Falam o que se quer ouvir…

O vídeo postado pelo pessoal do Porta dos Fundos num canal do youtube mostra parte daquilo que foi dito no post “Você sabe trabalhar com o word?”.


De um lado, são os entrevistadores que não sabem quem e para o que e para quem estão entrevistando. Do outro lado, são os entrevistados que falam aquilo que aprenderam que o entrevistador quer ouvir.

Veja uma entrevista de emprego: https://www.youtube.com/watch?v=wV3vGWcca3U

Dá nisso!!!

Você sabe trabalhar com o word?

– Você sabe trabalhar com o word?
– Sim, tenho nível avançado em todo o pacote do office.
– Hum… E você sabe trabalhar com o excel?

Nasceu um ponto de interrogação na cabeça do candidato a Gerente de Comunicação para a vaga de uma grande multinacional. Como assim excel? Acabei de falar que domino o pacote do office... pensou. A surpresa foi grande, mas certamente seria um teste para o seu autocontrole. Respondeu na maior tranquilidade:

– Sim, sei trabalhar com o excel em nível avançado. Tenho facilidade para a criação de planilhas… Continuou e terminou citando um exemplo.
– E com o power point você sabe trabalhar?

O candidato estava atônito. Não sabia se explicava para a recrutadora a redundância das perguntas ou se ficava na sua. Resolveu não falar nada ficar na dele e responder o que já fora respondido.
– Sim, sei trabalhar com o power point já que no último trabalho era eu o responsável pela elaboração das apresentações da empresa.

A entrevistadora faz uma anotação, pondo o dedo no queixo como quem está analisando profundamente as respostas e segue com o roteiro:
– Hum… E o outlook você sabe usar bem?

Nesse momento quem estava sendo analisado já era quem recrutava, porque o candidato conseguira identificar que ela realmente não sabia sobre o que falava. Resolveu relaxar e deixou-a seguir com perguntas ilógicas sobre ferramentas lógicas.
– Sim, sei usar o outlook com todas as suas funcionalidades… e citou outro exemplo.
– Certo! e o access você saber usar para fazer banco de dados?
– Sim, sei trabalhar com o windows e todo o pacote office desde o período em que trabalhei como estagiário. Também sei trabalhar com os sistemas operacionais Linux e Mac e suas principais ferramentas.
– Certo! Diz a entrevistadora nitidamente ela agora com um ponto de interrogação na cabeça. 

Deveria estar se perguntando, Sistemas operacionais? Linux?… Mas seguiu com algumas perguntas de um roteiro pré-estabelecido sem realmente saber sobre o que falava.

Muito tem se falado na falta de qualificação dos candidatos para as melhores vagas existentes no mercado de trabalho. Isso é bem verdade. Porém, também deveria haver uma preocupação em avaliar como estão as competências daqueles que fazem o processos de seleção. Empresas de recrutamento que selecionam os candidatos para as vagas nas organizações que as contratam para fazê-lo também deveriam estar monitorando a qualificação daqueles que fazem as entrevistas. Para essas empresas contratar psicólogos com boa formação teórica e gestores de pessoas com conhecimentos profundos sobre a área é fundamental. Mas estes profissionais também devem ter conhecimentos sobre as tendências e inovações da área daquele que se entrevista. O recrutador ao fazer um processo de seleção para áreas específicas também deve se preparar para a entrevista. Deve exibir humildade o suficiente para buscar informações sobre a área para quem será designado o candidato, porque ter alguém fazendo perguntas sobre competências técnicas específicas sem o mínimo conhecimento é um desperdício de tempo. Chega a ser uma falta de respeito perguntar ao candidato se ele sabe trabalhar com o excel depois do candidato ter respondido que tem nível avançado no pacote do office.
Assim, a preocupação com a qualificação dos candidatos é real, mas também se deve fazer outra pergunta: quem está preparando os recrutadores?

Falo tudo que me vem à cabeça!

Já ouvi pessoas afirmarem com o peito inflado de orgulho que falam tudo o que lhes vem a cabeça, doa a quem doer.

Quando ouço isso me vem a cabeça uma imagem não tão positiva. Revela que estou diante de alguém que continua a reagir instintivamente, representando um perigo real de agressão e falta de sensibilidade. Ficou com medo, grita e ofende. Ficou com raiva, pragueja e agride.

Por isso, não saber administrar as ações resultantes da emoção não me daria nenhum tipo de orgulho. Muito pelo contrário, frustro-me sempre e quando não consigo controlá-las. Isso porque o surgimento das emoções é inevitável, mas o que se faz com elas é que mostra o quão humano cada um é…  ou não.

Uma mão no nariz…

Moacir Rauber
As competências técnicas são indispensáveis para qualquer posto de trabalho que exija determinada formação. Isso é óbvio e assunto batido! Da mesma forma é quase irritante falar sobre as competências atitudinais que se esperam daqueles que vão se candidatar a uma vaga. Porém, são quase inimagináveis as situações pelas quais passam aqueles que vão contratar alguém frente ao desleixo e a falta de cuidado com que os candidatos se apresentam. E aqui não se trata de valorizar a aparência, mas sim o respeito com que o candidato encara a oportunidade. Também não se trata de rotular descontração como falta de seriedade, mas sim os excessos de intimidade que revelam a falta de consideração do candidato para com a oportunidade. Por que digo tudo isso? Porque gostemos ou não a expressão “a primeira impressão é a que fica” continua valendo. Trata-se de uma reação natural dos seres humanos nos seus movimentos de interação e  pouco se pode fazer com relação a isso, nem com aqueles que realizam as entrevistas e que sabem disso.

Era chegada a hora da entrevista final. O candidato fora pré-selecionado num processo rigoroso com um grande número de candidatos. Até o momento o que havia feito a diferença eram as competências técnicas para o candidato em questão. Mas agora a conversa seria com quem gerenciaria o projeto para o qual aquele jovem se havia candidatado. Um rapaz que tinha seus vinte e seis anos, aproximadamente. A entrevista seria via skype. Quando abriu o canal de comunicação entre ambos a surpresa do candidato ficou expressa em seu rosto. Do outro lado a gerente que o entrevistaria certamente não era mais velha do que ele. Parece que esse fato o deixou totalmente descontraído. A sua postura na cadeira ficou completamente relaxada. A sua forma de falar começou a incluir palavras como “girl”, já que a entrevista era em inglês. A sua mão constantemente tocava o seu nariz. Ele estava seguro, feliz e tranquilo, certo de que conseguiria o trabalho. Para a sua grande surpresa ele não foi contratado.

Ao conversar com a gerente que não o contratou ela comentou, Não sei… Ele me passou a impressão de ser alguém desleixado demais. Até fiquei meio na dúvida se não tem algo a ver com drogas, uma vez que não parava de mexer no nariz…. Ela fez mais alguns comentários sobre a postura e a intimidade com que a tratou na entrevista querendo usufruir de uma liberdade que ela não lhe dera. A gerente considerou o fato de ele talvez ter as competências técnicas, porém elas não foram suficientes para se sobrepor aos sinais atitudinais que não lhe inspiraram confiança.
É, simples assim… Uma mão no nariz fez com que esse candidato não conseguisse uma excelente vaga numa das maiores empresas do mundo! Afinal, mesmo as grandes empresas são compostas por pessoas assim como você e como eu.

A primeira impressão é algo que pode e muitas vezes muda. É somente a primeira impressão! A questão se dá quando não se tem uma segunda oportunidade para reverter o problema causado pela primeira…

Olha, uma fila!!!

Por que as pessoas brigam para entrar por primeiro num ônibus ou num avião?


Quando você está na área do portão de embarque basta o primeiro se levantar e se posicionar em frente a passagem que dá acesso para entrar na aeronave ou no ônibus que logo se forma uma fila. Um por um, às vezes em bando, posicionam-se atrás do primeiro. Inclusive tem momentos de estresse. Pouco importa se o embarque vai começar em quinze minutos ou em uma hora. Conforme as pessoas vão chegando a fila vai aumentando. Tem gente que pega a fila errada tamanha ânsia de estar numa fila. Todos querem entrar logo para estar dentro do avião ou do ônibus. Fico mais espantado com a “vantagem de entrar primeiro” oferecida pelas empresas aos clientes preferenciais… Qual vantagem? Normalmente cada passagem tem seu número marcado com antecedência.  Fico observando e me pergunto: entrar primeiro por que? Entrar primeiro para que? Vai fazer o que lá dentro se a viagem somente vai começar depois que todos estiverem acomodados?

São perguntas que me faço todas às vezes que viajo porque o fenômeno se repete. Como usuário de cadeira de rodas que sou quando viajo de avião sempre sou o primeiro a entrar; quando viajo de ônibus sempre sou o último. Nunca deixei de viajar numa ou noutra situação.

Chegar atrasado é diferente!

Será um inverno rigoroso…

Era outono. 

Os índios deveriam começar a armazenar lenha e alimentos para o inverno. Antes de iniciar o trabalho eles se dirigiram ao seu novo chefe para saber se o inverno seria muito rigoroso ou não. O chefe que fora criado cercado pela modernidade e nada conhecia sobre interpretar os sinais da natureza, como garantia, disse aos índios:
– Sim, teremos um inverno rigoroso! 

Eles começaram a trabalhar. Armazenavam alimentos e recolhiam muita madeira para o inverno. O chefe ficou meio constrangido com a situação e resolveu tirar as dúvidas com o pessoal da estação meteorológica. Telefonou para eles perguntando:
– Como será o inverno deste ano? Será muito rigoroso? 

Os meteorologistas disseram que o inverno tendia a ser bastante frio.

O chefe voltou para a aldeia e disse para que os índios recolhessem mais lenha ainda. O ritmo de armazenamento foi aumentado. Algumas semanas mais tarde o chefe voltou a falar com os meteorologistas que afirmaram:
– O inverno será bastante rigoroso!

De volta a aldeia o chefe disse que o inverno seria bastante rigoroso e os índio se puseram a recolher ainda mais lenha e a armazenar mais mantimentos para o inverno terrível que se aproximava. Mais algumas semanas adiante em nova conversa do chefe com os meteorologistas eles disseram:
– Olha, nós acreditamos que teremos um dos invernos mais rigorosos da história! 

O chefe indagou:
– Mas como vocês podem ter certeza disso?

Os meteorologistas responderam:
– É que os índios estão recolhendo lenha feito loucos…

Como será o seu inverno?

Rigoroso? Ameno? 

Quem vai determinar?

Saber estar e saber conversar para fazer fluir: Executive Assistants

Em determinadas organizações, o que mais se espera de um profissional de secretariado é a sua capacidade de articulação. Para este fim ele precisa ser capaz de construir um ambiente apropriado que estimule o diálogo entre as diferentes pessoas que ocupam as funções e que formam os grupos dentro da organização, cada qual com as suas responsabilidades. Sendo esta a principal capacidade é natural que ela seja precedida pelas competências interpessoais de construção de relacionamentos. Para isto precisa-se saber estar e saber conversar.

Ver mais: http://www.olhemaisumavez.com.br/index.php?s=artigo-detalhes&id=29

Somos únicos. Somos múltiplos.