Você está se promovendo?

Não se trata de afirmar que o mundo seja sempre injusto, mas não se pode esperar que ele seja sempre justo. Não é que se afirme que os méritos não serão reconhecidos, mas também não se pode ficar sempre a espera do reconhecimento. Por isso, muitas vezes é preciso que não se espere pela justiça e pelo reconhecimento, mas que se faça justiça ao reivindicar o reconhecimento. Por isso, apenas fazer o que deve ser feito não basta, deve-se fazer com que os outros também o saibam!
http://br.freepik.com/icones-gratis/homem-andando-falando-por-um-alto-falante_738601.htm


O que você tem feito para que os outros saibam o que você faz?


Poder, porque alguns têm? Jeffrey Pfeffer

Ainda é possível acreditar no Ser Humano?

Fiquei extremante feliz ao ler a reportagem escrita pela Isabela Swarowsky. Ela deu a sua interpretação das palavras que eu disse. Ela escutou as palavras segundo a sua visão de mundo e que a levou e a levará a produzir ações. Uma delas foi a iniciativa de escrever um texto sobre aquilo que ouviu descrevendo o que escutou. 

O que foi dito, foi dito para todos. Todos ouviram as mesmas palavras, mas certamente escutaram coisas diferentes. Eis aí a responsabilidade de quem fala, porque as palavras levam a ação. 

Nós somos palavra. Nós somos ação. Das ações surgem as palavras e as palavras podem levar à novas ações. É muito bom quando as palavras podem representar as ações. 

Mais uma vez obrigado Isabela. Você me faz acreditar cada vez mais no Ser Humano!!!

Qual é o seu lema?

Um lema harmônico com os seus valores permite ao indivíduo caminhar na direção dos seus objetivos com mais tranquilidade, alinhando-os aos da organização. O lema que traz valores convergentes entre indivíduo e organização permite que tudo a sua volta tenha significado. O indivíduo pode perceber se a forma como ele vê o mundo se aproxima da maneira como a organização conduz as suas operações. 

Desse modo, cabe a área de Gestão de Recursos Humanos das organizações contribuir para que as pessoas identifiquem os seus valores, tenham os seus lemas para que mais facilmente possam enfrentar os seus dilemas. Havendo convergência, cria-se um ambiente de confiança em que os relacionamentos tendem a ser genuínos. 

“Muitas razões para viver bem!”

Frente a um dilema qual é o seu lema?

Com muito orgulho estarei no ESARH 40 ANOS!

FRENTE A UM DILEMA, QUAL É O SEU LEMA?
Definir missão, visão e valores individuais para se construir relações genuínas e de confiança.
Cada pessoa tem uma história. Em toda história há dilemas. Todo dilema pode ser resolvido com um lema. Um lema traz valores.
Os valores pertencem a uma pessoa que tem a sua história…
Como ajudar o outro a contar a sua melhor história?
A resposta é simples: criar um ambiente de confiança com relações genuínas para que todos possam contar a sua melhor história. Inclusive a organização.

Quem puder participe.
CONVITE FEITO!


“Não sei cozinhar!” Como é que é?

– Não sei cozinhar!  Ouço muitas pessoas afirmarem isso com orgulho.

Pergunto-me: como é que pode alguém se sentir orgulhoso de não ser capaz de preparar a própria alimentação?

Alguns anos atrás essa expressão era quase que mandatária entre os homens, afinal eles eram os provedores dos recursos da casa. Por isso, tinham o “direito” a ter tudo à mão, como as roupas passadas, o quarto arrumado, a casa limpa e a comida sempre pronta. O prato preferido de segunda a segunda era obrigatório que estivesse bem preparado, na temperatura preferida e na textura determinada. Caso contrário era motivo de reclamação explícita, sem pudores ou temores de ofender quem o havia preparado. Ainda bem que esse tempo passou. Hoje, quase não há diferenças entre homens e mulheres quando o assunto é cozinha. Em muitas casas as cozinhas são comandadas exclusivamente por homens e em outras por mulheres. Em outras tantas casas por mulheres e por homens que dividem as tarefas, conciliando-as com a profissão e filhos, quando é o caso. Estranha-me, porém, nos dias de hoje, ouvir alguém dizer, homem ou mulher, com o peito estufado:
– Olha, não sei cozinhar nem um ovo. Se dependesse de mim para fazer a comida morreria de fome…

Isso me espanta. Involuntariamente pergunto, Como é que é? Voluntariamente repito a pergunta inicial: como é que pode alguém se orgulhar de não ser capaz de preparar a própria comida? Pelo orgulho com que o dizem parece até que consideram a atividade como indigna de sua grande capacidade. Seria algo depreciativo saber preparar a comida? No meu ponto de vista, essa incapacidade poderia ser comparada as situações em que não se é capaz de atender necessidades básicas, como tomar banho, escovar os dentes, pentear os cabelos ou fazer a barba. E há que se lembrar do grande número de pessoas que não cumprem tais atividades porque simplesmente não podem. E ainda assim, é preciso ouvir alguém se gabar de que é incompetente para preparar a sua comida? Sinceramente não entendo, porque a comida é um dos grandes prazeres do ser humano.


Fui criado num ambiente em que ainda essas atividades eram bem divididas. Homens cuidavam do serviço pesado no campo, no comércio ou na indústria. As mulheres faziam o serviço da casa. Mas a vida mudou. A realidade não é a mesma. Tenho orgulho em dizer que aprendi a cozinhar e se depender de mim quem for até a minha casa vai ter servida uma comida muito saborosa. Ora feita pela minha esposa. Ora feita por mim. Como é que é? É isso aí. Orgulho-me de saber cozinhar!

Fonte: http://www.bemparana.com.br/vossoblogdecomida/escoffianas-brasileiras/

Entrando de cabeça!

Entramos na cidade e procuramos o hotel. No momento caía uma tromba d’água típica de verão. O vento forte também se fazia notar. Fomos até a área de desembarque do hotel. Estávamos juntos, meus dois irmão e eu, depois de mais trinta anos sem fazer uma viagem juntos. Meu irmão mais novo em relação a mim, não com relação à idade, era o motorista. Ele deixou o carro de forma que eu pudesse desembarcar com mais espaço em função da cadeira de rodas. Meu irmão mais velho, com relação a mim e também à idade, tirou a cadeira de rodas do porta-malas, deixando para que eu pudesse sair do carro. Enquanto eles pegavam as bagagens, eu desembarquei e pensei em ir até a recepção para fazer o check-in. No caminho havia uma imensa porta de vidro. Fiz um movimento com bastante força para abri-la e ainda assim manter o controle da cadeira de rodas, usuário dela que sou. Logo vejo um homem bem vestido se aproximando rapidamente para tentar me ajudar. Já era tarde. A porta já estava aberta. O homem, que era o gerente do hotel, estendeu-me a mão num cumprimento dando-nos as boas vindas. Tudo certo, mas eu ainda estava no vão da porta que agora era mantida aberta pelo gerente. Para desocupar a passagem dei um forte impulso na minha cadeira de rodas olhando para aquele imenso espaço plano do saguão do hotel na minha frente. É o sonho de um cadeirante. Espaços amplos. Pisos lisos. Nenhum degrau a vista. Pode-se até usar a cadeira de rodas para brincar. A cadeira respondeu ao impulso dado. Começou a mover-se rapidamente. A minha visão mirava lá na frente o balcão da recepção com os mais de dez metros que nos separavam. Cheguei a inclinar o corpo para frente com a empolgação do espaço vazio que tinha a percorrer. Não havia nenhum degrau a vista. Na verdade eu olhei para muito longe. Esqueci-me de olhar no primeiro metro a minha frente. Ampliei a visão, mas não cuidei da minha volta. Na minha frente havia um desnível de dois centímetros que se tornava invisível para mim. O impulso fora dado. A cadeira se moveu com força, mas logo as rodinhas dianteiras travaram naquele pequeno degrau que não estava à vista. A cadeira parou. Eu não. Continuei minha trajetória buscando o balcão da recepção, ainda sem entender o que acontecia ao perceber que eu estava estatelado no chão do saguão do hotel aos pés do seu gerente. 

Esse é um daqueles momentos em que se tem a impressão de que o tempo para. O gerente estava em choque. Os meus irmãos, assim como eu, não entendiam o que eu estava fazendo ali no chão. Os outros hóspedes também estavam perplexos. Depois daquele breve instante em que nada se move entendi o que havia acontecido. O degrau que não estava a vista derrubou-me.

Acontece que alguns minutos antes o hotel teve uma das portas de vidro arrancadas pela força do vento que acompanhou a tromba d’água daquela chuva de verão. A porta se quebrou. O vidro se esparramou pelo chão e também foi parar sobre o tapete que deveria estar no primeiro metro depois do vão da porta. Eles retiraram o tapete para limpá-lo. A pequena saliência apareceu no lugar pensado para o tapete. Como ele não estava ali, quem foi parar no lugar dele foi quem não viu o pequeno degrau.

O gerente, assustado, quis ajudar-me a voltar para a cadeira. Pegou-me por um braço começando a puxar-me. Tive que pedir:
– Só um instante, por favor. Só um instante.

Ele parou, mas logo estava novamente agarrado num dos meus braços puxando-me sem saber para onde, dizendo:
– Eu te ajudo. Deixa que eu te ajudo.

Tive que ser um pouco mais ríspido:
– Não, não. Se você quiser me ajudar vai atrapalhar. Pode deixar que eu volto sozinho para a cadeira.

O gerente ainda manteve as suas mãos em mim por um instante. Acredito que ele não entendia como não podia ou como não deveria me ajudar. A diferença nisso tudo é que na verdade ele não sabia me ajudar ainda que quisesse. Caso eu o deixasse fazer o que ele faria? Puxar-me-ia pelo braço fazendo 80kg voltarem para a cadeira? No máximo ele conseguiria me arrastar pelo chão até o balcão da recepção.

Logo um dos meus irmãos se aproximou e disse:
– Pode deixar, pode deixar. Fica tranquilo. Ele tá meio velhinho, mas ainda consegue subir na cadeira… Dando risada.

Parece que finalmente o gerente se tranquilizou um pouco. Ele deu um passo atrás e eu pude ajeitar-me de modo a permitir que com um movimento usando a força dos braços retornasse a cadeira de rodas. De volta a cadeira, arrumei a roupa, recompus-me e cumprimentei o gerente apropriadamente. Ele não parava de se desculpar pelo ocorrido. 

Meus irmãos não paravam de rir da cena e ainda diziam:
– Isso é que é entrar de cabeça num lugar!


Fica a lição: vai entrar de cabeça numa atividade, profissão ou empreendimento? É necessário ampliar a visão e explorar os horizontes, mas é imprescindível saber onde você está. Quantas vezes nós cuidamos daquilo que é dos outros, mas não nos responsabilizamos por aquilo que deveríamos? É bíblico: primeiro devemos tirar a trave do próprio olho para depois poder tirar o cisco do olho do outro. Por isso, devemos cuidar daquilo que está mais próximo para que possamos chegar mais longe. 
Fone: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/impressao.asp?artigo=643

Somos únicos. Somos múltiplos.