Todos os posts de Moacir Rauber

Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Se eu não me aguento, porque é que os outros deveriam fazê-lo?

– Você não cansa de ficar sozinho? Você tá precisando de alguma coisa?
– Não, não. Tá tudo bem comigo. Estou bem mesmo… respondia.

Defrontei-me com essa situação inúmeras vezes nos últimos nove meses em que morei sozinho. Entendia a preocupação das pessoas conhecidas e amigas, mas eu realmente estava bem sozinho. Caso precisasse de algo não hesitaria em telefonar para um amigo ou em bater na porta do vizinho. Entretanto, viver sozinho nesse momento era uma opção.

Não tinha e não tenho problemas em morar sozinho. Naquele momento, tratava-se de um tempo para estar comigo mesmo e ainda assim estar de bem com a vida. Quando estou com as pessoas é porque escolho estar com elas e não porque não consigo ficar sozinho. Para mim, isso se aplica ao cônjuge, aos familiares e aos amigos, porque estar com os outros é uma escolha pelo prazer da companhia e não uma fuga de mim mesmo. 

Se  eu não me aguento, porque é que os outros deveriam fazê-lo?
https://celsofelipe.wordpress.com/2008/page/2/
Mas é muito bom dividir a vida com alguém!!!

Amor não é compromisso…

Com o passar dos anos entendi que o amor não é compromisso, é liberdade. É a liberdade de amar quem você quer amar. É a liberdade de partir e de voltar porque se quer voltar. É a liberdade de ficar em casa ou de sair com os amigos porque a identidade individual permanece. É a liberdade de dizer que ama quando se tem vontade de dizer. É a liberdade de conversar quando se quer conversar ou de dizer, “Agora não dá…”, quando simplesmente não dá. No amor não há lugar para jogos de conveniência. No amor há transparência, sinceridade, amizade, carinho e até sexo. Amor é a rotina do dia a dia. Amor é a falta da rotina numa viagem ou numa mudança de trabalho, de cidade ou de país. Amor é a liberdade de se morar numa cidade enquanto o outro mora noutra. Amor é a liberdade que a confiança em quem se ama nos dá ou a confiança que temos em quem se ama. Amor é a vontade de ver o outro feliz e ser feliz por isso. 
Por tudo isso acredito que amor deve ser compromisso com a LIBERDADE!
Fonte: http://aquelasmulheres.tumblr.com/

A vida é simples ou complexa?

Entendo que a vida é simples e, ao mesmo tempo, complexa. A vida é simples porque quando nós a deixamos fluir as situações se sucedem como deve ser. A vida também é complexa porque nos oferece inúmeras oportunidades nas mais diversas situações. Simples não é simplista. Complexo não é complicado. Nós é que muitas vezes temos uma visão simplista e complicada da vida. E esse nós refere-se a mim e a quem mais talvez se identifique com os medos, fugas, desistências e outras sabotagens que também tenham se feito ao longo da própria vida. Eu fiz muitas!

Na essência, pode-se ter uma vida plena ao entender a complexidade das oportunidades descomplicadas pela simplicidade de ver as coisas como elas realmente são: simples. 

Desistir…

Quem persiste chega lá! 
Porque persistir é sinônimo de luta, de conquista e de vitória. Não é assim que dizem?

E quem desiste? Acredito que saber desistir pode ser um ato de sabedoria. Saber desistir das coisas certas para fazer a coisa certa. Há que se ter sabedoria para isso…

É só um instante…

– Uma mensagem… Tenho que responder.
Freneticamente pega o seu celular e começa a digitar a mensagem. A filha de oito anos no banco de trás avisa:
– Mãããe, não pode dirigir e atender o celular…
– É só agora, minha filha, preciso responder. É urgente…
Termina a frase com as desculpas implícitas no tom de voz, porque sabia que estava errada. Ela tinha perfeita noção de que era ela que deveria dar o exemplo para uma menina de oito anos e não ela ser alertada pela filha. Porém, o dia estava cheio de tantas coisas por fazer… “Que dia hoje para acordar tarde. Tenho que levar minha filha ao colégio. Vai chegar atrasada e vou me atrasar para a reunião com o meu cliente. Só vou responder essa mensagem e avisar que vou me atrasar…”. Enquanto estava com a mão esquerda no volante e a mão direita com o celular na mão, desviou o olhar por um instante para teclar melhor. Foi nesse momento que ela ouve um grito desesperado da filha:
– Cuidado, mãe!!!
Automaticamente ela pisou no freio, travando os pneus que chiaram com a fricção. Ela pode sentir o movimento brusco no corpo da filha que fora impulsionado para a frente, mas que voltara ao seu lugar porque usava o cinto de segurança. Os olhos agora estavam na rua e ela não quis acreditar quando o carro não parou a tempo de evitar o impacto. Ela apenas sentiu a batida e ouviu os ruídos de um corpo batendo por baixo do carro. Pensava desesperada, Meu Deus, deve ter morrido. Meu Deus, espero que não tenha morrido. O que foi que eu fiz? O desespero era completo. O carro parou. A filha soluçava. Ela encostou a cabeça no volante do veículo e justificava-se mentalmente, “Era só agora, era só um instante…”.

Abriu a porta do carro e saiu. Alguns curiosos já se aproximaram do veículo e também da vítima que estava atrás do carro. Ela foi até ela e viu o desastre feito. “Meu Deus, está morto… O que eu faço agora?” As pessoas a volta também confirmaram que estava morto. Nada mais a fazer a não ser assumir as consequências..
Foi então que ela ouviu um dos presentes falar:
– É apenas um cão de rua. Não faz diferença nenhuma…
Para aquele cão fez diferença.

Para as demais pessoas que cruzam as nossas vidas um instante pode fazer toda a diferença. Muitas vezes nós pensamos, “Só agora, só um instante…” e nos permitimos cometer pequenos delitos. Entretanto devemos lembrar que é num instante que se provoca um acidente e que é num instante que se acaba com uma vida.

E se não fosse um cão de rua?


Um convidado inconveniente…

As histórias merecem ser contadas quando valeram a pena ser vividas. E nessa vida, estamos todos no mesmo barco…

Falando em barco… Na equipe de basquete de Braga tenho um amigo que, assim como eu, é remador. Não vou dizer o nome. Não é preciso, não é? Num dos tantos treinos de basquete conversamos sobre os treinos de remo. Convidei-me para vê-lo treinar na esperança de remar um pouco. Gentilmente ele passou por minha casa e fomos até Viana do Castelo numa terça-feira e eu pude remar também. Foi muito bom! Remamos uns oito quilômetros pelo Rio Lima naquele dia. Estávamos a passear e a conversar. Fizemos uma largada e brincamos desfrutando das lindas paisagens do rio. Na volta ao clube encontramos o treinador que comentou com o meu amigo sobre o evento do sábado próximo em que seria realizado o campeonato nacional de remo indoor, incluindo a categoria de remo adaptado. Fiquei ali ao lado ouvindo como quem não quer nada. Na verdade não queria mesmo. De repente eles dirigiram a conversa para mim e disseram, Moacir, você não quer se inscrever? Não quer participar da competição? A princípio disse que não, porque não me achava preparado, entre outras desculpas. Na verdade eu achava que estava meio velho para competir com aquela turma. Eu estava próximo aos cinquenta anos e os demais eram bem mais jovens. Provavelmente era o que eles pensavam. Ao final da conversa disse “sim” e fiz a inscrição. Chegou o sábado e eu fui até o local acompanhado pelo Ricardo, técnico de basquete, sua esposa e sua filha. O Ricardo terminou por entrar no evento como se fosse o técnico de remo. No trajeto de ida eu havia pensado que se tratava de um evento simples, realizado num clube com alguns gatos pingados como participantes. Ao chegar no local e ver toda a infraestrutura montada para o evento fiquei de boca aberta. Caramba, telões para todos os lados… O que é isso? Tinha uma infinidade de aparelhos de remoergômetro espalhados na área de competição e outros tantos na área de aquecimento. Fiquei impressionado e momentaneamente assustado. Cutuquei o Ricardo e disse:
– Meu Deus, isso aqui é um baita evento!!!

Ele riu-se e viu que eu havia ficado impressionado. Técnico que é disse:
– Fica tranquilo. Faz o que você faz todos os dias…

Exatamente… Foi o que pensei. Conversei com o meu amigo do basquete, que não vou falar o nome, e também com os outros concorrentes. Querendo ou não há sempre uma avaliação visual sobre os concorrentes. Olhava para um e pensava, Não deve ter trinta anos…, e para outro, É forte pra caramba… Por fim me tranquilizava, dizendo-me, Você está aqui para se divertir… Na nossa categoria éramos oito, sendo quatro na classe aberta e quatro na classe federados. Começamos a nos preparar. Ajustei a minha cadeira no remoergômetro. Apertei as fitas para fixar o tronco e também as pernas. Fitas estreitas. Apertam-me o peito… pensei. Dei algumas remadas. Soltei e reapertei tudo. Comecei a remar para fazer um aquecimento de dez minutos como sempre faço. Não deu tempo. O pessoal da comissão organizadora avisou-me:
– Um minuto para começar!

Parei de remar para relaxar e soltar os músculos. Concentrei-me e fiquei preparado para a largada. Vi o cronômetro avisando, … 5, 4, 3, 2, 1 vai… E começou a prova. Dei três remadas curtas para movimentar a máquina. Dei mais dez remadas fortes para deixá-la rodando num ritmo mais leve. Depois baixei para a remada de percurso. Olhei para o visor e procurei encontrar os indicadores que me mostravam que eu completaria a prova em 4’30”. Olhava em frente e via a esposa do Ricardo. Vi nela uma certa preocupação. Também sentia a presença do Ricardo que estava às minhas costas, entre mim e o meu amigo basqueteiro. Ele incentivava um e outro. Buscava tirar o melhor de cada um que era o que cada um podia fazer. Eu nada poderia fazer com relação ao tempo do meu amigo, assim como ele não poderia fazer nada com relação ao meu tempo. Porém, aquelas palavras de incentivo faziam com que eu fizesse o meu melhor. No fundo é isso o que importa. Olhei novamente para o visor e vi que havia encontrado uma remada que me deixava confortável no limite das minhas forças. Dosava a potência e a velocidade preocupando-me com a distância percorrida e com a distância a percorrer. Os segundos passavam e os metros também. Já estava na metade da prova e totalmente consciente. Olhei em frente e via a esposa do Ricardo com um sorriso nos olhos. Nesse momento eu soube que estava bem. Sem olhar para o lado eu escutava e percebia que os movimentos do meu amigo já demonstravam alguma dificuldade. Pensei, Ele vai diminuir o ritmo… eu tenho que manter o ritmo. E foi o que fiz. Entretanto, ao me aproximar dos 800m comecei a sentir a falta de ar. Oxigênio, caramba… Oxigênio… e dei uma bufada. A fita que me prendia o tronco era muito estreita e apertava-me o diafragma. Ela asfixiava-me. Naquele momento eu precisava de oxigênio. Queria diminuir a voga, mas não conseguia. Tentei expelir ar com mais força, mas também estava difícil. Senti meus olhos se nublarem e pensei, Vou ter que diminuir senão vou apagar…  E é muito comum nesse tipo de desafio um atleta simplesmente desmaiar. Foi então que ouvi o técnico soprar em meu ouvido:
– Diminui, Moacir, diminui. Você já ganhou a prova, só precisa terminar…

E assim diminuí o ritmo um pouco e terminei a prova. Recebi a medalha de Campeão de Remo Indoor Aberto de Portugal com um tempo de 4’33”, que também me deixaria como campeão geral. Foi incrível!!! A sensação de terminar uma prova sabendo que havia dado o que melhor eu poderia dar naquele dia e naquelas condições não tem preço!!!

Agradeço ao meu amigo, de quem não vou falar o nome, pelo convite. Tá certo que fui um convidado meio inconveniente, por isso todos os méritos para ele. Fiquei a pensar, como ele poderia saber que eu treinava todos os dias? Ainda que não compita, sempre mantive meus treinos de remoergômetro por se tratar de uma atividade de baixo impacto. Fazer cinco, seis, oito ou dez quilômetros de remo num dia dependia da minha condição emocional. Nos dias mais difíceis faço mais exercício. Nos dias mais alegres também faço mais. Mantenho a média nos dias médios. Para mim, alegria e tristeza são motivadores naturais. Na alegria, celebração. Na tristeza, recuperação. A atividade física cumpre com a sua função naturalmente. Disso tudo o meu amigo não sabia, mas eu sabia que ele havia treinado poucas vezes…

No fundo são apenas histórias. Mas cada história só valerá a pena ser contada caso tenha valido a pena ser vivida. Nesse último ano posso dizer que vocês, meus amigos da APD-Braga, fizeram valer a pena ter vivido cada uma dessas histórias.
Obrigado!!!

APD – Associação de Pessoas com Decência. Obrigado!!!

Quando escolhi vir para Braga tinha a firme disposição de participar e, quem sabe, ganhar o campeonato português de basquete sobre rodas com a equipe da APD. Comecei bem. No primeiro final de semana tivemos a Copa de Abertura que ganhamos. Foi uma alegria e o presságio de dias melhores ainda. Os treinos começaram. A busca por uma melhor condição física aliava o basquete com o exercício diário de remoergômetro. A questão técnica era trabalhada nos treinos com a equipe. A primeira partida assisti do banco, pois ainda faltava condicionamento físico e técnico. A segunda partida se aproximava e via a clara oportunidade de estrear por Braga mais uma vez. Os treinos cada vez mais disputados e acirrados levavam-nos aos limites. Via meus colegas de equipe a darem o seu melhor, assim como também eu o fazia. Foi então que aconteceu o inesperado, o imprevisto. Uma lesão que me levou a não jogar mais basquete, conforme descrevi no texto A ÚLTIMA VEZ! Nele relato a frustração daquele último treino antes do Natal que fora para mim o último treino de basquete. Já não poderia mais ser campeão pela equipe de Braga. Se o inesperado pode acabar com sonhos e projetos ele também pode nos dar uma nova oportunidade. Sim, mesmo uma restrição pode significar novas oportunidades. Jogar basquete não era mais recomendado, mas o inesperado faria-me campeão mais uma vez e não só uma vez. Apesar de não treinar e não jogar continuei a participar semanalmente dos treinos e dos jogos, assim como continuei a treinar no equipamento de remoergómetro. Sempre que possível acompanhava a equipe para torcer e, por que não, para desfrutar da companhia dos amigos. A temporada já caminhava para o seu final e teve um jogo que decretou o segundo lugar no campeonato para a nossa equipe. Tínhamos exatamente o mesmo número de pontos e de vitórias que os campeões, entretanto tivemos dois cestos a menos no critério de desempate. Via no grupo uma frustração terrível. A sensação de que o campeonato nos fugira pelas mãos, literalmente, era muito forte. A equipe estava emocionalmente destroçada, entretanto ainda havia a Taça de Portugal a ser disputada. Ela reúne as quatro melhores equipes do ano na disputa de encerramento da temporada. Lá foi a equipe mais uma vez. Naquele dia não pude viajar como das outras vezes. Acompanhei o decorrer das partidas por mensagens. Recebi uma mensagem dizendo que chegáramos a final. No dia seguinte recebi outra mensagem dizendo que a APD de Braga era a campeã da Taça de Portugal!!! Um título merecido por todos. Eu estava muito feliz pela premiação ao esforço de todos os atletas e dirigentes. Sei perfeitamente que numa equipe sempre tem os atletas que jogam mais, e muitas vezes são considerados titulares, e os outros que jogam menos. Entretanto no resultado final todos são importantes, porque são aqueles que muitas vezes não entram num jogo decisivo é que fazem com que aqueles que decidem joguem melhor. As equipes são assim compostas e são competitivas quando todos dão o seu melhor permitindo que o outro também dê o seu melhor. O resultado termina por ser uma consequência. E a consequência foi terminarmos a temporada como campeões! Não estive presente, mas sempre tive a sensação de ser campeão como todos da nossa equipe. Esse momento se tornou real no treino seguinte. A temporada havia terminado, mas os treinamentos prosseguiram. Cheguei ao pavilhão para o treino e reuni-me com os demais jogadores e a comissão técnica para a preleção inicial como sempre acontecia. O técnico disse que o capitão da equipe queria fazer um comentário e foi então que realmente senti-me campeão. Ele entregou-me a medalha de campeão como uma lembrança pela temporada. Foi sensacional. Emocionei-me. Senti-me parte da equipe. Senti-me campeão e soube, naquele momento, que integrava uma equipe campeã. Terminar em primeiro, segundo ou terceiro? Tinha menos importância, porque o importante mesmo era que aqueles meus colegas e amigos eram campeões e compartilhavam a sua vitória num gesto de humildade. Agradeço a todos os meus amigos campeões da APD de Braga!


Assim, tive um ano sensacional em Braga pelas pessoas que reencontrei e por outras que conheci. Gostaria de deixar minha gratidão para cada um:

  • Dado, pelo compromisso e busca da excelência.
  • Filipe e seu pai Jorge, pela presença e cooperação.
  • Gabriel, pela autenticidade e pela alegria.
  • Gonçalves, pelo bom humor e companheirismo.
  • Henrique, pela tranquilidade e competência.
  • João Paulo, pela força de vontade e dedicação.
  • Jorge, pelo vigor das participações.
  • Manuel, pela boa vontade e pelas “boleias” semanais.
  • Mendes, pelo bom humor e crença de que amanhã será melhor.
  • Miguel, pelo esforço e exemplo de que é possível!
  • Rafael, pelo empenho e contribuição.
  • Rogério, pela presença e disponibilidade para a equipe.
  • Sílvio, pelo companheirismo e liderança.
  • Toni, pela capacidade de doação e de conciliação.
  • Para a menina fisiterapeuta, pela prontidão em atender.
  • Rosa Guimarães, presidente da APD Braga: pessoas cuidando de pessoas!

E o que falar do Ricardo? Técnico e amigo de muitas conversas. Espero ter muitas mais, porquee têm certas coisas que não tem preço, não é?
E do Zé Miguel pai? Um novo amigo que é um exemplo para quando eu for pai. 
E do Seu Carlos e da Dona Custódia? Simplesmente traduzem tudo que se pode entender por desprendimento, colaboração, contribuição e clareza de saber pensar no bem maior. 


Obrigado a todos vocês pela amizade! No próximo ano pretendo voltar a Braga para simplesmente estar presente no dia em que vocês levantarem a taça de Campeões mais uma vez.  E o que fica de tudo isso? Ficam as amizades e ficam as histórias.