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Ladrão de si mesmo. Peça o seu!!!


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No livro são exploradas estórias de um grande Ladrão de si mesmo”. 
Acompanhe a trajetória de um homem acusado publicamente de ser um ladrão. Esse homem é Dimas, que sempre se referia a si mesmo como o bom ladrão numa alusão ao criminoso crucificado do lado direito de Jesus Cristo e que tivera os seus pecados perdoados. No desenrolar da estória, após a acusação que ele jurava ser falsa, Dimas descobre que na realidade ele fora sistematicamente roubado e sabotado nas diferentes esferas da sua vida. O pior de tudo é que ele não sabe quem o acusa nem quem o rouba. E quando Dimas descobre não quer acreditar quem é o seu inimigo. Ele fica literalmente paralisado com a descoberta do verdadeiro ladrão. 

Afinal, quem é o ladrão?

O que está no seu controle?

Sempre digo que nós devemos nos preocupar e nos ocupar com aquilo que está sob nosso controle. O nosso foco deve ser dirigido para aquilo que realmente podemos fazer e influenciar. Isso não quer dizer que não devamos nos encantar com iniciativas sobre as quais não temos a mínima possibilidade de alcançar ou que não devamos nos indignar com aquilo que acontece de errado para além das nossas vistas. 

Acredito que devemos sim ficar positivamente impressionados com as coisas boas que acontecem a nossa volta para que um dia possamos nos espelhar nessas ações e também fazê-las na nossa área de influência. Também devemos ficar indignados com as safadezas que acontecem nas esferas fora de nosso alcance para que elas não ocorram onde nós temos influência. Só assim para melhorarmos. Porque hoje a minha influência é na minha família, no meu trabalho, na minha empresa, no meu círculo de amigos e, principalmente, em mim mesmo. E eu sou o meu ponto de partida. 

Sendo eu exemplo de correção um dia a minha influência poderá se estender de acordo como eu trilhar o meu caminho. Com as pessoas apoiando-se em iniciativas que nos encantam e rejeitando ações que nos enojam, o mundo será um lugar melhor para viver.

Seguir em frente ou desistir? Está no seu controle…


Dia da Mulher!

 
 
Para muitas mulheres a vida é simples e complexa! 
A vida é simples quando se deixa que ela flua com as situações sucedendo-se naturalmente. 
E como a vida, as mulheres sabem deixá-la fluir!
A vida também é complexa pelas alternativas que ela nos oferece. 
E como a vida, elas sabem oferecê-las!
E simples não quer dizer simplista, assim como complexa não quer dizer complicada
Quando se gosta, basta dizer que se gosta. 
Quando não se gosta, basta dizer que não se gosta. 
Com amor e respeito, tudo fica mais fácil.
Aprendi isso com uma mulher!
 
Moacir

 

Entrando de cabeça!

Entramos na cidade e procuramos o hotel. No momento caía uma tromba d’água típica de verão. O vento forte também se fazia notar. Fomos até a área de desembarque do hotel. Estávamos juntos, meus dois irmão e eu, depois de mais trinta anos sem fazer uma viagem juntos. Meu irmão mais novo em relação a mim, não com relação à idade, era o motorista. Ele deixou o carro de forma que eu pudesse desembarcar com mais espaço em função da cadeira de rodas. Meu irmão mais velho, com relação a mim e também à idade, tirou a cadeira de rodas do porta-malas, deixando para que eu pudesse sair do carro. Enquanto eles pegavam as bagagens, eu desembarquei e pensei em ir até a recepção para fazer o check-in. No caminho havia uma imensa porta de vidro. Fiz um movimento com bastante força para abri-la e ainda assim manter o controle da cadeira de rodas, usuário dela que sou. Logo vejo um homem bem vestido se aproximando rapidamente para tentar me ajudar. Já era tarde. A porta já estava aberta. O homem, que era o gerente do hotel, estendeu-me a mão num cumprimento dando-nos as boas vindas. Tudo certo, mas eu ainda estava no vão da porta que agora era mantida aberta pelo gerente. Para desocupar a passagem dei um forte impulso na minha cadeira de rodas olhando para aquele imenso espaço plano do saguão do hotel na minha frente. É o sonho de um cadeirante. Espaços amplos. Pisos lisos. Nenhum degrau a vista. Pode-se até usar a cadeira de rodas para brincar. A cadeira respondeu ao impulso dado. Começou a mover-se rapidamente. A minha visão mirava lá na frente o balcão da recepção com os mais de dez metros que nos separavam. Cheguei a inclinar o corpo para frente com a empolgação do espaço vazio que tinha a percorrer. Não havia nenhum degrau a vista. Na verdade eu olhei para muito longe. Esqueci-me de olhar no primeiro metro a minha frente. Ampliei a visão, mas não cuidei da minha volta. Na minha frente havia um desnível de dois centímetros que se tornava invisível para mim. O impulso fora dado. A cadeira se moveu com força, mas logo as rodinhas dianteiras travaram naquele pequeno degrau que não estava à vista. A cadeira parou. Eu não. Continuei minha trajetória buscando o balcão da recepção, ainda sem entender o que acontecia ao perceber que eu estava estatelado no chão do saguão do hotel aos pés do seu gerente. 

Esse é um daqueles momentos em que se tem a impressão de que o tempo para. O gerente estava em choque. Os meus irmãos, assim como eu, não entendiam o que eu estava fazendo ali no chão. Os outros hóspedes também estavam perplexos. Depois daquele breve instante em que nada se move entendi o que havia acontecido. O degrau que não estava a vista derrubou-me.

Acontece que alguns minutos antes o hotel teve uma das portas de vidro arrancadas pela força do vento que acompanhou a tromba d’água daquela chuva de verão. A porta se quebrou. O vidro se esparramou pelo chão e também foi parar sobre o tapete que deveria estar no primeiro metro depois do vão da porta. Eles retiraram o tapete para limpá-lo. A pequena saliência apareceu no lugar pensado para o tapete. Como ele não estava ali, quem foi parar no lugar dele foi quem não viu o pequeno degrau.

O gerente, assustado, quis ajudar-me a voltar para a cadeira. Pegou-me por um braço começando a puxar-me. Tive que pedir:
– Só um instante, por favor. Só um instante.

Ele parou, mas logo estava novamente agarrado num dos meus braços puxando-me sem saber para onde, dizendo:
– Eu te ajudo. Deixa que eu te ajudo.

Tive que ser um pouco mais ríspido:
– Não, não. Se você quiser me ajudar vai atrapalhar. Pode deixar que eu volto sozinho para a cadeira.

O gerente ainda manteve as suas mãos em mim por um instante. Acredito que ele não entendia como não podia ou como não deveria me ajudar. A diferença nisso tudo é que na verdade ele não sabia me ajudar ainda que quisesse. Caso eu o deixasse fazer o que ele faria? Puxar-me-ia pelo braço fazendo 80kg voltarem para a cadeira? No máximo ele conseguiria me arrastar pelo chão até o balcão da recepção.

Logo um dos meus irmãos se aproximou e disse:
– Pode deixar, pode deixar. Fica tranquilo. Ele tá meio velhinho, mas ainda consegue subir na cadeira… Dando risada.

Parece que finalmente o gerente se tranquilizou um pouco. Ele deu um passo atrás e eu pude ajeitar-me de modo a permitir que com um movimento usando a força dos braços retornasse a cadeira de rodas. De volta a cadeira, arrumei a roupa, recompus-me e cumprimentei o gerente apropriadamente. Ele não parava de se desculpar pelo ocorrido. 

Meus irmãos não paravam de rir da cena e ainda diziam:
– Isso é que é entrar de cabeça num lugar!


Fica a lição: vai entrar de cabeça numa atividade, profissão ou empreendimento? É necessário ampliar a visão e explorar os horizontes, mas é imprescindível saber onde você está. Quantas vezes nós cuidamos daquilo que é dos outros, mas não nos responsabilizamos por aquilo que deveríamos? É bíblico: primeiro devemos tirar a trave do próprio olho para depois poder tirar o cisco do olho do outro. Por isso, devemos cuidar daquilo que está mais próximo para que possamos chegar mais longe. 
Fone: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/impressao.asp?artigo=643

Coincidências?

Não tenho nem ideia da última vez em que havia aparecido uma rosa aqui em casa. Nunca recebi uma da minha esposa… A última que ela recebeu do marido também ainda não nasceu. No sábado passado aconteceu algo realmente incrível. A minha esposa ficou responsável por comprar um buquê de flores para uma amiga aniversariante. Foi até a floricultura, escolheu um buquê. Quando saía da loja a atendente disse-lhe:
– Moça, moça. Para quem comprou esse buquê pode levar uma rosa de brinde.

A minha esposa ficou feliz e escolheu uma linda rosa entre as tantas ofertadas pela loja. Havia as rosas vermelhas, as amarelas e as brancas. Ela escolheu uma rosa quase dourada. Em seguida foi para a festa. No final a rosa ficou sobre a mesa e ela a trouxe para casa.
No instante em que ela estava confraternizando com as amigas eu recebi um e-mail de uma amiga minha integrante de uma Escola de Samba de São Paulo. Eles estão nos preparativos finais para o grande desfile de carnaval que acontecerá daqui mais alguns dias. A minha amiga pediu-me que eu gravasse uma mensagem que pudesse inspirar os integrantes da sua ala. Passei o sábado à tarde preparando o texto que eu gravaria em vídeo para a minha amiga. No final da tarde, quando já estava quase pronto para gravar, a minha esposa retorna com uma rosa dourada nas mãos. A rosa dourada foi parar no vídeo com a mensagem para a escola de samba.
Pergunto: vocês sabem qual o nome da escola de samba de São Paulo que me pediu a mensagem?

Escola de Samba Sociedade Rosas de Ouro!!!

Incrível, não é?

A ocasião faz o ladrão?


– Olha só, não tem vigilância nenhuma… É só colocar no bolso e levar. Ninguém vai ver.

O comentário e a ação me foram reveladas por um brasileiro que, assim como eu, mora temporariamente na Alemanha.

A realidade que aqui se apresenta é muito diferente daquela a que nos acostumamos no Brasil. No edifício onde moro não tem porteiro e não tem nenhum sistema de segurança. No transporte coletivo, inclusive adaptado para um usuário de cadeira de rodas como eu, não há roletas e nem cobrança de passagens. No supermercado aonde vou muitos produtos ficam expostos do lado de fora da porta sem nenhum tipo de vigilância. As pessoas, homens ou mulheres, costumam circular sozinhas em qualquer horário do dia ou da noite sem nenhum tipo de preocupação. Engraçado, não é? Para muitos brasileiros, isso parece ridículo. Como assim prédio sem porteiros, casas sem grades nas janelas, sem muros, sem câmeras de vigilância e sem aparatos de segurança? Por que simplesmente não se cogita entrar numa casa que não seja a sua e levar o que não lhe pertence. Transporte coletivo sem cobrador e sem roleta? É gratuito? Claro que não. Não passa pela cabeça de um cidadão alemão usar o serviço sem pagar, porque se não houver o pagamento um dia o serviço vai acabar. Todos sabem que não há almoço de graça. Produtos expostos sem vigilância? E as pessoas não os levam? Sim, elas escolhem os produtos e os levam até o caixa para pagar. É tão óbvio que se os produtos estão ali eles estão para serem vendidos e não para serem roubados. Circular sozinho de madrugada sem ser assaltado? Isso é possível? Também é óbvio que se alguém está na rua ela deve ter o seu direito de ir e vir respeitado e garantido pelo comportamento de todos. Tudo tão simples. Tudo tão lógico que não deveria ser surpresa nenhuma.

Para um cidadão alemão é surpreendente como alguém pode querer entrar numa casa que não é a sua; que pense em usar um serviço sem dar a contrapartida; que cogite em levar um produto sem pagar; ou que imagine roubar alguém simplesmente porque ele está sozinho. Eles não entendem e não veem isso como oportunidade. Para eles, nada mais falso do que o ditado de que a ocasião faz o ladrão. Aqui na Alemanha a ocasião simplesmente mostra quem é ladrão. E muitos por aqui têm se mostrado como são, inclusive brasileiros especialistas em levar vantagem. Não entendem que ao roubar dos outros simplesmente roubam de si.

Quando se invade, se tira proveito, se furta e se assalta a agressão não é somente para o outro. Cedo ou tarde a agressão se volta contra quem a pratica. Tudo fica mais caro. A rua fica mais perigosa. Por isso, o esperto rouba de todos e de si mesmo os benefícios de um ambiente seguro, assim como rouba a própria integridade e a honestidade que se espera de cada cidadão. Espero o dia em que nós, brasileiros, possamos visitar os países em que a segurança é algo natural e aprender que viver assim é muito mais “esperto”.

Para quem não é ladrão não há ocasião. Há o benefício de viver em paz!
Fonte: http://jairoaraujom.jusbrasil.com.br/artigos/115145225/a-ocasiao-faz-o-ladrao

O dia que a Harmonia falou…

A harmonia começa por dizer:

– Eu já estive dentro de cada um de vocês. Vocês já tiveram harmonia. Vocês já foram bondosos. Isso se perdeu quando vocês perderam a confiança. Ao perder a confiança em si mesmos, vocês passaram a desconfiar dos outros. Quando passaram a desconfiar dos outros, também passaram a atribuir-lhes os problemas. Todos os problemas parecem que são causados pelos outros. Mas não é verdade. Os problemas estão dentro de cada um, assim como a solução deles. 

A Harmonia fez uma pausa e continuou:

– Estou aqui para dizer que vocês devem confiar em si e confiar nos outros. Todo aquele outro que não merecer a sua confiança será problema dele. Mas vocês, confiando, passarão a criar um ambiente de harmonia. Tendo harmonia, vocês passarão a ser bondosos. Desenvolvendo a bondade, vocês passarão a ter serenidade. Com serenidade, vocês criarão um mundo bem melhor. 

– Nesse mundo bem melhor, todos poderão finalmente confiar em todos, porque todos serão aquilo que parecem ser. Só assim para viver em HARMONIA.

Doris-nilesiae: a Flor da Harmonia
©2015 Richard Spellenberg
http://calphotos.berkeley.edu/cgi/img_query?enlarge=0000+0000+0615+1956

Habilidade é algo que se desenvolve…

O futebol sempre foi o meu esporte favorito. Tem alguma magia nele que não encontro nos outros esportes. É um esporte coletivo, estratégico, inteligente e justo. Por que justo? Mesmo não sendo um esporte inclusivo, o futebol é um dos poucos esportes em que você pode se destacar tendo um metro e sessenta ou dois metros de altura. Outros esportes, também com grande apelo na mídia como o basquete e o voleibol, não têm essa possibilidade. Hoje ainda gosto de assistir a um bom jogo de futebol. Analisar as opções inteligentes feitas pelos jogadores, muitas vezes, não inteligentes. As jogadas não inteligentes feitas por jogadores considerados inteligentes. Como explicar? Para mim é mágico.

Antes de estar numa cadeira de rodas, gostava muito mais de jogar do que de assistir futebol e desde muito pequeno já me destacava pela habilidade com a bola. Fui seminarista e lá aprimorei as minhas habilidades, uma vez que praticávamos o esporte todos os dias e, em alguns deles, tínhamos um treinador. Dele ficou uma lição: habilidade é algo que se desenvolve. Como assim?

Lembro-me de um dia em que o treinador reuniu os vinte e dois jogadores no meio do campo para a preleção antes do treino. Jogadores? Um bando de meninos entre onze e dezesseis anos, todos ávidos para começar a correr atrás da bola. Aquelas histórias, conselhos e jogadas que o treinador pretendia nos passar eram consideradas coisas chatas. Mas naquele dia foi diferente. Ele fez algumas perguntas:
– Quem aqui chuta com o pé direito? Quase todos ergueram a mão.

– Quem aqui chuta com o pé esquerdo? Aqueles poucos que não haviam erguido a mão antes a ergueram agora.

– Quem aqui chuta bem com os dois pés? Ninguém se manifestou.

O treinador nos olhou e disse:
– Aquele que souber chutar com os dois pés tem muito mais chances de ser bom jogador…

Em seguida continuou destacando as vantagens de se ter a habilidade nos dois pés e concluiu:
– Hoje somente vão valer os passes e os gols dados com o pé que vocês têm menos habilidade.

Foi uma chiadeira geral. Começamos e terminamos o jogo sem gols. Foi um jogo horrível. Todos criticavam o treinador. Mas naquele dia aprendi a lição de que habilidade é algo que se desenvolve. Desde então comecei a praticar com os dois pés. As primeiras semanas os meus colegas brigavam comigo porque eu estava jogando muito mal. Não era como antes. Mas eu insisti. Passaram-se os meses e alguns anos depois eu havia desenvolvido a habilidade para arrematar com os dois pés.

Volta-se para a regra de Gladwell que afirma que em tudo aquilo a que nós nos dedicarmos 10.000 horas nós seremos excelentes. Não foram tantas horas, mas foi possível desenvolver uma nova habilidade.


Hoje não jogo mais futebol, mas ficou a lição!

Fonte:http://galeria.colorir.com/desportos/futebol/jogador-chutando-pintado-por-cristiano-1009448.html


Qual a próxima habilidade que você vai desenvolver?