A pergunta pode ser feita com diferentes objetivos. Pode-se perguntar sobre “A” para se entender sobre “B”. Pode-se perguntar de forma dissimulada e não revelar a verdadeira intenção por trás da pergunta. Quantas mulheres já não ouviram a pergunta:
– Qual o número do telefone do seu cachorrinho?
É a sutileza no seu estado bruto…
São muitas as perguntas que, em determinadas situações, são feitas simplesmente como uma muleta conversacional. Perguntas como:
– Será que vai chover? É dose, mas faz parte. Pergunto: quem já não a usou?
As perguntas também podem ser usadas simplesmente para matar a curiosidade. embora, quase sempre, revelem mais sobre quem a faz do que sobre quem a recebe.
– Quantos anos você tem? Pode revelar um curioso…
– Quanto você ganha? Grandes chances de se estar frente a um enxerido…
São perguntas que não levam o outro ou a si mesmo a desenvolver uma linha de raciocínio.
Agora avance um pouco. Pense numa pergunta que muitas vezes se faz na rua, como por exemplo:
– Qual é o melhor caminho para se chegar a …? Pense estar num lugar pedindo informação para se chegar a outro lugar para um transeunte.
No momento em que o inquirido se dispõe a responder a pergunta, ele é levado a interromper os seus pensamentos para desenhar um mapa mental para encontrar o que lhe foi perguntado. A pergunta leva o sujeito a procurar por uma solução. Eis um dos pontos em que a pergunta cumpre com a sua função de mover as pessoas, de criar soluções e de apontar novos caminhos.
O caminho do exemplo da pergunta pode ser físico e fictício, porém o uso das perguntas em ambientes de trabalho pode levar os indivíduos a encontrar o caminho para a realização pessoal e profissional.
Por isso, perguntar pode levar as pessoas a aprender, a ensinar e a viver melhor. Por que não?
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