Sutileza…

Uma mulher processou um homem por difamação, acusando-o de tê-la chamado de “Vaca”. O homem foi julgado culpado e teve que pagar uma gorda indenização para a mulher que o processara, a Sra. Harding. 

Assim que termina o julgamento o homem faz uma pergunta ao juiz:
– Seu Juiz, isso quer dizer que eu não posso mais chamar a Sra. Harding de “Vaca”, certo?

O juiz responde:
– Exato.

O homem continua:
– Mais uma dúvida. Então eu também não posso chamar a minha vaca de “Senhora Harding”?

É diferente! diz o juiz. –  O senhor é livre para chamar a sua vaca como o senhor quiser. Não há nenhum crime nisso…

O homem olha nos olhos da Sra. Harding e diz:
– Boa tarde, Sra. Harding!


Sutileza nada sutil!!!

Extraída do livro: Plato and Platypus walk into a Bar… Understanding Philosophy – through jokes (Thomas Cathcart & Daniel Klein)

Viva as coincidências!!!

Moacir Rauber
O evento estava caminhando conforme o programado. O público estava em sintonia com os palestrantes e os diferentes conteúdos apresentados. O Flávio e o Léo da showzfaziam do cerimonial uma atração especial. Música, ludicidade e bom humor a serviço do evento por meio de conexões sensíveis e profundas com os conteúdos. Muito bacana! Era chegada a hora do palestrante Rafael Baltresca. Enquanto ele se aproximava do palco o mestre de cerimônias conclamava que os presentes o saudassem com chamadas de “liiindo!”. As vozes femininas foram acionadas. Palmas e assovios. Eu também falei mais alto para entrar na onda, “lindo!!!”. Assim se sobressaiu uma voz masculina. A descontração era contagiante.

A minha participação fez com que uma moça que estava duas fileira na minha frente olhasse para trás. Ela me deu um sorriso que foi prontamente retribuído. A palestra começou e terminou. Foi show de bola, assim como de conteúdos e mensagens! Ao final o Rafael cumprimentou os participantes. Também cumprimentei-o. Em seguida é anunciada a nova atração para finalizar as atividades do dia. Um karaokê entre os participantes. Muita animação, mesmo depois de mais de  dez horas de trabalho. Estava ali observando e acompanhando a animação feita pelo Flávio, Léo e equipe. Nisso se aproxima de mim aquela moça que antes me havia dirigido um sorriso. Cumprimentamo-nos e apresentamo-nos. Ela era a Débora, Secretária Executiva da Fiotec, que falou:
– Olha, você me lembra muito um palestrante de Florianópolis… Ele se chama Professor… Professor… Não lembro bem o nome, mas lembro da sua palestra em outubro do ano passado. Ela me marcou muito. Foi um divisor de águas para mim…

Enquanto ela falava não pude deixar de pensar, Palestrante de Florianópolis que tem no nome Professor… Não acredito. Será isso possível?

Ela continuava falando sobre como a palestra a havia tocado profundamente, ainda sem conseguir falar o nome, dizia:
– Sei que a motivação é algo muito pessoal, mas a forma como a mensagem daquela palestra foi passada pelo Professor… e ficou um pouco pensativa.

Foi então que me atrevi e falei:
– Professor Heinz…
– Isso mesmo!!! Professor … e não conseguia falar o nome.
Lembro que também tem o nome de Artur. Disse ela.
­Verdade! Professor Heinz Artur SchurtAcrescentei.
– Sim. A palestra foi maravilhosa! Gostei muito. Estou com o livro dele na minha cabeceira. Você o conhece? Ele é teu parente? Você me faz lembrar dele…
– Não, não sou parente dele… Mas posso te dizer duas coisas. Ontem à noite eu jantei com ele, além dele ser tio da minha esposa.

Ela se mostrou surpresa, embora não mais do que eu. Fiquei ali a pensar no tamanho da coincidência. Como poderia eu sair de Florianópolis para São Paulo para participar de um evento em que alguém olharia para mim e isso a fizesse lembrar de um pessoa com quem eu jantara na noite anterior? Incrível, não?

Ficamos conversando por mais uns trinta minutos sobre o evento e as exigências da profissão. A minha palestra seria no dia seguinte. Comentei-lhe um pouco sobre a abordagem, mas sem muitos detalhes. Isso ela veria no evento. O dia foi começou, a palestra foi realizada, o evento terminou e eu fui para o aeroporto. Cheguei com duas horas de antecedência para o voo. Congonhas, Portão 4. Fiquei ali um pouquinho e resolvi dar uma volta. Fui em direção aos demais portões. Estava eu zanzando de um lado a outro quando encontro uma pessoa conhecida. Sim, para minha surpresa encontrei a Débora mais uma vez. Ficamos maravilhados com a coincidência do encontro e do reencontro.
Seria tudo isso coincidência?

Trocamos e-mails e contatos. Compartilhamos dados e informações. E começamos uma amizade! São as coincidências que nos ampliam os horizontes. Por isso…

…VIVA AS COINCIDÊNCIAS!!!

Awdrey, Obrigado pelo convite que criou a oportunidade para as coincidências!!!

Uma Professora Doutora

Moacir Rauber

Há muitos anos eu estava aprendendo espanhol. A minha turma era formada por um grupo de seis alunos. Em outras salas outros grupos também estavam estudando. Na mesma escola eu era o diretor administrativo. A nossa aula havia começado às 8h e, apesar de ser segunda-feira, estava animada. Com a professora Clara sempre era… Ríamos de uma ou outra situação e também das diferentes expressões encontradas na língua de Cervantes. De repente ouço uma confusão vinda da secretaria. Um berreiro sem tamanho. Rapidamente saí da sala e dirigi-me para lá. No caminho encontro a secretária chorando. Ela já me procurava… Logo que me viu disse que uma senhora entrara na escola e começara a xingá-la e a ameaçá-la que se a tradução não estivesse ali em quinze minutos ela iria até a polícia. Nesse momento eu já sabia de quem se tratava…

Na sexta-feira anterior eu atendera uma professora da universidade pública da nossa cidade. Ela residia há pouco tempo em nossa cidadezinha do interior vinda da capital do estado por força de um concurso público em que fora aprovada. Ela nos procurara para fazer uma tradução de um artigo que seria enviado para um congresso no Chile. Eu lhe havia dito que já era tarde e o final de semana seria um empecilho. Além do mais, nós pedíamos pelo menos uma semana para realizar qualquer uma tradução. Ela insistiu, dizendo-me que era urgente, pois caso contrário ela não poderia viajar para participar do congresso. Dispus-me a procurar por um professor que aceitasse o trabalho. Liguei para um e para outro. Por fim, um dos professores aceitou fazer a tradução. Combinamos o trabalho, acertando detalhes de valor e o prazo de entrega. Ficou combinado que a tradução deveria ser entregue até às 11h da segunda-feira. Estranhei, porque no momento em que ela chegara a escola não passava muito das 9h. Fui até a recepção onde ela estava. Vi-a caminhando de um lado a outro, irritadíssima. Saudei-a e a convidei para que fosse até a minha sala, pois o escândalo estava sendo constrangedor. Ela me olhou com raiva e começou a gritar:

Não pense que só porque você me convidou para a sua sala isso vai ficar assim…, mas me acompanhou. Ofereci-lhe uma cadeira. Eu circundei a escrivaninha e me posicionei no meu local de trabalho. Enquanto ela se sentava voltou a gritar. Ela não falava, vociferava:

Não pense que você vai me dominar com esse olhar machista sobre mim. Eu sou Professora Doutora… e continuou falando tantas baboseiras descrevendo toda a sua formação que não me recordo. 

Nós estávamos sentados um em frente ao outro. Às suas costas havia um vidro que dava para a recepção. Vários alunos estavam assistindo o acesso de fúria da professora. Ela deveria ter uns 55 anos. Eu a encarava tranquilamente, sem demonstrar nenhuma emoção, embora estivesse me roendo internamente. Deixei-a continuar esbravejando:
Eu preciso da tradução, agora. Senão eu perco minha passagem para Santiago. E eu vou cobrar uma indenização de vocês!e blá, blá, blá…

Mais alguns minutos e, finalmente, ela não encontrando mais impropérios, calou-se. Eu aproveitei para perguntar:
Posso falar?

Ao que ela respondeu com mais uma saraivada de xingamentos. Parou novamente. Eu lhe disse de forma calma e segura:
Agora a senhora vai me ouvir…

Abri a minha gaveta, retirei um bloco de orçamentos, mostrei-lhe o documento que ela havia assinado e perguntei-lhe com sarcasmo:
A senhora saber ler? Pois veja o orçamento que a senhora assinou na sexta-feira. E por favor,  leia o horário que foi combinado para a entrega do serviço…

Ela aproximou os olhos do bloco para verificar as informações nele contidas. Eu continuei:
– Digo-lhe mais. Se a tradução não estiver aqui até às 11h eu lhe pago do meu bolso uma viagem para onde a senhora quiser e ainda a indenizo por qualquer tipo de perda…

Fiz uma pequena pausa para depois concluir:
– Porém, assim que eu lhe entregar a tradução eu vou lhe processar por perdas e danos morais, além de exigir uma retratação pública para todos nós aqui da empresa.

E mostrei-lhe o grupo de pessoas que estavam assistindo ao seu destempero apontando o dedo para o vidro atrás dela.

Continuei com o tom de voz calmo e forte:
Agora a senhora pode se sentar na recepção e aguardar até às 11h ou sair e voltar no horário combinado.

Ela se levantou, empertigou-se toda e saiu. 

Quando faltavam 10 minutos para o horário combinado ela estava de volta. O professor responsável pela tradução havia trazido o documento alguns minutos antes. Mostrei-lhe o documento. 

Antes de entregá-lo pedi-lhe o pagamento e complementei:
Aqui está, conforme o combinado…

E ainda segurando o documento, disse:
É muito bom que a nossa cidade receba pessoas com tamanha qualificação e educação vindas de centros maiores. Nós realmente temos muito que aprender com pessoas como a senhora…

Ela pegou os documentos. Percebeu que estava sendo assistida por umas sete ou oito pessoas. De forma meio atrapalhada, agradeceu, deu meia volta saiu. Ou melhor, tentou sair, porque deu de cara com uma porta de vidro temperado que dava para a rua. Quase caiu de costas. Recompôs-se, abriu a porta e se foi.

Naquela mesma hora telefonei para o diretor administrativo do campus da universidade, relatando-lhe o ocorrido. Ainda exigi que a professora pedisse desculpas para a secretária sob pena de ingressar com a ação judicial, conforme havia dito. No período da tarde a Professora Doutora ligou pedindo desculpas….

Esse episódio demonstra claramente que se o conhecimento não servir para melhorar as pessoas como seres humanos ele perde a sua função! Ser doutor ou doutora em qualquer área que seja não deveria dar prerrogativas, mas sim o compromisso de gerar melhorias que alcancem outras pessoas. Porque, atualmente, os doutores do saber representam a elite em seu sentido mais amplo. Não tem falta de recursos econômicos para levar uma vida digna e ainda desfrutam do status de um título conseguido como resultado de seus esforços, mas somente possível pelo acúmulo de conhecimento de toda a humanidade. Conhecimento que não produz humildade, sem ser subserviente, e respeito, sem bajulação, não serve. E pouco importa a área, a esfera social ou a organização; se a empresa é pública ou privada; ou se alguém está tratando com o presidente ou com o responsável pela faxina. 

A humildade e o respeito fazem toda a diferença!

Estressados…

Jorge Reiner
Existem pessoas que vivem estressadas imersas em sua pseudo importância, enquanto outras se estressam sofrendo por sua suposta irrelevância. Não somos tão importantes a ponto de que o mundo não exista sem nós, mas somos sim relevantes para que o mundo seja do jeito que é simplesmente porque existimos.
Há que se buscar o equilíbrio!

Falando no modo automático…

Ríamos abertamente sobre o episódio recém ocorrido. O comissário de bordo ainda estava rubro e se desculpava mais uma vez.

Naquele dia saímos atrasados do aeroporto porque demorou até que encontrassem alguém que pudesse me ajudar a subir a escada que dá acesso ao avião. Segundo as informações, o equipamento que auxilia os usuários de cadeira de rodas a subir os degraus estava “em manutenção”. Deveria era estar estragado e ninguém se preocupara em consertá-lo. O rapaz que me acompanhava desde o portão de embarque não sabia a quem recorrer para me ajudar a subir. Falou com um. Ele não podia porque estava atendendo outra emergência. Falou com outro que também estava sem tempo. Abordou um terceiro que se recusou porque estava com problemas na coluna e não podia fazer esforço. Assim ficamos mais de dez minutos até que vieram mais duas pessoas que me auxiliaram a entrar na aeronave. Acomodei-me e finalmente todos os demais passageiros puderam entrar.

O comissário de bordo chefe da equipe me recebeu de forma muito atenciosa. A viagem foi tranquila. Não mais do que 55 minutos. Pousamos normalmente. Os demais passageiros desembarcaram. Fiquei ali observando… Primeiro, a cadeira de rodas estava demorando para subir. Segundo, sem ela eu não iria a lugar nenhum. A aeronave havia pousado afastado dos “fingers”, aquelas pontes móveis que dão acesso direto ao interior do aeroporto. Assim como subi eu teria que descer pelas escadas. 

Vi que o comissário estava um pouco nervoso. Perguntei-lhe:
– E a minha cadeira?
– Ela já vai chegar. Deixe-me ver…

Saiu e vi que falava no rádio com alguém. Voltou até mim e disse:
– Seu Moacir, o senhor aguarda aqui por alguns instantes que vou ver o que posso fazer para agilizar o seu desembarque. Parece que vai atrasar uns 20 minutos… e saiu rapidamente.

Não aguentei. Comecei a rir. A aeromoça que ainda estava cabine deu um sorriso encabulado. 

Logo eu falei rindo:
 – É, acho que ele não precisaria se preocupar de eu não esperá-lo…

Ela concordou comigo. Como eu poderia sair dali? Um paraplégico sentado numa cadeira que não tem rodas vai ficar no mesmo lugar por muito tempo.

Em seguida o comissário retornou e me informou:
– Vai demorar um pouco mais do que tínhamos previsto. Algum problema?
– Não, não. Eu espero aqui mesmo. Juro que não vou embora… respondi mais uma vez rindo, desta vez acompanhado pela aeromoça.

O comissário de bordo entendeu.
– É verdade. Desculpe-me. Sei que o senhor não poderia sair daqui. Falei aquilo sem pensar…


Muito fácil de acontecer quando falamos e estamos no modo automático, não é?

Sem tempo para pensar… nem para viver!

Ninguém pode nascer por nós.
Ninguém pode morrer por nós.
Ninguém pode viver por nós,
Mesmo assim continuamos a transferir as nossas responsabilidades e a terceirizar as nossas culpas sem assumir os nossos compromissos. Muito mais, estamos transferindo para a rede a capacidade de pensamento e de elaboração de um raciocínio mais complexo.
Poucos ainda são aqueles que leem um livro, uma revista ou um texto mais longo, mas quase todos nós lemos as frases curtas propagadas pela internet numa velocidade impressionante. São expressões e ditos populares carregados de sabedoria, mas que fora de contexto somente refletem a pobreza de espírito de nosso tempo.
Desse modo, estamos terceirizando até a nossa capacidade de pensar, delegando a própria vida para não sentir nenhum tipo de desconforto.
Assim, qualquer um pode pensar por nós, mas nós continuamos sem tempo para viver…
Incrível, não?

Você é imparcial?

Tenho lido e ouvido sobre a falta de imparcialidade da imprensa, com a qual concordo plenamente. 


Mais, pergunto: quem é imparcial? Eu não sou. Você não é. A imprensa também não é e nem deve ser. Uma revista ligada a uma religião é imparcial? Uma publicação de um sindicato é imparcial? Os jornais diários são imparciais? Não são, assim como o poder executivo não é. O judiciário, que deveria ser, e o legislativo também não o são, porque até a opção de não se tomar partido representa uma parcialidade. 

Por isso, prefiro que se fale as claras e em nome de quem se está falando do que essa falsa mania adotada por pseudo intelectuais que se travestem de imparcialidade para denotar até certa ideia de neutralidade. Nem um nem outro existem. Não se é imparcial e tampouco se é neutro. A menos que já se tenha ido desta para uma melhor…

Só é bom se for bom pra você!!!

Você por acaso já ouviu essa frase? Com certeza sim, numa das inúmeras vezes que uma propaganda de banco é veiculada nos diferentes canais de televisão. Pode ser na Globo, na Band, SBT, Record ou outra qualquer rede. É só ligar a televisão e logo você vai ver o garoto propaganda falando dos excelentes serviços prestados pelo banco. Parece tudo maravilhoso. Ainda temos o fato de ser um banco que nos dá a impressão de ser nosso. Quanta tolice!!! A frase está errada e vou dizer porque.

Nesta semana fiz uma compra pela internet de uma passagem rodoviária. Depois de informar o número do cartão de crédito, mas antes de finalizar o processo, li na tela a mensagem, Erro!, e o site voltava para a página principal. Fiz o processo mais uma vez e a mesma coisa. As duas vezes escolhi a poltrona 3. Desisti de comprar por uma e optei por outra companhia. Tudo certo!

Para minha surpresa olho no meu celular e tenho três mensagens de compra pela internet. Duas da primeira e outra da companhia pela qual realmente vou viajar. A mensagem do celular enviada pelo banco diz para que eu ligue caso não reconheçamos a compra. Bom, já passavam das 22h e não havia para onde ligar. Na manhã seguinte liguei para minha agência para falar sobre o ocorrido. Eles informaram que não poderiam fazer nada, porque se tratava de uma questão com o cartão de crédito. Eu deveria ligar para a central de atendimento. Tive um calafrio na hora. Certamente seria um daqueles números que ninguém jamais atende.

Mas eu estava enganado… Disquei e logo fui atendido! Logicamente que não por uma pessoa, mas pelo atendimento eletrônico. Começa a ladainha de escolher a opção, o número da agência, o número da conta e a senha. Depois passam a informar o saldo, o saldo com o limite, o crédito pré-aprovado e por aí vai. Após mais umas tantas quantas ofertas de serviços chega-se a opção do cartão de crédito. Digita-se o número 9. Ouve-se uma mensagem, Por questões de segurança a nossa conversa será gravada! e tem-se a sensação de que alguém vai falar. Não, ninguém fala nada. Começa aquele barulho inconfundível tu tu tu tu tu… E cai a ligação.

Começa tudo de novo. Seu saldo… Seu crédito… Seu limite… Opção 1, 2, 3, 4, … 9. Passa-se por todo o processo. Chega-se até a mensagem sobre segurança e… e… tu tu tu tu… Sim, você mesmo seu paspalho, parece ser a mensagem. Ninguém merece! P.Q.P.!!! Mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. E o banco é meu também.

Na terceira vez a ligação finalmente é transferida para uma central. A esperança de ser atendido renasce. Ajeito-me na cadeira. Preparo a garganta para falar e ouço a mensagem, No momento todos os terminais estão em atendimento. O tempo de espera é superior a 10min, por favor ligue mais tarde ou aguarde na linha… Depois começa a repetição da mensagem, Ser o maior banco da América… blá, blá, blá,e continua, só é bom se for bom pra você! A tensão arterial na estratosfera… Mais alguns minutos e a mensagem, Seu tempo de espera é de 10 minutos, por favor ligue mais tarde ou aguarde na linha. E volta a musiquinha de ser bom para você.

Quem seria louco para desligar nesse momento, depois de passar mais de trinta minutos tentando chegar até uma pessoa para falar? Eu vou aguardar, pensei comigo. E continuei ouvindo que deve ser bom para mim. E o tempo passa. Os dez minutos se convertem em 20 minutos. Quando estava 32 minutos na linha, depois da mensagem de que a nossa conversar seria gravada, alguém me atendeu. Quanta alegria!!! Aí começa a conferência de dados de segurança. Enfim eles acreditam que eu sou eu. Exponho o problema e a atendente, educadamente, diz, Eu não tenho competência para resolver o seu problema, ele deve ser resolvido na agência.

Tá vendo? A frase deveria ser, Bem feito pra você, Seu…

Somos únicos. Somos múltiplos.