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Em 2023: acelerar ou desacelerar?

As festas de final de ano são lindas, por vezes estranhas. Parece-me que as pessoas aceleram para desacelerar. Contraditório? O observado, não. O comportamento, sim. Explico.

Na Véspera de Natal estávamos no supermercado para uma comprinha diária, não era a compra de Natal. O Espírito Natalino da satisfação deveria estar presente. O Supermercado estava lotado de clientes com os seus carrinhos cheios de um lado ao outro. Alguns sorridentes, outros pareciam apressados e atrasados para um compromisso profissional. Aproximamo-nos do caixa em que havia uma fila. Já tínhamos desacelerado, estávamos sem pressa. Ao lado, aproximam-se um homem, uma mulher e um menino. Pareciam acelerados. A caixa que os iria atender parecia trabalhar num ritmo mais lento que as demais. O homem começou a demonstrar impaciência e resmungava com a mulher ao seu lado. O menino, aparentemente, não ligava, porque estava entretido com o celular. O cartão da senhora que estava à frente do homem não aprovou e a caixa chamou o supervisor. Foi aí que ele explodiu:

– Que @#$ de supermercado é esse. Uma @#$ no caixa e uma @#$ que não tem saldo. E nós perdendo a nossa festa por culpa de vocês…

O circo estava armado e, naquela cena, o Espírito Natalino, que resgata a solidariedade, a generosidade e a alegria que expressa a satisfação, não estava presente. Manifestava-se o espírito natalino da insatisfação que revela a frustração, a tristeza e os conflitos. O que isso nos mostra? Que tendemos a empilhar compromissos para depois desfrutar de alguns momentos de sossego e tranquilidade. Parece-me que as pessoas aceleram para depois desacelerar. Desacelerar é importante? Entendo que sim. Acelerar é indispensável? Creio ser uma escolha. Desse modo, penso que precisa desacelerar aquele que escolheu acelerar. O que fazer? Aqui se propõe uma Pausa para estabelecer o Destino para em seguida escolher o Caminho e o Ritmo do Movimento com equilíbrio. Para onde quero ir? Você sabe? Se não, talvez seja o momento de fazer uma Pausa para estabelecer o destino. Há diferentes tipos de pausa, entre elas a Pausa Estratégica vista como uma ferramenta de discernimento para se calar por um momento para restabelecer a conexão com a realidade e comunicar aquilo que é importante. O homem acima, aparentemente, não o soube fazer. Há também a Pausa de Alinhamento entendida como um recurso de conexão entre as intenções e as ações diárias. Provavelmente no início do dia aquele homem não tinha a intenção de agredir verbalmente a caixa do supermercado. O homem da cena não alinhou intenções e ações. Por fim, tem a Pausa Programada que se refere a um período em que cada um busca estabelecer o destino para escolher o caminho, determinar o ritmo e decidir pelo movimento necessário para se realizar a viagem de modo equilibrado. Problemas, tumultos e conflitos? Virão, porém a Pausa Programada pode nos aproximar da espiritualidade que mais facilmente nos traz a sabedoria para estabelecer, escolher, determinar e decidir com discernimento ao saber usar a Pausa de Alinhamento e a Pausa Estratégica.

Enfim, entendo ser contraditório a nossa escolha de acelerar para poder desacelerar. Em geral, estamos acelerados até quando desaceleramos, como o exemplo acima que se repete nas festividades de final de ano. Falta-nos o equilíbrio que a espiritualidade nos proporciona. Empilhamos uma festa em cima da outra e aquilo que nos deveria trazer satisfação nos deixa insatisfeitos. A busca desenfreada e não consciente de desacelerar nos gera tristeza, frustração e conflitos. Terminamos por brigar com o caixa que não tem nada a ver com isso. Portanto, o desafio é fazer a Pausa para escolher se vai acelerar ou não. Pergunte-se: o destino, o caminho, o ritmo e o movimento fazem sentido?

Enfim, desejo que em 2023 você possa pausar para escolher se vai acelerar ou não. Com isso, que cada um consiga manter o foco na solidariedade e na generosidade para viver com alegria em direção ao destino pelo caminho, no ritmo e com o movimento escolhidos. Que tal uma oração? Por que não uma meditação? Quem sabe um retiro?

UM EXCELENTE 2023!!!

Moacir Rauber

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Inspirado na conversa com Miriam Moreno

No Natal: quem pode imitar você?

No Natal: quem pode imitar você?

– Pai, vamos cortar a grama, arrumar o jardim e fazer um pinheirinho para o Natal? Vamos, vamos… falava empolgado o menininho de 5 anos.

O pai assentiu com a cabeça. Logo, perguntou para o filho, ou talvez para si mesmo:

– Você sabe o que é o Natal?

O filho empolgado deu todas as respostas que escuta na televisão, dos amiguinhos, na internet e todo o entorno social. A empolgação era contagiante. Para o pai, os motivos eram um pouco frustrantes. Na reta de final de ano todos respiram festas, comércio, comparações e movimento. Tudo parece que envolve barulho, espetáculo e vaidade. Pensava, É muito movimento e pouca direção.

No seu diálogo interno pensava no Natal com o sentimento de saudades da sua infância. A ingenuidade, a inocência e a boa vontade de fazer desse período algo especial eram lindas, igual a de seu filho agora. Porém, ele acreditava que no seu tempo ela estava conectada com a essência do espírito natalino. As festas eram para celebrar, não para comprar e nem comparar. A preparação começava com o silêncio do período chamado de advento para a chegada de um Ser Humano Divino que mudou para sempre a história da humanidade. Culminava com efusivos abraços e o compartilhar das boas intenções que se mostravam nas ações no Natal. Havia barulho, mas era de amor. Havia espetáculo, mas era da fé. A vaidade? Não entrava nas portas das casas porque não se tratava de comparação. Assim, ele pensava que o Natal é um período em que as pessoas são invadidas pelas boas emoções humanas que, muitas vezes, precisam uma pausa e de silêncio para desvendar as intenções, convertendo-as em ações. Surgem a compaixão, a caridade e o amor.

Desse modo, se no Natal as pessoas estão mais propensas a ser compassivas, caridosas e amorosas, elas também precisam da pausa e do silêncio para dar a direção do seu movimento, porque:

No silêncio nós nos escutamos e escutamos ao outro.

No silêncio aprofundamos o conhecimento com a conexão entre a mente e o coração.

No silêncio entendemos o que sentimos e o que podem estar sentindo o outro.

No silêncio identificamos as necessidades minhas e as do outro.

No silêncio podemos escolher como nos expressar com autocuidado e cuidado com o outro.

Portanto, a pausa vai permitir que AQUELE que nasce para a humanidade nesse dia nos fale ao coração no SILÊNCIO, porque nele existe diálogo. O diálogo exige reciprocidade que acontece no silêncio que nos permite escutar e ser escutado para AFETAR O MUNDO COM AFETO. O silêncio nos conecta com a espiritualidade. A espiritualidade nos traz o discernimento. O discernimento nos brinda com a sabedoria. A sabedoria está no silêncio.

No silêncio a autenticidade se revela com amor.

No silêncio a alegria é autêntica.

No silêncio a comunicação é exigente porque revela a natureza das intenções.

Natal é tempo de resgatar as intenções para transformá-las em ações que podem ser ruidosas, desde que valha a pena romper o silêncio. Desse modo:

Natal é tempo de abraçar.

Natal é tempo de amar.

Natal é tempo de afetar com AFETO porque com AFETO o mundo é MELHOR!

O Pai pensava em tudo isso enquanto olhava com todo o amor para o seu filho e emendou:

– Vamos fazer uma oração de agradecimento ao Menino Jesus?

O menininho, na sua inocência, ingenuidade e boa vontade, ajoelhou-se, rezou e agradeceu. Essa postura de ajoelhar-se frente ao desconhecido nos traz a humildade. Para ser humilde se requer sabedoria. A sabedoria nos leva a espiritualidade. A espiritualidade nos leva a rezar e a agradecer como um gesto natural que dá direção ao movimento. O menino estava pronto para dar direção ao movimento e repetir o comportamento de um Ser Humano adulto e Divino em busca de um mundo melhor. Ele pode imitar você no Natal? E no restante do ano?

Desejo que no silêncio dos corações brotem os sorrisos que revelem a alegria da Felicidade em construir um mundo melhor.

FELIZ NATAL E UM EXCELENTE 2023!!!

Moacir Rauber

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O CARECA E O CADEIRANTE: ONDE ESTÁ A DIFERENÇA?

O careca e o cadeirante: onde está a diferença?

Marcos e Jonas seguiam pelos corredores do shopping depois de jantar. Marcos tinha a particularidade de ser careca, ainda que bastante jovem. Jonas, ainda mais jovem, era um usuário de cadeira de rodas. No caminho, cruzam com as pessoas e a grande maioria não dá a mínima para eles nem para as suas particularidades. Disse que a “grande maioria” não liga, porque quando se tem alguma característica que foge daquilo que se entende como padrão um comentário estranho sempre pode acontecer. Naquele dia não foi diferente. Os dois amigos cruzaram por uma família, pai, mãe e um filhinho de mais ou menoss três anos. Ao ver os dois, o menininho já ficou alvoroçado. Puxou a mãe pela mão e disse:

– Olha lá, mãe. Olha lá! Disse o menino apontando o dedo em direção aos dois.

Jonas, o usuário de cadeira de rodas, calejado de tantos comentários infelizes que já ouvira nos muitos anos em que usava a cadeira, captou o comentário e já ficou mentalmente preparado: o que será que esse moleque vai falar?

A mãe ainda procurava localizar qual era fonte da admiração do filho. Finalmente a mãe se vira na direção para onde o filho apontava o dedo, ficando imediatamente corada. Não teve tempo para mais nada, porque o menino concluiu o seu pensamento, dizendo:

– Um careca, mãe! Um homem careca!

O Jonas a princípio não entendeu, mas logo em seguida olhou para o seu amigo careca e caiu na gargalhada. O Marcos, instintivamente passou a mão na cabeça calva, sorriu contrariado e continuou seu caminho. Enquanto isso a mãe tentava puxar o seu filhinho para longe, embora ele continuasse a olhar admirado para o homem careca.

O que é diferente para você pode não ser para outro. As particularidades de uma pessoa podem ser mais visíveis do que a de outros, mas não menos marcantes. Nós identificamos as particularidades das pessoas e dos ambientes com a naturalidade de quem dá uma informação e usa como referência a diferença. Quem nunca esteve numa rua quando alguém tenha lhe perguntado:

Onde fica a relojoaria? Por exemplo.

Você sabe onde é e olha na direção da relojoaria, mas momentaneamente fica com dificuldade de descrever o caminho até lá. De repente, no meio da multidão você vê um careca e não tem dúvidas para dizer:

Tá vendo aquele careca? Pois é, logo depois dele à direita…

Situação comum, não é? O mesmo poderia se aplicar a uma pessoa mais gorda, mais magra, mais alta ou mais baixa do que a maioria ali presente. Poderia ser usado como referência àquele que usa óculos, cadeira de rodas ou uma muleta, entre outras particularidades que usamos no dia a dia para interagir e nos localizar nos ambientes em que circulamos.

Não vejo maldade nisso, assim como não há nada de errado em estranhar pessoas e culturas diferentes. Para uma criança que nunca conviveu com um careca, ele é diferente. Isso é normal. O que não é normal é a associação que muitas pessoas fazem entre diferente e ruim. Isso não é bom. Ver a diferença e emitir uma opinião que denigra o que não se conhece é o problema. Aproximar-se, conhecer e entender o que é diferente vai nos ampliar a perspectiva de mundo.

Enfim, somos singulares e plurais; somos únicos e múltiplos. Somos DIVINOS! É a nossa natureza humana. Por isso, nesse período em que as pessoas estão mobilizadas pelo amor, pela compaixão e pela busca da transcendência identificadas no Divino evidenciado pelo nascimento do Menino Jesus, fica o convite para fazer a diferença e afetar o mundo com AFETO. E a diferença está naquilo que você faz com o que é diferente, uma vez que ser diferente é a nossa semelhança. O que você faz com a diferença? Afete com AFETO que o mundo será melhor!

Moacir Rauber

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O QUE VOCÊ CARREGA NAS SUAS BOLSAS?

O que você carrega nas bolsas?

Os três anciãos viajavam em ritmos diferentes, embora cada um deles carregasse igualmente duas bolsas. Uma bolsa estava pendurada na parte da frente do corpo, próxima ao peito, enquanto a outra estava atrás, nas costas. Ao ser perguntado sobre o que levava em cada uma delas, o primeiro homem respondeu que nas costas ele carregava as boas coisas da vida, as lembranças dos amigos e da família. No peito ele trazia as coisas desagradáveis, os erros cometidos, as críticas recebidas e os problemas pelos quais havia passado para poder analisá-los com mais frequência. Ele se movia pesaroso. O segundo homem disse que na bolsa do peito trazia todas as boas ações que havia feito para poder exibi-las. Nas costas levava os seus erros. que o acompanhavam por todos os lados. Ele se movia impaciente. O terceiro homem revelou que na bolsa pendurada em seu peito ele trazia as boas ações dos amigos e as memórias de tudo de bom que havia vivido. A bolsa era enorme. Enquanto isso, nas costas ele colocava todas as ofensas, as maledicências e os infortúnios enfrentados. A bolsa era gigante. Ainda assim, ele se movia com ligeireza, suavidade e paciência. Qual a diferença entre os homens e as suas bolsas?

O primeiro homem priorizava analisar os erros cometidos e os momentos desagradáveis para, supostamente, entendê-los. A inteligência Positiva vê a presença do Crítico, o sabotador regente, que se fixa na crítica aos outros, às situações e a si mesmo. Provavelmente, tem como aliados outros sabotadores, como o prestativo, o hiper-racional, o insistente, a vítima ou o hipervigilante que levam o homem a quase não se mover. Além disso, mantém nas costas, longe de sua visão, as partes boas da vida. Aparentemente, a Comunicação Não-Violenta está ausente dos diálogos internos do primeiro homem com reflexos no ambiente externo, porque ele atua com a interpretação dos fatos. Assim, ao entender que as necessidades não são atendidas, ele alimenta sentimentos de insatisfação, expressando-se pesarosamente. Os sabotadores sequestram o seu sábio e a comunicação é violenta.

O segundo homem prioriza as realizações e os momentos de glória num movimento de afirmação. Da perspectiva da Inteligência Positiva o Crítico, sabotador principal, está no comando de um grupo de sabotadores como o inquieto, o hiper-realizador, o controlador ou o esquivo para se afirmar no mundo. Longe de sua vista, nas costas, trazia os erros. Não os via, mas não os largava, deixando-o impaciente. Igualmente, a Comunicação Não-Violenta não se manifesta no comportamento do homem que se vangloria para atender algumas de suas necessidades. Desse modo, termina por criar sentimentos de frustração e de impaciência. Os sabotadores mais uma vez sequestram o sábio.

Por fim, o terceiro homem com suas bolsas gigantes flutua com suavidade ligeireza e paciência pelos caminhos da vida. Onde está a diferença? A gratidão pelas ações dos outros e pelo privilégio da vida ocupa espaço sem ser pesado. Para ele, a bolsa no peito serve de vela para velejar sereno pelas águas da vida. A grande bolsa nas costas, na qual ele coloca as ofensas, as maledicências e os problemas enfrentados, poderia ser um peso insuportável, porém ele adotou uma estratégia inteligente: fez um grande buraco no fundo. Portanto, ao pôr as frustrações na bolsa, ela balança e as deixa cair. Assim, ainda que a bolsa seja grande, ela sempre está vazia. Isso o ajuda a seguir o seu caminho com a suavidade, a paciência e a positividade que o mantém feliz com as escolhas. É a manifestação da inteligência positiva e da comunicação não-violenta com o sábio no comando que se reflete interna e externamente.

Por fim, acredita-se que a diferença é estar presente. Furar a bolsa das decisões que não produziram os resultados esperados deixa para trás o passado e permite que cada um esteja presente no presente. Desse modo, acredita-se que a sabedoria está presente na espiritualidade que nos permite usar as ferramentas vindas do conhecimento com a consciência de afetar o mundo com AFETO.

O que você carrega nas suas bolsas?

Moacir Rauber

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LOFT DO AFETO 2!

LOFT do AFETO!!!

Perto da praia oferece os benefícios de quem quer se conectar consigo mesmo e com a natureza: pode-se ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia; basta caminhar alguns metros para sentir a água, a areia na pele e ver o vaivém das ondas arrebentando na praia. É lindo! Essa beleza faz com que cada um possa se perceber como um verdadeiro milagre da natureza em que o privilégio da vida é valorizado.

VOCÊ AFETA O MUNDO. COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

QUE CARA DE PAU!!!

Que cara de pau!!!

Procurava lugar para estacionar e um pouco mais a frente vi uma placa que identificava uma vaga para pessoas com deficiência. Estacionei e desliguei o carro. Peguei minha pasta com os documentos no banco ao lado e coloquei no painel em minha frente sobre o volante. Nesse momento vi que havia um homem ao lado da minha porta esbravejando. Gesticulava muito. Parecia irritadíssimo. Mesmo sem olhar comecei a procurar entender o que estava dizendo. Pude escutar:

– É muita cara de pau. Essa vaga tem dono. Só porque está engravatado acha que pode tudo…

No primeiro instante não havia entendido o motivo de tanto irritação por parte daquele senhor. Ele deveria ter lá seus oitenta anos. Fiquei até um pouco receoso que pudesse ser um maluco, mas logo me dei conta  do que estava acontecendo. Comecei a me movimentar para pegar a minha cadeira de rodas que estava desmontada na parte de trás do assento do caroneiro e comecei a encaixar as suas partes. Saí do carro. O senhor do lado de fora deu dois passos para trás e a sua cara não negava o espanto. Ajeitei as minhas roupas, a gravata e peguei a minha pasta. Olhei para aquele senhor que tentava falar algo:

– Bem… Uh… Não sabia…

Em seguida falou:

– Olha, o senhor me desculpe… É que eu fico aqui olhando e o pessoal que estaciona aqui não tem nada (deficiência…). Quando falo alguma coisa eles ainda dão risada e me insultam…

A situação tem diferentes análises, mas quero comentar sobre os julgamentos rápidos que nós normalmente fazemos quando pensamos que entendemos o que está acontecendo. Isso ocorre quando usamos o passado para nos fundamentar em ações presentes ou mesmo nos estereótipos que carregamos em nossos modelos mentais. No programa de formação em coaching tem um ferramenta denominada Escada de Inferências que foi trabalhada pelo Prof. “Bob” Hirsch (http://opusinstituto.com.br/) com maestria. Trata-se das ações que tomamos baseadas em julgamentos que fazemos a partir da visão, muitas vezes, limitada de uma situação. Como no caso relatado, aquele senhor se baseou na observação de algo que ocorria, escolheu alguns elementos, relacionou-os com outros acontecimentos semelhantes registrados em sua base de dados, articulou-os entre si e fez um julgamento. Fez as suas associações, elaborou uma proposta e partiu para ação. Esse processo ocorreu nos instantes em que ele levou entre observar o carro e partir para os insultos. Poderia se dizer que o senhor pegou o “elevador” e não usou a escada de inferências, porque suprimiu etapas. Não observou tão atentamente como imaginara, porque se ele o tivesse feito teria visto que o meu carro tem um adesivo do símbolo universal da acessibilidade que identifica usuários com deficiência. Assim, a seleção dos dados usados para articular com outros já registrados em sua memória foram insuficientes, prejudicando todo o percurso de raciocínio que nos leva aos julgamentos que fundamentam as nossas ações. Tivesse aquele senhor dado um passo atrás, ampliado o seu campo de visão, percorrido todos os degraus previstos na escada de inferência, certamente a sua ação teria sido outra. Não teria pagado o mico de ter que se desculpar, mesmo tendo procurado fazer a coisa certa.

Desse modo, antes de insultar alguém ou de reagir agressivamente frente a uma situação que julgo ser um fato, faça uma PAUSA. Observe sem julgar. Dê um passo atrás, amplie sua visão, rearticule o dados, analise e proponha uma ação condizente com a situação. Provavelmente vai te cair o queixo com o número de vezes que as nossas ações se baseiam em interpretações da realidade e não na realidade. Nem todo mundo é cara de pau!

Moacir Rauber

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É POSSÍVEL TRANSFORMAR PEDRAS EM OURO?

As ferramentas existem…

É possível transformar Pedras em Ouro?

As ferramentas existem…

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drummond de Andrade

Trabalhar na mesma empresa nem sempre significa ter alinhados os interesses individuais com os objetivos organizacionais. Nesse ponto, surgem os conflitos comuns quando a missão, os valores e a visão não se refletem no dia a dia da empresa. A função de um era vender, enquanto a do outro era analisar o crédito. Muitas vezes, a venda não se concretizava por uma restrição ao crédito e o conflito aparecia. A última reunião estava tensa e o vendedor disse:

– Pra que vender se ele não aprova o crédito?

Os olhos do vendedor expressavam a frustração. O analista de crédito sentia a acusação. O gerente tinha uma pedra em seu caminho, no seu caminho havia uma pedra. O que fazer diante de um conflito? É importante entender que o conflito se inicia quando uma das partes se sente prejudicada frente a ação da outra numa área que considera importante. As divergências de opinião sobre um fato, as discordâncias de postura na criação de normas ou os desacordos sobre o que é importante ou não num tema levam ao surgimento de conflitos que se não solucionados terminam em confronto. Instala-se uma guerra organizacional prejudicial para todos. Nesse momento, o conflito pode ser uma pedra no caminho. Porém, é possível transformar os conflitos em oportunidades. Como? Na visão tradicional todo conflito é disfuncional e deveria ser evitado. Na visão interacionista o conflito é necessário para que se melhore o desempenho. E na visão focada na resolução os conflitos são inevitáveis com a possibilidade de serem solucionados de maneira produtiva. Aqui, acredita-se que se pode transformar pedra em ouro. A reunião acima pode ser oportunidade de paz e de crescimento ou pode terminar em guerra e sabotagem. A proposta a partir da integração da Inteligência Positiva e da Comunicação Não-Violenta (CNV) para a resolução de conflitos é que se pratique a Pausa para resgatar os Cinco Poderes do Sábio por meio dos Quatro Passos da CNV. A Pausa é uma ferramenta de desempenho poderosa para tomar consciência da realidade, revelando-se como um processo ativo de escolher o movimento. A consciência do movimento faz com que um conflito, pedra, se transforme em oportunidade, ouro. A Pausa dá a possiblidade de Observar (Passo 1 da CNV) sem julgar e nos leva a apenas observar sem interpretar nem acrescentar opinião. Essa postura resgata o Sábio com os seus Poderes permitindo que a Empatia (Poder 1) registre os Sentimentos (Passo 2 da CNV) próprios e alheios; identifique as Necessidades (Passo 3 da CNV) das partes envolvidas; e que se Expresse (Passo 4 da CNV) de forma a ver as oportunidades num aparente conflito. A Pausa leva a que as partes Explorem (Poder 2) a situação: o que está acontecendo aqui? Inovem (Poder 3) nas alternativas: qual é a oportunidade existente? Naveguem (Poder 4) pelas possibilidades: o que é ou não importante aqui? E Ativem (Poder 5) os resultados: quais são as ações exigidas? Por fim, a Pausa faz com que os sabotadores individuais que reagem fugindo, paralisando ou lutando se recolham (Crítico, Insistente, Prestativo, Controlador, Hiper realizador, Esquivo, Hiper vigilante, Hiper Racional, Inquieto ou Vítima). A Pausa é essencial para que as pedras sejam vistas como ouro.

Onde está o ouro do conflito inicial? Acredito que o gerente pode usar a situação para recriar as rotinas de venda e de crédito, alinhando a conduta dos colaboradores com a missão, os valores e a visão da organização. Cabe a ele aproveitar o momento para readequar o sistema de recompensas para que os interesses individuais se alinhem aos interesses organizacionais. Isso é fazer das pedras ouro. E no ambiente do profissional de Secretariado, quantas vezes estamos em meio a situações divergentes? Você consegue transformar possíveis conflitos em oportunidades? Mestre Eckhart dizia que se ele soubesse transformar pedras em ouro, pediria mais pedras. Ao fazer a Pausa e seguir os passos da CNV para usar os poderes do sábio não tenha medo das pedras. Elas são ouro! Cada conflito é uma oportunidade que exige maturidade emocional e a espiritualidade ela se desenvolve com mais facilidade. Os alquimistas tentaram com a matéria transformar chumbo em ouro. Nós podemos fazê-lo com as emoções e com os conflitos. Transforme as suas pedras emocionais em ouro. Para isso, é preciso ter FÉ.

Pratique a Pausa

Pause antes de julgar.

Pause antes de presumir.

Pause antes de acusar.

Pause sempre que estiver pronto para reagir asperamente e você vai evitar dizer e fazer coisas das quais se arrependerá mais tarde.

Lori Deschene

Texto de Moacir Rauber

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COMUNICAÇÃO AFETIVA PARA SER EFETIVO!

fim de ano está chegando e pode ser um período bem estressante, tanto na empresa quanto na vida pessoal. É comum nos confrontarmos com demandas do tipo:

AMBIENTE LABORAL TENSO

CONTATO CONSTANTE COM OUTRAS PESSOAS DE DIVERSOS SETORES

FALTA DE CLAREZA NA SOLICITAÇÃO DE DEMANDAS E PROBLEMAS NA COMUNICAÇÃO

FRUSTRAÇÕES POR NÃO CONSEGUIR UMA PROMOÇÃO NA EMPRESA

Há uma forma que você pode diminuir esses conflitos e melhorar suas relações profissionais e pessoais.

Estou falando da Comunicação Afetiva!

Ela é o caminho para você transformar conflitos em oportunidades, aumentar o seu desempenho no trabalho e alcançar uma vida plena.

Você terá a chance de desenvolver essa habilidade e competências socioemocionais com uma grande autoridade nesta área – Moacir Rauber.

QUERO DESENVOLVER ESSAS HABILIDADES

Moacir é um grande parceiro do Pepitas Secretaries Club, com diversos textos publicados em nosso blog e riquíssimas reflexões propostas para o site e/ou eventos do Clube. Acesse abaixo algumas das suas últimas publicações (clique no banner para acessar o texto):

Moacir ainda é autor do e-book “Demasiadamente humano”, publicado pelo Clube:

SOBRE A OFICINA

A Oficina: Comunicação Afetiva para ser Efetiva vai acontecer no final deste mês por meio de 4 encontros online e ao vivo, com a participação de Pepita Soler como co-facilitadora.

Além disso, você vai ganhar diversos bônus para potencializar ainda mais o seu aprendizado.

Garanta a sua vaga agora mesmo, pois não há uma previsão de abertura da próxima turma ainda, então recomendamos que garanta a sua vaga logo, para começar 2023 mais preparada em sua jornada profissional e pessoal.

O Poder do Silêncio

Não podemos encontrar Deus no barulho e na turbulência.

As árvores, as flores e a grama crescem silenciosamente.

As estrelas, a lua e o sol se movem em silêncio.

O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus nos diz e o que ele diz aos outros através de nós.

Em silêncio ele nos ouve.

Em silêncio fala com nossas almas.

Em silêncio nos é concedido o privilégio de ouvir sua voz.

O silêncio dos nossos olhos.

O silêncio dos nossos ouvidos.

O silêncio de nossas bocas.

O silêncio de nossas mentes.

No silêncio do coração Deus falará.

O silêncio do coração é necessário para que você possa ouvir Deus em todos os lugares – no fechar da porta, na pessoa que precisa de você, nos pássaros que cantam, nas flores, nos animais.

Se tivermos cuidado com o silêncio, será fácil orar.

Madre Teresa de Calcutá

LOFT DO AFETO: 350m da praia em Florianópolis

LOFT DO AFETO – EU AFETO O MUNDO. O MUNDO ME AFETA. COM AFETO O MUNDO É MELHOR!

Perto da praia oferece os benefícios de quem quer se conectar consigo mesmo e com a natureza: pode-se ouvir o som do mar e sentir o cheiro da maresia; basta caminhar alguns metros para sentir a água, a areia na pele e ver o vaivém das ondas arrebentando na praia. É lindo! Essa beleza faz com que cada um possa se perceber como um verdadeiro milagre da natureza em que o privilégio da vida é valorizado.