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Dar o que se quer

Para se obter aquilo que se quer é preciso dar aquilo que se quer. Como assim?

Você não tem paciência? Dê paciência que você terá paciência.

Você quer paz e tranquilidade? Expresse paz e tranquilidade que você terá paz e tranquilidade.

Você quer amor? Ofereça amor que você terá amor.

Você quer felicidade? Compartilha felicidade que você terá felicidade.

Dê aquilo que você quer ter e você terá aquilo que deu!

dando

Fonte da imagem: http://depressaoepoesia.ning.com/profiles/blogs/dando-que-se-recebe

(Pensamentos baseados no livro Conversation with Gog)

50 ANOS: mais do que esperava

50 ANOS:

Os otimistas diziam que eu chegaria aos trinta. A vida me deu os quarenta e agora os cinquenta. 

Ela me deu mais do que eu poderia imaginar…

A vida me deu pais extraordinários e eu nem sempre retribuí da mesma forma.(Noêmia e Egídio – in memoriam)

A vida me deu irmãos incríveis e eu talvez não tenha sido tão incrível para com eles. 

A vida me deu parentes e amigos inesquecíveis e que muitas vezes eu os esqueci.

Para mim, meu aniversário de cinquenta anos na semana passada foi um marco na trajetória de dias e na lembrança de pessoas especiais.
Alguns dias foram mais intensos, outros menos, mas nenhum foi igual ao outro.
Lembrei de tantas pessoas especiais com as quais tive o privilégio de conviver e de compartilhar momentos únicos. Com algumas convivi e compartilhei mais, com outras menos, mas não encontrei ninguém que fosse igual entre si.
Agradeço por cada dia vivido e a cada pessoa que deixou um pouco de si na minha vida.
É isso que faz a vida valer a pena ser vivida.
Tudo sempre é novo de novo!
Muito obrigado!!!


A sociedade, o cidadão empreendedor e o ladrão de si mesmo

As pessoas limitam as suas possibilidades porque ficam a desejar aquilo que não tem e que não está ao seu alcance. Consomem horas, dias, meses, anos e, muitas vezes, a própria vida sonhando com algo que não é possível. Nesse momento, o ladrão de si mesmo está atuando intensamente. E isso vai do indivíduo para a sociedade. Outro dia estive num evento com foco em empreendedorismo social e cidadania. Tinha a intenção de destacar que para ser um empreendedor não é obrigatório sonhar alto ou realizar grandes feitos. Isso é relativo. No meu ponto de vista, ser empreendedor é ter a motivação para fazer as atividades ordinárias que produzem resultados extraordinários, a superação. Empreendedorismo é fazer o que deve ser feito para alcançar o que se quer. Fui até o evento com a arrogante pretensão de ensinar. Saí de lá com uma aula de empreendedorismo e de cidadania. O João foi a estrela da festa.

Iniciei perguntando se era necessário ter determinadas características físicas, como não ser muito gordo, nem ser muito magro; não ser muito alto, nem ser muito baixo; não ter cabelos longos, nem ter a cabeça raspada para ser cidadão? Não, respondeu a maioria. Fiz outra pergunta e a dirigi para alguns presentes:
Você se considera um cidadão?

Todos responderam que sim. Logo, vi a inquietação do João, um jovem com deficiência intelectual. Ele levantou a mão e fez uma pergunta:
– O que é ser cidadão?

Uau!, pensei. Era essa a pergunta a ser respondida. Como você vai saber se é um cidadão se não sabe o que é ser um cidadão? Entender que cidadão é a parte individual da sociedade, com direitos e deveres deu sentido para as perguntas anteriores. Não há nenhuma precondição física para ser um cidadão. Entretanto, a realidade é diferente. Para que se possa ser um cidadão e desfrutar da sociedade ainda há que se exibir determinadas características físicas. Por isso, enquanto a sociedade não atender a todos indistintamente ela rouba dos seus cidadãos o direito de exercer a sua cidadania. Ela rouba os empreendedores que não podem contribuir para a sociedade, enquanto ela estiver deficiente.

Considerando tudo isso, como ser cidadão e empreendedor? O João respondeu como ser empreendedor ao descrever os seus objetivos. Eram desafiantes e alcançáveis. Enquanto a maioria se rouba o direito de aprender um novo idioma, o João aprendeu inglês de forma autodidata. E ele é considerado uma pessoa com deficiência. Enquanto a maioria tem preguiça ou medo de desenvolver novas habilidades, o João é tenor. E ele é considerado uma pessoa con deficiência. O João, em minha opinião, é um empreendedor nato, porque manteve o foco nas suas possibilidades. Ele não teve preguiça, foi lá e fez. Aprendeu. Transformou-se. Prendeu o ladrão de si mesmo. O João, provavelmente, desenvolveu-se muito mais do que aqueles que admiramos como exemplos de empreendedorismo, principalmente se considerarmos o ponto de partida, as suas limitações e até onde ele chegou. É isso que importa.

Empreendedorismo, motivação e superação numa sociedade que paulatinamente está deixando de ser deficiente ao não roubar os direitos dos seus cidadãos. Assim, manter o foco naquilo que está ao alcance do cidadão com reflexos na sociedade é empreendedorismo. Precisa-se de motivação. Exige-se superação. Cria-se a mão dupla do empreendedorismo que vai do indivíduo para a sociedade e da sociedade para o indivíduo. Prende-se o ladrão de si mesmo e da sociedade, liberando os cidadãos empreendedores.

Ladrão de si mesmo. Peça o seu!!!


http://www.olhemaisumavez.com.br/index.php/loja
No livro são exploradas estórias de um grande Ladrão de si mesmo”. 
Acompanhe a trajetória de um homem acusado publicamente de ser um ladrão. Esse homem é Dimas, que sempre se referia a si mesmo como o bom ladrão numa alusão ao criminoso crucificado do lado direito de Jesus Cristo e que tivera os seus pecados perdoados. No desenrolar da estória, após a acusação que ele jurava ser falsa, Dimas descobre que na realidade ele fora sistematicamente roubado e sabotado nas diferentes esferas da sua vida. O pior de tudo é que ele não sabe quem o acusa nem quem o rouba. E quando Dimas descobre não quer acreditar quem é o seu inimigo. Ele fica literalmente paralisado com a descoberta do verdadeiro ladrão. 

Afinal, quem é o ladrão?

O que está no seu controle?

Sempre digo que nós devemos nos preocupar e nos ocupar com aquilo que está sob nosso controle. O nosso foco deve ser dirigido para aquilo que realmente podemos fazer e influenciar. Isso não quer dizer que não devamos nos encantar com iniciativas sobre as quais não temos a mínima possibilidade de alcançar ou que não devamos nos indignar com aquilo que acontece de errado para além das nossas vistas. 

Acredito que devemos sim ficar positivamente impressionados com as coisas boas que acontecem a nossa volta para que um dia possamos nos espelhar nessas ações e também fazê-las na nossa área de influência. Também devemos ficar indignados com as safadezas que acontecem nas esferas fora de nosso alcance para que elas não ocorram onde nós temos influência. Só assim para melhorarmos. Porque hoje a minha influência é na minha família, no meu trabalho, na minha empresa, no meu círculo de amigos e, principalmente, em mim mesmo. E eu sou o meu ponto de partida. 

Sendo eu exemplo de correção um dia a minha influência poderá se estender de acordo como eu trilhar o meu caminho. Com as pessoas apoiando-se em iniciativas que nos encantam e rejeitando ações que nos enojam, o mundo será um lugar melhor para viver.

Seguir em frente ou desistir? Está no seu controle…