Como explicar?

Como explicar as opções inteligentes feitas por pessoas, muitas vezes, não inteligentes?

Como explicar as opções não inteligentes feitas por pessoas, pretensamente, inteligentes? 

Eis onde reside parte da magia da vida!

http://galeria.colorir.com/animais/a-quinta/burro-com-um-grande-sorriso-pintado-por-ggg-296968.html


As pulgas e o cachorro…

Quem nunca ouviu a metáfora das pulgas e do cachorro? 


Um cachorro cheio de pulgas pode ser mudado de lugar que nada vai mudar. O problema do cachorro, as pulgas, vão acompanhá-lo. Facilmente pode-se entender que se as pulgas não forem eliminadas e tão somente o cachorro seja mudado de lugar, nada vai mudar. As pulgas até podem se aquietar um pouco durante o período em que se está fazendo a mudança.O cachorro pode não senti-las nesse momento. Porém, logo que o movimento diminuir elas voltam a se manifestar. 

Da mesma forma, muitas pessoas pensam que quando estão com problemas a solução está em mudar de cidade, de estado ou de país. Nada contra fazer isso. Tudo a favor.

Entretanto, cabe a pergunta: quais são as minhas pulgas?

https://polemicasecuriosidades.wordpress.com/


O palco e a fama podem corromper…

O palco e a fama, assim como o poder, podem corromper. 

A humildade apresentada pelas pessoas antes do sucesso, muitas vezes, é substituída pela soberba. O palco as faz acreditar que são astros. A fama faz com que se sintam celebridades. Como celebridades passam a esquecer do público. Esquecem-se que eles somente estão no palco e são famosos por causa do público. Também se esquecem que quando não houver público eles não têm palco nem fama. Nesse momento, os corrompidos perdem tudo. É o palco e a fama corrompendo a alma de cidadãos comuns. 

Celebridades, muitas vezes, esquecem que todos são comuns, ainda que sejam especiais em sua unicidade.

A última vez de pessoas

Sempre nos preparamos para a primeira vez. Dificilmente nos preparamos para a última vez. O engraçado é que uma é o reflexo da outra. Podemos falar de sinônimos e antônimos, de cara ou coroa, de vida e morte ou de início ou fim. 

Conhecer e conviver com alguém faz com que a encontremos pela primeira e por muitas vezes. Porém, não me lembrava que depois que aconteceu uma primeira vez a última vez é inevitável. Não estava preparado para que aquela tivesse sido a última vez que eu veria aquela pessoa… 

Questão de perspectiva

Os dois ainda estavam se conhecendo, mas a conversa fluía. Perguntas sobre interesses de estudos, esportes e lazer. O assunto foi para a música. A menina perguntou:
– Que tipo de música você gosta de ouvir?
O rapaz respondeu:
– Gosto de música clássica, mas curto mesmo “heavy metal”… cheio de orgulho de sua opção musical.
A menina fez outra pergunta:
– Como você ouve “heavy metal”?
Para mim que ouvia a conversa era uma pergunta ambígua que deixava margem para interpretações. Poderia o jovem a quem a pergunta se dirigia pensar que ela queria saber se era sentado, deitado ou caminhando. Poderia ela querendo saber se ele ouvia heavy metal de manhã, à tarde ou à noite. A pergunta também poderia ser entendida como reportando-se ao volume da música. Enfim, muitas interpretações. O que você responderia? Qual a interpretação que você daria para a pergunta? Eu, que estava ali ouvindo a conversa, tive as minhas. Logo pensei que ela quisesse saber se ele ouvia a música na sala de casa, no quarto ou no carro.

Agora veja o que ele respondeu:
– Ah… “Heavy metal” eu ouço nos meus fones de ouvido para não incomodar os outros… e seguiu falando sobre música.

Fiquei observando e pensei, Realmente este jovem está anos à minha frente. Por quê? Porque a sua primeira preocupação numa conversa tão informal se revelou para com os outros e não para consigo. A conversa tratava da sua opção de lazer e ainda assim a sua natureza o levou a pensar no próximo. Fiquei feliz com a conversa.


É bom ver alguém bom!

Somos únicos. Somos múltiplos.