Todos os posts de Moacir Rauber
Em 2010, olhe mais uma vez…
Sempre que se cruza uma ponte, vê-se um rio, mas não se vê o mesmo rio. Sabe-se que muita água já passou por debaixo da ponte, mas nunca a mesma água. O mesmo acontece quando se olha para uma árvore, para uma rua, para uma pessoa ou para uma oportunidade. Nunca se vê a mesma árvore, nunca se vê a mesma rua, nunca se vê a mesma pessoa e nunca se vê a mesma oportunidade. Isto porque no instante em que se observa aquilo que se vê ele já não é o mesmo. A todo momento muita água passa por aquela ponte. A árvore absorve nova luz e é impactada por outros ventos. Na rua circulam outras pessoas e se abrem ou se fecham muitas janelas. As pessoas têm outros pensamentos e evoluem em diferentes direções. E as oportunidades, algumas são aproveitadas e outras absorvem luz, são impactadas pelos ventos, pelo abrir e fechar de janelas, pelas pessoas e por muitos pensamentos. Mas todos estão lá, reinventando-se. O rio, a árvore, a rua, as pessoas e as oportunidades.
Por isso, em 2010, olhe mais uma vez!
Cada vez melhor…
– Bom dia, Arthur, que bom vê-lo! Quanto tempo? Como você está?
Arthur, como de hábito, respondeu com um sorriso no rosto:
– Cada vez melhor. E você?
Rodolfo continua:
– Também estou bem. Mas o que você está fazendo por aqui? Acho que nunca te encontrei por estes lados…
Rapidamente a expressão do rosto de Arthur se alterou, voltando aquela expressão de preocupação e tristeza anteriores. Como que caindo em si, sem saber como dizer, com a voz quase sumindo, comenta:
– Na verdade estou voltando do enterro da minha mãe, que faleceu ontem. Eu estou procurando o Cartório de Registro Civil que fica neste prédio e…
Pessoas com deficiência funcional, uma nova categoria
Paisagens ou pessoas
Na última segunda-feira o nosso grupo de amigos se reuniu para mais uma janta e mais um convívio e pude confirmar a ideia do meu amigo Camilo, de Santiago – Chile. Para ele tudo que se pode ver em viagens, como as ilhas, as estepes, as savanas, as florestas, as igrejas, os palácios, os castelos e os mares, começa por repetir-se. O que não se repete jamais são as pessoas que conhecemos e com as quais convivemos, que no final fazem toda a diferença em cada lugar que conhecemos.
Te dolu!!!
Ao acessar a página pessoal de uma pessoa qualquer, numa das tantas redes sociais da internet, facilmente são encontradas pessoas com 200, 300 ou 1000 amigos. Em todas elas vários depoimentos de amizade verdadeira e de amor eterno que expressam sentimentos quase impossíveis de existirem. Fotos, poses e sorrisos são postados todos os dias para que sejam comentados. As pessoas, em todas as situações, inevitavelmente estão acompanhadas de um celular com câmara fotográfica para registrar os momentos que serão vividos. Tudo é fotografado e depois carregado na sua rede. Os amigos fazem os comentários lindo, como amo essas pessoas, ela é divina, te adoro, vc é xd! entre outras tantas expressões comuns. Mas para quem fazem isso? Todos se sentem como se estivessem participando de um filme, de uma novela. Cada um é o personagem principal com milhões de fãs e amigos. O importante não é estar bem, mas parecer e aparecer bem. Enquanto declara sua amizade e seu amor virtual, nega uma ajuda real. Essa ajuda pode ser para um amigo, para um namorado, até mesmo para um filho. Fica muito mais fácil fazer um comentário numa foto Esse é meu filhão que eu amo, mas na vida real negar-lhe o carinho e o amor que estão no ato de ensinar a noção dos deveres e das responsabilidades daqueles que vivem em sociedade.
Infelizmente estamos perdendo a profundidade dos sentimentos, que muitas vezes se ocultavam por trás de expressões contidas, mas que tinham significado. A profundidade de sentimentos por trás de palavras não proferidas, mas que foram ditas. Sentimentos esses que poderiam ser expressados até por um encontrão dado num amigo, pois representava muito, mas muito mais do que declarações como Te dolu!. Uma expressão tristemente infantilizada e que esconde cada vez mais pessoas deprimidas e vazias, mesmo que tenham um milhão de amigos na internet, mas que na hora de tomar um café o fazem sozinhos.
Texto em Ponto de Equilíbrio!
A casa, o carro e os nossos sonhos, por onde andam? Leia o texto A Casa e o Carro… de Ana Mari Zamprogna que nos leva a refletir, dando-nos a sensação de que enveredamos por um caminho… igual. Produção em massa… Será?
Textos em Ponto de Equilíbrio!
Não é natural!!!
Um pequeno conto que destaca a necessidade de equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e o meio ambiente.
Texto em Ponto de Equilíbrio!
O tema Gestão de Pessoas tem suscitado inúmeras discussões, entre elas a sustentabilidade do processo de avaliação de desempenho. A pergunta é Quem avalia o avaliador? para refletir se realmente os responsáveis pelo processo estão preparados para este trabalho, enfim, para saber se há equilíbrio entre Respeito, Lealdade e Transparência…
O texto originalmente foi publicado em
http://www.hsm.com.br/editorias/gestaodepessoas/Quem_avalia_avaliador.php?ppag=1
Conhecer e tratar pessoas requer habilidade, e isso não é para qualquer um…
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: ‘Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo’. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.