Quanto custa a bola?

Responda rápido: um bastão e uma bola custam R$ 1,10. O bastão custa R$ 1,00 a mais do que a bola. Quanto custa a bola?

A resposta que vem a mente nos parece óbvia e segura: R$ 0,10…

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…para a bola e, consequentemente, R$ 1,00 para o bastão, não é? Mas pense um pouco mais… Se a bola custasse R$ 0,10 para que o bastão custasse R$ 1,00 a mais do que ela o total da compra deveria ser R$ 1,20. Nós somos levados a dar uma resposta rápida e intuitiva para um problema aparentemente simples. A intuição, neste caso, nos levou a um erro simplório para uma questão fácil. Quantas vezes isso pode nos acontecer em decisões pessoais e profissionais, muitas vezes envolvendo questões bem mais complexas?

A facilidade com que nos satisfazemos com a primeira resposta que vem a mente nos leva a parar de pensar. É a preguiça intelectual que nos paralisa. Tivéssemos investido um pouco mais de tempo e fugido da resposta intuitiva dando fundamento aos argumentos com certeza teríamos evitado o erro. A pergunta é sobre a diferença entre os valores de cada um dos objetos. Por isso, se o total dos dois objeto é de R$ 1,10 e o bastão custou R$ 1,00 a mais do que a bola a resposta não pode ser R$ 0,10. A resposta é que a bola custou R$ 0,05 e o bastão R$ 1,05, certo? Faça as contas: a soma dos dois itens perfaz R$ 1,10. Fazendo-se a subtração chega-se a diferença de R$ 1,00, indagação presente no enunciado da questão.

O que fazer para evitar as respostas fáceis da intuição? Fugir da preguiça intelecutal presente na forma como tratamos a maioria das questões é um caminho. Porém, muitas vezes isso é bem mais difícil do que parece. Sabe-se que para se empenhar intelectualmente em algo é requerido esforço, concentração e foco. Essas características revelam pessoas alertas, criativas e que não se satisfazem com respostas superficialmente atraentes. Lamentavelmente são a minoria…

E você, faz parte da minoria ou da maioria? A pergunta é para você, porque me deu uma preguiça de responder…

Kahneman, Daniel (2011). Rápido e devagar: duas formas de pensar.

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