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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

A regra de não ter regras…

A regra de não ter regras

Escutava o meu amigo que dizia não sonhar com a riqueza, entretanto nas suas palavras sempre aparecia o desejo de ganhar milhões. Ele argumentava que o seu desejo era o de poder ajudar os outros. Da mesma forma, entre uma fala e outra aparecia a vontade de ser dono de um iate para desfrutar de uma pescaria em alto mar ou de possuir um jatinho particular para se deslocar mais rapidamente entre as suas diferentes propriedades que almejava ter. Assim, os anos se passaram e ele conseguiu acumular um patrimônio tamanho que permite que ele tenha tudo o que dinheiro pode comprar. E aquele desejo de fazer o bem ajudando aos outros? E o sonho de diminuir a desigualdade ao distribuir o que acumulou? Bem, creio que esse desejo ficou lá nos arroubos da juventude, período em que mantínhamos nossas intermináveis conversas sobre o futuro. Hoje estamos acima dos cinquenta anos e o futuro que imaginávamos é o nosso presente. Na semana passada, encontrei-o virtualmente em meio a pandemia. Ele dizia:

– Você deveria ter estado conosco. A festa não terminava…

E contava os detalhes de mais uma das incontáveis festas organizadas por ele e seus amigos. Sempre que nos encontramos a conversa é alegre e divertida, porque a amizade continua. Porém, a divergência entre o sonhado e o realizado é enorme. Os comentários aproximam o meu amigo do desregramento comportamental no qual muitas pessoas sucumbem. A regra é não ter regras. Festas? Excessos diários são a regra. Consumismo? Ter é a norma. Relacionamentos? Uma lista interminável de inícios, meios e finais. Escutava-o. A necessidade de compartilhar era gigante. Não bastava fazer a festa, era preciso anunciar. Não era suficiente consumir, era essencial exibir. Não satisfazia conquistar, havia uma necessidade de arrebanhar. Por trás desse comportamento, quase compulsivo, se manifesta a volúpia, a luxúria e o desregramento. Uma busca desenfreada por novos prazeres sensitivos ligados a uma necessidade interna não identificada. Tais comportamentos também se manifestam no trabalho, nos estudos, nos esportes e em qualquer atividade que leve a buscar um prazer exagerado. Do outro lado da volúpia, da luxúria ou do desregramento estão a tristeza, a castidade e o controle, que por si só também não são qualidades. Entre a volúpia e a tristeza, entre a luxúria e a castidade e entre o desregramento e o excesso de controle se encontra a fruição. A fruição, que é a ação ou o ato de fruir, de aproveitar de usufruir uma oportunidade de forma consciente e prazerosa, representa o equilíbrio. Entendo que é saudável e humano festejar de maneira a celebrar o privilégio da vida. Parece-me importante consumir para atender as próprias necessidades, alimentando a interdependência benéfica com os sistemas de produção e o ambiente. Creio que é fundamental estreitar os relacionamentos com base na autenticidade e na respeitabilidade. Para mim, celebrar, consumir com consciência e estreitar as relações é o equilíbrio que representa a capacidade de fruir.

Enfim, o meu amigo que tem a disposição tudo o que o dinheiro pode comprar, hoje, depois de tomar meio litro do melhor uísque, vai dormir sozinho. A regra de não ter regras fez com que mais um de seus relacionamentos acabasse. Eu o conheço e acredito que a beleza que ele tem no seu interior ainda está lá. Tenho a certeza de que a realização daqueles sonhos da juventude ainda o fariam feliz. Talvez, falte-lhe a coragem de regar o seu amor-próprio para florescer a beleza da capacidade de saber fruir.

Moacir Rauber

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NATAL: faça uma viagem para um reino nada nada distante

Natal é uma data especial em que muitas pessoas aproveitam para tirar férias e viajar. Isso é maravilhoso! Porém, gostaria de destacar de que além de viajar para fora, esse é um período apropriado para fazer uma viagem para dentro e reconhecer o lugar mais incrível do mundo: o Seu Eu. Recentemente lancei o livro chamado O Reino de Logo Ali ao Lado que nos dá a impressão de que se dirige o olhar para o exterior. É só a impressão. No reino ao lado nem sempre algo ou alguém é aquilo que parece ser. Por isso, ninguém confia em ninguém. Para cada um dos habitantes do reino o outro é que é mau, invejoso, ganancioso, avarento, cruel, vingativo e desumano. Naquele reino alguém pode se apresentar de uma maneira e ser exatamente o oposto. É uma fábula que poderia acontecer ao lado, ou não…

A fábula se desenvolve no Reino de Logo Ali ao Lado onde sete habitantes com características e personalidades muito diferentes resolvem se isolar num casarão para se proteger dos demais habitantes. O problema sempre são os outros, não é? As más companhias dos meus filhos são os filhos dos outros, entretanto nos esquecemos de que as más companhias dos filhos dos outros podem ser os meus filhos. Os incompetentes são os meus colaboradores e me esqueço de que eles apenas refletem as minhas próprias competências ou a falta delas. Esquece-se de que ninguém se realiza no isolamento, portanto é importante se reconhecer como frágil e vulnerável para que se possa identificar nossa força. Inicialmente, aqueles habitantes se isolaram para se proteger, porém descobrem que não conseguem se realizar sem os outros. No seu isolamento, os habitantes do casarão procuram criar um ambiente seguro dentro de um reino caótico fazendo dele a sua fortaleza. Nele ninguém mais entra. A segurança e a abundância do casarão chamam a atenção dos demais habitantes do reino que lutam para entrar. Eles querem entrar no casarão, porém os habitantes não querem deixar que isso aconteça porque não confiam em ninguém. Até que um dia o casarão é invadido. O pior pode acontecer! Ou não… O enredo leva o leitor a uma viagem para O Reino de Logo Ali ao Lado que termina… Bom, você quer saber quem habita no Casarão? Leia a fábula O Reino de Logo Ali ao Lado (disponível em https://amzn.to/2r4nFH4 – amazon.com.br) e você vai se surpreender.

Enfim, neste período de Natal também é importante viajar para dentro de si mesmo para encontrar o melhor de cada um. Entendo que a saída é viajar para dentro de si mesmo para que cada um redescubra o valor da sua própria história. Reconhecer as próprias fragilidades e vulnerabilidades é que nos prepara para explorarmos as nossas fortalezas. Posso identificar em mim as fraquezas oriundas de comportamentos negativos como, nem sempre ser bom, a inveja, a ganância desmedida, a avareza, um nível de dureza, um desejo de vingança e até uma dose de desumanidade. É perfeitamente normal. Destaque-se que ao identificar tais fraquezas humanas é que posso exercer o meu livre arbítrio. Ao reconhecer as minhas fragilidades é que posso escolher ser bom. Posso manifestar meu desapego. Posso exibir uma ambição saudável. Posso optar pela generosidade. Posso preferir a flexibilidade. Posso desejar o bem ao próximo. E, finalmente, posso ser verdadeiramente humano, o que nos aproxima do DIVINO.

Para finalizar, pergunto: existe momento mais apropriado do que o período Natalino para fazer esta viagem? Conheça O Reino de Logo Ali ao Lado  (disponível em https://amzn.to/2r4nFH4) que não está nada nada distante.

FELIZ NATAL!

Moacir Rauber

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