Não tenho medo de morrer. Só não quero estar lá quando acontecer… (Woody Allen)
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E você, vai fazer o que em 2013?
Nós já sabemos…
Foi dada a largada para a temporada de festas, confraternizações e despedidas de 2012. São organizadas convenções e comemorações num clima de festividade, de carinho, de emoções e, às vezes, até de farra para se despedir de mais um ano. No mesmo clima renovam-se as promessas de que no próximo ano “eu serei mais comedido com as palavras…” ou “serei mais arrojado com as atividades…” ou “começarei um novo programa de formação…” ou “serei disciplinado na alimentação, nos exercícios e vou me preocupar com a qualidade de vida…” e por aí vai o rol de promessas para ano que vai chegar. Nada de errado com isso! Acredito que devamos comemorar e festejar os resultados ou simplesmente o privilégio de finalizar mais um ano. Entretanto, as promessas, muitas vezes, são feitas porque o próximo ano nos parece tão longe, tão distante… Por isso, muitas vezes, é necessário que se façam perguntas, como:
- por que esperar para o próximo ano?
- Por que não começar agora a fazer algo que possa até ser concluído nos dias, nas semanas, nos meses ou mesmo no ano seguinte?
- O que a sua organização vai fazer para que a equipe encontre a energia necessária para cumprir as metas de mais um ano?
O nosso grupo respondeu a essas questões…
Nós vamos remar no próximo ano, mas começamos a nos preparar agora. Sim, nós vamos cumprir um desafio a que nos propusemos de 220km a remo na Lagoa dos Patos entre os dias 02 e 12-01-13. Já tem local, data e hora marcada. Os treinamentos estão em andamento, assim como os preparativos da estrutura de apoio. Cumprir com o desafio será nossa fonte de energia para 2013…
E por que “Remar é preciso! Viver é diversidade”?
Bem, porque nós acreditamos que a evolução da trajetória humana no planeta terra tem sido marcada por uma série constante de quebra de paradigmas, sendo um deles em que a capacidade humana estava vinculada ao desempenho físico, dependente direto da condição corporal. Por esse motivo, no decorrer da história algumas sociedades eliminavam as pessoas com deficiência física, pois eram um sobrepeso para os demais. Mais tarde, evoluiu-se para a implementação de políticas sociais que contemplassem a sua subsistência, embora ainda de forma segregada. Por fim, chegou-se na era em que as pessoas com deficiência conquistaram a condição de igualdade de tratamento e de oportunidades, fruto de um entendimento de que o ser humano transcende os aspectos físicos. Outro paradigma se referia a idade para desempenhar determinadas atividades. Para algumas muito jovem, para outras com muita idade. Hoje, a questão de idade passou a ser irrelevante. Mais um paradigma que ruiu refere-se as atividades que eram mais apropriadas para um gênero ou outro. “Isso é coisa de homem!” foi uma expressão comum durante muito tempo, embora hoje apenas seja a manifestação de um pensamento tacanho ou mera brincadeira.
Nem por isso o exercício e a melhoria constante do desempenho físico deixaram de ser importantes para o ser humano, seja ele pessoa com deficiência, andante, mulher ou com mais ou menos idade. Com esse entendimento, o Projeto Remar é Preciso! Viver é Diversidade! pretende cumprir com um desafio integrando pessoas com e sem deficiência, homens e mulheres, jovens e adultos, ao percorrer um trajeto de mais de 220km em barcos a remo na Lagoa dos Patos. A pluralidade do grupo ambiciona demonstrar que é justamente na diversidade que reside a força e o diferencial de Ser Humano. A precisão requerida no exercício da remada em harmonia com a aceitação da diversidade é fonte e estímulo de vida. Tudo isso em perfeita harmonia com a natureza.
Remar é preciso!
Viver é diversidade!
E assim foi formado um grupo diverso de homens e mulheres, jovens e adultos, pessoas com e sem deficiência física que já sabe o que vai fazer em 2013.
A EQUIPE:
- Oguener José Tissot da Costa, Técnico de Remo, Acadêmico de Educação Física e de Administração, remador e ciclista urbano. Está hoje com 30 anos, pratica o remo desde os 12 anos, assumindo a a profissão de técnico há cinco anos. A dedicação ao remo é uma opção vocacional e de vida, uma vez que abdicou de uma carreira profissional em outra área. Iniciou como técnico no Clube Náutico Gaúcho, desenvolvendo e coordenando projetos sociais e sócio desportivos. Em 2008 já tinha formado uma equipe para as competições, conquistando resultados expressivos em âmbito estadual e nacional. Os resultados proporcionaram oportunidades de formação no esporte. Em 2010 foi convidado pela Confederação Brasileira de Remo – CBR para uma capacitação como Formador Técnico de Remo, com o intuito de multiplicar e difundir o esporte no Rio Grande do Sul. Em 2011 foi convidado pela CBR para capacitar-se como Classificador e Técnico de Remo Adaptável pela Federação Internacional de Remo – FISA, com o intuito de implantar a modalidade no Rio Grande do Sul. Nesse meio tempo fundou a Academia de Remo Tissot, fazendo uma parceria com o Clube Centro Português 1 de Dezembro, onde desenvolve as suas atividades com dedicação exclusiva.
- Antonio Luiz Pizarro Schuster, Técnico em Mecânica Industrial, formado em Pedagogia com Especialização em Ensino Técnico. Aposentou-se como professor, mas é o atual gerente de processos industriais na Freedom, uma fabricante de cadeira de rodas. Sempre esteve envolvido com diferentes esportes, entre eles é piloto de motocross e de trike (feito em casa). Também é ciclista urbano e de aventura, com pedaladas locais e regionais de até 500 km. Está hoje com 58 anos, tem três filhos e dois netos. É praticante de remo há mais de 20 anos e gosta de remar guigue, canoa e caiaque.
- Wagner Augusto Rauber, estudante do Ensino Médio Regular e do Ensino Técnico Profissionalizante. Está hoje com 17 anos, vivendo a mais de 3000km da casa dos pais para aproveitar a oportunidade de estudar numa instituição reconhecida na área de Técnico em Mecânica. Pretende cursar na Graduação Engenharia Mecânica. Gosta de praticar esportes como futebol e voleibol desde a infância. Há dois anos manteve contato com o remo, competindo numa etapa da Copa RS 2011, conquistando a medalha de ouro na categoria estreante.
- Virgiane Lima Knorr, 29 anos, natural de Jaguarão – RS, é tem Bacharelado em Ecologia com ênfase em mastofauna. Atualmente é estudante e trabalha como especialista em fauna na empresa Oykos – Projetos ambientais. Também atua em projetos de monitoramento ambiental em parceria com outras empresas. Esportista desde nova costuma sempre estar envolvida com práticas de esportes, procura sempre atividades que mantenham a união do esporte e o contato com a natureza. Em sua infância praticou Karatê durante 9 anos, também praticava esportes como futebol e voleibol, já foi praticante de yoga, remo e natação. Atualmente joga futsal, costuma pedalar para seu deslocamento urbano e também como lazer, e hoje tem como hobby, o caiaque.
- Moacir Rauber, Consultor e Palestrante Organizacional, Mestre em Engenharia de Produção e em Gestão de Pessoas, Atleta de Remo Adaptável e de Basquete Sobre Rodas. Está hoje com 46 anos, sendo usuário de cadeira de rodas desde os 20 anos, vítima de um acidente automobilístico. Um ano e meio após o acidente voltou ao mercado de trabalho, exercendo diferentes papéis, desde a linha de produção até funções de gerência. Também foi professor universitário no Paraná e em Santa Catarina. Aos 35 anos voltou a manter contato com os esportes, que o levou a disputar competições regionais, nacionais e internacionais de basquete sobre rodas. Entretanto, foi o remo como esporte que lhe proporcionou as maiores conquistas. Em 2004 foi a primeira vez que um brasileiro participou de um Campeonato Mundial de Remo Adaptável, realizado na Espanha. Em 2006 participou do campeonato mundial de remo na Inglaterra. E em 2007 representou o Brasil no Campeonato Mundial da Alemanha, sendo o porta-bandeiras brasileiro no evento. Continua praticando o esporte por lazer e tem usado as experiências esportivas para traçar paralelos com a realidade organizacional, destacando competências como competitividade, resiliência, trabalho em equipe, oportunidades, motivação, superação e resultados.
- Fernanda de Figueiredo Schwarz, enfermeira e professora, 26 anos, sempre esteve envolvida com esportes. No ensino fundamental era membro da equipe de handball da Escola Sinodal Alfredo Simon, onde conquistou títulos estaduais. Mais tarde, fora do ambiente escolar, conheceu o remo, onde dedicou vários anos de sua vida. Participou de diversos campeonatos, inclusiveinternacionais, e conquistou título de campeã estadual em 2009.
O viés do paradigma…
O meio acadêmico tem das suas…
Eu estava junto a um grupo de professores que mantinham uma discussão acalorada. Fiquei só observando. Parecia mais uma briga em que as palavras, a argumentação, os gestos e a entonação da voz se configuravam numa luta interminável de sobreposição de egos.
De repente ouvi:
O viés do paradigma é um paradoxo dialético…
Uau!!! Pensei comigo mesmo. Pode-se encher muita, mas muita… linguiça com essa frase!
A espada mágica…
Em um tempo muito, muito antigo, o tempo dos cavaleiros em brilhantes armaduras, um jovem estava com muito medo de testar sua habilidade com as armas, no torneio que seria realizado por certo senhor.
Alguns de seus amigos quiseram pregar-lhe uma peça e lhe deram de presente uma espada, dizendo que tinha um poder mágico muito antigo. O homem que a empunhasse jamais seria derrotado em combate.
Para surpresa deles, o jovem correu para o torneio e pôs em uso o presente, ganhando todos os combates. Ninguém jamais vira tanta velocidade e ousadia na espada.
A cada torneio, a notícia de sua maestria se espalhava, e não tardou a ser ovacionado como o primeiro cavaleiro do reino.
Por fim, achando que não faria mal nenhum, um dos seus amigos revelou a brincadeira, confessando que o instrumento não tinha nada de mágico, era só uma espada comum.
Imediatamente, o jovem cavaleiro foi dominado pelo terror. De pé na extremidade da área de combate, as pernas tremeram, a respiração ficou presa na garganta e os dedos perderam a força. Incapaz de continuar acreditando na espada, ele já não acreditava mais em si mesmo.
E nunca mais competiu…
E você, em que reside a sua força? Ela está construída em bases sólidas?
História recebida de Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel analucia.orion@ uvaol.com. br
Español en Chile
Without rocks…
No ensino fundamental estudei inglês. No Ensino Médio também. Na minha graduação fiz inglês durante os quatro anos. Bem, na verdade não fiz… Trocava trabalhos com uma colega de classe para não ter que me dedicar a aprender o idioma. Nunca aprendi. Havia decidido a não aprender. Ironia do destino me casei com uma professora e pesquisadora de língua inglesa. Mesmo assim evitei o quanto pude entrar no processo de aprendizagem. Quando finalmente não tive mais como fugir decidi aprender. Comecei a fazer cursos livres. Na verdade um contrasenso, porque eu poderia ter uma professora em casa… Mas tudo bem, lá ia eu para minhas aulinhas de inglês. Até que um dia resolvi que já poderia me aventurar num curso em um país de fala inglesa. Canadá foi o escolhido. Tinha simpatia pelo país desde meus tempos de adolescência, que já faz um bocado de tempo. Entrei no avião e o desafio começou. Os atendentes de bordo me saudaram em inglês. Até aí tudo bem. Acomodei-me. Chegou a hora da janta. Escolhi um entre os dois pratos ofertados. Confesso que na verdade não entendi, mas a escolha foi feita. Depois a atendente me perguntou qual bebida. Respondi meio inseguro, “I want juice. Orange juice…” Pensei um pouco para lembrar como seria para dizer que eu não gostaria de gelo. E o cérebro, esse órgão maravilhoso, fez um associação incrível. Recordei que as pessoas quando pedem whisky com gelo dizem, “On the rocks”. Nessa linha lasquei, “Without rocks”. Ela me olhou e disse, “No ice?”. E eu fiquei vermelho… A Andreia, que estava ao meu lado, rindo sussurrou, “Você pediu sem pedras…”
P.Q.P. 3! Sistemas que funcionam…
Moacir Rauber
O caminho para as pessoas com deficiência tem melhorado gradativamente nas últimas décadas, inclusive aqui no Brasil. Mais e mais as pessoas têm a preocupação de incluir e de aceitar os outros como eles são, independentemente da sua condição. Entretanto, alguns lugares do nosso pequeno planeta já avançaram mais do que os outros.
Lembro-me quando estive em Vancouver, no Canadá. Havíamos programado um passeio para nosso primeiro sábado na cidade. Saí do hotel para dirigir-me a um ponto de ônibus de onde eu iria até o parque, local combinado para me encontrar com o restante da turma do passeio. Seria a minha primeira vez… num ônibus. Estava um pouco ansioso, porque quase nunca uso o transporte público no Brasil. Mas estávamos no Canadá e as notícias que tínhamos era a de que qualquer um poderia usar o transporte coletivo, inclusive um usuário de cadeira de rodas. Quando olhei para o ponto de ônibus outros dois cadeirantes esperando. Senti-me aliviado, porque isso indicava que o transporte funcionava. Aproximei-me. Conversei um pouco e descobri que os dois pegariam o mesmo ônibus, que logo em seguida chegou. Estacionou próximo ao meio fio, abriu a porta e abaixou uma rampa hidráulica. O caminho para entrar sozinho estava feito. Entrou o primeiro cadeirante, exibiu o cartão e foi para o seu lugar. Entrou o segundo cadeirante, que não tinha um cartão, mas que pagou em moedas. Chegava a minha vez… Eu já estava começando a mover minha cadeira quando o motorista fez um sinal para que eu parasse, para em seguida dizer, Eu somente posso levar dois… e continuou falando algumas coisas que eu não entendi. Afinal meu inglês ainda tem suas limitações. Ele esperou os demais passageiros entrarem, levantou a rampa, fechou a porta e foi embora. Eu fiquei ali, desolado. Minha primeira experiência como usuário do transporte coletivo no Canadá havia falhado. Então eles também não eram tão bons quanto se dizia. Eu teria que esperar o próximo veículo que passaria somente dali a 30 minutos, o que provavelmente geraria um desencontro com meus colegas. Ainda estava assim meio desiludido quando vejo uma van encostar no ponto de ônibus. O motorista desceu, veio até mim e me cumprimentou amigavelmente. Abriu a porta traseira da van e começou a baixar uma rampa. Eu entrei, paguei meu bilhete e cheguei ao meu destino na mesma hora que o ônibus estava chegando. Pensei comigo mesmo, Puta Que Pariu! As coisas funcionam…
“P.Q.P.!!!”
Moacir Rauber
Sim, quantas vezes a expressão “P.Q.P.” é usada por dia no Brasil, geralmente para demonstrar indignação. Incontáveis vezes! Nos jogos de futebol nem se fale… Assistidos por milhões de pessoas, são acompanhados pelos mais diversos xingamentos, mas com certeza “P.Q.P.” está entre os mais usados. A mesma expressão pode ser usada para expressar alguma surpresa positiva. Quantas vezes as pessoas exclamam “P.Q.P.” ao receber uma boa notícia… E mais, é uma expressão “tipo exportação”.
Explico: no último dia 12 de setembro tive o privilégio de assistir a um show da banda sueca Roxette. Minha esposa e eu estávamos em Vancouver quando soubemos que a banda faria uma única apresentação na cidade. Fomos conferir o local e era em frente ao local onde estávamos hospedados. Tínhamos que somente cruzar a rua. Nos empolgamos e compramos os bilhetes. Logicamente escolhemos os ingressos mais baratos. Era num anel superior da magnífica arena usada para partidas de hóquei sobre o gelo. Tratava-se de uma área reservada para pessoas com deficiência. Acessibilidade nota dez. Os demais expectadores lotavam as cadeiras nos anéis inferiores, assim estávamos um pouco isolados. Mas nós não estávamos preocupados com isso. Nós lá estávamos curtindo a apresentação da Banda Tóquio, que fez a abertura do show, e a iminente apresentação de uma das bandas de maior sucesso entre os anos 80 e 90. Era um sonho! Nisso aparece um rapaz muito simpático para conversar conosco. Ficamos ali de papo com o canadense, eu aproveitando para melhorar o meu inglês. Como logo ele percebeu o meu sotacão estrangeiro, perguntou, De onde vocês são? Eu respondi, Nós somos do Brasil! Sequer havia concluído completamente a minha frase quando já ouvi a expressão, P.Q.P.! Dei uma gargalhada, porque a pronúncia foi perfeita. Em seguida ele explicou que vivera por alguns meses no Brasil, em Porto Alegre, enquanto acompanhava o “Cirque du Soleil” em sua primeira turnê mundial. Em Porto Alegre ele fora assistir um GRENAL e ouvira alguns amigos usarem a dita expressão. Ficamos conversando mais um pouco. Depois ele se despediu e saiu. Alguns minutos mais tarde, já no intervalo entre o show de abertura e a apresentação principal, apareceu um outro rapaz que disse, O gerente da casa mandou perguntar se vocês não gostariam de assistir ao show da área VIP… Olhei para a minha esposa e respondi sorrindo, Mas com todo prazer! E lá fomos nós. Descemos os anéis da arena e fomos até a área reservada. Ficamos a não mais de 20 metros da banda. Quando o show começou foi que eu me dei conta da posição que nós estávamos para assistir a banda. Não pude segurar e também exclamei, Puta Que Pariu!
Mas foi de alegria!!!
Quem é você?
Li uma frase interessante:
“O lixo que você deixa no chão fala muito sobre quem você é!”
Vida é movimento…
Com tanta tecnologia à nossa disposição apostava-se que as fotos perderiam espaço. Mas o movimento foi na direção oposta. Nunca se fotografou tanto como nos dias de hoje. Pode ser com o celular, computador, tablet, caneta e até com uma câmera. Tudo é registrado o tempo todo. Logo vai parar no facebook ou.face para os íntimos. Porém, tem um ponto de vista interessante por trás disso. Sabe-se que a vida é movimento. Nós não conseguimos pará-la. Mesmo quando paramos nos movemos. É a vida! Mas se a vida é movimento, porque nós usamos fotos, imagens fixas, para manter vivas nossas memórias? Porque a vida segue em frente e as fotos podem nos levar ao passado. Elas também podem nos mover para frente. Para trás e para frente. A foto pode estar congelada, mas o movimento continua.
A direção dele depende de cada um…







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