Você já deixou de fazer algo por que estava com medo?
Você sente que já se autossabotou?
Então você é um ladrão. Você é NORMAL!!!
ENCONTRO DE
LADRÕES: SÓ FALTA VOCÊ!
Como identificar o Ladrão de si mesmo?
Como prender o Ladrão de si mesmo?
Como explorar todo o seu potencial?
Comece a
aprender a prender o Ladrão de si mesmo.
Se você é um aluno, onde é que você está
se roubando?
Se você é um professor, onde é que você
está se roubando?
Se você é um empresário, onde é que você
está se roubando?
Nas suas relações, onde é que você está se roubando?
Se você é um Ser Humano, onde é que você está se roubando?
Com isso, você também rouba os outros!
“O pior ladrão não só rouba dos outros, ele rouba de si mesmo. Quando ele rouba de si ele também rouba dos outros o melhor que ele poderia dar de si.”Moacir Rauber
– Quando entrei naquela empresa,
no primeiro ano eu fazia tudo que me pediam e um pouco mais. Sempre estava
disposto a colaborar e as coisas aconteciam. Lembro que aceitei
responsabilidades de um cargo sem receber nada a mais, inicialmente, depois
veio o aumento de salário e o reconhecimento. Fiquei muito orgulhoso disso! Em
outro momento, me ofereci para participar de um grupo de voluntários e foi como
voluntário que conheci a minha esposa. Eu fazia aquilo porque gostava e
acreditava. Um dia, um colega me disse, “Você é um puxa-saco!”. Não entendi bem,
mas senti a acusação de ser traidor de algo. Parecia que eu não era bem visto
porque estava contribuindo para a empresa e era acusado de estar do lado errado.
Depois disso mudei. Quando percebi eu estava com o grupo de pessoas daquele
sujeito que me havia criticado. Logo, comecei a criticar tudo. Para a empresa
fazia só o que me pediam. Saí das atividades voluntárias. Não ajudava mais ninguém.
Só reclamava. Dois anos depois saí da empresa, o que foi uma das grandes
burradas que fiz na vida…
Normalmente, dentro de qualquer
organização, os grupos que se preocupam mais em criticar do que em fazer
simplesmente não conseguem ver as pessoas competentes fazendo o que deve ser
feito, principalmente nos momentos de escassez de recursos. Frustram-se ao ver
que os outros usam a sua criatividade, o seu entusiasmo e a sua iniciativa para
ver os problemas para encontrar e propor soluções. Num momento evolutivo em que
se descola da visão mecanicista da gestão em direção a uma visão flexível, os
gestores e, consequentemente, as organizações finalmente entenderam que o Ser
Humano deve estar no centro do processo. Não cabe mais a divisão entre “nós” e
“eles” no ambiente organizacional ou em qualquer outro.
Lembrar que uma organização não
tem lados pode ser uma boa base para se tomar boas decisões no momento que você
participar de uma. Entender que se você está na organização foi porque escolheu
estar e isso contribui para que a pessoa não se entregue ao conformismo, ao
derrotismo e ao vitimismo. Os conformistas fazem apenas aquilo que lhe pediram
para fazer. Recorde-se que estes são dispensáveis, porque para isso podemos
programar computadores. Os derrotistas, frente a uma alternativa, dizem que as
coisas sempre foram feitas assim por aqui. Importante ter em mente que para
fazer sempre do mesmo jeito existem as máquinas e não se precisa de seres
pensantes. E os vitimistas se colocam como se não tivessem alternativa, o que não
é verdade: cada um é o protagonista das suas escolhas. Enfim, não deixem que
conformistas, derrotistas e vitimistas os levem para o mundo deles, porque
quando você se coloca no papel de vítima, ainda assim você é o protagonista da
sua tragédia, da sua derrota ou do seu conformismo.
Por isso a pergunta: de que lado
você está? Nas organizações, assim como na vida, não há lados, pois existem
objetivos comuns e individuais que estão no centro das atividades. Porém, quando
você perceber que está indo para um lado, aproveite, pule e saia da
organização.
Meu pai faleceu há quatro anos. Recentemente, passava em frente da casa onde ele viveu por um longo período e olhei para ela com nostalgia. Ali, na casa do meu pai, vivemos muitas boas experiências que trago comigo. Foram festas, abraços, carinho e respeito que sempre estiveram presentes nas nossas interações familiares. Falei para o meu irmão:
– A casa do pai continua vazia.
– Pois é, ele achava que a casa era dele…
Primeiro não entendi. Do que ele está falando? Lógico que
a casa era do pai, pensei. Na sequência entendi o que o meu irmão estava
dizendo. Ele simplesmente dizia que nada nos pertence e que somos apenas
usuários daquilo que experimentamos, podem ser as posses e podem ser as poses.
As posses estão relacionadas com aquilo que acreditamos que possuímos. As poses
fazem referência aos papéis que desempenhamos. Nada nos pertence e não somos
nada daquilo que representamos. Afinal, o que temos e quem somos?
Uma boa parte das pessoas passa a vida correndo atrás de
possuir casas, carros ou empresas, entre outras coisas, aos quais se referem
como “meus” bens. Outras tantas pessoas passam a vida lutando para desempenhar
papéis que julgam importantes, como uma função política, um alto cargo na
organização ou um título acadêmico, entre outros papéis de suposto status. Não
estou querendo dizer que não se possa desfrutar de uma casa que nos proporcione
comodidade; ou que não se deva usar um carro para se deslocar com mais rapidez;
ou ainda a não querer empreender ao criar uma empresa. Da mesma forma, não
estou defendendo que as pessoas não queiram desempenhar determinados papéis na
sua trajetória, como a se envolver na política; ou a evoluir na hierarquia da
organização; ou ainda a seguir uma carreira acadêmica. O que quero dizer é que
devemos ter a consciência de que somos apenas usuários de tudo aquilo que
imaginamos que possuímos, assim como apenas desempenhamos determinados papéis
que as funções exigem. Por isso, a casa será nossa enquanto a usarmos, porque depois
outro a usará. O carro será nosso enquanto estiver a nosso serviço, porque em
seguida ele prestará o mesmo serviço para outra pessoa. A empresa será nossa e
de todos aqueles que nela estiverem enquanto para ela estivermos contribuindo. Nada
disso nos pertence. Os papéis que desempenhamos? Não entendo a necessidade de
que as pessoas se engalfinhem em guerras de manipulação para alcançar um cargo
político, ou uma alta posição hierárquica numa organização ou ainda um título de
catedrático considerado importante. Muitas vezes, as pessoas se esquecem que elas
nunca serão mais do que realmente são pelo papel que desempenham. Basta lembrar
que no instante em que deixarem o papel outro o assumirá e a vida seguirá. O
imperador romano Júlio César que o diga. Nós não somos nenhum dos papéis que
representamos.
Enfim, olhar para a “casa do meu pai”, local onde passamos tantos bons momentos e ser lembrado de que ela nunca foi propriedade dele,…
… me traz a consciência de que todos nós somos temporários. Não possuímos casas, mas podemos fazer dela um bom lar. Não possuímos carros, mas podemos escolher os lugares a que eles podem nos levar. Não somos donos de empresas, mas podemos fazer delas um lugar para as pessoas se desenvolverem. Da mesma forma, estar numa função política, num alto cargo organizacional ou numa boa posição acadêmica é apenas um papel que pode ser representado com dignidade de um ser humano que tem a consciência de que tudo é temporário. Enfim, se as “nossas posses e as nossas poses” não servirem para que sejamos seres humanos melhores seria melhor que não tivéssemos acesso a elas. Porque no final, nós não possuímos nada daquilo que acreditamos que temos e nós não somos nada daquilo que é atribuído ao papel que representamos.
Lembro do término de um contrato de trabalho por prazo determinado de seis meses de uma equipe inteira que havia alcançado excelentes resultados. Uma semana antes do término do contrato o diretor permanente comunicou a confirmação da dispensa. Porém, no comunicado ele dizia que essa era a notícia ruim, mas havia uma boa, porque algumas pessoas seguiriam na organização. As respostas dos membros da equipe temporária reforçaram a crença de que estamos num caminho evolutivo para aqueles que entendem o que é ser “nós” naquilo que se envolvem.
– Não se trata de notícia ruim… Disse um deles. Nós já sabíamos
do final desde o início. Estou triste com a separação, claro, mas estou muito
feliz por ter participado do projeto. Sorte a minha e daqueles que continuarão.
A esse e-mail se seguiram vários
concordando e agradecendo por terem participado do projeto no qual se sentiram
“nós”. Muitos trabalhadores “efetivos” não se sentem tão
“nós” em muitas organizações.
Isso ficou evidente quando o
gerente dos trabalhadores temporários, que era temporário, fazia a avaliação
final com o diretor permanente da organização. Ele disse:
– Sim, nós concluímos todas as
etapas, fizemos todas as tarefas a nós pedidas e entregamos um produto que está
dentro dos melhores padrões de qualidade… Falou com tanto orgulho, incluindo-se na própria
companhia.
O diretor permanente disse:
– É, vocês formavam um bom time.
Sempre foram muito produtivos.
E concluiu:
Lembrando que vocês não fazem
parte da empresa. Vocês são terceirizados. Uma coisa é bem diferente da outra.
O gerente temporário se ruborizou
e a reunião foi encerrada.
Há uma tendência de que a gestão
priorize cada vez mais os projetos com início meio e fim. Trata-se de um
movimento em que a gestão mecanicista migra para um modelo de gestão flexível e
autorregulada. Ainda que possa ser apontado como uma novidade e como evolução,
não entendo assim. “Nós” sempre fomos e seremos parte de um projeto.
Alguns mais importantes, outros menos. Alguns maiores, outros menores. Alguns
mais extensos, outros mais curtos. Outros projetos podem ter regras mais rígidas
enquanto outros mais flexíveis. A flexibilidade é uma tendência que se reflete
em projetos mais curtos e menores, porém não menos importantes. E naqueles
projetos importantes nós nos sentimos “nós”. E uma pessoa pode ser
“nós” com carteira assinada ou sem.
O que realmente importa é o quanto cada um se entrega ao projeto do qual
participa. Espanta-me, porém, que muitos detentores de uma carteira assinada
por prazo indeterminado não conseguem incluir na conjugação “nós”
aqueles que trabalham na organização com contratos temporários. Miopia? Falta
de compreensão que mesmo uma carteira assinada por prazo indeterminado pode
acabar a qualquer hora? Quem disse que o diretor é permanente? No final, todos
nós somos temporários…
Por isso, lamento a falta de entendimento
demonstrado pelo diretor permanente da organização com relação aos
trabalhadores temporários na interação com o gerente temporário. Quantas
empresas investem milhões em formação e qualificação esperando que um dia os
seus colaboradores permanentes assumam a organização como sua, referindo-se a
ela como “nossa”? E aquele diretor permanente teve em mãos uma equipe
temporária que vestiu a camisa da organização. Menosprezou o envolvimento e o
comprometimento de seres humanos com o desenvolvimento de um produto de
qualidade do qual a sua organização seria a primeira beneficiária. Não só não
entendeu como se revelou arrogante e desrespeitoso, julgamentos derivados de
quem não tem uma visão sistêmica da organização. Não teve o entendimento de que
uma organização somente tem sucesso quando ela faz parte do “nós” de
acionistas, diretores, gerentes, trabalhadores, consumidores e comunidade.
Dessa maneira, nos projetos
organizacionais em que se participa pouco importa a opinião de colaboradores mais
ou menos efetivos em função de uma carteira de trabalho. Cada “nós”
nesse ambiente é determinado pelo envolvimento e comprometimento de cada um com
aquilo que faz. Onde você é “nós”? Em qual projeto a sua entrega lhe
permite referir-se a ele como “nós”? Em qual a organização você sente
que pode referir-se a ela como “nossa”?
O
vendedor de flores era um veterano na arte de argumentar para concretizar as
vendas. Finalizava mais um dia e ainda tinha um buquê de rosas e outro de
cravos. Aproximou-se de um empresário que estava a caminho de casa e disse:
–
Que tal um belo buquê de rosas para surpreender sua esposa?
– Não tenho esposa, respondeu o empresário, rispidamente.
–
Então que tal alguns cravos para sua namorada? Propôs o fornecedor sem perder o
humor.
–
Não tenho namorada.
O
vendedor abriu um grande sorriso e falou:
– Você é um cara de sorte! Compre os dois buquês para comemorar!