Skip to main content


Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Quem você admira? Cidadãos comuns, muitos deles são pais…

Quem você admira? Eu admiro Cidadãos Comuns, muitos deles são pais…

 

E o palestrante começou a sua exposição num ritmo frenético, a mil por hora. Motivação não lhe faltava. A movimentação no palco, a forma de falar e a energia que emanava da sua presença física eram impressionantes. Ele disse:

– Hoje eu vou lhes entregar tudo, todos os segredos para que vocês tenham uma vida plena e feliz…

E assim o discurso continuou por mais de uma hora. Ao final do evento eu saí completamente energizado e com a firme convicção de que eu poderia mudar o mundo. Passaram-se os primeiros dias e eu continuava com a energia necessária para fazer as mudanças rumo a um mundo melhor. Passou a primeira semana e a energia diminuiu um pouco. Depois da segunda semana eu já havia retornado para a minha velha e antiga rotina. Não havia conseguido mudar o mundo e passei a me sentir um idiota, porque, pelas palavras do palestrante, ele havia me entregado tudo para ser pleno e feliz. O que aconteceu que nada aconteceu?

Passei a pensar que todos nós queremos ter uma vida plena e feliz num mundo melhor. Logo, comecei a prestar atenção nas pessoas que pregam e dizem que tem a solução para que isso aconteça. Olhei a minha volta e vi tantas mensagens motivacionais, encontrei um sem fim de vídeos sobre atividades físicas e muitas práticas de meditação que me levariam a encontrar a vida plena e feliz. Todos eles enviados e exibidos de uma forma que se você seguir os passos dados a vida se transformaria num mar de rosas. Ao final sempre é oferecido um livro, um manual, um curso ou as instruções que o ensinam a viver com qualidade de vida. Só que ao observar essa realidade também me ocorreu algo.

O que faria aquele palestrante motivacional se ele não fosse pago para ser motivado?

Qual seria o comportamento do atleta profissional se as suas atividades físicas não fossem pagas?

O praticante profissional de meditação continuaria a sua prática se esse não fosse o seu modo de vida, inclusive financeira?

Para tantas perguntas comecei a procurar por respostas que são minhas, claro.

Particularmente, entendo que é difícil que alguém possa ensinar o outro a viver, porque a verdadeira alternativa está na disposição em aprender. Assim como acredito ser muito difícil mudar o mundo para melhor sem mudar a si mesmo. É uma crença clichê, mas é real. Tão real que eu continuo na luta diária e constante para mudar algumas velhas rotinas que me levam para lugares que não quero ir.

São hábitos de pensamento, de atividades e de comportamento tão fortemente entranhados que é um desafio desaprendê-los para aprender novos hábitos que possam me levar para onde eu quero ir.

Com isso em mente, passei a observar os cidadãos comuns.

Eu admiro jardineiros que fazem atividade física, além do seu trabalho. Eu admiro atendentes de supermercado que fazem meditação e yoga, além de cuidar dos filhos e do trabalho. Eu admiro professores que são extremamente motivados, ainda que tenham um trabalho desgastante. Eu admiro Secretárias Executivas que cuidam dos seus afazeres depois de cuidar da agenda dos seus chefes.

E são estas as pessoas que eu passei a admirar, porque a qualidade de vida que elas alcançaram é resultado das escolhas que fazem no dia a dia e não porque são remuneradas por isso.

Continuo a frequentar cursos, palestras e eventos organizados e realizados por pessoas que são remuneradas para serem motivadas, que são atletas profissionais ou que praticam meditação como uma forma de vida. Têm algumas que admiro. Porém, destaco que a verdadeira admiração vai para aquelas pessoas que fazem o que fazem porque escolheram fazê-lo por elas e pelos que estão próximos e não porque alguém vai pagá-las para isso. Muitas dessas pessoas são cidadãos comuns, pais de família.

Você faria o que faz se não fosse pago para isso?

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: [email protected]

Home: www.olhemaisumavez.com.br

Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *