Gatilhos para atingir o alvo: quais os seus?

“Quem não mede não gerencia. O gerenciamento começa pelos indicadores” (Kaoru Ishikawa). Estava dado o norte da reunião. Na sequência foram apresentados os indicadores e como eles estavam organizados. Um participante fez uma pergunta: para os indicadores há um alvo? A resposta foi, Sim, temos os gatilhos e as metas. Foi importante a resposta, porque se por um lado o que não se mede não se gerencia fica a pergunta: tudo o que se mede é gerenciado? Ter gatilhos e alvos é uma forma de dar valor àquilo que é medido.

Na área de Recursos Humanos, de Gestão Organizacional e também Pessoal é essencial medir para saber para onde se está indo e se realmente se está indo. Para se medir é preciso ter dados. Para ter dados é necessário que os sistemas sejam alimentados. Para alimentá-los falamos de pessoas. Ao falar de pessoas precisamos que elas estejam motivadas a construir os indicadores que são importantes para a organização e para as pessoas. Para que as pessoas mantenham a motivação de pensar, construir e alimentar o sistema com os indicadores é importante que elas saibam e sintam como o fato de fazer ou de não fazer algo vai impactar o negócio, os clientes, os colegas e a si mesmos. Em todos os momentos também ficou evidente que essas informações eram compartilhadas com as pessoas da organização para que elas também soubessem o porquê daquilo que fazem.

Na sequência da reunião foram descritos os cinco blocos de gestão em que estavam distribuídos os setenta e cinco indicadores medidos e como eles se alinhavam entre si. Com a clareza dos papéis, acredita-se que se pode simplificar o trabalho de gerenciar. Entendendo-se que gerenciar é atingir metas e que para atingi-las será preciso resolver problemas, os problemas se transformam na diferença entre o estado atual e o estado desejado. Com isso em mente, quando um indicador não atinge o mínimo esperado é disparado um gatilho, que desencadeia um plano de ação de correção. Todo o sistema está associado com a clareza de que o negócio da organização não é filantrópico e que uma das âncoras é o desempenho financeiro. Destaque-se que é muito bom ganhar dinheiro oferecendo um serviço ou um produto de qualidade e a reunião daquela organização demonstrava isso, porque eles alinhavam resultado econômico, com responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

Enfim, a reunião que teve como foco os indicadores de desempenho foi rica pelas informações compartilhadas e pela reflexão proporcionada. Ficou evidente que quando os indicadores fazem sentido eles são os gatilhos para que nós atinjamos o alvo: as nossas metas. As organizações coletam dados, organizam as informações e se baseiam nelas para tomar as decisões. E nós, indivíduos, que assim como as organizações somos sistemas completos e complexos, como administramos nossos dados e informações?

Voltando a pergunta do primeiro parágrafo: tudo o que se mede é gerenciado? No caso apresentado sim. Para nós como indivíduos fica a pergunta: o que tenho medido que me ajuda a gerenciar a minha vida? Se ainda não está medindo nada talvez seja hora de começar, porque a vida também vale a pena gerenciar.

Quais são os seus gatilhos e quais são os seus alvos?

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