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O fim dos predadores organizacionais: você é um predador?

O ambiente estava alegre e descontraído. As pessoas trabalhavam e se divertiam ao mesmo tempo, mantendo uma boa produtividade. Seria uma semana muito especial, porque o chefe estava viajando. A semana se foi, o sábado também e o domingo chegou. No dia seguinte o chefe estaria de volta e a ansiedade passava a tomar conta daquelas mesmas pessoas que haviam trabalhado e produzido alegremente na semana anterior. Isso era resultado da postura de um chefe que fazia questão de mostrar quem mandava naquele setor, mantendo uma relação autoritária com os seus subordinados, propositadamente. Entre os seus pares ele ressaltava o sucesso da sua postura:

– Olha, o cavanhaque, a cabeça raspada e uma cara fechada é um santo remédio para manter a ordem. Ninguém nem pia quando estou por perto…

O chefe se orgulhava da postura linha dura e revelava como as estratégias de intimidação funcionavam, considerando-as uma vantagem competitiva para com os demais chefes de departamentos. Ele gostava de destacar que sob as suas ordens não havia reclamação ou desmando. Bastava alguém esboçar algum comportamento que pudesse parecer inadequado para que ele fizesse o sujeito saber qual era o seu lugar. Não havia segunda chance, o caminho seria a rua. Ele eliminava qualquer empecilho do caminho. Afinal, a manutenção da autoridade se dava por meio de uma aparência, de uma postura e de um comportamento agressivos que inibiam qualquer iniciativa fora dos padrões de seus comandados. O chefe poderia ser classificado como um predador organizacional. Pergunto: ainda há lugar para pessoas assim nas organizações?

Entenda-se predador como aquele que caça e que destrói outros organismos completamente com o intuito de se alimentar, segundo o dicionário Aurélio. Porém, a definição tem origem no mundo animal e faz parte de um ciclo de sobrevivência das espécies predadoras, porque elas caçam para permanecerem vivas. Fazendo um paralelo com o mundo organizacional, o chefe descrito também é um predador, porque ele destrói as pessoas que poderiam representar uma ameaça ao seu poder. Os predadores organizacionais transformam o ambiente de trabalho num lugar quase que inabitável, porque as pessoas sempre estão inseguras.

O predador organizacional aniquila a iniciativa, a criatividade e a capacidade de inovação dos seus subordinados, destruindo quase que completamente as características individuais que levaram a que aquela pessoa fosse contratada.

Desse modo, não deveria haver mais lugar nas organizações para chefes, supervisores, coordenadores, CEOs ou proprietários com características predadoras como forma de manter a autoridade, porém é uma realidade mais corriqueira do que se poderia admitir. Quantas não são as pessoas que ficam ansiosas no final do domingo porque no dia seguinte terão que trabalhar? É a ansiedade provocada pela insegurança e pelo medo presente no ambiente de trabalho. E, entendo que é responsabilidade do chefe ou do líder de cada setor, departamento, seção ou empresa a criação do ambiente de trabalho, seja ele positivo ou negativo.

Enfim, acredito que cada profissional que exerça um cargo de comando ou de liderança, também é responsável por fazer com que as pessoas entreguem e queiram entregar as suas melhores competências. E isso não acontece num ambiente de intimidação criado por um predador que destrói o outro por insegurança própria. É tempo de comandantes e comandados, líderes e liderados cooperarem e colaborarem num ambiente positivo e propositivo sendo bem mais produtivos.

Um comandante pode ser comandado, assim como um líder pode ser liderado sem perder a autoridade. Basta ter a confiança nas próprias competências.

Você precisa ser um predador para se manter no ambiente organizacional? Se sim, o caçado pode ser você.

Moacir Rauber

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Quem o impede de fazer desta a sua melhor vida?

É muito comum ouvir as reclamações das pessoas que não estão felizes com as suas vidas nas diferentes esferas. Basta entrar numa universidade para se escutar os alunos reclamando de que a universidade, o curso, os professores ou os colegas não são nada daquilo que esperavam que fossem. Também é comum percorrer os corredores de uma empresa e escutar as lamúrias de pessoas que se sentem infelizes naquilo que fazem. Culpam, por isso, a organização que não oferece as condições que elas mereceriam. Da mesma forma se ouvem as pessoas fazendo fofoca dos amigos, criticando as experiências relacionais que tiveram ou, por fim, queixando-se da vida. Acredito que é aqui que cabe a pergunta: quem é o responsável por tudo isso?

Concordo que quando entramos numa universidade, depois da batalha para conseguir a vaga, as nossas expectativas estão lá em cima. Queremos que tudo seja o melhor para que possamos sair dali os melhores profissionais do mundo. No primeiro dia, na primeira semana e no primeiro mês é tudo maravilhoso. Depois começa o choque de realidade. O professor já não parece ser tão brilhante quanto na primeira aula. Percebe-se que ele é humano. Os colegas não são tão maravilhosos como nos primeiros dias. Eles, às vezes, são chatos e meio bobos. E as instalações da universidade deixam muito a desejar, parecendo o colégio do Ensino Médio. Acredito que algo semelhante ocorra quando conseguimos aquele emprego que buscávamos. O primeiro dia, a primeira semana e o primeiro mês são incríveis, porque somos movidos pela curiosidade e pela vontade de contribuir. Ainda que esse período passa acompanhado daquele frio na barriga gerado pela insegurança de entrar num ambiente novo, queremos fazer tudo logo para mostrar que valeu a pena sermos contratados. Porém, a vida na organização já tem o seu ritmo e devagarzinho a gente acaba se formatando. Os sonhos vão minguando e nos conformamos. E com os amigos? Existem aqueles intocáveis que trazemos na nossa alma, mas a grande maioria está sujeita as críticas, as fofocas e a falta de lealdade. E nas relações amorosas? São nelas que acredito que o encanto e o desencanto mais atingem os extremos. A paixão avassaladora, as juras de amor eterno e o desejo de passar a velhice unidos como no dia do primeiro beijo se escoam entre os dedos numa rapidez impensável. E nesse ponto, pode-se voltar a pergunta inicial:

Quem é o responsável por tudo isso? Expectativa e realidade na faculdade? Vontade e desinteresse no trabalho? Amor e desafeto nas relações? A resposta é simples, não é? Lá no fundo todos nós sabemos que cada um é o responsável por cada escolha feita.

Por isso, essa é uma das perguntas que me faço nas conversas e nos textos: quem é o responsável por fazer desta a sua melhor vida? Sim, a vida é composta pelos estudos, pelo trabalho e pelas relações de amizade e de amor que podem nos trazer aquilo que nós escolhermos. Por isso, o único responsável por fazer dos meus estudos a melhor oportunidade de aprendizagem sou eu. Hoje já não se tem mais as desculpas para criticar os professores, os colegas ou as instituições, porque as informações estão disponíveis para todos aqueles que as quiserem. Basta procurar. Da mesma forma, cada um também é responsável por fazer da sua empresa o melhor lugar para se trabalhar. Caso contrário, cabe a cada um buscar um novo lugar. E com os amores e os amigos? Também cabe a cada um de nós lutar, preservar e estimular os nossos amores e as nossas amizades por meio da confiança e da lealdade. E se eles não merecerem? Isso é problema deles! Por fim, é problema nosso fazer desta a nossa melhor vida, porque, por enquanto, é a única que temos.

Moacir Rauber

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É bom estar com você?

Muitas vezes, ao terminar uma das conversas que tenho conduzido em empresas, universidades ou escolas em que abordo a importância de olhar para dentro de si mesmo para identificar e prender os próprios ladrões, peço para que as pessoas se deem as mãos. Digo para que elas se cumprimentem, dando um bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme o período do dia. As pessoas, entusiasmadas pelo conteúdo abordado anteriormente, dão efusivos apertos de mãos e abraços. Depois eu digo o seguinte:

– Mantenham o cumprimento. Fiquem de mãos apertadas e olhem-se nos olhos. Agora, levantem os seus polegares de forma a que o polegar de cada um se oponha ao polegar do outro. Force um pouco o polegar do outro. Testem a força um do outro…

As pessoas fazem o que é pedido. Algumas ficam constrangidas ao perceber que a pessoa a sua frente tem mais força no polegar do que ela. Outras ficam constrangidas justamente porque sabem que tem mais força do que o outro. Aparecem os sorrisos amarelos. Também aparecem os sorrisos espontâneos daqueles que pouco se importam se tem mais ou menos força do que aquele que está a sua frente. Eles se divertem pelo fato de estarem com o outro.

Na sequência eu chamo a atenção de todos para dizer o seguinte:

– Eu vou contar até três e cada um terá que fazer com que o outro abaixe o polegar o mais rápido possível. Combinado?

A tensão aumenta. Muitos presentes sentem a proximidade da competição e apertam mais fortemente as mãos. Eu começo a contagem:

– Um, dois, três. Valendo!

A competição começa. As pessoas fazem força para abaixar o polegar do outro. Cada um empurra para o outro lado. Os derrotados sorriem. Os vencedores inflam o peito. Entretanto, todos sabem que é uma brincadeira e terminam em abraços de confraternização. É um alvoroço. Logo que os ânimos se acalmam eu indago sobre quem venceu e quem perdeu. As manifestações são as mais variadas. Por fim, eu peço para a pessoa de quem eu havia apertado a mão para explicar aos demais o que eu havia lhe dito após o comando valendo:

– Ele falou, “olha, eu vou abaixar o meu dedo polegar, assim você poderá abaixar o seu. Com isso, ambos alcançamos os nossos objetivos.”

Depois da explicação todos exclamam, Ahh bom, percebendo que muitas vezes nós não entendemos o espírito das relações.

A vida pode ser competitiva, mas nós não estamos em competição. As competições, normalmente, não são justas porque são contra os outros. A competitividade normalmente é sadia porque ocorre a partir de mim em que demonstro a capacidade de fazer o meu melhor.

E nesse exemplo, em nenhum momento eu havia falado para que as pessoas derrubassem o dedo do outro à força. Para fazer o meu melhor e alcançar o objetivo de que o outro abaixasse o seu dedo, bastava eu abaixar o meu. Porém, essa postura e esse novo olhar exige que nós, além do dedo, abaixemos as nossas guardas e passemos a confiar em nós mesmos e nos outros. Que deixemos de competir e passemos a cooperar e colaborar. Com isso, nós, indivíduos sociais, passaremos a entender que nós estamos com os outros e não contra os outros. Enfim, é fundamental que entendamos que a nossa vida somente tem sentido com os outros e que a nossa alegria de viver somente ocorre na presença dos outros. Assim, ao alcançar os nossos objetivos devemos proporcionar a que outras pessoas possam alcançar os seus.

Por fim,

Viver em sociedade deve se basear em relações em que nós estamos com os outros e não contra os outros. Temos que reconhecer que deve ser bom estar com os outros.

É bom estar com você?

 

Moacir Rauber

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“Não quero morar fora do Brasil. Quero morar em outro Brasil (Israel Nunes)!”

Ano de eleições sempre é um período de dor de cabeça para os brasileiros. E isso ocorre a cada dois anos. Há de se lembrar que, além de se preocupar com a vida política, também é preciso se ocupar da rotina normal da vida, ou seja, mais uma dor de cabeça. Isso quer dizer que no Brasil se tem dor de cabeça um ano sim e no outro também.

A questão que merece destaque é que a política existe para que se tenha uma dor de cabeça a menos e não uma a mais. Segundo Aristóteles, a política tem por objetivo prover a felicidade daqueles a quem eles servem por meio da organização, direção e administração daquilo que é público na sociedade.

Por isso, quando nos organizamos em sociedade escolhemos pessoas para organizarem, dirigirem e administrarem aquilo que é comum a essa mesma sociedade. Portanto, os escolhidos não deveriam ser objeto de problemas para nós, mas de solução. E a classe política do país, assim como os funcionários públicos das diferentes esferas e dos diferentes poderes, são os escolhidos para servir a sociedade e promover a sua felicidade, não o contrário. Por que então a escolha e a existência de políticos geram tamanha dor de cabeça para nós, brasileiros? Não há uma única resposta, assim como existem outras perguntas a serem feitas, porém esta semana me encontrei com um jovem que, na contramão da maioria dos jovens, não pretende se mudar do país para ter um mundo melhor. O seu maior desejo é morar em outro Brasil, usando a política como instrumento para mudar o país. Ainda há esperança…

Durante muitos anos tratamos a política como algo asqueroso e desprezível.  Essa ideia tem a sua razão de ser e ela está expressa numa constatação feita por Martin Luther King, quando ele disse, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Não sei exatamente quando, ou se foi desde sempre, mas a política se afastou da sua origem de gerar felicidade para ser uma fonte de problemas. Isso ocorre justamente quando os bons se eximem da responsabilidade de gerar felicidade para os demais ao não se candidatarem para organizar, dirigir e administrar aquilo que é público na sociedade que integram. Os bons se calam. E assim, temos uma horda de políticos que lá estão apenas para se locupletarem. Os maus assumem. Por isso, para mim, foi uma grata satisfação conversar com alguns jovens, entre eles Israel Nunes, 22 anos, que pretende mudar essa realidade. Eles tratam a política como a ciência de gerar bem-estar ao outro com a pretensão de assumir a responsabilidade sobre a construção de um país melhor e não simplesmente se eximir da responsabilidade ao mudar para um país melhor.

Enfim, construir um país melhor requer assumir responsabilidades para gerar bem-estar e felicidade para a coletividade. O que fazer? Mudar o Brasil. Para isso é preciso participar efetivamente da política! “Mas eu não quero ser político…”, pode ser a resposta de muitos.

Então, que cada um escolha políticos que tenham o real interesse em mudar o Brasil fazendo com que o Estado sirva a sociedade e não contrário. Para isso, é necessário que ao final de um dia, de um mês, de um ano e de um mandato de trabalho cada político, assim como os demais servidores públicos possam dizer para si mesmos, “O meu trabalho ajudou mais do que custou para o bem-estar dos brasileiros”. Qual político pode dizer isso?

É nosso papel escolher pessoas que pensem assim e fiscalizá-los para que eles ajam assim. Isso porque a política não deveria ser uma dor de cabeça a mais para os brasileiros, mas deveria ser exercida de forma a que tivéssemos uma dor de cabeça a menos.

Vamos mudar o Brasil para morarmos em outro Brasil?

Moacir Rauber

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O retorno como o caminho da Evolução!

Ver manchetes como “Especialistas recomendam o uso do mel natural para tratar a tosse” até me pareceu brincadeira, mas eles querem que sejam levados a sério. Especialistas recomendam? Especialistas em que? Se são especialistas em saúde deveriam indenizar a grande maioria da população pelas décadas em que indicaram o uso de antibióticos para qualquer coisa, valendo-se do nome de especialistas. Se são especialistas, também deveriam ser humildes o suficiente para pedir desculpas para as nossas mães, avós, bisavós, tataravós e todo e qualquer matuto que sempre fez uso do mel para tratar uma tosse. Porém, os ditos especialistas não têm a humildade como uma de suas virtudes. Preferem valer-se de um diploma que os qualifica como especialistas para apropriar-se de uma realidade que é comum a grande maioria da população. Chega a ser ridículo!

Outra coisa estranha na manchete é quando falam que deve ser Mel natural. Ué? Se é mel só pode ser natural, não é? Se não for natural não é mel, porque para ser mel naturalmente deve ser natural. Ai, ai, ai.

Vejo que o retorno pode ser o caminho da evolução. Vamos nos encontrar com quem já fomos um dia.

Resultado de imagem para mel e tosse

Fonte da Imagem: https://www.altoastral.com.br/xaropes-curar-tosse/