Pare. Olhe. Ande. Seja FELIZ!

Pare. Olhe. Ande. Seja Feliz!

Em janeiro passado me dei de presente duas semanas de férias completas. Sem computador e sem celular, apenas desfrutando da companhia da visita que recebi. Nesses dias, passeamos pela ilha, visitamos igrejas, sentamo-nos na praça, tomamos caldo de cana, fomos à praia, lemos debaixo de uma árvore e nos divertimos com a nossa presença. Foram duas semanas que passaram voando em momentos de felicidade pela conexão humana. Hoje, olhando para trás, desejaria poder fazer o mesmo. Já não é possível. A visita não pode mais vir, porque o trânsito é proibido. As igrejas já não abrem à visitação ou à celebração. As praças estão vazias sem ninguém em seus bancos. A garapeira desapareceu sem deixar sinal. A praia continua linda, mas é proibido estar nela. E as árvores seguem ali, fazendo sombra para ninguém. Foram duas semanas felizes. O que faltou naquele momento e que talvez continue a nos faltar agora?

Sabe-se que a felicidade é uma busca comum entre todos os seres humanos, embora cada um adote estratégias diferentes para a ela chegar. Acredito que a felicidade estava presente naquele momento, mas não a consciência plena do momento. Desse modo, creio que me faltou a plena consciência do presente que era aquele momento como resultado de uma vida de gratidão. Esse é o ponto. A gratidão nos leva a felicidade e não é a felicidade que nos leva a sermos gratos.  Foi essa a mensagem presente no TedTalk do Monge David Steindl-Rast. A felicidade é consequência da consciência do privilégio da vida que nos leva ao estado de gratidão presente nos diferentes momentos. Não é a gratidão um sentimento produzido pela felicidade. E ele revelou uma técnica muito simples para que possamos viver em permanente estado de gratidão. Para isso é preciso parar. O monge destacou que a técnica nos é ensinada quando somos crianças, quando os pais orientam os filhos a cruzar a rua:

– Filho, antes de cruzar a rua você para, olha e depois cruza.

Usar esses ensinamentos na vida cotidiana pode nos manter em estado de gratidão que vai nos proporcionar a felicidade, objetivo maior e comum a cada ser humano. Pare. Olhe. Ande. É sensacional! A vida precisa de paradas para que tenha sentido. A pausa é que dá sentido ao movimento, porque quem sempre está correndo não usufrui o caminho. A pausa permite que você olhe, observe, entenda e sinta a beleza do momento presente. Sinta a pausa e o movimento. Agradeça. Mova-se com a consciência de que você só tem esse momento. Virão outros. Novas oportunidades de parar, olhar, agradecer e seguir o movimento conscientemente.

Outro dia conversava com a pessoa que fez com que as duas semanas fossem tão especiais e ela me disse:

– Lembra? Andávamos com toda a liberdade do mundo para lá e para cá. Nunca imaginávamos que essa liberdade nos podia ser tirada de um dia para o outro. O que faríamos de diferente hoje?

Esse comentário faz toda a diferença. Agradeço pelas duas semanas que tive com a consciência de ter vivido aquele momento presente.  Hoje, plenamente consciente, agradeço o presente passado e posso agradecer o momento presente. Porque de um instante a outro, em determinado momento, não se terá mais o presente. Portanto, ainda que com todas as restrições da situação vivida, acredito que é possível PARAR, TOMAR CONSCIÊNCIA, AGRADECER E SE MOVER PARA SER FELIZ!!!

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

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