Todos os posts de Moacir Rauber
Falo tudo que me vem à cabeça!
Já ouvi pessoas afirmarem com o peito inflado de orgulho que falam tudo o que lhes vem a cabeça, doa a quem doer.
Quando ouço isso me vem a cabeça uma imagem não tão positiva. Revela que estou diante de alguém que continua a reagir instintivamente, representando um perigo real de agressão e falta de sensibilidade. Ficou com medo, grita e ofende. Ficou com raiva, pragueja e agride.
Por isso, não saber administrar as ações resultantes da emoção não me daria nenhum tipo de orgulho. Muito pelo contrário, frustro-me sempre e quando não consigo controlá-las. Isso porque o surgimento das emoções é inevitável, mas o que se faz com elas é que mostra o quão humano cada um é… ou não.
Uma mão no nariz…
Moacir Rauber
As competências técnicas são indispensáveis para qualquer posto de trabalho que exija determinada formação. Isso é óbvio e assunto batido! Da mesma forma é quase irritante falar sobre as competências atitudinais que se esperam daqueles que vão se candidatar a uma vaga. Porém, são quase inimagináveis as situações pelas quais passam aqueles que vão contratar alguém frente ao desleixo e a falta de cuidado com que os candidatos se apresentam. E aqui não se trata de valorizar a aparência, mas sim o respeito com que o candidato encara a oportunidade. Também não se trata de rotular descontração como falta de seriedade, mas sim os excessos de intimidade que revelam a falta de consideração do candidato para com a oportunidade. Por que digo tudo isso? Porque gostemos ou não a expressão “a primeira impressão é a que fica” continua valendo. Trata-se de uma reação natural dos seres humanos nos seus movimentos de interação e pouco se pode fazer com relação a isso, nem com aqueles que realizam as entrevistas e que sabem disso.
Era chegada a hora da entrevista final. O candidato fora pré-selecionado num processo rigoroso com um grande número de candidatos. Até o momento o que havia feito a diferença eram as competências técnicas para o candidato em questão. Mas agora a conversa seria com quem gerenciaria o projeto para o qual aquele jovem se havia candidatado. Um rapaz que tinha seus vinte e seis anos, aproximadamente. A entrevista seria via skype. Quando abriu o canal de comunicação entre ambos a surpresa do candidato ficou expressa em seu rosto. Do outro lado a gerente que o entrevistaria certamente não era mais velha do que ele. Parece que esse fato o deixou totalmente descontraído. A sua postura na cadeira ficou completamente relaxada. A sua forma de falar começou a incluir palavras como “girl”, já que a entrevista era em inglês. A sua mão constantemente tocava o seu nariz. Ele estava seguro, feliz e tranquilo, certo de que conseguiria o trabalho. Para a sua grande surpresa ele não foi contratado.
Ao conversar com a gerente que não o contratou ela comentou, Não sei… Ele me passou a impressão de ser alguém desleixado demais. Até fiquei meio na dúvida se não tem algo a ver com drogas, uma vez que não parava de mexer no nariz…. Ela fez mais alguns comentários sobre a postura e a intimidade com que a tratou na entrevista querendo usufruir de uma liberdade que ela não lhe dera. A gerente considerou o fato de ele talvez ter as competências técnicas, porém elas não foram suficientes para se sobrepor aos sinais atitudinais que não lhe inspiraram confiança.
É, simples assim… Uma mão no nariz fez com que esse candidato não conseguisse uma excelente vaga numa das maiores empresas do mundo! Afinal, mesmo as grandes empresas são compostas por pessoas assim como você e como eu.
A primeira impressão é algo que pode e muitas vezes muda. É somente a primeira impressão! A questão se dá quando não se tem uma segunda oportunidade para reverter o problema causado pela primeira…
Olha, uma fila!!!
Por que as pessoas brigam para entrar por primeiro num ônibus ou num avião?
Quando você está na área do portão de embarque basta o primeiro se levantar e se posicionar em frente a passagem que dá acesso para entrar na aeronave ou no ônibus que logo se forma uma fila. Um por um, às vezes em bando, posicionam-se atrás do primeiro. Inclusive tem momentos de estresse. Pouco importa se o embarque vai começar em quinze minutos ou em uma hora. Conforme as pessoas vão chegando a fila vai aumentando. Tem gente que pega a fila errada tamanha ânsia de estar numa fila. Todos querem entrar logo para estar dentro do avião ou do ônibus. Fico mais espantado com a “vantagem de entrar primeiro” oferecida pelas empresas aos clientes preferenciais… Qual vantagem? Normalmente cada passagem tem seu número marcado com antecedência. Fico observando e me pergunto: entrar primeiro por que? Entrar primeiro para que? Vai fazer o que lá dentro se a viagem somente vai começar depois que todos estiverem acomodados?
São perguntas que me faço todas às vezes que viajo porque o fenômeno se repete. Como usuário de cadeira de rodas que sou quando viajo de avião sempre sou o primeiro a entrar; quando viajo de ônibus sempre sou o último. Nunca deixei de viajar numa ou noutra situação.
Chegar atrasado é diferente!
Será um inverno rigoroso…
Era outono.
Os índios deveriam começar a armazenar lenha e alimentos para o inverno. Antes de iniciar o trabalho eles se dirigiram ao seu novo chefe para saber se o inverno seria muito rigoroso ou não. O chefe que fora criado cercado pela modernidade e nada conhecia sobre interpretar os sinais da natureza, como garantia, disse aos índios:
– Sim, teremos um inverno rigoroso!
Eles começaram a trabalhar. Armazenavam alimentos e recolhiam muita madeira para o inverno. O chefe ficou meio constrangido com a situação e resolveu tirar as dúvidas com o pessoal da estação meteorológica. Telefonou para eles perguntando:
– Como será o inverno deste ano? Será muito rigoroso?
Os meteorologistas disseram que o inverno tendia a ser bastante frio.
O chefe voltou para a aldeia e disse para que os índios recolhessem mais lenha ainda. O ritmo de armazenamento foi aumentado. Algumas semanas mais tarde o chefe voltou a falar com os meteorologistas que afirmaram:
– O inverno será bastante rigoroso!
De volta a aldeia o chefe disse que o inverno seria bastante rigoroso e os índio se puseram a recolher ainda mais lenha e a armazenar mais mantimentos para o inverno terrível que se aproximava. Mais algumas semanas adiante em nova conversa do chefe com os meteorologistas eles disseram:
– Olha, nós acreditamos que teremos um dos invernos mais rigorosos da história!
O chefe indagou:
– Mas como vocês podem ter certeza disso?
Os meteorologistas responderam:
– É que os índios estão recolhendo lenha feito loucos…
Como será o seu inverno?
Rigoroso? Ameno?
Quem vai determinar?
Como será o seu inverno?
Rigoroso? Ameno?
Quem vai determinar?
WTC Business Club
Saber estar e saber conversar para fazer fluir: Executive Assistants
Em determinadas organizações, o que mais se espera de um profissional de secretariado é a sua capacidade de articulação. Para este fim ele precisa ser capaz de construir um ambiente apropriado que estimule o diálogo entre as diferentes pessoas que ocupam as funções e que formam os grupos dentro da organização, cada qual com as suas responsabilidades. Sendo esta a principal capacidade é natural que ela seja precedida pelas competências interpessoais de construção de relacionamentos. Para isto precisa-se saber estar e saber conversar.
Ver mais: http://www.olhemaisumavez.com.br/index.php?s=artigo-detalhes&id=29
Proteja esta casa dos tigres…
Toda manhã a mulher vai até a frente de sua casa e grita:
– Proteja esta casa dos tigres!
Logo em seguida ela volta para sua casa e segue a rotina diária.
Finalmente um vizinho que acha aquilo tudo muito louco toma coragem e vai falar com ela:
– Por que você faz isso todo dia? Não há tigres aqui. Eles estão há milhares de quilômetros…
Ela responde:
– Tá vendo? Funciona!
Premissas erradas levam a conclusões equivocadas. Depois disso, logo causado por isso nem sempre é verdadeiro!
Extraído do livro Platão vai ao bar!
A Revolução dos Bichos – George Orwell
Quem não leu merece ler o livreto de 140 páginas, nada mais!
Pouco texto, mas muitas comparações com os dias de hoje…
E os bichos? Sim, eles se revoltaram contra o proprietário da granja, puseram-no a correr e escreveram os seus mandamentos:
OS SETE MANDAMENTOS DOS BICHOS
1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.
Conforme o movimento se firmou alguns bichos foram tomando as iniciativas e controlando as ações. Os porcos, por serem os mais espertos, se encastelaram no mando da operação de guiar os destinos da granja. Logo sentiram a necessidade de alterar alguns mandamentos.
Ao quarto mandamento que dizia “Nenhum animal dormirá em cama”foi acrescentada a expressão, “… que tenha lençóis”. Isso porque os porcos passaram a dormir nas camas, pois precisavam de um bom descanso para melhor cuidar dos destinos da granja.
Ao quinto mandamento acrescentaram “…em excesso” uma vez que os porcos encontraram alguns barris de uísque e andaram bebendo.
O sexto mandamento também teve que sofrer uma pequena alteração quando os porcos imputaram a acusação de traição da causa a outros bichos. Assim o mandamento passou a ser “Nenhum animal matará outro animal…, sem motivo”. Quem determinava os motivos eram os porcos…
E por fim, modificaram o último que os deixava a todos iguais: “Todos os animais são iguais… mas alguns são mais iguais do que os outros!”
Lá estavam os porcos!
Aqui estamos nós!
Seu bando de incompetentes…
Em um dos trechos da homilia o padre disse:
– … As pessoas hoje se separam, mas isso não justifica que se falte com o respeito com o cônjuge para o qual um dia se jurou amor eterno. Quando casais vem falar comigo na tentativa de uma reconciliação não foi nem uma nem outra vez que ouvi xingamentos como, “Aquele cavalo…”, aquela piranha…” entre outros adjetivos ofensivos. Às vezes tive que intervir para que não brigassem na minha frente. Por outro lado me vinha a cabeça pensamentos como, “Um cavalo vive com quem? Uma piranha vive num cardume de piranhas…” e por aí segue. Então, sempre que você for proferir algo referente ao outro lembre-se que muito provavelmente você estará falando de você também. Porque nós vivemos entre iguais…
E assim ele seguiu com a sua prática.
Lembro-me desse exemplo ao ver gestores de corporações lidando com seus subordinados e muitas vezes tratando-os como “Seu bando de incompetentes!” aos altos brados. Bando pode ser o coletivo de aves em geral. Mas há que se lembrar que as expressões que denominam os coletivos sempre se referem a iguais. Na visão organizacional é um grupo de pessoas que não se transformou numa equipe.
Assim, quando fico sabendo de alguma atitude semelhante de algum gestor, da mesma forma, me vem a cabeça:
Quando ele fala de bando de incompetentes está falando de quem?
E essas pessoas taxadas de incompetente pelo gestor fazem parte da organização comandada por quem?
Caso continuem a ser um bando é por responsabilidade de quem?
Não precisa nem desenhar para saber de quem ele está falando, não é?


