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VOCÊ SERVE PARA VIVER?

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VOCÊ SERVE PARA VIVER?

Uma frase frequentemente atribuída a Madre Teresa revela a essência da maturidade emocional: “Dormia e sonhava que a vida era só alegria. Acordei e vi que a vida era só serviço. Servi e entendi que o serviço era uma alegria.” Essa ideia confronta a cultura vigente, que (1) valoriza o bem-estar individual em detrimento do bem comum; em que (2) somos acostumados a ter aquilo que queremos quando queremos; em que (3) nos aprisionamos às nossas emoções, fazendo da fragilidade um modo de vida; e em que (4) não sabemos agradecer o que temos.

Acredito que, para alcançar a maturidade emocional, é indispensável mudar o foco do EGO, em que busco satisfazer-me primeiro, para o ECO, em que, ao servir o outro, encontro satisfação. Nessa perspectiva, pergunte-se: você serve para servir?

Responder a essa pergunta conclui o decálogo da maturidade emocional de Monsenhor Munilla, no qual sabedoria e discernimento; equilíbrio; empatia e compaixão; paciência e tolerância; fortaleza; autodomínio e temperança; amor aos inimigos; propósito; e obediência e humildade antecedem a consciência de que somente no serviço ao outro a maturidade emocional é possível e nos conduz à alegria e à felicidade. Compreende-se, assim, que se eu não sirvo para servir, provavelmente não sirvo para viver.

Ao (1) valorizar o bem-estar individual em detrimento do bem comum, passo a agir de modo a me servir dos demais. A afirmação “se não vivo para servir, não sirvo para viver” traz uma verdade óbvia que nos escapa quando mantemos o foco em nós mesmos, alimentando o ego: “o outro, sem mim, existe; eu, sem o outro, não existo.” Portanto, nada mais lógico do que cuidar do outro para que eu também seja cuidado. Quando me coloco como objeto primeiro das minhas ações, sirvo-me dos outros para atender ao meu EGO. Qual será o ECO? Dor.

Com a prevalência da imediatez, estamos (2) acostumados a ter aquilo que queremos à disposição. Com essa mentalidade, igualmente nos servimos dos demais para atender necessidades individuais que, numa análise mais cuidadosa, não passam de desejos. Outra vez, nossos esforços alimentam o EGO. Qual será o ECO? Consumo inconsequente.

Nas últimas décadas, fomos estimulados a reconhecer nossas fraquezas, debilidades e fragilidades, culminando num movimento de (3) autopromoção da vulnerabilidade. Reconhecer nossa vulnerabilidade — e o fato de que não somos autônomos — nos coloca numa relação natural de dependência dos demais, mais do que de interdependência. Isso é importante e natural. Entretanto, escolher o caminho da vitimização com base nas próprias fragilidades impede que eu explore minhas fortalezas, que poderiam estar a serviço dos outros. Qual será o ECO? Depressão.

Por fim, (4) não sabemos agradecer o que temos. Vivemos um momento em que se tem acesso a mais bens de consumo do que em qualquer outra fase da história. Comida? Basta enviar uma mensagem. Bebidas? Em qualquer esquina. Mobilidade? Carros, aviões, motos, patinetes e inúmeras opções. Comunicação? Em tempo real com qualquer pessoa, em qualquer parte do planeta. Ainda assim, estamos sempre em busca de algo mais para consumir, sem nos dedicarmos a agradecer pelo que já temos. Qual será o ECO? Ingratidão.

O estilo de vida predominante tem inflado os egos e impedido que se alcance a maturidade emocional. Por isso, penso que, ao mudar o foco para o outro, iniciamos o caminho da maturidade emocional, que nos aproxima da alegria e da felicidade.

Lembremos um ditado popular:

“Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca. Se você quer ser feliz por um dia, vá pescar. Se você quer ser feliz por duas semanas, faça um cruzeiro. Se você quer ser feliz por dois meses, apaixone-se. Se você quer ser feliz por toda a vida, esqueça-se de si mesmo e entregue-se.”

Entregar-se é serviço — e quem serve, serve à vida e produz ECOS DE AMOR. Por isso, traga à mente alguém que você vê como entregue ao serviço… Como você a percebe?

E você, serve?

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br

Inspirado no Decálogo da Maturidade Mosenhor Munilla