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Moacir Rauber acredita que tem "MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!" porque "MELANCOLIA NÃO DÁ IBOPE". Também considera que a "DISCIPLINA É A LIBERDADE" que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a "QUE POSSA COMPARTILHAR TUDO COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS".

Uma Professora Doutora

Moacir Rauber

Há muitos anos eu estava aprendendo espanhol. A minha turma era formada por um grupo de seis alunos. Em outras salas outros grupos também estavam estudando. Na mesma escola eu era o diretor administrativo. A nossa aula havia começado às 8h e, apesar de ser segunda-feira, estava animada. Com a professora Clara sempre era… Ríamos de uma ou outra situação e também das diferentes expressões encontradas na língua de Cervantes. De repente ouço uma confusão vinda da secretaria. Um berreiro sem tamanho. Rapidamente saí da sala e dirigi-me para lá. No caminho encontro a secretária chorando. Ela já me procurava… Logo que me viu disse que uma senhora entrara na escola e começara a xingá-la e a ameaçá-la que se a tradução não estivesse ali em quinze minutos ela iria até a polícia. Nesse momento eu já sabia de quem se tratava…

Na sexta-feira anterior eu atendera uma professora da universidade pública da nossa cidade. Ela residia há pouco tempo em nossa cidadezinha do interior vinda da capital do estado por força de um concurso público em que fora aprovada. Ela nos procurara para fazer uma tradução de um artigo que seria enviado para um congresso no Chile. Eu lhe havia dito que já era tarde e o final de semana seria um empecilho. Além do mais, nós pedíamos pelo menos uma semana para realizar qualquer uma tradução. Ela insistiu, dizendo-me que era urgente, pois caso contrário ela não poderia viajar para participar do congresso. Dispus-me a procurar por um professor que aceitasse o trabalho. Liguei para um e para outro. Por fim, um dos professores aceitou fazer a tradução. Combinamos o trabalho, acertando detalhes de valor e o prazo de entrega. Ficou combinado que a tradução deveria ser entregue até às 11h da segunda-feira. Estranhei, porque no momento em que ela chegara a escola não passava muito das 9h. Fui até a recepção onde ela estava. Vi-a caminhando de um lado a outro, irritadíssima. Saudei-a e a convidei para que fosse até a minha sala, pois o escândalo estava sendo constrangedor. Ela me olhou com raiva e começou a gritar:

– Não pense que só porque você me convidou para a sua sala isso vai ficar assim…, mas me acompanhou. Ofereci-lhe uma cadeira. Eu circundei a escrivaninha e me posicionei no meu local de trabalho. Enquanto ela se sentava voltou a gritar. Ela não falava, vociferava:

– Não pense que você vai me dominar com esse olhar machista sobre mim. Eu sou Professora Doutora… e continuou falando tantas baboseiras descrevendo toda a sua formação que não me recordo. 

Nós estávamos sentados um em frente ao outro. Às suas costas havia um vidro que dava para a recepção. Vários alunos estavam assistindo o acesso de fúria da professora. Ela deveria ter uns 55 anos. Eu a encarava tranquilamente, sem demonstrar nenhuma emoção, embora estivesse me roendo internamente. Deixei-a continuar esbravejando:
– Eu preciso da tradução, agora. Senão eu perco minha passagem para Santiago. E eu vou cobrar uma indenização de vocês!e blá, blá, blá…

Mais alguns minutos e, finalmente, ela não encontrando mais impropérios, calou-se. Eu aproveitei para perguntar:
– Posso falar?

Ao que ela respondeu com mais uma saraivada de xingamentos. Parou novamente. Eu lhe disse de forma calma e segura:
– Agora a senhora vai me ouvir…

Abri a minha gaveta, retirei um bloco de orçamentos, mostrei-lhe o documento que ela havia assinado e perguntei-lhe com sarcasmo:
– A senhora saber ler? Pois veja o orçamento que a senhora assinou na sexta-feira. E por favor,  leia o horário que foi combinado para a entrega do serviço…

Ela aproximou os olhos do bloco para verificar as informações nele contidas. Eu continuei:
– Digo-lhe mais. Se a tradução não estiver aqui até às 11h eu lhe pago do meu bolso uma viagem para onde a senhora quiser e ainda a indenizo por qualquer tipo de perda…

Fiz uma pequena pausa para depois concluir:
– Porém, assim que eu lhe entregar a tradução eu vou lhe processar por perdas e danos morais, além de exigir uma retratação pública para todos nós aqui da empresa.

E mostrei-lhe o grupo de pessoas que estavam assistindo ao seu destempero apontando o dedo para o vidro atrás dela.

Continuei com o tom de voz calmo e forte:
– Agora a senhora pode se sentar na recepção e aguardar até às 11h ou sair e voltar no horário combinado.

Ela se levantou, empertigou-se toda e saiu. 

Quando faltavam 10 minutos para o horário combinado ela estava de volta. O professor responsável pela tradução havia trazido o documento alguns minutos antes. Mostrei-lhe o documento. 

Antes de entregá-lo pedi-lhe o pagamento e complementei:
– Aqui está, conforme o combinado…

E ainda segurando o documento, disse:
– É muito bom que a nossa cidade receba pessoas com tamanha qualificação e educação vindas de centros maiores. Nós realmente temos muito que aprender com pessoas como a senhora…

Ela pegou os documentos. Percebeu que estava sendo assistida por umas sete ou oito pessoas. De forma meio atrapalhada, agradeceu, deu meia volta saiu. Ou melhor, tentou sair, porque deu de cara com uma porta de vidro temperado que dava para a rua. Quase caiu de costas. Recompôs-se, abriu a porta e se foi.

Naquela mesma hora telefonei para o diretor administrativo do campus da universidade, relatando-lhe o ocorrido. Ainda exigi que a professora pedisse desculpas para a secretária sob pena de ingressar com a ação judicial, conforme havia dito. No período da tarde a Professora Doutora ligou pedindo desculpas….

Esse episódio demonstra claramente que se o conhecimento não servir para melhorar as pessoas como seres humanos ele perde a sua função! Ser doutor ou doutora em qualquer área que seja não deveria dar prerrogativas, mas sim o compromisso de gerar melhorias que alcancem outras pessoas. Porque, atualmente, os doutores do saber representam a elite em seu sentido mais amplo. Não tem falta de recursos econômicos para levar uma vida digna e ainda desfrutam do status de um título conseguido como resultado de seus esforços, mas somente possível pelo acúmulo de conhecimento de toda a humanidade. Conhecimento que não produz humildade, sem ser subserviente, e respeito, sem bajulação, não serve. E pouco importa a área, a esfera social ou a organização; se a empresa é pública ou privada; ou se alguém está tratando com o presidente ou com o responsável pela faxina. 

A humildade e o respeito fazem toda a diferença!

Estressados…

Jorge Reiner
Existem pessoas que vivem estressadas imersas em sua pseudo importância, enquanto outras se estressam sofrendo por sua suposta irrelevância. Não somos tão importantes a ponto de que o mundo não exista sem nós, mas somos sim relevantes para que o mundo seja do jeito que é simplesmente porque existimos.
Há que se buscar o equilíbrio!

Falando no modo automático…

Ríamos abertamente sobre o episódio recém ocorrido. O comissário de bordo ainda estava rubro e se desculpava mais uma vez.

Naquele dia saímos atrasados do aeroporto porque demorou até que encontrassem alguém que pudesse me ajudar a subir a escada que dá acesso ao avião. Segundo as informações, o equipamento que auxilia os usuários de cadeira de rodas a subir os degraus estava “em manutenção”. Deveria era estar estragado e ninguém se preocupara em consertá-lo. O rapaz que me acompanhava desde o portão de embarque não sabia a quem recorrer para me ajudar a subir. Falou com um. Ele não podia porque estava atendendo outra emergência. Falou com outro que também estava sem tempo. Abordou um terceiro que se recusou porque estava com problemas na coluna e não podia fazer esforço. Assim ficamos mais de dez minutos até que vieram mais duas pessoas que me auxiliaram a entrar na aeronave. Acomodei-me e finalmente todos os demais passageiros puderam entrar.

O comissário de bordo chefe da equipe me recebeu de forma muito atenciosa. A viagem foi tranquila. Não mais do que 55 minutos. Pousamos normalmente. Os demais passageiros desembarcaram. Fiquei ali observando… Primeiro, a cadeira de rodas estava demorando para subir. Segundo, sem ela eu não iria a lugar nenhum. A aeronave havia pousado afastado dos “fingers”, aquelas pontes móveis que dão acesso direto ao interior do aeroporto. Assim como subi eu teria que descer pelas escadas. 

Vi que o comissário estava um pouco nervoso. Perguntei-lhe:
– E a minha cadeira?
– Ela já vai chegar. Deixe-me ver…

Saiu e vi que falava no rádio com alguém. Voltou até mim e disse:
– Seu Moacir, o senhor aguarda aqui por alguns instantes que vou ver o que posso fazer para agilizar o seu desembarque. Parece que vai atrasar uns 20 minutos… e saiu rapidamente.

Não aguentei. Comecei a rir. A aeromoça que ainda estava cabine deu um sorriso encabulado. 

Logo eu falei rindo:
 – É, acho que ele não precisaria se preocupar de eu não esperá-lo…

Ela concordou comigo. Como eu poderia sair dali? Um paraplégico sentado numa cadeira que não tem rodas vai ficar no mesmo lugar por muito tempo.

Em seguida o comissário retornou e me informou:
– Vai demorar um pouco mais do que tínhamos previsto. Algum problema?
– Não, não. Eu espero aqui mesmo. Juro que não vou embora… respondi mais uma vez rindo, desta vez acompanhado pela aeromoça.

O comissário de bordo entendeu.
– É verdade. Desculpe-me. Sei que o senhor não poderia sair daqui. Falei aquilo sem pensar…


Muito fácil de acontecer quando falamos e estamos no modo automático, não é?

Sem tempo para pensar… nem para viver!

Ninguém pode nascer por nós.
Ninguém pode morrer por nós.
Ninguém pode viver por nós,
Mesmo assim continuamos a transferir as nossas responsabilidades e a terceirizar as nossas culpas sem assumir os nossos compromissos. Muito mais, estamos transferindo para a rede a capacidade de pensamento e de elaboração de um raciocínio mais complexo.
Poucos ainda são aqueles que leem um livro, uma revista ou um texto mais longo, mas quase todos nós lemos as frases curtas propagadas pela internet numa velocidade impressionante. São expressões e ditos populares carregados de sabedoria, mas que fora de contexto somente refletem a pobreza de espírito de nosso tempo.
Desse modo, estamos terceirizando até a nossa capacidade de pensar, delegando a própria vida para não sentir nenhum tipo de desconforto.
Assim, qualquer um pode pensar por nós, mas nós continuamos sem tempo para viver…
Incrível, não?

Você é imparcial?

Tenho lido e ouvido sobre a falta de imparcialidade da imprensa, com a qual concordo plenamente. 


Mais, pergunto: quem é imparcial? Eu não sou. Você não é. A imprensa também não é e nem deve ser. Uma revista ligada a uma religião é imparcial? Uma publicação de um sindicato é imparcial? Os jornais diários são imparciais? Não são, assim como o poder executivo não é. O judiciário, que deveria ser, e o legislativo também não o são, porque até a opção de não se tomar partido representa uma parcialidade. 

Por isso, prefiro que se fale as claras e em nome de quem se está falando do que essa falsa mania adotada por pseudo intelectuais que se travestem de imparcialidade para denotar até certa ideia de neutralidade. Nem um nem outro existem. Não se é imparcial e tampouco se é neutro. A menos que já se tenha ido desta para uma melhor…

Só é bom se for bom pra você!!!

Você por acaso já ouviu essa frase? Com certeza sim, numa das inúmeras vezes que uma propaganda de banco é veiculada nos diferentes canais de televisão. Pode ser na Globo, na Band, SBT, Record ou outra qualquer rede. É só ligar a televisão e logo você vai ver o garoto propaganda falando dos excelentes serviços prestados pelo banco. Parece tudo maravilhoso. Ainda temos o fato de ser um banco que nos dá a impressão de ser nosso. Quanta tolice!!! A frase está errada e vou dizer porque.

Nesta semana fiz uma compra pela internet de uma passagem rodoviária. Depois de informar o número do cartão de crédito, mas antes de finalizar o processo, li na tela a mensagem, Erro!, e o site voltava para a página principal. Fiz o processo mais uma vez e a mesma coisa. As duas vezes escolhi a poltrona 3. Desisti de comprar por uma e optei por outra companhia. Tudo certo!

Para minha surpresa olho no meu celular e tenho três mensagens de compra pela internet. Duas da primeira e outra da companhia pela qual realmente vou viajar. A mensagem do celular enviada pelo banco diz para que eu ligue caso não reconheçamos a compra. Bom, já passavam das 22h e não havia para onde ligar. Na manhã seguinte liguei para minha agência para falar sobre o ocorrido. Eles informaram que não poderiam fazer nada, porque se tratava de uma questão com o cartão de crédito. Eu deveria ligar para a central de atendimento. Tive um calafrio na hora. Certamente seria um daqueles números que ninguém jamais atende.

Mas eu estava enganado… Disquei e logo fui atendido! Logicamente que não por uma pessoa, mas pelo atendimento eletrônico. Começa a ladainha de escolher a opção, o número da agência, o número da conta e a senha. Depois passam a informar o saldo, o saldo com o limite, o crédito pré-aprovado e por aí vai. Após mais umas tantas quantas ofertas de serviços chega-se a opção do cartão de crédito. Digita-se o número 9. Ouve-se uma mensagem, Por questões de segurança a nossa conversa será gravada! e tem-se a sensação de que alguém vai falar. Não, ninguém fala nada. Começa aquele barulho inconfundível tu tu tu tu tu… E cai a ligação.

Começa tudo de novo. Seu saldo… Seu crédito… Seu limite… Opção 1, 2, 3, 4, … 9. Passa-se por todo o processo. Chega-se até a mensagem sobre segurança e… e… tu tu tu tu… Sim, você mesmo seu paspalho, parece ser a mensagem. Ninguém merece! P.Q.P.!!! Mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. E o banco é meu também.

Na terceira vez a ligação finalmente é transferida para uma central. A esperança de ser atendido renasce. Ajeito-me na cadeira. Preparo a garganta para falar e ouço a mensagem, No momento todos os terminais estão em atendimento. O tempo de espera é superior a 10min, por favor ligue mais tarde ou aguarde na linha… Depois começa a repetição da mensagem, Ser o maior banco da América… blá, blá, blá,e continua, …só é bom se for bom pra você! A tensão arterial na estratosfera… Mais alguns minutos e a mensagem, Seu tempo de espera é de 10 minutos, por favor ligue mais tarde ou aguarde na linha. E volta a musiquinha de ser bom para você.

Quem seria louco para desligar nesse momento, depois de passar mais de trinta minutos tentando chegar até uma pessoa para falar? Eu vou aguardar, pensei comigo. E continuei ouvindo que deve ser bom para mim. E o tempo passa. Os dez minutos se convertem em 20 minutos. Quando estava 32 minutos na linha, depois da mensagem de que a nossa conversar seria gravada, alguém me atendeu. Quanta alegria!!! Aí começa a conferência de dados de segurança. Enfim eles acreditam que eu sou eu. Exponho o problema e a atendente, educadamente, diz, Eu não tenho competência para resolver o seu problema, ele deve ser resolvido na agência.

Tá vendo? A frase deveria ser, Bem feito pra você, Seu…

Falam o que se quer ouvir…

O vídeo postado pelo pessoal do Porta dos Fundos num canal do youtube mostra parte daquilo que foi dito no post “Você sabe trabalhar com o word?”.


De um lado, são os entrevistadores que não sabem quem e para o que e para quem estão entrevistando. Do outro lado, são os entrevistados que falam aquilo que aprenderam que o entrevistador quer ouvir.

Veja uma entrevista de emprego: https://www.youtube.com/watch?v=wV3vGWcca3U

Dá nisso!!!

Você sabe trabalhar com o word?

– Você sabe trabalhar com o word?
– Sim, tenho nível avançado em todo o pacote do office.
– Hum… E você sabe trabalhar com o excel?

Nasceu um ponto de interrogação na cabeça do candidato a Gerente de Comunicação para a vaga de uma grande multinacional. Como assim excel? Acabei de falar que domino o pacote do office... pensou. A surpresa foi grande, mas certamente seria um teste para o seu autocontrole. Respondeu na maior tranquilidade:

– Sim, sei trabalhar com o excel em nível avançado. Tenho facilidade para a criação de planilhas… Continuou e terminou citando um exemplo.
– E com o power point você sabe trabalhar?

O candidato estava atônito. Não sabia se explicava para a recrutadora a redundância das perguntas ou se ficava na sua. Resolveu não falar nada ficar na dele e responder o que já fora respondido.
– Sim, sei trabalhar com o power point já que no último trabalho era eu o responsável pela elaboração das apresentações da empresa.

A entrevistadora faz uma anotação, pondo o dedo no queixo como quem está analisando profundamente as respostas e segue com o roteiro:
– Hum… E o outlook você sabe usar bem?

Nesse momento quem estava sendo analisado já era quem recrutava, porque o candidato conseguira identificar que ela realmente não sabia sobre o que falava. Resolveu relaxar e deixou-a seguir com perguntas ilógicas sobre ferramentas lógicas.
– Sim, sei usar o outlook com todas as suas funcionalidades… e citou outro exemplo.
– Certo! e o access você saber usar para fazer banco de dados?
– Sim, sei trabalhar com o windows e todo o pacote office desde o período em que trabalhei como estagiário. Também sei trabalhar com os sistemas operacionais Linux e Mac e suas principais ferramentas.
– Certo! Diz a entrevistadora nitidamente ela agora com um ponto de interrogação na cabeça. 

Deveria estar se perguntando, Sistemas operacionais? Linux?… Mas seguiu com algumas perguntas de um roteiro pré-estabelecido sem realmente saber sobre o que falava.

Muito tem se falado na falta de qualificação dos candidatos para as melhores vagas existentes no mercado de trabalho. Isso é bem verdade. Porém, também deveria haver uma preocupação em avaliar como estão as competências daqueles que fazem o processos de seleção. Empresas de recrutamento que selecionam os candidatos para as vagas nas organizações que as contratam para fazê-lo também deveriam estar monitorando a qualificação daqueles que fazem as entrevistas. Para essas empresas contratar psicólogos com boa formação teórica e gestores de pessoas com conhecimentos profundos sobre a área é fundamental. Mas estes profissionais também devem ter conhecimentos sobre as tendências e inovações da área daquele que se entrevista. O recrutador ao fazer um processo de seleção para áreas específicas também deve se preparar para a entrevista. Deve exibir humildade o suficiente para buscar informações sobre a área para quem será designado o candidato, porque ter alguém fazendo perguntas sobre competências técnicas específicas sem o mínimo conhecimento é um desperdício de tempo. Chega a ser uma falta de respeito perguntar ao candidato se ele sabe trabalhar com o excel depois do candidato ter respondido que tem nível avançado no pacote do office.
Assim, a preocupação com a qualificação dos candidatos é real, mas também se deve fazer outra pergunta: quem está preparando os recrutadores?