Coincidências?

Não tenho nem ideia da última vez em que havia aparecido uma rosa aqui em casa. Nunca recebi uma da minha esposa… A última que ela recebeu do marido também ainda não nasceu. No sábado passado aconteceu algo realmente incrível. A minha esposa ficou responsável por comprar um buquê de flores para uma amiga aniversariante. Foi até a floricultura, escolheu um buquê. Quando saía da loja a atendente disse-lhe:
– Moça, moça. Para quem comprou esse buquê pode levar uma rosa de brinde.

A minha esposa ficou feliz e escolheu uma linda rosa entre as tantas ofertadas pela loja. Havia as rosas vermelhas, as amarelas e as brancas. Ela escolheu uma rosa quase dourada. Em seguida foi para a festa. No final a rosa ficou sobre a mesa e ela a trouxe para casa.
No instante em que ela estava confraternizando com as amigas eu recebi um e-mail de uma amiga minha integrante de uma Escola de Samba de São Paulo. Eles estão nos preparativos finais para o grande desfile de carnaval que acontecerá daqui mais alguns dias. A minha amiga pediu-me que eu gravasse uma mensagem que pudesse inspirar os integrantes da sua ala. Passei o sábado à tarde preparando o texto que eu gravaria em vídeo para a minha amiga. No final da tarde, quando já estava quase pronto para gravar, a minha esposa retorna com uma rosa dourada nas mãos. A rosa dourada foi parar no vídeo com a mensagem para a escola de samba.
Pergunto: vocês sabem qual o nome da escola de samba de São Paulo que me pediu a mensagem?

Escola de Samba Sociedade Rosas de Ouro!!!

Incrível, não é?

A ocasião faz o ladrão?


– Olha só, não tem vigilância nenhuma… É só colocar no bolso e levar. Ninguém vai ver.

O comentário e a ação me foram reveladas por um brasileiro que, assim como eu, mora temporariamente na Alemanha.

A realidade que aqui se apresenta é muito diferente daquela a que nos acostumamos no Brasil. No edifício onde moro não tem porteiro e não tem nenhum sistema de segurança. No transporte coletivo, inclusive adaptado para um usuário de cadeira de rodas como eu, não há roletas e nem cobrança de passagens. No supermercado aonde vou muitos produtos ficam expostos do lado de fora da porta sem nenhum tipo de vigilância. As pessoas, homens ou mulheres, costumam circular sozinhas em qualquer horário do dia ou da noite sem nenhum tipo de preocupação. Engraçado, não é? Para muitos brasileiros, isso parece ridículo. Como assim prédio sem porteiros, casas sem grades nas janelas, sem muros, sem câmeras de vigilância e sem aparatos de segurança? Por que simplesmente não se cogita entrar numa casa que não seja a sua e levar o que não lhe pertence. Transporte coletivo sem cobrador e sem roleta? É gratuito? Claro que não. Não passa pela cabeça de um cidadão alemão usar o serviço sem pagar, porque se não houver o pagamento um dia o serviço vai acabar. Todos sabem que não há almoço de graça. Produtos expostos sem vigilância? E as pessoas não os levam? Sim, elas escolhem os produtos e os levam até o caixa para pagar. É tão óbvio que se os produtos estão ali eles estão para serem vendidos e não para serem roubados. Circular sozinho de madrugada sem ser assaltado? Isso é possível? Também é óbvio que se alguém está na rua ela deve ter o seu direito de ir e vir respeitado e garantido pelo comportamento de todos. Tudo tão simples. Tudo tão lógico que não deveria ser surpresa nenhuma.

Para um cidadão alemão é surpreendente como alguém pode querer entrar numa casa que não é a sua; que pense em usar um serviço sem dar a contrapartida; que cogite em levar um produto sem pagar; ou que imagine roubar alguém simplesmente porque ele está sozinho. Eles não entendem e não veem isso como oportunidade. Para eles, nada mais falso do que o ditado de que a ocasião faz o ladrão. Aqui na Alemanha a ocasião simplesmente mostra quem é ladrão. E muitos por aqui têm se mostrado como são, inclusive brasileiros especialistas em levar vantagem. Não entendem que ao roubar dos outros simplesmente roubam de si.

Quando se invade, se tira proveito, se furta e se assalta a agressão não é somente para o outro. Cedo ou tarde a agressão se volta contra quem a pratica. Tudo fica mais caro. A rua fica mais perigosa. Por isso, o esperto rouba de todos e de si mesmo os benefícios de um ambiente seguro, assim como rouba a própria integridade e a honestidade que se espera de cada cidadão. Espero o dia em que nós, brasileiros, possamos visitar os países em que a segurança é algo natural e aprender que viver assim é muito mais “esperto”.

Para quem não é ladrão não há ocasião. Há o benefício de viver em paz!
Fonte: http://jairoaraujom.jusbrasil.com.br/artigos/115145225/a-ocasiao-faz-o-ladrao

O dia que a Harmonia falou…

A harmonia começa por dizer:

– Eu já estive dentro de cada um de vocês. Vocês já tiveram harmonia. Vocês já foram bondosos. Isso se perdeu quando vocês perderam a confiança. Ao perder a confiança em si mesmos, vocês passaram a desconfiar dos outros. Quando passaram a desconfiar dos outros, também passaram a atribuir-lhes os problemas. Todos os problemas parecem que são causados pelos outros. Mas não é verdade. Os problemas estão dentro de cada um, assim como a solução deles. 

A Harmonia fez uma pausa e continuou:

– Estou aqui para dizer que vocês devem confiar em si e confiar nos outros. Todo aquele outro que não merecer a sua confiança será problema dele. Mas vocês, confiando, passarão a criar um ambiente de harmonia. Tendo harmonia, vocês passarão a ser bondosos. Desenvolvendo a bondade, vocês passarão a ter serenidade. Com serenidade, vocês criarão um mundo bem melhor. 

– Nesse mundo bem melhor, todos poderão finalmente confiar em todos, porque todos serão aquilo que parecem ser. Só assim para viver em HARMONIA.

Doris-nilesiae: a Flor da Harmonia
©2015 Richard Spellenberg
http://calphotos.berkeley.edu/cgi/img_query?enlarge=0000+0000+0615+1956

Habilidade é algo que se desenvolve…

O futebol sempre foi o meu esporte favorito. Tem alguma magia nele que não encontro nos outros esportes. É um esporte coletivo, estratégico, inteligente e justo. Por que justo? Mesmo não sendo um esporte inclusivo, o futebol é um dos poucos esportes em que você pode se destacar tendo um metro e sessenta ou dois metros de altura. Outros esportes, também com grande apelo na mídia como o basquete e o voleibol, não têm essa possibilidade. Hoje ainda gosto de assistir a um bom jogo de futebol. Analisar as opções inteligentes feitas pelos jogadores, muitas vezes, não inteligentes. As jogadas não inteligentes feitas por jogadores considerados inteligentes. Como explicar? Para mim é mágico.

Antes de estar numa cadeira de rodas, gostava muito mais de jogar do que de assistir futebol e desde muito pequeno já me destacava pela habilidade com a bola. Fui seminarista e lá aprimorei as minhas habilidades, uma vez que praticávamos o esporte todos os dias e, em alguns deles, tínhamos um treinador. Dele ficou uma lição: habilidade é algo que se desenvolve. Como assim?

Lembro-me de um dia em que o treinador reuniu os vinte e dois jogadores no meio do campo para a preleção antes do treino. Jogadores? Um bando de meninos entre onze e dezesseis anos, todos ávidos para começar a correr atrás da bola. Aquelas histórias, conselhos e jogadas que o treinador pretendia nos passar eram consideradas coisas chatas. Mas naquele dia foi diferente. Ele fez algumas perguntas:
– Quem aqui chuta com o pé direito? Quase todos ergueram a mão.

– Quem aqui chuta com o pé esquerdo? Aqueles poucos que não haviam erguido a mão antes a ergueram agora.

– Quem aqui chuta bem com os dois pés? Ninguém se manifestou.

O treinador nos olhou e disse:
– Aquele que souber chutar com os dois pés tem muito mais chances de ser bom jogador…

Em seguida continuou destacando as vantagens de se ter a habilidade nos dois pés e concluiu:
– Hoje somente vão valer os passes e os gols dados com o pé que vocês têm menos habilidade.

Foi uma chiadeira geral. Começamos e terminamos o jogo sem gols. Foi um jogo horrível. Todos criticavam o treinador. Mas naquele dia aprendi a lição de que habilidade é algo que se desenvolve. Desde então comecei a praticar com os dois pés. As primeiras semanas os meus colegas brigavam comigo porque eu estava jogando muito mal. Não era como antes. Mas eu insisti. Passaram-se os meses e alguns anos depois eu havia desenvolvido a habilidade para arrematar com os dois pés.

Volta-se para a regra de Gladwell que afirma que em tudo aquilo a que nós nos dedicarmos 10.000 horas nós seremos excelentes. Não foram tantas horas, mas foi possível desenvolver uma nova habilidade.


Hoje não jogo mais futebol, mas ficou a lição!

Fonte:http://galeria.colorir.com/desportos/futebol/jogador-chutando-pintado-por-cristiano-1009448.html


Qual a próxima habilidade que você vai desenvolver?

Isso também é divino!

Precisamos de menos líderes inquestionáveis e de menos seguidores bajuladores.
Precisamos de menos ídolos endeusados e de menos fãs alienados.
Precisamos de menos mestres doutrinadores e de menos discípulos fanáticos.

Líderes, ídolos e mestres são pessoas. 
Pessoas não são infalíveis
Infalível é divino! 

Precisamos de pessoas falíveis que queiram aprender, não apenas seguir.
Precisamos de pessoas com capacidade de pensar, não apenas idolatrar.
Precisamos de pessoas críveis que também façam coisas incríveis.



Isso também é divino!


Fonte: http://galeria.colorir.com/festas/sao-valentim/mao-pintado-por-mao-de-deus-471586.html

E o futuro?

Sonhe, imagine, projete e desenhe o seu futuro. Vibre com ele. Porém, lembre-se que não há como viver no futuro. Viva no presente. Dia após dia traga o futuro para o presente. Antecipe-o. Realize hoje o futuro de ontem.

E o que há de bom no seu futuro? É futuro… 

Fonte: http://redesampaio.com/o-futuro-dos-costumes/

E as dez mil horas?

Tem-se lido muitas histórias de pessoas de sucesso em autobiografias e também por meio de relatos de terceiros. Muitas vezes, o êxito alcançado pela pessoa de quem se conta a história parece ter sido resultado tão somente de sua escolha e de sua vontade. Entretanto, qualquer uma das pessoas que hoje seja considerado um “Fora de Série” pela sua genialidade ou desempenho deve ter a humildade para reconhecer que existem fatores fora de seu controle que os colocaram em vantagem com relação a outras pessoas que talvez tivessem as mesmas habilidades e competências. 
No livro “Outliers, a história do sucesso” Malcolm Gladwell destaca que Bill Gates somente é Bill Gates como o conhecemos hoje porque ele teve algumas vantagens competitivas com relação a todos os outros possíveis Bill Gates da época. Ele não gostava da escola regular, mas como seus pais eram abastados eles o enviaram para uma escola de elite. Nessa escola foi instalado um dos poucos mainframes da época que permitia que se fizesse programação sem que fosse por intermédio dos cartões perfurados. Ser proveniente de um ambiente abastado, assim como ter a oportunidade de desfrutar de uma tecnologia inovadora para a época foram situações que deram a Bill Gates possibilidades que outras pessoas com a mesma inteligência não tiveram. São questões que os Fora de Séries muitas vezes não comentam.
Entretanto, há que se ressaltar algo. Bill Gates somente é Bill Gates porque cumpriu com uma carga horária obsessiva de programção por livre e espontânea vontade. Utilizava o terminal compartilhado de programação de sua escola por horas e hora sucessivas como se fosse o mais dedicado trabalhador de uma organização. Mas ele não era um trabalhador. Ele era apenas um jovem que fazia o que fazia porque queria e gostava de fazê-lo. Bill Gates enquadra-se facilmente na regra das 10.000 horas. Gladwell afirma que não há ninguém que faça pelo menos 10.000 horas de uma determinada atividade que não se torne um “Fora de Série”.
 
Ele diz, “A prática não é o que se faz quando se é bom. É o que se faz para nos tornarmos bons” (p. 49).
Fonte: http://quasetudo3.blogspot.de/2014_07_01_archive.html
Depois de 10000 horas o coiote vai chegar lá!!!

Uma ideia…

“Escolha uma ideia. Faça dessa ideia a sua vida. Pense nela, sonhe com ela, viva pensando nela. Deixe cérebro, músculos, nervos, todas as partes do seu corpo serem preenchidas com essa ideia. Esse é o caminho para o sucesso” 
Swami Vivekananda, pensador hindu

Sucesso? Concordo com a estratégia de que a ideia daquilo que se quer tome conta do seu ser, mas como ato da própria vontade na busca de ser bem sucedido!

E o passado?

Visite, relembre, rememore e celebre o seu passado. Aprenda com ele. Porém, não queira recriar o passado. Não macule as suas memórias. Preserve as boas memórias do seu passado. Não o viole. Não o profane. Nós mudamos. Os outros mudam. As memórias são sagradas porque foram criadas num determinado tempo e lugar e por pessoas que já não existem mais, principalmente você. O que há de bom no seu passado? É passado…
Moacir Rauber

Fonte: http://blogmdcs.blogspot.de/2013/09/olhando-para-tras.html


Submissão e Renascimento

Submissão e Renascimento

A grandeza pode ser encontrada na submissão e no renascimento. Numa ruptura social ou espiritual não há como voltar no tempo. Não há como reviver o passado feliz, porque ele é passado. Porém, a submissão na ruptura pode gerar o renascimento. É o renascimento não do antigo, mas de algo novo que o nascer de novo traz consigo. Para isso é preciso submeter-se ao renascimento.

O renascimento pode significar a longevidade que anula a morte. Começar de novo na vida que já existe é vencer a morte.

É a grandeza da submissão ao renascimento!

renascimento-1

Somos únicos. Somos múltiplos.