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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Você não tem que fazer nada…

É lugar comum nas conversas que o momento vivido pela humanidade vai gerar transformações profundas na sociedade e no Ser Humano. Comportamentos serão alterados, tradições serão modificadas e a tecnologia será onipresente. Escrevi vários artigos sobre as mudanças disruptivas e exponenciais que tendem a surgir dessa situação que foi imprevisível e é impactante que vivemos como indivíduos e como sociedade. Porém, às vezes, parece-me que nada vai mudar. O Ser Humano vai continuar numa caminhada cega em que a produtividade se sobrepõe ao sentido daquilo que se faz, parecendo máquinas. Basta abrir o seu e-mail para receber mensagens imperativas sobre aquilo que você TEM QUE FAZER na quarentena. Ao acessar as redes sociais você é invadido por mensagens de oportunidades que são OBRIGATÓRIAS APROVEITAR. E são inúmeras as mensagens de texto que te coagem a fazer aquilo que você nunca fez para que você não perca o seu tempo. Você é bombardeado pela obrigatoriedade de “fazer algo”.

Por isso, questiono: qual é a lógica por trás do imperativo “você tem que fazer”?

Entendo que continua a predominar lógica mecanicista mesmo na pandemia provocado por um elemento biológico, o vírus. As comparações feitas entre máquina e ser humano quase sempre partem da visão de que o ser humano é um exemplo de máquina perfeita. Pressuposto equivocado. As máquinas é que poderiam ser consideradas amostras simplistas de um organismo complexo como o ser humano. É a premissa mecanicista que continua a gerar uma pressão desnecessária sobre seres humanos, apenas tolerável por máquinas não complexas e não responsivas. Elas são simples demais para sentir. Por isso, pessoas simplistas como máquinas tendem a gerar uma pressão nem sempre tolerável por organismos biológicos complexos e responsivos, como o ser humano. O momento delicado vivido por cada pessoa gera o medo de se contaminar com uma doença sem um tratamento comprovadamente eficaz. Além disso, as pessoas ainda convivem com a incerteza da capacidade e da correção daqueles que nos administram na crise. Se não bastasses tudo isso, aparecem os aproveitadores, simplistas e utilitaristas como máquinas, para dizerem que você tem que fazer isso ou aquilo. Esse é o ponto. Entendo que você não tem que fazer nada que não queira. Para mim, isso ficou evidente ao ler o texto de Kiosh Starus encontrado na internet em que ele alerta que você não está obrigado a ler um, dois ou uma dezena de livros na quarentena, a menos que queira. Você não precisa se sentir pressionado a fazer atividade física, apenas se entender que lhe faz bem. Lembre-se, não se trata de tempo livre. Trata-se de adaptar-se a uma realidade não prevista e que mudou a normalidade. Por isso, acredito que cada um, caso queira e quando queira, assimile que o mundo virtual pode se configurar como uma nova normalidade. É complexo. É humano. Caso queira, faça normalmente no mundo virtual o que você faria no mundo físico. Você estudava e segue sendo possível estudar? Então estude e não deixe de seguir a sua rotina. Você fazia atividades físicas ao ar livre e agora está confinado? É possível adaptar? Adapte e siga a sua prática. Você quer usar o tempo para ler livros que você tinha vontade e não tinha tempo? Faça-o porque você escolheu fazer e não porque aqueles que não mudaram querem que você mude. Quem não mudou e não entendeu a complexidade humana? Aqueles que continuam a gerar pressão sobre as pessoas seguindo a lógica simplista das máquinas. Seres humanos são mais complexos que máquinas. Por isso, buscar a normalidade é importante, mas sem a pressão daqueles simplistas como máquinas que querem se meter na sua cabeça para encher as suas carteiras.

Enfim, o Ser Humano não é uma máquina. Observe, entenda, ajuste-se, adapte-se e siga a normalidade da virtualidade no seu ritmo, respeitando a sua complexidade. Por fim, VOCÊ NÃO TEM QUE FAZER NADA QUE VOCÊ NÃO QUEIRA!

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

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Home: www.olhemaisumavez.com.br

(Re) Criar a Humanização na Era Digital? E na Era Viral!

(Re) Criar a Humanização na Era Digital? E na Era Viral!

Muitas pessoas buscam, ultimamente, criar um vídeo, uma piada ou compartilhar uma situação que viralize para que tenham os seus quinze minutos de fama. O autor de Caneta Azul que o diga ao emplacar uma rima que da noite para dia viralizou, aproveitando a progressão exponencial do mundo virtual. Às vezes, parece-nos que não é real e não nos importamos com a fonte ou a fidedignidade daquilo que compartilhamos. Enfim, o que realmente vale é “viralizar” o conteúdo produzido. Havíamos esquecido a origem do que é viralizar, que vem de vírus que contamina, que produz sequelas e que mata. Já acreditávamos que viralizar estava ligado somente ao ambiente virtual e não lembramos que ao “viralizar” algo virtualmente, igualmente, podemos contaminar, produzir sequelas e matar. Portanto, viralizar é algo real no ambiente virtual ou físico. Por isso, outro desafio: como (Re) Criar a Humanização na Era Viral?

Creio que o processo de viralização no mundo físico e no ambiente virtual são semelhantes na forma de propagação, porque se multiplicam de modo exponencial sem limites para o alastramento. Porém, há uma diferença essencial na sua concepção. O vírus do mundo físico, como o caso vivido agora, não tem a intenção e o vírus do ambiente virtual é intencional. O vírus do ambiente físico é e demonstrou ser letal para as pessoas, colocando em risco a sobrevivência da humanidade como espécie em diferentes épocas. Com o tempo os humanos foram aprendendo a lidar com os vírus para diminuir os seus danos por meio da prevenção ao adotar comportamentos seguros. Por outro lado, a viralização que fazemos diariamente em nossas redes no ambiente virtual com a criação e a propagação de vírus depende da intenção. Aquele que cria e/ou propaga um vírus tem a intenção de obter alguma vantagem ou de prejudicar a alguém, aproveitando-se das possiblidades exponenciais da sua rede de contatos. A viralização com a má intenção no ambiente virtual coloca em risco os seres humanos sob a perspectiva de eliminar a sua humanidade. Por isso, precisamos (Re) Criar a Humanização na Era Viral no ambiente virtual que é real. Muitas vezes, as palavras virtual e real aparecem como antônimos, mas não o são. A viralização de maldades no ambiente virtual produz dor e sofrimento em pessoas reais. O que fazer?

Penso que devemos assumir o compromisso de sermos humanos a partir das intenções. Qual é a sua intenção ao compartilhar algo para que viralize? É digna de um ser que se diz humano? Por isso, cabe lembrar que a volatilidade do mundo físico natural segue a aleatoriedade sem a intencionalidade, enquanto a volatilidade humana pode ser regulada pela intenção. Isso revela quem é você. Estar no lugar que dizemos que estamos revela a consciência da importância da presença, exercício que tem se tornado cada vez mais difícil com tantas possibilidades de distrações da era digital. Ironia que o momento vivido nos desafia a estarmos no ambiente virtual para dele desfrutarmos a possibilidade da presença verdadeira, em contraposição às muitas vezes em que o usamos para fugir de onde deveríamos estar no mundo físico. A presença forçada no ambiente virtual nos dá a possibilidade de criar uma realidade que produza benefícios no mundo físico. Isso é complexo e real. É fundamental que mudemos nossa postura humana.

Enfim, como você manifesta quem é você, onde você está e o que você cria nesse momento de uma realidade virtual intensa nunca vista é escolha sua. Qual é o seu compromisso comportamental que pode minimizar os danos ao mundo físico? O que você vai viralizar? Qual é a intenção ao compartilhar algo? O ser humano traz em sua natureza, no mínimo, a dualidade, que nos dá a capacidade de sermos cruéis ou gentis, compassivos ou agressivos e criativos ou destrutivos. Principalmente, nos dá a possibilidade de sermos responsáveis ou irresponsáveis no comportamento em nosso mundo físico, assim como, o desafio no ambiente virtual de que sejamos tão humanos como o dizemos ser. Por isso, caso queira viralizar algo faça as suas escolhas.

Viralize o afeto e diminua o desafeto.

Viralize a serenidade e baixe a histeria.

Viralize a coragem e combata o pânico.

Viralize a tolerância e dispa-se do preconceito.

Viralize a alegria e minimize a tristeza.

Viralize a paciência e domine a impaciência.

Viralize a bondade e rejeite a maldade.

Viralize o respeito e refute os julgamentos.

Viralize o amor e reduza o desamor.

Viralize a precaução e elimine a imprudência.

Viralize e assuma a responsabilidade no mundo físico e virtual.

Viralize conhecimento para gerar SABEDORIA!

Viralize a sua humanidade para (Re) Criar a Humanização na Era Viral.

Moacir Rauber

E-mail: [email protected]