Arquivo da tag: FISEC 2022

Quem é você da porta pra fora?

Quem é você da porta pra fora?

Outra vez o nosso grupo estava reunido para explorar os temas relacionados ao corpo, à mente e ao espírito. A fala do dia (@Cris.faria) tratava da mente, da lógica e da busca por resultados por meio do conhecimento que impacta diretamente a performance individual, das equipes e das organizações. A exibição de inúmeras ferramentas de desempenho que podem ser utilizadas no dia a dia por cada um que esteja disposto a desenvolver as habilidades para delas se beneficiar. É uma escolha. A reflexão sobre a mente, invariavelmente, se volta para o corpo. A mente e o corpo se conectam com algo que muitos creem ser o espírito e outros tantos, que não creem, desconfiam que há algo que ainda não conseguem entender. Espírito? Alma? Energia? Transcendência? Finitude? Perguntas sem respostas que se possam comprovar pela ciência. Entre questionamentos e reflexões a pergunta que muitos demoram, não querem ou se recusam a responder:

– Quem é você?

Não se tratava de saber qual a profissão ou quais os papéis sociais desempenhados. A pergunta ia além. Responder que sou advogado, professor, atleta, marido ou pai somente fala daquilo que faço da porta para fora. A pergunta proposta pela Cris tinha a ver com quem é você da porta pra dentro. Com quem você vai dormir à noite? Tampouco tem a ver com a companhia do outro que deita na cama comigo, mas com a essência que me acompanha no íntimo do meu ser. Essa pergunta é o desafio a ser vencido por cada um de nós na busca pelo desempenho do corpo, no esforço para desenvolver as capacidades da mente e na tentativa de desvendar os segredos do desconhecido que podem nos revelar o sentido daquilo que fazemos. Falamos do Espírito, da Alma ou da Energia Cósmica? Não sei, é desconhecido. Ainda que não se tenha uma resposta, porque não há ciência ou método científico que possa aclarar e nem acalmar essa busca, saber quem se é da porta pra dentro pode ajudar a que cada um seja pleno da porta pra fora. A clareza dos métodos pode ajudar.

O conhecimento pode dar a sua contribuição quando nos leva ao caminho da humildade de reaprender; da curiosidade de redescobrir; e da coragem para ressignificar.

(FISEC 2022)

Voltamos para a analogia do carro presente em textos anteriores (Você cuida do seu carro e A quem você saúda?). As escolhas de como você vai cuidar do seu carro, o corpo, e da sua mente, o condutor, darão tranquilidade para encontrar a essência, a sabedoria. Ela está na alma, no espírito, na energia cósmica ou no coração. Quem vai ditar o rumo? O condutor com as suas escolhas para saber se dirigir será um ato de perigo, de prazer ou de construção. Assim, chegamos ao conhecimento que organizado e compartilhado criam novas teorias e práticas inovadoras num processo de retroalimentação contínua.  Surgem as ferramentas que operacionalizam a ciência fazendo com que as pessoas alcancem alto desempenho. Porém, isso tudo somente faz sentido se o uso das ferramentas vindas do conhecimento é feito com sabedoria que a espiritualidade pode oferecer. A reaprendizagem, o redescobrimento e a capacidade de ressignificar a vida fazem a diferença para se perguntar: o mundo é melhor porque você está nele? Isso é espiritual.

Por fim, o nosso encontro terminava com o entendimento da importância de integrar corpo, mente e espírito a partir de um movimento de liderança interna. Responder quem é você da porta pra fora é fácil. Basta dizer a sua profissão ou outro papel social que te pareça interessante.  Porém, a pergunta a ser respondida é: quem é você da porta pra dentro? Quem é você no fundo do seu coração? É esse entendimento que vai permitir Reaprender, Redescobrir e Ressignificar fazendo com que o mundo seja melhor com a sua, a minha presença. Pergunta: o mundo é melhor com quem você é da porta pra dentro? Se sim, o mundo da porta pra fora agradece a sua presença!

Moacir Rauber

Instagram: @mjrauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.coom.br

Inspirado por: Cris Faria

O QUE SE PODE APRENDER COM O CONSELHO?

O que se pode aprender com o Conselho?

Via os dois anciãos sentados no banco de frente para a praia. Um mostrava o celular para o outro e falavam das diferentes funções que um determinado aplicativo dispunha. Conversavam animadamente sem nenhuma demonstração de tristeza ou de frustração por não entender ou não saber utilizar a tecnologia. Estavam aprendendo e usando. Um exclama, o outro responde e assim seguiam explorando as possibilidades da interatividade. Um deles, com cara de eureca, fala:

– Isso faz sentido!

Não sei o que aquele senhor descobriu, porém, o que podemos aprender com a situação? Talvez possamos reaprender! Reaprender o que? Reaprender que a idade não é um empecilho para a aprendizagem, mas a escolha de manter a mentalidade aberta para que se possa seguir sendo um aprendiz. E por que reaprender isso é importante? Porque era algo que sabíamos e perdemos. Durante muitos anos se criou o rótulo de que com o avançar dos anos as pessoas perdiam a capacidade de aprendizagem e, com isso, aumentaria as dificuldades para usar a tecnologia imperante na atualidade. Que grande engano! A neurociência constatou a plasticidade cerebral que afirma que o cérebro humano continua com a sua capacidade de desenvolvimento, apesar da idade, exceções feitas às enfermidades. Novidade? Não. Além do mais, com a ancianidade há a possiblidade de se acrescentar a sabedoria ao conhecimento e à tecnologia para saber usar as ferramentas para que a tua família, a tua organização e o mundo sejam melhores com o seu uso. Portanto, reaprender com a constatação da neurociência ao olhar para as civilizações antigas é ser inteligente e humilde, estimulando que se inove e se transforme com o sentido de redescobrir e ressignificar. A sabedoria que vem com a idade é ancestral, é bíblica: “Com os anciãos e mais experientes está a sabedoria, e na idade avançada, a compreensão e o entendimento” (Jó 12:12). Desse modo, as antigas civilizações criavam os conselhos de anciãos para respeitar a trajetória das pessoas que os trouxeram até onde estavam. Da mesma forma, essa prática era a representação visível da crença de que as pessoas eram mais inteligentes e mais sábias com o passar dos anos. Por isso, cabe a nós sermos inteligentes para que possamos aproveitar o conhecimento com sabedoria, assim como exercitarmos a humildade para reaprender e com isso redescobrir a importância do Ser Humano em todas as fases de sua vida. Além do mais, redescobrir que a aprendizagem é um processo para a vida muda a perspectiva das possibilidades. A idade avançada não é uma limitação, é um privilégio que abre um mar de oportunidades. Que tipo de oportunidades? Para a pessoa em si, abre a oportunidade de usufruir da vida com a qualidade que o conhecimento, a tecnologia e a sabedoria podem proporcionar. Para as organizações, as pessoas com mais idade podem ser uma oportunidade de negócios, uma vez que seguem aprendendo e ensinando. Desse modo, redescobrir e reaprender nos levam a ressignificar a própria vida ao encontrar o sentido dela e de tudo que se faz. É a compreensão e o entendimento que podem vir com a idade, muitas vezes expressos num conselho. Sim, num conselho de aconselhamento que as pessoas com a experiência da idade podem dar. Ou num conselho de agrupamento de pessoas com conhecimento e inteligência para que com humildade possam propor os rumos de uma equipe, de uma organização ou de uma profissão. O Pepitas Secretaries Club reúne as pessoas com as características de quem está aberto para Reaprender, Redescobrir e Ressignificar num movimento de sabedoria que aproveita o conhecimento com humildade e inteligência. Dele surge o FISEC – Fórum de Inovação em Secretariado que nos permite aprender a reaprender para descobrir e redescobrir num movimento natural de significar e ressignificar. Faz sentido?

A situação do diálogo inicial pode nos ensinar algo? Creio que sim, porque a constatação contida na expressão é a de que o ancião viu sentido naquilo que iria fazer ou usar. Esse é um dos nossos grandes desafios: qual é o sentido? Para que criamos e inovamos? Por isso, é indispensável se indagar: Reaprender para quê? Reaprender para redescobrir e ressignificar o próprio papel no mundo e entender se faz sentido. A humildade de reconhecer que a sabedoria pode vir com a ancianidade e que a ancianidade pode nos ensinar por ter a experiência que aquele que não é ancião não tem. Pergunte-se: quer aprender? É preciso estar disposto a reaprender. Quer descobrir? É importante estar aberto para redescobrir. Quer ressignificar? Você pode aprender com o Conselho.

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br