo, impulso e movimento de descoberta do desconhecido na busca de um novo trabalho. A perda de um ente querido é a causa de muitas dores humanas, desencadeando, por vezes, um processo de sofrimento prolongado. Para muitos, o sofrimento passa a ser uma companhia indesejável e permanente. Para outros, ainda que sintam a dor, a gratidão pelo tempo de convívio é a escolha, mas para isso é essencial cumprir o luto. Da mesma forma, o final de um relacionamento pode ser um momento de dor que leve ao sofrimento crônico, entretanto a escolha é de cada um. Enfim, a dor emocional não cuidada tende a se transformar em sofrimento, inclusive físico.

Por fim, particularmente acredito que a dor física nos ensina a adotar estratégias para evitá-la. Por outro lado, a dor emocional exige que queiramos aprender, porque é uma escolha impedir que a dor se transforme em ansiedade; é um caminho evitar que a dor se transmute em depressão; é um processo possível obstar que a dor exploda em raiva; igualmente, é um processo de construção diária e contínua fazer com que a dor não se transforme em medo, mas em impulso, estímulo e energia para manter o movimento na direção que se pretende ir.

Finalmente, o que um dedo na tomada pode te ensinar sobre a dor? Depende daquilo que queremos aprender. Ao olhar para o menino de dois anos, depois do susto e do medo, ele nos olhava com cara de assustado, mas com uma expressão travessa no rosto. A dor e o medo já haviam passado. Além de aprender a não meter o dedo na tomada, ele sabe como é importante não manter o dedo nela. E você, em quais tomadas mantém o dedo?

“Se a dor acompanha ao ser humano, o que é senão tolice desperdicá-la?” (Josemaría Escrivá)

Moacir Rauber

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QUAIS SÃO OS TEUS COMPROMISSOS?

Quais os teus compromissos Quaresmais?

A conversa fluía agradável como sempre, porém acelerada. A cada poucos segundos a minha amiga olhava para o celular de maneira quase nervosa, respondia uma mensagem e voltava para a conversa. Assim seguimos até que apontei para o celular e perguntei:

– Está tudo bem? Alguma urgência?

Ela respondeu:

Sim, sim, está tudo bem. Tudo normal.

Assenti com a cabeça e pensei, “Se isso é normal, imagina um dia agitado…”.

É um pensamento que antecede a um julgamento sobre o outro, porém quero refletir sobre um fenômeno que acomete a muitos: o excesso de estímulo e a abundância de recursos.

Já é senso comum que estamos sobre estimulados com informações e tecnologia, assim como uma grande parcela vive com excesso de recursos financeiros, comidas e bebidas. Talvez a Quaresma, para muitos pode parecer antiquado, seja um período para resgatar o controle daquilo sobre o que temos controle.

Ao ver a minha amiga num elevado grau de ansiedade, pensei em como me relaciono com o celular. Lembrei que ele é a última coisa que vejo antes de dormir e a primeira que olho ao acordar. Por isso, antes de julgá-la, pude reconhecer que a minha situação não era diferente.

Ao escutar a homilia na quarta-feira de cinzas que marca o período da Quaresma, fui incitado a praticar um movimento consciente em três dimensões: a caridade, a oração e o jejum. Além de ser relembrado que do “pó viemos e ao pó voltaremos”.

Conectei o convite com a minha realidade diária: como estava a dimensão da caridade? Entendendo-se caridade como um princípio cristão criado há séculos que nos leva a amar ao próximo como a nós mesmos, atuando de maneira a ajudar a quem precisa de forma desinteressada, perguntei-me: o que faço que contribui para uma sociedade melhor?

Em seguida pensei: qual é a minha prática de oração? Considerando que a oração é uma prece dirigida a Deus com o intuito de alinhar as minhas intenções com as minhas ações, indaguei-me: que momento dedico para a oração de maneira ordenada e disciplinada?

Por fim, lembrei do jejum: quando foi a última vez que jejuei? Entenda-se jejum como “privação parcial ou total de alimentos, por um certo tempo” (Oxford Language), questionei-me: quando me privei dos prazeres do paladar?

Infelizmente, vejo que faz tempo que não jejuo e não deixo de consumir quase tudo o que está disponível no tempo que quero. Com isso, termino por comer e beber mais do que deveria, o que faz com que o excesso de peso comece a rondar a minha vida. Além disso, nos últimos tempos não fiz jejum de tecnologia, estando conectado quase o tempo todo. A sobre exposição aos estímulos, automaticamente, fez com que reduzisse o tempo da oração, saltando diretamente da cama para a aceleração do dia a dia e não perguntando-me ao final do dia: o que fiz hoje que contribuiu para uma vida melhor? O que fiz hoje que não contribuiu? E, o que posso fazer diferente amanhã para contribuir? Assim, a caridade que tem o propósito de fazer do mundo um lugar melhor com a própria presença foi afetada. Enfim, ao não jejuar e não orar deixei de ser caridoso, porque estava ocupado em atender tão somente aos meus desejos.

Portanto, o convite para jejuar vai além de não desfrutar dos prazeres do paladar, mas de cuidar de tudo aquilo que se consome com os demais sentidos. O que você tem consumido com a vista, a audição, o olfato e o tato? O cuidado com o que consumimos pode nos conduzir à oração, que é o resgate da conexão com Deus para que aquilo que se faz faça sentido. Estão alinhadas as tuas intenções com as tuas ações? E isso nos leva a dimensão caritativa em que a nossa presença contribui positivamente na vida do outro. Desse modo, ao atender as três dimensões propostas para a Quaresma o mundo será melhor.

Qual o teu compromisso de oração?

O que você escolhe jejuar?

A quem você se propõe ajudar?

Assumi alguns compromissos…

Moacir Rauber

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E SE VOCÊ SOUBESSE O QUE FAZER?

E se você soubesse o que fazer?

A situação era nova e exigia uma resposta, entretanto ele não sabia o que fazer. Estava em dúvida e isso gerava ansiedade e medo. Caso dissesse “sim”, tudo mudaria. Caso dissesse “não”, nada mudaria no curto prazo. Quanto mais se aproximava a data para dar uma resposta, mais ansioso ficava e o medo se agigantava. Estava por colapsar:

– Eu não sei o que fazer?

Em seguida teve uma crise de choro…

Você já passou por uma situação de não saber a resposta? Quantas vezes você viu pessoas que não sabiam o que fazer? Provavelmente passou e presenciou situações de dúvida, porém o não saber o que fazer, por vezes, nos leva a não fazer nada, que igualmente é uma resposta. A não ação também é uma ação. Por isso, a importância do gradativo, constante e vitalício desenvolvimento das competências humanas e técnicas para aumentar o repertório de recursos internos de que se dispõe para poder tomar uma melhor decisão frente aos diferentes desafios da vida. Uma dose de ansiedade e de medo são normais.

Particularmente acredito que vivemos num mundo em que perdemos muitos dos nossos recursos emocionais, ainda que estudemos o comportamento humano explorando a inteligência emocional, a mentalidade de crescimento, a psicologia positiva ou outra abordagem, nem sempre mudamos o nosso comportamento. É importante saber, porém: o que fazer com aquilo que se sabe? Por isso, é essencial saber fazer, é fundamental poder fazer e é indispensável querer fazer para finalmente saber ser e estar. Eis as características de uma pessoa emocionalmente forte que transforma a ansiedade e o medo em motores para pôr o conhecimento em prática sem entrar numa crise existencial. É o amor em ação!

Creio que nos debilitamos emocionalmente com o período da abundância que vivemos. Já não aguentamos a perspectiva da dor e do sofrimento, que não é perspectiva, é uma realidade. A facilidade de termos tudo à mão o tempo todo nos debilitou. Qualquer coisa que você queira saber está disponível, porém isso não quer dizer que você saiba. O conhecimento não está em você, ele está nas novas tecnologias e com isso não se desenvolve a sabedoria que nos permite responder com assertividade frente a situações difíceis; não se estimula a coragem para avançar ainda que seja difícil; não se desperta a humanidade para se ocupar de si e dos outros; não se promove a justiça porque o egoísmo se sobressai; não se fortalece a temperança ao desmoronar frente a dúvida, a dor e o sofrimento; e não sabemos o sentido da existência ao não mais buscar pela transcendência. Assim, entramos em crise de choro.

Enfim, penso que observar, estudar e aprender para transformar conhecimento em prática é o desafio das atuais gerações, incluindo aquelas que foram perdendo a fortaleza emocional pelo excesso de recursos disponíveis. Inclusive, em tempos de Inteligência Artificial é mais importante do que nunca aprender, porque ela somente faz sentido se ampliar as nossas competências.

Desse modo é possível aumentar a capacidade de tomar uma decisão (Rápido e Devagar) baseada num repertório de recursos internos que nos ajudam frente as situações difíceis, duvidosas ou assustadoras. Isso porque frente a um dilema ético ou moral, no seu íntimo, você sabe o que está bem ou mal. Frente a uma escolha profissional há um indicador de qual caminho seguir. Diante de um desafio conjugal você sabe que pode ser o momento de calar e não falar. Assim, a decisão é sua com os recursos internos que você tem.

Dessa maneira, acredito que nunca antes na história da humanidade tivemos tanta necessidade de estudar e aprender para transformar o conhecimento em prática e poder ser observado sem temor.

Depois da crise de choro a pessoa disse “sim”, como se soubesse a resposta. Quem mais pode saber sobre você se não for você? Portanto, com coragem engoliu seu medo, resgatou a sabedoria com a humanidade de quem se preocupa com a justiça e a temperança de quem sabe que a vida é muito mais do que uma situação difícil. Ela é simples. Ela é um milagre. Ela é transcendental.

E você sabe o que precisa fazer!

Moacir Rauber

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RENACÍ EL DÍA QUE TE CONOCÍ…

Com o comando abaixo pedi para que o SUNO compusesse letra e música romântica para homenagear minha esposa.

“Renací el día que te conocí. Desde que te conocí la vida está distinta. Ella está más alegre, tiene otros colores, olores y sabores. Nos enamoramos sin ninguna pretensión.”

Moacir Rauber

VEJA O RESULTADO:

Fonte: SUNO IA

[Verso 1]
Renací el día que te conocí
Tus ojos brillan como un sol sin fin
La vida ya no es gris está repleta de luz
Cada paso contigo es como flotando en blues

[Verso 2]
Desde que te conocí todo cambió
El viento susurra melodías de amor
Las calles están pintadas de colores
Cada rincón ahora tiene nuestros olores

[Refrão]
Nos enamoramos sin ninguna pretensión
Quiero quedarme siempre en tu corazón
Vivir en un sueño hecho realidad
Eres mi mundo mi felicidad

[Verso 3]
Cada día contigo es una aventura
El tiempo se detiene en la dulzura
Caminamos juntos hacia la eternidad
Contigo encontré la verdadera paz

[Ponte]
Antes de ti no conocía el cielo
Mis días eran nubes de desvelo
Ahora estoy completo contigo a mi lado
El amor es nuestro destino trazado

[Refrão]
Nos enamoramos sin ninguna pretensión
Quiero quedarme siempre en tu corazón
Vivir en un sueño hecho realidad
Eres mi mundo mi felicidad

Impressionante como criou a letra, a música e o intérprete. Eu não seria capaz de fazer sozinho, por isso, o desejo foi meu, mas a capacidade e a competência de fazer não.

A atividade faz parte da formação da StarSe que propõe uma série de usos e de aplicações da Inteligência Artificial de maneira objetiva e prática.

LEMBRE-SE: A Inteligência Artificial é para todos, mas essa inteligência não é tua…

QUEM É VOCÊ NO ESPAÇO QUE OCUPA?

Fonte: IA Copilot

Quem é você no espaço que ocupa?

O aluguel de temporada é uma atividade bastante intensa no verão em grande parte da região litorânea e aqui em Florianópolis não é diferente. Faz mais de vinte anos que moro na cidade e nos últimos três anos, minha esposa e eu, nos dedicamos a esse trabalho ao alugar por meio das plataformas virtuais. Dessa forma, as festas de Natal e de final de ano, assim como o tempo das férias, são vividas entre a recepção e a acolhida de novos inquilinos e a limpeza, a organização e a despedida daqueles que terminaram suas férias para que outros cheguem. A experiência é gratificante, porque as interações são boas e conhecemos pessoas de todas as partes do mundo, como de Portugal, Estados Unidos, Uruguai, Chile, Argentina e das diferentes regiões do Brasil. Por outro lado, é uma atividade desafiante, porque o estado em que as pessoas deixam o espaço alugado, muitas vezes, é lamentável. As toalhas ficam jogadas no chão, o banheiro imundo, os sofás cheios de areia, as almofadas com manchas de todos os tipos, a geladeira com produtos apodrecidos, as louças encardidas e os lixeiros cheios de restos de comidas com mau cheiro, entre outras surpresas inimagináveis para períodos tão curtos de uso de um espaço.

Por vezes, nos perguntamos:

o que um espaço que foi ocupado por alguém pode ensinar sobre a pessoa?

Resposta exata não há, porém tudo o que fazemos ou deixamos de fazer ensina algo a alguém.

Uma pessoa poderia dizer, “eu estou pagando, assim deixo o espaço como eu quero”. É uma forma de pensar, principalmente considerando que os espaços alugados por intermédio das plataformas virtuais, em geral, incluem uma taxa de limpeza, assim como os hotéis cobram por esse serviço. Porém, acredito que o fato de se pagar não nos dá o direito de não cuidar do espaço. Talvez, o reflexo desse pensamento possa ser visto nos bairros, nas organizações, nas cidades e no nosso país.

Por meio dos impostos pagamos por todos os serviços de que dispomos, como o recolhimento do lixo, a limpeza das ruas ou a iluminação pública, contudo isso não nos permite dispor o lixo em horários não programados, de jogar sujeira nas ruas ou de quebrar as lâmpadas da iluminação que atende a todos os transeuntes.

Nas nossas organizações pagamos tudo do que dispomos por intermédio do nosso trabalho e da mesma maneira isso não nos dá o direito de desperdiçar os recursos, assim como de negligenciar os cuidados com as máquinas e os equipamentos usados no processo produtivo.

A predominância do pensamento “eu estou pagando” se traduz em desleixo e descuido e o país que vivemos é a prova disso. Muitas vezes, simplesmente porque tenho o direito a saúde pública e gratuita, marco uma consulta e não compareço, ainda que isso implique em que outra pessoa deixe de ser atendida. Enfim, vivemos num país em que se acredita porque “estou pagando” nos dá o direito de sujar e descuidar e o reflexo disso é uma sociedade suja e descuidada.

Voltemos aos desafios dos aluguéis por temporada e o que eles nos ensinam. Quando nós encontramos o espaço descuidado e bagunçado sabemos que isso fala mais das pessoas que aí estiveram do que elas poderiam imaginar. O comportamento humano é uma ciência não exata, entretanto entendemos que as condições em que uma pessoa deixa o espaço que usou nos ensina muito, porque se aplica o ditado “quando Pedro fala de Paulo ouço mais de Pedro do que de Paulo”. O espaço que ocupa fala sobre você!

Quem é você na sua casa, seja ela própria ou alugada?

Quem é você no bairro e na cidade?

Quem é você na organização?

Certamente como você deixa o espaço vai responder parte da pergunta.

Moacir Rauber

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INCOMPETENTES PARA A VIDA!

Fonte: IA BING

O que estamos fazendo com as nossas crianças?

Na semana que estiveram de férias em nossa casa, observava a relação da mãe com o filho de catorze anos e não podia acreditar no que via. O pai não estava presente e não queria proximidade com o filho. A mãe, por outro lado, estava presente o tempo inteiro. Porém, quem comandava a casa era o filho que dormia e se levantava nos horários que queria, assim como escolhia o que e quando queria comer. Ao se levantar a mãe preparava o café da manhã, oferecendo yogurte e outras comidas que o filho, muitas vezes, recusava de mal humor. Para almoçar o filho dificilmente comia conosco, porque a mãe preparava as comidas que ele escolhia e o servia. Para jantar o menino somente comia guloseimas cheias de sódio e açúcares, fazendo com que estivesse a caminho da obesidade. Além disso, o filho não sabia e a mãe não o deixava fazer absolutamente nada. Ela o vestia, passava protetor solar, buscava os seus óculos escuros e carregava a sua prancha de isopor para brincar na areia. Numa manhã, tive o atrevimento de pedir ao menino para comprar pão para nós no mercado que fica a 150m de casa. A mãe interveio:

– Não, meu filho, você não pode ir sozinho, é muito perigoso. Eu vou com você!

O que essa realidade nos mostra?

Nos mostra que em algum momento de nossa trajetória humana saímos de um mundo com pais, por vezes, opressores e muito duros com os filhos e migramos para um modelo de pais, demasiadamente liberais e inseguros na relação com os filhos. Com isso, atendemos os desejos dos filhos e descuidamos das suas reais necessidades. Além disso, o exponencial desenvolvimento tecnológico contribui de maneira efetiva para vivermos sobre estimulados pelo tempo de conexão ao mundo virtual, não necessariamente conectados com as necessidades.

Desse modo, o resultado é um emburrecimento geracional que entendo estarem ligados a esses dois fatores: (1) pais ultraliberais que não exercem o papel de adultos frente a filhos que crescem sem a orientação necessária sobre as responsabilidades; e (2) a sobre exposição aos recursos tecnológicos em que a inteligência não está mais com o indivíduo, mas nos equipamentos de que ele dispõe.

No livro “Olhe mais uma vez” de 2010 comentava sobre a constatação que emburrecíamos gradativamente ao transferir o nosso conhecimento para a “nuvem”, fenômeno que foi empiricamente comprovada na pesquisa do francês Michel Desmurget publicada no livro “Fábrica de Cretinos Digitais” (2020). Os dados divulgados são contundentes em como os dispositivos digitais e o excesso de estímulos a que as crianças e os jovens estão expostos os afetam negativamente, levando-os a serem menos inteligentes.

Entretanto, no meu ponto de vista, o emburrecimento geracional que constatamos está mais fortemente relacionado ao fato da ultraliberalidade dos pais que não exercem o seu papel de educar e de cuidar das necessidades dos filhos. Entre elas, a necessidade da ordem e da disciplina não como algo rígido, mas exatamente para que saibam exercer a liberdade de assumir as responsabilidades das suas próprias escolhas permitindo que cresçam e desenvolvam todo o seu potencial. “É da natureza da semente de carvalho se tornar um carvalho” (Jean Houston), assim como é da natureza de uma criança se tornar um adulto pleno, desde que nós, adultos, não os tratemos como imbecis. Inclusive, ao não deixar os filhos a Deus dará no mundo virtual sem se responsabilizar pelas tarefas no mundo real.

O que nos mostra a descrição da relação entre mãe e filho descrito no início do texto? Que a mãe, por suas razões, trata o filho como um incapaz. Ao não o deixar fazer nada a mensagem subliminar enviada é a de que o adolescente é incompetente, estimulando a que ele seja o cretino digital descrito na pesquisa francesa.

O que estamos fazendo com as nossas crianças? Tratando-as como seres humanos competentes, completos e em desenvolvimento ou como pessoas incompetentes para a vida? É essa postura que vai ditar o caminho da humanidade!

Moacir Rauber

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VOCÊ QUER CONHECER ALGUÉM?

Fonte: IA BING

“Você quer conhecer alguém? Passe férias com essa pessoa…” dizia meu pai em referência aos desafios relacionais que surgem no dia a dia. Ele recordava uma experiência que teve, juntamente com minha mãe, ao programar duas semanas de férias com um grande amigo e sua esposa. Seriam férias, mas também iriam tratar de um investimento conjunto.

Meus pais sempre levantaram cedo, ainda que estivessem de férias, porque acreditavam que dormir qualquer um pode, porém para desfrutar da beleza da vida é preciso estar acordado. No primeiro dia das férias meu pai preparou o chimarrão e minha mãe o café. O casal de amigos levantou mais tarde e encontrou o café pronto e a roda do mate. Em seguida se despediram e foram à praia. Meus pais lavaram as louças e deixaram a casa organizada e depois foram à praia. Almoçaram fora e passaram a tarde no mar. Para o jantar minha mãe preparou uma comida e o casal de amigos comodamente se sentou à mesa. Hoje fazemos nós, amanhã fazem eles, pensaram meus pais. Entretanto, no dia seguinte a cena se repetiu. O casal de melhores amigos não se levantou cedo e não moveu uma palha para fazer o almoço, lavar as louças ou organizar a casa. Aparentemente, não se importavam com o espaço que era compartilhado com meus pais. Depois de três dias o casal estava brigado entre si e meus pais buscaram outra casa para passar o restante das férias.

Para algumas pessoas a ordem, a colaboração e a cooperação são necessidades, para outras a desordem, o desinteresse e a indiferença são parte da rotina. Cada um com suas escolhas, cada um com os seus resultados.

Entendo que a evolução tecnológica acentuada alterou muitos comportamentos que estavam culturalmente arraigados, mas que por uma razão ou outra perderam relevância, entre eles a ordem, a colaboração e a cooperação.

Aqui falamos de ordem como a disciplina de manter os espaços arrumados, o cumprimento dos horários ou a manutenção dos compromissos conectados com um comportamento que nos leve a alcançar a paz e a tranquilidade. Esta ordem exige a colaboração que se refere à ajuda, ao auxílio e à participação num movimento de cooperação que vem da contribuição efetiva que reforça a solidariedade entre as pessoas que compartilham um mesmo ambiente.

Acredito perdemos parte da capacidade de colaboração e de cooperação que organiza a partir da dominância do conceito de amor-próprio e de autoestima das pessoas, em que somos levados a fazer tudo aquilo que me faz feliz. Como resultado temos a desordem, o desinteresse e a indiferença para com tudo aquilo que não diz respeito ao meu próprio umbigo. Penso que saímos de um amor-próprio altruísta, que nos conectava com a autoestima que preserva a identidade a partir da humildade, para um amor-próprio egoísta, que nos leva para um mundo de orgulho hedonista que se ocupa tão somente pela busca do prazer. Nesse movimento, nos encontramos com a desordem que não colabora e não coopera.

Na sociedade vemos o reflexo de relações familiares cada vez mais fugazes ancoradas na ideia de que “a fila anda” resultando na desordem pelo comportamento de pessoas que não aprenderam a importância da colaboração e da cooperação. Nas organizações há um fenômeno parecido, porque vemos colaboradores que não colaboram e empregadores que não se comprometem como elemento essencial de cooperação. Enfim, são pessoas que não arrumam a cama e que não lavam a louça em sua própria casa que formam as famílias e as organizações. Sem ordem, colaboração e cooperação quem perde é a humanidade.

As férias terminaram, assim como o casamento dos amigos dos meus pais. A rotina da desordem, o desinteresse e a indiferença haviam atingido diretamente aqueles que não deram importância para a ordem, a colaboração e a cooperação. Por outro lado, meus pais seguiram a sua rotina, livrando-se de uma futura sociedade que era uma das razões das férias conjuntas.

Quer conhecer alguém? Passem férias juntos…

Moacir Rauber

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SOU DEPENDENTE!

Fonte: IA COPILOT

Sou dependente…

A conferência tratava de um tema relevante para mim: a autonomia e a independência, uma busca que pautou boa parte de minha vida, principalmente a partir da lesão medular que me deixou em cadeira de rodas. Assim, empreendi esforços para resgatar a autonomia e a independência com os cuidados de higiene, para usar a cadeira de rodas de maneira ativa e para dirigir um carro que garantiriam a minha liberdade de escolha. Agora, frente ao palestrante que reforçava a importância da autonomia e da independência como uma manifestação de poder pessoal inerente a cada ser humano, comecei a me questionar: sou verdadeiramente autônomo? Conquistei a minha independência?

O palestrante aprofundou as reflexões sobre o poder pessoal, ressaltando técnicas como mindfulness, exercícios para manter o foco, importância de se conectar com nossos antepassados, entre outras abordagens, citando a ciência e a neurociência para dar credibilidade a sua argumentação. Em todas fazia a conexão entre a autonomia e a independência como a expressão do poder pessoal que define nossa vida presente e futura. “Somos os donos do nosso destino”, desvinculando as reflexões de qualquer visão religiosa ou espiritual, uma vez que se professava ateu. Como cristão, as suas reflexões produziram em mim outras perguntas, principalmente, até onde vai o meu poder?

Não conversei com o conferencista, mas faria algumas indagações:

  • Você pratica mindfulness? Ele diria que sim e eu responderia: “Os cristãos e membros de outras correntes religiosas praticam a meditação como forma de iniciar o dia, fazem as orações para transformar as intenções em ações e rezam como uma forma de manter o foco, diminuindo os juízos de valor que nos afastam do amor a si mesmo e ao próximo”.
  • Você sabe de onde viemos e para onde vamos? Ele teria que dizer que não, porque não há quem tenha a resposta. E eu diria: “Eu também não sei, mas nós acreditamos numa inteligência suprema e num criador universal a quem chamamos Deus.
  • Você acredita no pecado? Ele, provavelmente, responderia que não e eu comentaria: “Acredito que se deve ‘amar o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22:39)’, levando-nos a exibir o amor em todas as ações. Desse modo, somente a ausência de amor é pecado”.
  • Você segue as leis? Creio que ele diria sim e eu concordaria, acrescentando: “Caso seguíssemos os Dez Mandamentos as leis seriam cumpridas com o florescimento de uma humanidade autêntica, generosa e justa.

Finalmente, perguntaria:

  • Você acredita no seu poder? Uma possibilidade é a de que dissesse que está onde está pelo seu poder de escolha que o trouxe até aqui, mostrando a força da autonomia e da independência que cada indivíduo tem. Provavelmente, resgataria a sua história pessoal como um exemplo de poder pessoal, uma vez que nasceu numa família pobre e desprovida de recursos intelectuais. E eu concordaria, em parte.

Em seguida perguntaria:

  • Até onde vai o teu poder individual?
  • Onde estava o teu poder até o nascimento e na infância?
  • Para onde irá o teu poder na tua velhice?

Por um lado, acredito que o início da vida nos mostra que não somos independentes e não temos autonomia, porque independentemente dos pais que tivemos, ou não, fomos cuidados o bastante para seguirmos vivos e isso é um exemplo de dependência. Por outro lado, o final da vida nos retira gradativamente a autonomia e a independência, chegando ao ponto, muitas vezes, da dependência. E não há poder pessoal que impeça de que a vida nos seja tirada sem aviso prévio.

Muitas vezes, defendia a ideia da interdependência, entretanto acredito que o indivíduo é dependente do grupo, enquanto os grupos são interdependentes a partir dos indivíduos que o formam. Desse modo, entendo que na organização sou dependente da minha equipe, seja eu o dono ou o líder; na família sou dependente dos seus integrantes, seja eu o pai, a mãe ou o filho; na comunidade sou dependente dos demais, seja eu o tesoureiro, o secretário ou um membro; na sociedade sou dependente da ordem, seja eu o presidente, um senador, um juiz ou um cidadão qualquer. Por isso, como indivíduos, ainda que sejamos interdependetes, somos dependentes do coletivo.

Além do mais, como pessoa sou dependente de amor, de cuidado, de carinho, assim como de tantas necessidades humanas universais que somente o outro pode me dar. Por fim, sou dependente de sentido encontrado na crença de uma inteligência suprema e de um criador universal.

Sou dependente de Deus.

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.