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O PARADOXO DA ESCOLHA!

O PARADOXO DA ESCOLHA!

No final de semana, uma opção é assistir filmes nas diferentes plataformas de streaming disponíveis. Minha esposa preparou a pipoca e eu o chimarrão. Ela foi antes para o sofá e começou a navegar pelas indicações de uma plataforma. Um, dois, três, quatro, dez, vinte ou mais propagandas de filmes visualizadas sem que nenhum despertasse o interesse real de ver. Segue a busca. Por fim, ela desiste frustrada por não haver encontrado nada. Eu assumo o controle e mudo de plataforma. Outra quantidade gigante de filmes disponíveis de temas como comédia, drama, ação, entre outros. A insatisfação me atinge também. Olho para minha esposa e digo:

– Não tem nada que presta para ver…

Será? Estou convencido de que entre as opções de filmes disponíveis existem aqueles que atenderiam os nossos gostos, entretanto o excesso de oferta gera a indecisão que termina por reduzir a ação da escolha. Acredito que fomos vítimas do “paradoxo da escolha”, que, igualmente, afeta os líderes das organizações frente ao excesso de dados, de informações, de recursos e de ferramentas disponíveis para alavancar o negócio. Esse excesso termina, muitas vezes, em burocracia e paralisia pelo medo da escolha equivocada. Em que consiste o paradoxo da escolha? Como posso evitar o efeito negativo do paradoxo?

O paradoxo da escolha está baseado num experimento feito por pesquisadores da Universidade de Columbia e Stanford (Sheena Ivengar e Mark Lepper) em que eles montaram duas mesas num supermercado. Na primeira eles ofereciam vinte e quatro tipos de geleia e na segunda mesa apenas seis. Como resultado constataram que a mesa com mais opções atraía mais pessoas, porém fazia menos vendas. Por que acontece o fenômeno? Entende-se que há um sentimento de perda e de confusão resultantes do excesso e da abundância das escolhas possíveis. Internamente a pessoa se questiona: “se escolho a geleia de morango e a de chocolate for melhor?” criando um dilema, que gera ansiedade por uma possível escolha equivocada. Esse dilema pode nos levar a procrastinação que termina na insatisfação. Assim, fazemos a escolha de não escolher, impelindo-nos a ser inertes. Os líderes, igualmente, estão sujeitos ao paradoxo da escolha porque estão expostos ao excesso de dados, de informações, de recursos e de ferramentas que podem causar a inércia inibindo, inclusive, a inovação.

Nesse contexto, como podemos atuar de forma consciente num mundo sujeito ao “paradoxo da escolha”? É essencial se capacitar para o discernimento. Simples assim? Nada simples, bastante complexo. Entenda-se discernimento com a capacidade de avaliar e de escolher entre diferentes opções com bom senso e clareza. Desse modo, desenvolver essa competência pode contribuir para que cada um: (1) filtre as informações evitando a fadiga das decisões; (2) peneire os processos para que o excesso de etapas não nos paralise; (3) selecione ferramentas efetivas que contribuam para a melhoria da vida; (4) e crie um ambiente de segurança psicológica a partir do discernimento para que faça boas escolhas. Enfim, frente ao excesso de dados, informações, recursos e ferramentas disponíveis no mercado quais são as mais indicadas e essenciais para você e o seu negócio? Quais são as escolhas que efetivamente podem contribuir? Responder a essas perguntas é o discernimento em ação ao filtrar, peneirar, selecionar e gerar um ambiente em que todos vertam no canal comum para um mundo melhor.  

Enfim, Barry Schwartz no seu livro “O Paradoxo da Escolha” nos mostra que o excesso e a abundância de produtos, recursos, dados e informações podem ser um problema que nos cansa, esgota e até paralisa. Entretanto, não se apregoa que voltemos a ter menos opções, apenas que nós nos capacitemos para desenvolver a competência do discernimento em que o excesso e a abundância sejam oportunidades.

Que tal assistir e avaliar os filmes para trocar listas?

Por que não indicar e trocar estratégias com os demais usuários de streaming?

Qual a sua estratégia para desenvolver o discernimento num mundo repleto de escolhas?

Moacir Rauber

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ELE É “GENTE BOA”!!! SERÁ?

É gente boa! Será?

A obra estava com seu cronograma atrasado e o responsável parecia preocupado. Nos últimos dias o pedreiro principal havia chegado tarde, saído antes e, inclusive, faltado. Ao final do dia o mestre de obras conversou com o pedreiro que deu os motivos pela falta de pontualidade. Para o dia em que chegou tarde a desculpa foi o trânsito. Para o dia em que saiu antes a justificativa foi buscar a esposa no trabalho. Para o dia que não veio a razão foi um problema no carro. Na semana anterior já havia dado como motivo para faltar ao trabalho o falecimento de um primo e assim se sucediam os pretextos que culminavam em baixo desempenho. Com isso, a obra não acompanhava o cronograma proposto e o compromisso assumido com o proprietário não era cumprido. Ainda assim, o mestre de obras ao se reportar ao dono do empreendimento dizia:

– Ele “gente boa”, trabalha bem, só que está com alguns probleminhas e anda meio acelerado…

“De gente boa” há uma fila interminável de devedores e de inadimplentes que levaram muitas empresas a falência. Não se trata da intenção, mas da ação. Problemas de trânsito, de rotina familiar e de deslocamento todos nós temos, entretanto, a diferença está em como atuamos frente a eles.

Aos problemas que não estão no nosso controle não há nada a ser feito e não há que se ocupar deles. Entretanto, as questões que podem ser previstas devem ser pensadas, revisadas e reprogramadas para que não produzam resultados negativos, nem reduzam o desempenho e que não provoquem perdas financeiras e humanas. Portanto, o ordenamento da vida, seja laboral ou extra laboral, é essencial.

Desse modo, o foco deve estar naquilo que está no seu controle, como a intenção e as ações derivadas. Com relação ao trânsito como motivo para chegar tarde ao trabalho, o que pode ser feito? Talvez reprogramar o horário de saída para chegar no horário. Quanto a sair mais cedo para buscar a esposa é um tema que pode ser solucionado, uma vez que o pedreiro trabalha como autônomo. Portanto, ele tem com alternativa começar antes para cumprir a sua jornada sem atrasar o andamento da obra. A desculpa do carro com problema mecânico pode ser evitada com a correta manutenção do veículo, que exige uma rotina e um cuidado. Enfim, a intenção mostrada em palavras que faz do pedreiro “gente boa” deve estar respaldada por ações que a confirmem. Caso contrário, são apenas palavras.

Para que não sejam apenas palavras, há um caminho para domesticar a si mesmo como uma maneira de alinhar as intenções com as ações. Comece por (1) educar a vontade como uma maneira de cumprir com os compromissos espontaneamente assumidos. Em seguida, é essencial (2) manter em mente os bons ideais de colher os resultados pelos compromissos cumpridos. Para isso, é indispensável (3) criar bons hábitos que o mantenham na rota de cumprir com as promessas feitas; e, por fim, (4) entender os sentimentos próprios e alheios para avaliar o caminho escolhido. Com esse passo a passo é possível domesticar a si mesmo ao cumprir com as escolhas feitas sem perder a paz e a tranquilidade.

Mas o que fazer com aquilo que não está no seu controle? Nada. Entretanto, sempre se podem fazer ações corretivas para os compromissos assumidos e não cumpridos por algo que não estava no seu controle. Chegou tarde um dia? Chegue mais cedo no outro. Não pode vir num dia? Compense num sábado em que não trabalharia. Teve que sair mais cedo por algum compromisso privado? Fique até mais no dia seguinte. Por isso, falhar e não retificar é falhar em dobro. Errar e não corrigir é errar duas vezes. Arrepender-se e reincidir é sinal de que ainda falta educar a vontade ao fraquejar frente aos maus hábitos, esquecendo-se dos bons ideais. Por isso, “é gente boa”? Intenção sem ação revela o contrário.

Moacir Rauber

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O QUE É RELATIVO PARA VOCÊ?

Fonte: IA COPILOT

O que é relativo para você?

Os alunos da faculdade haviam feito uma promoção numa danceteria da cidade para arrecadar fundos para a formatura. Convidaram os professores e nós fomos com o intuito de prestigiar o evento. Fiquei por um tempo para depois voltar para casa, não sem antes ser impactado pelo comportamento dos alunos em sala de aula e a sua postura fora dela. Um rapaz que em sala de aula era o mais descontraído, na danceteria era o mais retraído. Uma moça que em sala de aula era tímida, na danceteria era extrovertida. Num momento, ela se aproximou e disse:

– Professor, já “peguei” doze!!!

Ela se referia ao número de rapazes que já havia beijado naquela noite. Falo de uma moça, mas poderia ter sido um rapaz, e surpreendeu-me pela banalidade com que ela se expunha sobre algo íntimo como um beijo na boca, para iniciar…

A situação expõe algumas contradições que vivemos com uma normalidade não natural. No momento em que sofremos o impacto do vídeo de Felca sobre a adultização das crianças, acredito que há uma relação de causa e consequência como resultado da relativização gradual que acontece há décadas do correto e do incorreto, do certo e do errado, do bem e do mal, do legal e do ilegal e do moral e do imoral. Pergunto, tudo pode ser relativo?

Entendo que, quando aceitamos que tudo é relativo chegamos a um ponto em que a relativização nos leva a adotar determinados comportamentos como normais, ainda que não sejam nem normais nem naturais, como a adultização de crianças. Igualmente, podemos fazer um trocadilho sobre a adolescentização de adultos que não querem crescer ou a imoralização de comportamentos relacionais por meio da banalização de algo que não é banal como a própria intimidade. Comento que a mesma jovem que “ficou” com doze pessoas numa só noite não gosta de receber pessoas em sua casa com o motivo de preservar a sua intimidade. Por que então orgulhar-se de banalizar algo íntimo como o próprio corpo é visto com normalidade, enquanto fechamos as nossas casas em nome da preservação da intimidade? O que há de relativo nisso?

“Tudo é relativo” tem origem no relativismo como uma doutrina filosófica que explora a relatividade do conhecimento, aplicando-a a fatos, culturas, idiomas ou outros pontos de vista inerentes a uma determinada estrutura. Concordo que um fato pode ser interpretado de diferentes maneiras a partir do ponto de vista de quem o vê, entretanto isso não muda o fato em si. Instalar um aparelho para obter o sinal das TVs pagas sem pagar é correto ou incorreto? Qualquer cidadão de bom senso sabe que é incorreto, além de ser ilegal. Somar a quantia de dois mais dois e apontar como resultado cinco está certo ou errado? Não há como relativizar a questão, uma vez que a matemática é exata. Assaltar, roubar e matar para obter vantagem pessoal está bem ou está mal? É certo ou errado? É legal ou ilegal? É moral ou imoral? É possível relativizar o crime? Podemos relativizar a vulgarização? O relativismo apresenta uma linda argumentação que pode nos conduzir a mudar perspectivas sobre questões inegociáveis. Uso o exemplo da jovem aluna, mas poderia ser qualquer um e em qualquer idade.

Por isso, entendo que a adultização de crianças, a adolescentização de adultos e a imoralização dos costumes em geral é resultado de uma relativização comportamental que começou com a abolição dos limites aqui refletidas na banalização das relações. Se por um lado a pessoa abre a intimidade do seu corpo para vários desconhecidos numa só noite em nome da liberdade e fecha as portas de sua casa para conhecidos em nome da proteção da intimidade, acredito que a relativização perdeu o sentido, não tem norte e está sem rumo. Contudo, aceito que haja questões que são relativas ao contexto cultural, individual e social, entretanto nada disso anula os fatos que, muitas vezes, estão expressos em valores morais, legais, corretos e bons, independentemente de opiniões individuais.

O que é relativo para você?

Os seus valores também são relativos?

Moacir Rauber

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FUMAR UM BASEADO QUALQUER UM SABE…

O Domesticador de Desejos: fumar um baseado qualquer um sabe…

Naquela sexta-feira à noite as horas demoravam a passar, porque havia sido uma semana cheia para os alunos. Alguns estavam despertos e participativos, enquanto outros estavam com cara de cansados e com vontade de voltar para casa ou mesmo sair para as festas. Afinal, eram jovens que trabalhavam de dia e faziam faculdade à noite. Era o preço a ser pago para poder fazer melhores escolhas num futuro não tão distante. Num momento descontraído, um dos alunos disse:

– Professor, estou com vontade de sair, tomar uma cerveja e fumar um baseado para relaxar.

Os demais se entreolharam entre sorrisos e cochichos, assim como eu. Após um pouco de silêncio, perguntei:

– Quanto esforço você precisa para fumar um baseado? O que você precisa aprender para tomar cerveja?

Os sorrisos deram lugar a expressões reflexivas.

Já diz o ditado popular, “Vontade é coisa que dá e passa…”, por isso, é preciso educar a vontade. Desse modo, entender a riqueza por trás desse adágio é apropriar-se das escolhas feitas sem se deixar levar pelas facilidades daquilo que, aparentemente, estamos perdendo. O que eu quero? Essa pergunta nos põe de volta aos ideais mais elevados em que temos claro aquilo que buscamos fazer com as chances que a vida nos dá. O que o levou a estar num banco de universidade numa sexta-feira à noite?

Trazer à memória as razões das escolhas feitas nos reconecta com os ideais, assim como nos exige educar a vontade e desenvolver bons hábitos. Muitos dos nossos impulsos baseados nas emoções, quando seguidos, nos levam para onde não queremos ir. Portanto, ao educar a vontade, tendo em mente os nossos ideais mais profundos, nós conseguimos diminuir os efeitos perniciosos de hábitos, como a procrastinação; podemos manter a rota ao controlar a busca por prazer imediato. Ao nos perguntar o que queremos, passamos a escutar as vozes que ecoam no mais profundo de nosso ser, aproximando-nos de nossos valores e objetivos.

Portanto, ao escutar a fala do aluno “quero sair, tomar uma cerveja e fumar um baseado”, pude escutar a vontade que o levaria ao prazer imediato, porém o afastaria de sua busca maior. Ao se expressar ele revelou um pensamento baseado num estímulo externo, dando-lhe a possibilidade de fazer uma escolha que o aliviaria rapidamente de um esforço que exigia a sua dedicação. O esforço de estar em sala de aula num sexta-feira à noite demandava o domínio da vontade. Quantas vezes nos defrontamos com situações assim? Quantas vezes sucumbimos?

Por isso, o silêncio logo após a expressão do aluno seguido da pergunta, “quanto esforço você precisa para fazer isso?” cumpriu um papel importante no despertar daquele aluno. A pergunta, caso respondida, revela que não há mérito no caminho fácil, porque seguir o impulso vindo das emoções qualquer um pode, inclusive um tolo.

Por outro lado, estudar num horário em que muitas pessoas estão buscando o prazer imediato exige autodomínio, visão de longo prazo e conexão com propósito. Manter a escolha de estar em sala de aula na sexta-feira requer o domínio de si mesmo. Requer domesticar os nossos bichos interiores.

O aluno que fez o comentário na aula há quase dez anos, escreveu-me na semana passada dizendo que aquela pergunta mudou a sua forma de ver o mundo. Ele me disse:

– Professor, eu não saí de sala de aula naquela noite e em nenhuma sexta-feira até o final da faculdade. Eu sabia o que queria…

Fiquei feliz com a escolha feita por ele, porque entendeu que o prazer imediato está ao alcance de qualquer um, enquanto os compromissos com as escolhas conscientes requerem esforço, dedicação e persistência. Quanta competência é necessária para fumar um baseado? Quanto esforço é preciso para sair da sala de aula para encher a cara? Pouco ou nenhum, porque basta ser estúpido o suficiente para se acreditar mais esperto que os outros.

Finalmente, é essencial que cada um tenha claro o preço a ser pago pelas escolhas, assim como o horizonte que se abre ao assumir e cumprir com os compromissos.

“Nascemos originais e morremos fotocopias” (Carlos Acutis).

Moacir Rauber

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ECOS DE LA PALABRA: ¡Comunicación no violenta con corazón cristiano en películas!

Cuatro Encuentros:

  • Bajo el paraguas del Afecto: Pausa, Observación, Sentimientos, Necesidades y Pedidos
  • La Morada de la Compasión 1: Pausa y Observa
  • La Morada de la Compasión 2: Siente e identifica las necesidades
  • La Morada de la Compasión 3: Identifica las necesidades y haz los pedidos

PRIMER ENCUENTRO:

“Bajo el Paraguas del Afecto: Comunicación no violenta con corazón cristiano”

Se presenta un cortometraje para desarrollar habilidades de Comunicación No Violenta desde una perspectiva cristiana para que podamos ser auténticos, compasivos, afectivos y efectivos en nuestra comunicación, reduciendo conflictos.

Un repaso de la mirada Compasiva de la Comunicación No Violenta a partir de la Pausa, Observación, Sentimientos, Necesidades y Pedidos.

SEGUNDO, TERCERO y CUARTO ENCUENTROS:

“La Morada de la Compasión: Comunicación No violenta y Fe para transformar conflictos”

Un hombre devastado por la pérdida de su hija recibe una misteriosa invitación para encontrarse con Dios. En estos tres encuentros del taller “ECOS DE LA PALABRA” se utilizan extractos de una película para desarrollar los componentes de la Comunicación No Violenta (CNV): Pausa, Observación, Sentimientos, Necesidades y Pedidos, integrando la espiritualidad cristiana para una comunicación afectiva y efectiva, siendo compasivo.

Apúntese:

+5548998578451

GASTAR DINHEIRO ATÉ UM TOLO SABE…

Fonte: IA COPILOT

Gastar dinheiro qualquer tolo sabe…

Há alguns anos, quando surgiram as máquinas de café em cápsulas, visitei um amigo que havia comprado a maravilha do momento. Mostrou-me como funcionava e a sua praticidade, em seguida, ofereceu-me um café expresso feito na hora. Uma maravilha. Algum tempo depois, esse mesmo amigo me visitou e fomos até a cozinha onde preparei um café. Ao ver que não tinha a máquina de cápsulas, ele disse:

– Que mão de vaca, ainda não comprou uma máquina?

– Não, respondi. Gosto muito dessa cafeteirinha…

O consumo é o motor da economia que reverte em bem estar social e renda, uma vez que produz riqueza e cria empregos. Igualmente gera arrecadação de impostos que retorna em serviços para a própria sociedade. É um modelo que deveria funcionar bem, desde que fôssemos conscientes de nossas responsabilidades referentes a capacidade produtiva e, consequentemente, do consumo derivado dela. A realidade, entretanto, é diferente. Por um lado, o mercado desenvolve e vende produtos que atendem as necessidades das pessoas. Por outro lado, o mesmo mercado inventa, cria, desenvolve e vende produtos sem que isso atenda a uma necessidade, são as modas. Trata-se de uma armadilha em que muitas pessoas caem ao gastar mais dinheiro do que a sua capacidade produtiva, ao ver no modismo uma necessidade. Assim, terminam por comprar o que não necessitam com dinheiro que não tem para atender necessidades que não existem.

A necessidade existente ao consumir café, como a conexão, o bem estar ou o ritual que traz ordem e paz, era e ainda é atendida pela cafeteira de pressão estilo italiana. Esta, foi patenteada em 1933 com sua simplicidade e capacidade de produzir um bom café. Logicamente, o meu amigo não se deu por vencido e argumentou sobre a maravilha da cafeteira em cápsulas, com as quais eu concordo. De todas as formas, cada um com as suas escolhas.

Na minha forma de ver o mundo, procuro comprar o que necessito com o dinheiro que tenho. Não se trata de ser mão de vaca ou tacanho, contudo, comprar algo que exija que ganhe mais dinheiro para sustentar uma necessidade que não tenho não me parece tão inteligente. Nesse ponto voltamos ao mercado, pois ele tem a capacidade de transformar comportamentos e desejos em moda que se consome.

Portanto, a necessidade atendida ao se consumir um bom café é transformada em desejo de comprar uma máquina de cápsulas. É importante ter claro de que a máquina é apenas uma estratégia de atender uma necessidade, como pode ser o uso de uma cafeteira comum. Comprar a máquina é uma escolha individual. Num movimento semelhante, o mercado inventou, criou, desenvolveu e nos vende produtos, como anabolizantes, cigarros eletrônicos ou unhas postiças para atender uma suposta necessidade. Pergunto: qual seria a necessidade atendida pelos produtos mencionados? Provavelmente, as necessidades atendidas poderiam ser de apreciação, aceitação, valor próprio ou auto estima. Contudo, seriam essas as estratégias mais apropriadas para atender tais necessidades? A resposta é de cada um.

Por fim, o mercado continua a nos vender produtos e serviços para atender determinadas necessidades e para isso segue inventando, criando e desenvolvendo novidades. Assim, de tempos em tempos aparecem as novas “necessidades” que nos enlouquecem como um “morango do amor”, uma ayerfreyer ou outro produto qualquer que parece impossível que não o compremos. Frente a isso, o que fazer? Creio ser importante responder: qual é o preço que te cobra o produto ou o serviço comprado? Ter em mente a necessidade a ser atendida, lembrando da relação custo benefício daquilo que se compra e quanto do teu tempo de trabalho ele vai consumir. São questões a serem consideradas antes de comprar aquilo que você quer.

Na semana passada visitei o meu amigo que me ofereceu um café. Vi que ele o preparou com filtro, pó e água quente. Perguntei: e a máquina de cápsulas? Ele respondeu: ahh, descartei, ela dava muitos problemas…

Lembre-se, gastar dinheiro qualquer um sabe, inclusive um tolo. Por isso, domesticar a vontade para resistir aos desejos está na base de fazer feliz uma jornada.

“Nascemos originais e morremos fotocopias” (Carlos Acutis).

CUIDADO PARA NÃO COMER PEIXE PODRE…

Fonte: IA GEMINI

Cuidado para não comer peixe podre…

O pedido havia sido feito, agora bastava esperar alguns minutos e poderia desfrutar da explosão de sabores prometida na experiência de comer o lanche mais saboroso do mundo. Seguramente encontraria carne tenra, queijos saborosos, pão macio, folhas de alface, rodelas de tomate, muita maionese, grande quantidade de ketchup, mostarda e outros ingredientes que ele não fazia ideia. A lembrança do sabor era tão forte que começava a salivar antes mesmo da chegada do seu pedido. Logo que chegou deu a primeira mordida e exclamou:

– Que coisa boa!

Em seguida, devorou o lanche alcançando o prazer esperado.

O exemplo se aplica a outros momentos de nossas vidas em que somos estimulados, ou permitimos ser, a consumir com rapidez. Assim, podemos navegar pelas lembranças sobre a primeira paixão ou o primeiro emprego. A experiência, provavelmente, foi forte, intensa, profunda e, muitas vezes, revigorante. Porém, chega um tempo que não se sente com a mesma intensidade, ainda que se esteja no mesmo lugar com as mesmas pessoas e com a mesma experiência. Depois, começa a parecer uma triste repetição de algo que não mais nos encanta, nem nos envolve e muito menos nos emociona. A expansão do prazer imediato encontra o seu limite e assim buscamos uma nova experiência. Do que estamos falando? Da descrição dos viciados em prazer induzidos pela ditadura do sentir.

G. K. Chesterton, escritor inglês nascido no final do século XIX, alertava para uma confusão entre os sentimentos e o compromisso, fato que nos tem atingido em diferentes esferas da vida cotidiana. Os casamentos são menos duradouros porque sempre queremos “sentir” como no primeiro dia. As amizades se desvanecem porque não me abraçou com sentimento. O trabalho já não me satisfaz porque falta emoção. E assim seguimos rolando o dedo pela tela do celular buscando o próximo vídeo para obter o prazer imediato. Está bem sentir com intensidade, porém é o compromisso que nos mantém conectados com as nossas escolhas.

É importante lembrar que sentir está na base de nossas emoções. Assim, sentir é tomar consciência, perceber, adivinhar, intuir ou registrar as emoções que nos são naturais, como a alegria, a tristeza, o medo, a raiva, a surpresa e o nojo. Por isso, o sentir, com sua volatilidade natural, vem primeiro e o compromisso, com a força da escolha, vem em seguida. Entenda-se compromisso como a promessa de cumprir com determinadas condições assumidas com outra parte. O compromisso é com a outra parte, entretanto ele tem origem dentro de cada um a partir de uma convicção individual que livremente nos faz assumir a responsabilidade.

A partir daqui a solidez do compromisso passa pela força de resistir a volatilidade dos sentimentos. Ceder à busca incessante por prazer imediato nos transforma em viciados. Parece duro, porém, o que é senão vício irritar-se quando algo já não me provoca êxtase como na primeira vez? O que é senão dependência quando consumimos redes sociais conscientes de que perdemos nosso tempo e liberdade? O que é senão compulsão quando sabemos que comemos algo ruim, porém o importante é que seja saboroso? Assim, seguimos comendo aromatizantes, conservantes e corantes presentes em grande quantidade naquela explosão de sabores encontrada no fast food pedido. Nessa lógica, podem nos servir um peixe podre, desde que o cheiro e o sabor sejam bons, consumiremos.

Você consegue resistir à ditadura dos sentimentos?

Cada um com as suas escolhas, porém eu acredito que a ditadura dos sentimentos nos afasta dos compromissos assumidos, pois eles exigem esforço, dedicação e amor. Aquela emoção inicial que faz brilhar os nossos olhos está na paixão que pode nos levar ao amor duradouro, mas para isso é preciso compromisso. São os compromissos que fazem um matrimônio perdurar, assim como uma amizade eterna. São os compromissos que mantém a força dos laços de sangue que se comprovam nas relações de pais e filhos, de irmãos, de tios e de sobrinhos.

Quais são os teus compromissos? Mantenha-os, senão terminará comendo peixe podre.

Moacir Rauber

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O DOMESTICADOR: A FELICIDADE ESTÁ NA JORNADA!

Fonte: Pixabay

O DOMESTICADOR: A FELICIDADE ESTÁ NA JORNADA

Ele cumpria cinquenta anos de trabalho e em todos esses anos sempre esteve disponível para as demandas da sua organização e de seus clientes. Igualmente, era o dia em que completava oitenta anos de idade com um sorriso de menino, a disposição de um adulto e a sabedoria de quem alcançou a maturidade, o que nem sempre acontece com a idade. Era chegada a hora de que mais uma vez ele se mudasse de lugar, porque a sua organização havia designado que ele voltasse para a matriz. Ainda assim, a felicidade estava expressa em sua face. Ele comentou:

– Deixarei aqui muitos amigos, mas estou feliz. É que a jornada foi boa. Ainda é… riu.

Ao vê-lo, veio-me à mente o diálogo de um Abade com um jovem monge.

“O abade perguntou ao monge:

– O que você fez hoje?

– Oh, hoje tive que domar dois falcões, aprisionar a dois servos, adestrar dois gaviões, vencer um verme, dominar um urso e cuidar de um doente.

– Como assim? Não há como fazer tudo isso no mosteiro.

– Não é no mosteiro, Abade, é em mim.

E prosseguiu:

– Os dois falcões são meus olhos que muitas vezes se fixam na maldade. Preciso vigiá-los!

– Os dois veados são as minhas pernas que se não controladas me levam para onde não quero ir…

– Os dois gaviões são minhas mãos que devo educá-las para fazer boas obras.

– Minha língua é o verme que se não dominado lastima, machuca e envenena outras pessoas.

– O urso é o meu coração com quem devo lutar constantemente para não viver centrado em mim num auto amor vaidoso.

– E o doente é todo o meu corpo…do qual devo cuidar para não ser dominado pela luxúria.”

É uma analogia que mostra o exercício de caráter que pode nos levar a que nos afastemos de uma vida instintiva para assumir o seu controle, aproximando-nos da felicidade. E isso se aplica a qualquer um de nós em nossas lutas pessoais para aprender a domesticar-nos internamente para ter êxito nas relações com as pessoas ou organizações.

Voltemos a observar o nosso amigo que se despedia. Ele estava alinhado com os valores da sua organização e com os votos feitos: obediência, pobreza e castidade, além do compromisso de viver em comunidade.

Ele é um sacerdote e pela obediência arrumou os seus pertences. Olhamos o que ele havia acumulado nos últimos catorze anos em que esteve na casa: uma mala de roupas, uma mala de livros, um computador e mais algumas coisinhas. Na realidade, era o acumulado durante toda uma vida. Era espantoso para a nossa (minha) visão de mundo ver na prática o voto de pobreza, em que se usam os bens materiais e intelectuais sem se apegar a eles.

Pelo voto de castidade, os padres aprendem a se sobrepor aos instintos mais fortes dos seres humanos, como a energia sexual. Eles se abstêm, mas nós poderíamos aprender a cuidar de nossos desejos para não precisar abortar crianças.

Pelo voto de obediência, os padres conseguem manter os dois votos anteriores cumprindo com a sua missão numa jornada que é marcada pelo profundo sentido da vida a partir da espiritualidade.

Talvez nesse caminho é que as pesquisas científicas mostram que os padres, assim como outras pessoas que desenvolvem uma espiritualidade profunda, são as pessoas mais felizes do mundo.

Enfim, são pessoas que aprenderam a ver o mundo sob uma perspectiva de amor, assim como têm a convicção de que sabem de onde vieram, onde estão e para onde vão. Além disso, as suas atividades sempre se voltam para o bem do outro, fazendo que esse bem volte para si mesmo em forma de felicidade. Por fim, os padres e as pessoas mais felizes do mundo não julgam, apenas perdoam.

Portanto, é essencial entender que a felicidade está na jornada e que ela passa por domesticar os nossos bichos internos.

Desejo uma boa Jornada ao aprender a ser Domesticador de Si Mesmo!

Moacir Rauber

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Fonte da Analogia: Palabras de Aliento – Pe. Jorge Nardi

Dedicado ao Pe. Bertrand De Vetter

SILÊNCIO E FALA: QUAL É A TUA INTENÇÃO?

Fonte: COPILOT

Silêncio e Fala: qual é a tua intenção?

A reunião de encerramento da semana estava agendada e começaria no horário, entretanto a responsável pelo pós-vendas ainda estava atendendo a uma cliente. Cinco minutos atrasada ela chegou e pediu para falar. Estava nervosa e irritada, porque os problemas se repetiam com a mesma cliente. Ela expôs a situação misturando fatos e julgamentos em que mencionava pontos verificáveis e acrescentava opiniões sobre o comportamento da cliente. Os demais a escutaram e fizeram silêncio. A representante dos serviços de pós-venda, igualmente, silenciou por um momento esperando que o gerente da unidade se posicionasse, uma vez que a responsabilidade final era dele. O gerente não falou, entretanto, sua expressão estava carregada de uma fúria silenciosa. Assim, a posição não veio. O silêncio agora era constrangedor. A responsável pelo pós-vendas foi vencida pela irritação e desqualificou a cliente, dirigindo-se ao gerente. Finalmente, o gerente falou. Ele começou resgatando situações que envolviam a representante de pós-venda, expondo-a, destacando pontos em que ela se havia equivocado.

Quais são os principais elementos da situação? Acredito que os principais elementos presentes na situação nos mostram o silêncio e a fala no processo de comunicação, em que cada um deles pode ser usado para uma finalidade ou outra. Por um lado, pode-se usar o silêncio para ponderar, mas também para menosprezar. Pode-se usar o silêncio para discernir, mas também para acusar. Pode-se usar o silêncio para respeitar, mas também para ofender. Pode-se usar o silêncio para diferenciar, mas também para expor. Enfim, o silêncio é uma das formas de comunicação mais eloquentes de que nós, como seres humanos, dispomos. Por outro lado, a fala pode ser usada para desmerecer, mas também para promover. A fala pode ser usada para incriminar, mas também para defender. A fala pode ser usada para ridicularizar, mas também para honrar. A fala pode ser usada discriminar, mas também para igualar. Desse modo, a fala é uma estratégia única de comunicação que somente os seres humanos dispõem. Por fim, acredito que o silêncio e a fala deveriam ser usados para conectar as pessoas, mas nem sempre é assim.

O que o silêncio e a fala podem nos ensinar sobre comunicação? As opções de uso desses dois recursos comunicacionais são muitas, porém há algo que antecede o seu uso: a intenção! O que está por trás do silêncio? Qual é a intenção ao falar? Na situação exposta, a intenção inicial da fala da responsável pelos serviços de pós-venda era a de compartilhar um problema que afetava a todos na empresa em que uma cliente sempre queria ter razão, ainda que não tivesse. A irritação presente na fala, misturando fatos e julgamentos, criou lados, deixando a responsável pelos serviços de pós-venda de um lado e o gerente de outro lado. Faltou silêncio antes de falar. A fala, ainda que de maneira indireta, fez com que o gerente se sentisse desmerecido e ridicularizado. Veio o silêncio que foi usado pelo gerente, intencionalmente, para expor e ofender. Sobrou silêncio. Portanto, a intenção do silêncio e da fala é o elemento essencial para que a comunicação pondere, discirna, respeite, diferencie, promova, defenda, honre e iguale sem criar lados.

Há muitas técnicas e recursos comunicacionais que podem ser usados para estabelecer uma verdadeira conexão, entretanto, todos eles são antecedidos pela intenção. Qual é a tua intenção ao falar e ao silenciar? É ela que vai determinar a tua forma de comunicação ao reconhecer que o mundo é redondo e assim como numa organização, numa relação, numa cidade, num estado e num país não temos lados. Somos únicos, somos múltiplos e necessitamos da conexão que se produz no silêncio e na fala.

Moacir Rauber

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TEMPOS DIFÍCEIS… AMOR DURADOURO!

Tempos difíceis… Amor duradouro!

Na maioria das cerimônias de casamento, pode-se ver na expressão dos noivos a alegria, o entusiasmo e a satisfação de quem está dando um passo a mais rumo a felicidade em que o amor é a base. Acredito que o caminho percorrido e a história vivida está na raiz do amor de matrimônios duradouros. Entendo que o matrimônio não deve representar apenas o desejo de desfrutar de um momento idealizado que termina ao ser confrontado com a realidade. No matrimônio a expansão dos envolvidos deve ser a realidade. Na sexta-feira passada estivemos presentes num desses momentos. Qual havia sido o caminho dos noivos até o momento?

A história do jovem casal remonta ao período da pandemia. Ela minha enteada, ele meu sobrinho. Fazia pouco tempo que eu convivia com a minha esposa e menos tempo ainda que a enteada viera viver conosco, uma jovem de dezoito anos. Naquele ano, o meu sobrinho e afilhado viria passar o Natal conosco, entretanto ele não sabia da presença da enteada, assim como ela não o conhecia. Quando ele chegou, nós o fomos buscar na rodoviária. De longe o vi parado na beirada da calçada, entretanto havia uma vaga para estacionar um pouco mais adiante. Ao passarmos por ele, a minha enteada o olhou e comentou sem saber quem era:

– Que rapaz lindo! Num comentário despretensioso.

Logo que estacionei, ele se aproximou e me cumprimentou. A minha enteada ficou completamente ruborizada ao vê-lo entrar e sentar-se ao seu lado. Apresentações feitas sem que ele soubesse falar espanhol e sem que ela falasse português, assim como minha esposa que eram de Buenos Aires. Cabia-me fazer a ponte entre os falantes de português e de espanhol. Pensava, “Como vai ser o convívio e a comunicação?… Bom, deixa acontecer”. Chegamos em casa sem muitas palavras trocadas entre os dois, porém à noite começamos a jogar cartas e surgiram as alternativas. Além do português, do espanhol, do portunhol e das mímicas usadas para estabelecer a comunicação, os dois começaram a falar em inglês. Haviam encontrado um caminho. O jogo terminou e a conversa continuou. As férias do meu sobrinho em Florianópolis terminaram e ele voltou para a sua cidade (Toledo-PR). Assim, a distância e as restrições de controle da COVID os separaram. Entretanto, foram eles que se casaram. O que aconteceu?

Há um ditado oriental que diz: “…tempos difíceis criam homens fortes”. Creio, sinceramente, que esse ditado pode ser aplicado aos matrimônios que se sustentam no tempo, porque assim como tempos difíceis criam homens fortes, as situações desafiantes constroem um amor duradouro. Mas, o que é um amor duradouro?

Para muitos o amor de que falamos é um sentimento originado da paixão entre duas pessoas que formam um casal. Acredito que a paixão é a chispa e o amor é um processo derivado das escolhas diárias. A chispa surgiu entre os jovens, o amor, entretanto, é muito mais do que a paixão. O amor é uma construção que exige contato, esforço, dedicação e comprometimento não apenas por uma semana, mas para a vida inteira. É esse entendimento que os casais de relacionamentos duradouros têm. Penso, sinceramente, que é isso que vejo na relação desses dois jovens. Fisicamente, eles se afastaram por um ano inteiro, porém se mantiveram em contato. Falavam e compartilhavam suas histórias todos os dias, em segredo. Com o esforço próprio, a dedicação e o comprometimento de um para com o outro começaram a construir o amor. Enquanto a paixão é fugaz e impulsiva, o amor é duradouro e paciente. A paixão se não alimentada, extingue-se. O amor se não construído, desaba. Nesse intercalar, eles seguiram alimentando a chispa da paixão e construindo o amor.

Finalmente, creio que o matrimônio do meu sobrinho e da filha de coração nasceu de uma situação desafiante para crescer, florescer e se solidificar com frutos saudáveis em que ambos se expandem. É isso que vi no casal que disse “sim”!

Moacir Rauber

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História de Bárbara e Juliano Fischer Rauber

Por Romina & Moacir Rauber