Ei, o cliente sou eu!!!

Moacir Jorge Rauber
Não sou um aficcionado por fazer compras, como roupas, calçados ou outros produtos individuais indispensáveis para o nosso dia-a-dia, embora goste eu mesmo de fazê-las, porque ninguém melhor do que a própria pessoa para saber aquilo que lhe cai bem. Ou nem tanto. Nas compras sou bastante racional. Saio de casa com uma lista clara e objetiva daquilo que vou comprar. Poucas vezes compro por impulso, exceto comidas. Também já defino de antemão as lojas nas quais vou procurar o que quero. Algumas lojas adotam a postura de não se aproximar do cliente, deixando-o à vontade para escolher os produtos em exposição. Particularmente é a forma que mais me atrai. Em outras, antes mesmo da pessoa entrar, muitas vezes já ocorre uma abordagem. E é sobre essas que vou relatar uma situação que não raras vezes já me ocorreu, quando acompanhado da minha esposa.
Lá vou eu, sabadão de manhã, pelo calçadão do centro da cidade. Entro naquela loja já previamente definida. Meto-me entre expositores de calças e camisas tão próximos uns dos outros que muitas vezes torna-se difícil enxergar algo, ainda mais considerando a minha altura em função de ser cadeirante. Ando mais um pouco e logo sou alcançado por uma vendedora. Bom dia ela dirige-me a palavra, o que o senhor deseja? Antes mesmo de eu responder os seus olhos já começam a passear entre os meus e o de minha esposa. Começo a explicar que estou procurando uma peça de roupa assim e assado Após os detalhes ela sai para buscar algumas peças e na volta os seus olhos já não encontram mais os meus. A vendedora mantém o olhar sobre mim, diretamente para a minha esposa, que nesse caso está postada atrás, pois está apenas me acompanhando. A conversação também toma outro formato, Mas ele gosta mais de cores fortes ou sóbrias, como se estivesse falando de uma pessoa ausente. Acho que esta ficaria melhor para ele recebendo alguma olhada de soslaio. Às vezes a vendedora apoia a camisa em mim para visualizá-la, mas a conversa continua em outra direção. Até que não aguento mais e digo, Ei, o cliente sou eu! Em algumas situações retirei-me de lojas.

No seu negócio e na sua empresa o cliente tem sido identificado corretamente? É realmente para aquele que decide a compra que estão sendo oferecidos os produtos e os serviços? Saber quem é o cliente é fundamental para ajustar a forma de oferecer aquilo que se quer vender, bem como para quem oferecer. Cuidado com os delizes! Mantenha o foco no cliente.

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