Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Gratidão virtual e real…

A menina acordou, pegou o tablet ao seu lado e postou uma mensagem na rede social:
– Bom dia, meus amigos, gratidão por mais um dia!

­Saiu da cama, fez a rotina da higiene pessoal e, enquanto tomava o café, curtia as curtidas dos amigos na sua mensagem de gratidão. E ela estava feliz porque conseguia mostrar para os outros como é importante que se expresse a gratidão pelo que se tem. Terminou o seu café e se dirigiu para a universidade. Agora já estava atrasada e teria uma prova na primeira aula. Gastara mais tempo do que imaginara na rede social. Enquanto saía de um ônibus para pegar o outro trombou com uma senhora. A bolsa dela caiu. Ela não ligou. Continuou na sua pressa para pegar o seu ônibus. Afinal estava em cima da hora. Correu. Furou a fila, mas conseguiu entrar na frente de outras pessoas. Ufa! Ainda bem… Suspirou. Ela continuava grata.

Concordo que a gratidão é um dos sentimentos mais elevados que um ser humano pode manter. Porém, há uma diferença muito grande entre expressar gratidão e ser realmente grato. E cada idioma tem uma determinada expressão para representar o sentimento da gratidão. Segundo Santo Tomás de Aquino a gratidão se expressa em três níveis. O inglês e o alemão, por exemplo, mantêm-se no nível da razão, uma vez que thank e danke tem origem no pensamento em que reconhecem o benefício. Já o espanhol e o italiano avançam para o segundo nível da gratidão em que se reconhece e se louva o benefício ao usar as expressões gracias e grazie. Contudo, é no português que a palavra gratidão tem a sua representação mais profunda. Quando se agradece na língua portuguesa se diz obrigado ou muito obrigado. Ao usar essas expressões nós não só agradecemos como nos comprometemos a efetivamente fazer algo, a retribuir em algum momento a dádiva recebida. Isso realmente configura-se o compromisso de uma ação de gratidão. Particularmente acredito que é apenas nesse nível de gratidão que teremos a chance de modificar o mundo para melhor.

No exemplo acima, o tempo gasto para expressar a gratidão virtual foi motivo para uma pequena maldade real. Ajuntar a bolsa da senhora não seria nem exemplo de gratidão, seria apenas o mínimo para reparar um comportamento pouco educado. Infelizmente, vejo mais e mais apenas a gratidão virtual. Ela está na moda. Logicamente que é bom receber as mensagens de gratidão das redes sociais e a positividade presente nelas, mas não pode se esquecer de ser grato na vida que acontece no dia a dia. A verdadeira gratidão se dá nas ações resultantes do encontro com as pessoas.

Isso me lembra de outro exemplo. Uma mãe, quando via o seu filho de mau humor, perguntava, o que foi meu filho? Tá de mau humor hoje? Então porque você não sai e vai ajudar alguém? Tenho certeza que você vai se sentir melhor… E é fato. Nada melhor do que ajudar alguém para melhorar o próprio humor. Nada mais efetivo para se ajudar do que ajudar aos outros. Isso é gratidão.


Qual a ação de gratidão real que você já fez hoje?
http://www.opregadorfiel.com.br/2014/07/como-receber-mais-de-deus.html

Você já inticou consigo hoje?

A palavra inticar foi muito comum na minha infância. Era como caracterizávamos o momento em que provocávamos alguém com o intuito de estimular a sua ação ou reação. Na maioria da vezes era para irritar mesmo… Porém, o inticar, quando feito de forma lúdica, serve para despertar as emoções nos outros, levando-os a entenderem os seus compromissos. O ato de inticar pode ser uma maneira de fazer com que o outro se mova. Trata-se de desafiar ou estimular.

Enfim, a provocação também pode ser feita para si mesmo ao inticarmos conosco desafiando-nos a agir ou reagir. Você já inticou consigo hoje?
Fonte: http://www.desenhoonline.com/site/como-provocar-um-desenhista/smile-como-provocar-um-desenhista/

Você está se promovendo?

Não se trata de afirmar que o mundo seja sempre injusto, mas não se pode esperar que ele seja sempre justo. Não é que se afirme que os méritos não serão reconhecidos, mas também não se pode ficar sempre a espera do reconhecimento. Por isso, muitas vezes é preciso que não se espere pela justiça e pelo reconhecimento, mas que se faça justiça ao reivindicar o reconhecimento. Por isso, apenas fazer o que deve ser feito não basta, deve-se fazer com que os outros também o saibam!
http://br.freepik.com/icones-gratis/homem-andando-falando-por-um-alto-falante_738601.htm


O que você tem feito para que os outros saibam o que você faz?


Poder, porque alguns têm? Jeffrey Pfeffer

Ainda é possível acreditar no Ser Humano?

Fiquei extremante feliz ao ler a reportagem escrita pela Isabela Swarowsky. Ela deu a sua interpretação das palavras que eu disse. Ela escutou as palavras segundo a sua visão de mundo e que a levou e a levará a produzir ações. Uma delas foi a iniciativa de escrever um texto sobre aquilo que ouviu descrevendo o que escutou. 

O que foi dito, foi dito para todos. Todos ouviram as mesmas palavras, mas certamente escutaram coisas diferentes. Eis aí a responsabilidade de quem fala, porque as palavras levam a ação. 

Nós somos palavra. Nós somos ação. Das ações surgem as palavras e as palavras podem levar à novas ações. É muito bom quando as palavras podem representar as ações. 

Mais uma vez obrigado Isabela. Você me faz acreditar cada vez mais no Ser Humano!!!

Qual é o seu lema?

Um lema harmônico com os seus valores permite ao indivíduo caminhar na direção dos seus objetivos com mais tranquilidade, alinhando-os aos da organização. O lema que traz valores convergentes entre indivíduo e organização permite que tudo a sua volta tenha significado. O indivíduo pode perceber se a forma como ele vê o mundo se aproxima da maneira como a organização conduz as suas operações. 

Desse modo, cabe a área de Gestão de Recursos Humanos das organizações contribuir para que as pessoas identifiquem os seus valores, tenham os seus lemas para que mais facilmente possam enfrentar os seus dilemas. Havendo convergência, cria-se um ambiente de confiança em que os relacionamentos tendem a ser genuínos. 

“Muitas razões para viver bem!”

Frente a um dilema qual é o seu lema?

Com muito orgulho estarei no ESARH 40 ANOS!

FRENTE A UM DILEMA, QUAL É O SEU LEMA?
Definir missão, visão e valores individuais para se construir relações genuínas e de confiança.
Cada pessoa tem uma história. Em toda história há dilemas. Todo dilema pode ser resolvido com um lema. Um lema traz valores.
Os valores pertencem a uma pessoa que tem a sua história…
Como ajudar o outro a contar a sua melhor história?
A resposta é simples: criar um ambiente de confiança com relações genuínas para que todos possam contar a sua melhor história. Inclusive a organização.

Quem puder participe.
CONVITE FEITO!


“Não sei cozinhar!” Como é que é?

– Não sei cozinhar!  Ouço muitas pessoas afirmarem isso com orgulho.

Pergunto-me: como é que pode alguém se sentir orgulhoso de não ser capaz de preparar a própria alimentação?

Alguns anos atrás essa expressão era quase que mandatária entre os homens, afinal eles eram os provedores dos recursos da casa. Por isso, tinham o “direito” a ter tudo à mão, como as roupas passadas, o quarto arrumado, a casa limpa e a comida sempre pronta. O prato preferido de segunda a segunda era obrigatório que estivesse bem preparado, na temperatura preferida e na textura determinada. Caso contrário era motivo de reclamação explícita, sem pudores ou temores de ofender quem o havia preparado. Ainda bem que esse tempo passou. Hoje, quase não há diferenças entre homens e mulheres quando o assunto é cozinha. Em muitas casas as cozinhas são comandadas exclusivamente por homens e em outras por mulheres. Em outras tantas casas por mulheres e por homens que dividem as tarefas, conciliando-as com a profissão e filhos, quando é o caso. Estranha-me, porém, nos dias de hoje, ouvir alguém dizer, homem ou mulher, com o peito estufado:
– Olha, não sei cozinhar nem um ovo. Se dependesse de mim para fazer a comida morreria de fome…

Isso me espanta. Involuntariamente pergunto, Como é que é? Voluntariamente repito a pergunta inicial: como é que pode alguém se orgulhar de não ser capaz de preparar a própria comida? Pelo orgulho com que o dizem parece até que consideram a atividade como indigna de sua grande capacidade. Seria algo depreciativo saber preparar a comida? No meu ponto de vista, essa incapacidade poderia ser comparada as situações em que não se é capaz de atender necessidades básicas, como tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos ou fazer a barba. E há que se lembrar do grande número de pessoas que não cumprem tais atividades porque simplesmente não podem. E ainda assim, é preciso ouvir alguém se gabar de que é incompetente para preparar a sua comida? Sinceramente não entendo, porque a comida é um dos grandes prazeres do ser humano.


Fui criado num ambiente em que ainda essas atividades eram bem divididas. Homens cuidavam do serviço pesado no campo, no comércio ou na indústria. As mulheres faziam o serviço da casa. Mas a vida mudou. A realidade não é a mesma. Tenho orgulho em dizer que aprendi a cozinhar e se depender de mim quem for até a minha casa vai ter servida uma comida muito saborosa. Ora feita pela minha esposa. Ora feita por mim. Como é que é? É isso aí. Orgulho-me de saber cozinhar!

Fonte: http://www.bemparana.com.br/vossoblogdecomida/escoffianas-brasileiras/