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Acesso ilimitado ao Congresso Nacional de Secretariado

O Congresso foi um sucesso! 
Ocorreu durante a última semana do mês de novembro com acesso gratuito. Todos aqueles que se cadastraram puderam assistir as palestras no horário programado. Muitos gostariam de assistir a elas, mas não o fizeram porque o horário não o permitiu. 
Há uma nova oportunidade! 
Agora você poderá acessar ao link e adquirir o pacote com todas as palestras para assistir a elas quando melhor lhe aprouver.

Veja o conjunto de 24 palestras:
Palestrantes Tema Palestras
Mara Pessanha Abertura
Jairo Mancilha A PNL e o equilíbrio emocional na gestão de pessoas
Marcelo Felippe Encontrando seu propósito, desenhando seu destino
Daniele Bastos Como dimunuir o stress em 20segundos com ergonomia e automassagem
   
Gustavo de La Peña Planejamento Estratégico Pessoal, como estruturar uma jornada vencedora
Paula Ferreira A maravilhosa arte de sermos nós mesmos
Moacir Rauber Perguntar Não Ofende! Uma abordagem de coaching para o profissional de secretariado
Vanessa de Gusmão Como criar uma imagem poderosa?
   
Gustavo Zanini Estratégias para maior produtividade e sucesso! 
Andre Arruda O gestor de documentos e o profissional de secretariado, delícias e desafios na vida e na carreira!
Maria D´Arienzo Faça o tempo na sua vida ter mais valor
Paula Marques Entendendo o executivo expatriado
   
Alessandro Albuquerque  Importância da Inteligência Emocional nos Relacionamentos
Everton Cardoso A importância e o papel do psicoterapeuta para o indivíduo, para a empresa e para o profissional de secretariado executivo
Simone Garcia Os 06 passos da gratidão para despertar o seu melhor e transformar a sua vida
   
Camilla Carnielli O caminho para uma formação fortalecedora
Noelio Duarte A sua voz é você e você pode falar melhor
Vania Paraizo Resiliência – vencer desafios, vencer a pressão, seja qual for a situação
   
Ivana Rocha Equilíbrio Emocional, buscando o caminho do meio
Maria D´Arienzo O milagre dos relacionamentos sem conflitos
Rose Matheus Visão Sistêmica:  Equilibrando vida e carreira 
Karina Fernandes Ingles, ferramenta de sucesso no Brasil Globalizado
   
Olivia Tanioka Sonhos! Pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve
Carol Lameira Mediação de Conflitos: habilidades para um diálogo produtivo 
Anna Branquinho Pauta de Hoje: Arrume a Sua Vida
Mara Pessanha Encerramento

O pior vendedor do mundo

– Viram? O carro está impecável, não está? Único dono. Baixa quilometragem. Na verdade nem quero vendê-lo para o senhor. Estou a mostrá-lo porque foi pedido dele (apontando para o amigo que me acompanhava), que também é amigo meu. Se eu realmente quisesse vendê-lo eu iria usar tantos argumentos que agora o senhor já estaria assinando os documentos…E prosseguiu naquela destrambelhada faladeira de um vendedor que ainda acredita que para vender é preciso preencher o silêncio com palavras.


A história realmente começa alguns dias antes. Eu estava a procura de um carro que atendesse algumas exigências, entre elas a de ter câmbio automático e um limite de preço. Assim, pesquisei em vários sites de vendas de veículos o preço médio, por modelos básicos ou completos e para veículos com baixa quilometragem. Havia reunido muitas informações sobre o modelo que queria, agora  precisava tão somente do produto. Hoje em dia, dificilmente há comprador desinformado. Além disso, havia falado com um amigo meu que conhecia alguns revendedores de veículos usados. Exatamente este que me acompanhava.

Chegamos na loja, vimos o carro, abrimos o capô, olhamos a pintura e demos pinta de que entendíamos muito de carro. Coisa que homem gosta de fazer. Em seguida, fomos fazer o test-drive. O carro estava, aparentemente, bom. Ele na verdade estava lindo. Polido de tal maneira que se poderia usá-lo como espelho. As rodas recém pintadas, como novas. Estava completamente maquiado, pronto para ir ao baile. A sensação de andar nele fora boa e também estava dentro dos limites de preço estipulados por mim para adquirir um veículo. Foi depois disso que voltamos até loja para conversar sobre o negócio. Queria saber realmente qual era o preço final. Sabia que a negociação era comum naquela região. O vendedor, ao perceber o real interesse, tratou de prosseguir na sua tática de anular qualquer silêncio possível. Continuou dizendo:
– Posso lhe afirmar com toda a certeza que esse carro, nessas condições, você não vai encontrar por menos do que (disse um valor exorbitante). Inclusive ele está anunciado na internet por esse valor. Mas realmente podemos fazer uma diferença. Deixe-me ligar para o dono do veículo…

Retirou o celular do bolso e, supostamente, fez uma ligação. Falou e argumentou como se estivesse defendendo a minha posição. Desligou, virou-se para mim e informou:
– Consegui um desconto de (disse um valor). Assim, o carro vai ficar por (disse outro valor). Caso você queira podemos fechar agora…

O tom de voz dava aquela impressão de que esta seria a última oportunidade que eu teria de fazer um bom negócio. O vendedor procurou criar um clima de tensão que me levaria a fazer o negócio na emoção. A reação criada no meu íntimo foi inversa daquela por ele pretendida. Talvez se ele não tivesse falado nada eu teria feito uma proposta efetiva e, certamente, teríamos fechado o negócio. Entretanto, a sensação de tanta falação não era boa. Olhei para ele e respondi calmamente:
– Muito obrigado pelas informações. Vou apenas analisar a situação de que o veículo é semi-automático e não automático e na segunda conversamos…

Essa condição levantada por mim era apenas um pretexto para não fazer negócio. Não naquele momento. A forma como terminamos a conversa parece ter sido um balde de água fria nas pretensões do vendedor. Entretanto, despediu-se educadamente.

Como era um sábado já próximo ao meio dia, meu amigo fomos almoçar. Durante o almoço o meu amigo fez uma rápida consulta na internet filtrando modelo e região. Em pouco minutos encontrou o veículo. Estava um pouco diferente. A pintura estava mais apagada e as rodas com ferrugem. Mas era o mesmo veículo. Como havíamos marcado a visita na loja com alguns dias de antecedência foi o tempo suficiente para fazer a maquiagem. Porém, ele estava anunciado exatamente pelo valor pelo qual o vendedor quis vender o veículo já com o grande desconto obtido no telefonema dado ao dono. O meu amigo ficou irritadíssimo, porque havia feito a indicação. Certamente não havia dado tempo para o vendedor alterar as informações na internet entre o momento que saímos da loja até aquele  em que fizemos a consulta.


Na segunda-feira o meu amigo ligou para o vendedor comentando a situação e que não haveria negócio. Não comprei o carro porque um vendedor que mente não merece a confiança de uma venda. Um vendedor que não sabe que as informações estão disponíveis para todos, realmente não quer vender. E aí temos o pior vendedor do mundo!


O congresso é gratuito! Como?

É isso mesmo. O CONASEB é gratuito!

PERGUNTAR NÃO OFENDE? Pelo menos não deveria…

Como posso usar esta ferramenta poderosa para ampliar as competências do profissional que sou, auxiliando-me a cumprir o meu papel e a melhorar o meu desempenho?

A palestra apresenta e explora a “Pergunta?” como uma ferramenta prática e efetiva de uso diário visando melhorar a performance de cada um e a mover a organização na direção certa.

Seja mais produtivo e mais efetivo. Como? Aprenda a perguntar com respeito e genuíno interesse que os resultados vão aparecer!

Assista a palestra gratuitamente no link: http://www.onlinemeetingnow.com/seminar/?id=mvtip9kf68

http://www.onlinemeetingnow.com/seminar/?id=mvtip9kf68

Lembre-se: dia 25-11-14, às 21h. 

CONASEB

Veja também outras palestras que você poderá assistir gratuitamente (link):

Dia Data Hora Palestrantes Tema Palestras
2a feira 24-Nov 11h Mara Pessanha Abertura 
16h Jairo Mancilha A PNL e o equilíbrio emocional na gestão de pessoas
21h Marcelo Felippe Encontrando seu propósito, desenhando seu destino
livre Daniele Bastos Como dimunuir o stress em 20segundos com ergonomia e automassagem
3a feira 25-Nov 11h Gustavo de La Peña Planejamento Estratégico Pessoal, como estruturar uma jornada vencedora
16h Paula Ferreira A maravilhosa arte de sermos nós mesmos
21h Moacir Rauber Perguntar Não Ofende! Uma abordagem de coaching para o profissional de secretariado
livre Vanessa de Gusmão Como criar uma imagem poderosa?
4a feira 26-Nov 11h Gustavo Zanini Estratégias para maior produtividade e sucesso! 
16h Andre Arruda O gestor de documentos e o profissional de secretariado, delícias e desafios na vida e na carreira!
21h Maria D´Arienzo Faça o tempo na sua vida ter mais valor
livre Paula Marques Entendendo o executivo expatriado
5a feira 27-Nov 11h Alessandro Albuquerque  Importância da Inteligência Emocional nos Relacionamentos
16h Everton Cardoso A importância e o papel do psicoterapeuta para o indivíduo, para a empresa e para o profissional de secretariado executivo
21h Simone Garcia Os 06 passos da gratidão para despertar o seu melhor e transformar a sua vida
6a feira 28-Nov 11h Camilla Carnielli O caminho para uma formação fortalecedora
16h Noelio Duarte A sua voz é você e você pode falar melhor
21h Vania Paraizo Resiliência – vencer desafios, vencer a pressão, seja qual for a situação
sabado 29-Nov 11h Ivana Rocha Equilíbrio Emocional, buscando o caminho do meio
16h Maria D´Arienzo O milagre dos relacionamentos sem conflitos
19h Rose Matheus Visão Sistêmica:  Equilibrando vida e carreira 
livre Karina Fernandes Ingles, ferramenta de sucesso no Brasil Globalizado
domingo 30-Nov 11h Olivia Tanioka Sonhos! Pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve
16h Carol Lameira Mediação de Conflitos: habilidades para um diálogo produtivo 
18h Anna Branquinho Pauta de Hoje: Arrume a Sua Vida
19h Mara Pessanha Encerramento

Inteligentes. Quem?

Há 2500 anos os gregos tinham uma capacidade incrível de abstração que resultou em conhecimentos de filosofia, matemática e princípios políticos que ainda hoje nos servem. Eles também tinham muitos conhecimentos em medicina, geografia e astronomia sem a tecnologia que nós temos. Agora imagina se essas pessoas tivessem os recursos tecnológicos que nós temos hoje? Qual a capacidade de abstração deles? Eles deveriam ser muito inteligentes…
Wagner Rauber
18-04-2011
Aniversário de 16 anos.

É preciso eliminar a deficiência 2…

Em agosto de 2013 escrevi o texto É preciso eliminar a deficiência… em que defendo a eliminação total da deficiência da sociedade que não atende a totalidade de seus cidadãos. 
A sociedade deve servir indiscriminadamente a todos os cidadãos, sejam eles crianças, jovens, adultos ou idosos, com ou sem deficiência. Não é porque você é uma criança de colo que você ainda não é um cidadão, assim como você não deixa de ser cidadão ao envelhecer. A sociedade que é “útil para idosos e crianças” também o será para os demais integrantes, conforme o comentário do meu amigo Ricardo Vieira no post Cidadão útil ou inútil?

Vamos ser úteis, eliminando as deficiências da sociedade!

Cidadão útil ou inútil?

Aquele era um dia diferente. Toda terceira quarta-feira do mês eu não ia ao trabalho, porque era o dia em que eu participava das atividades do grupo de idosos da comunidade. O local era lindo. Tratava-se de um imenso jardim à beira de um pacato arroio. Nele viam-se muitos idosos desfrutando de um lindo dia de sol. Muitos estavam sentados juntos às suas mesas jogando baralho, dominó, xadrez, dama ou outro jogo de tabuleiro qualquer. Outros circulavam de um lado a outro. Alguns serelepes e faceiros. Outros devagarinho e com todo cuidado. Também havia os que usavam bengalas e cadeiras de rodas, elétricas ou manuais. Entre eles, havia aqueles que ajudavam, que serviam, que organizavam e, às vezes, até empurravam uma cadeira para lá ou para cá. Enfim, era uma festa da idade, da experiência, da alegria e, porque não, da teimosia, das manias e das birras, porque nem só de maturidade vive a melhor idade. Tudo misturado naquele grupo de pessoas em que ter setenta anos poderia ser considerado o vigor da juventude e lá estava eu com meus quase trinta anos. Olhava fascinado para aqueles idosos. Gostava daquilo. Observava-os divertindo-se como crianças. Algumas brigas, disputas e discussões. Muitas risadas, gargalhadas e abraços. Aquele ambiente dava-me a impressão de que realmente não envelhecemos.

Não fui ao trabalho, mas ele veio até mim. Por ser um homem “útil” no meu escritório e ter clientes importantes, marquei para que um deles fosse até o recanto onde o trabalho de cuidar do caixa do grupo de idosos era a minha ocupação. Logo que vi o homem de terno entrar no ambiente deu para perceber que ele estava deslocado. Não pela vestimenta, porque muitos idosos também faziam questão de estarem bem trajados, mas pela expressão do rosto. O executivo deveria ter entre quarenta e cinco e cinquenta anos. Conhecia-o há algum tempo e a sua postura sempre indicava força e vigor. Parecia que tudo estava ao alcance da sua vontade, pelo menos no seu ambiente. Ali pareceu-me constrangido, pouco à vontade, inseguro até. Talvez viesse do fato de ele ter se deparado com o futuro de todos aqueles que nele chegam, idade avançada, e não tenha gostado do que tenha visto. Não sei…

Assim que ele chegou até mim, cumprimentou-me e conversamos algumas amenidades. A nossa negociação não demoraria mais do que quinze minutos. Antes de entrarmos nos assuntos profissionais o meu cliente disse:
– Não sei por que você vem sempre aqui. Olha, não é por falar, mas ver esses velhotes todos me deixa meio triste. Imagina você a gente chegar nessa idade e não servir mais pra nada? Ficar por aí só jogando baralho e dando trabalho? Deve ser triste demais não ser útil para nada…

Fiquei em silêncio. Não havia nada que eu pudesse falar que faria ele mudar a sua visão de mundo, pelo menos naquele momento. Certamente o tempo se encarregaria de fazê-lo. Em seguida tratamos dos nossos negócios e ele foi embora.

Voltei a olhar para as pessoas e para o ambiente. Fiquei pensando comigo mesmo, Ah, como eu gostaria de ter noventa anos. Poder ficar aqui, jogar meu baralhinho e mais nada… Alguém poderia me perguntar, Como assim? Por que você gostaria de ter noventa anos? Sim, realmente gostaria. Talvez o motivo principal não seja o de desfrutar o prazer de não fazer nada, mas a certeza de ter chegado até os noventa anos. Quem me garante que eu chegarei até eles?

Escrevo este texto vinte anos depois da cena descrita inicialmente, porque na última semana conversei com alguém sobre o tema. Isso fez me lembrar daquele meu cliente que não gostaria de viver sem ser “útil”. Realmente não foi preciso. No auge da sua utilidade, cerca de dez anos depois daquele nosso encontro, ele faleceu depois de um infarto. 


Muitas vezes reflito sobre a questão de sermos úteis ou não. Realmente gosto de fazer coisas, de trabalhar e de me sentir “útil”. Aí me pergunto: será isso o mais importante? Talvez essa ideia utilitarista das pessoas deva ser repensada, porque não é só disso que a vida é feita. Podemos não ser “úteis” quando nascemos ou quando nos aproximamos da morte, mas somos cidadãos em ambas as situações. 

Creio que devemos lembrar que, muitas vezes, o inútil existe até para que o útil possa ser útil. Desse modo, inútil o inútil não é!


Segunda-feira

Numa segunda-feira fui ao salão para cortar o cabelo. A ideia era começar a semana bem e de visual renovado. Fui logo atendido e alguns minutos depois já estava pronto. Afinal, a grande renovação do visual era apenas passar a máquina na cabeça. Puxei a carteira e paguei. Estava me despedindo quando ouço uma pessoa fazendo uma pergunta:
– Vocês abrem nas segundas-feiras? Eu estava querendo pintar o cabelo…

Silêncio. A moça indagada ficou sem saber o que dizer. A que fez a pergunta esperava uma resposta. Eu abanei a cabeça e fui embora, afinal era segunda-feira… Pensei, Abraça a moça, quem sabe ela volta para o planeta. Para a segunda-feira…

É, às vezes as segundas-feiras são assim mesmo. 
Ainda bem que hoje já é terça.

Por que acredito nas pessoas 2?

O meu amigo estava em casa e já dormia tranquilamente com sua esposa. Tudo como deve ser, porque afinal já era meia noite de domingo e a segunda seria corrida. De repente toca a campainha de forma insistente. Precavido, antes de abrir a porta ele olha para saber quem afinal estaria tocando a campainha da sua porta naquele horário? Era a sua mãe… O que será que aconteceu? Rapidamente ele atendeu ao interfone e ela perguntou:
– Meu filho, você está com a chave do seu carro?
– Claro que sim… respondeu ele de forma tranquila, mas nem tão segura.
– Então dá uma olhadinha… disse a mãe.

Naquele momento ele já sabia que a chave não estava com ele, mas olhou para o lugar onde a chave deveria estar, Onde será que foi parar?
– A chave tá com a senhora?
– O que você acha?

Ele desceu para pegar a chave com mãe, ainda sem saber exatamente o que tinha acontecido. Mãe e filho moram numa zona residencial em que os carros ficam estacionados em frente aos prédios. Não há muros, não há segurança, não há vigilância. Somente há a rua que cruza entre os prédios de um e de outro.

Chegando lá abaixo em frente ao prédio, a mãe tratou de esclarecer o corrido:
– Os rapazes que sempre ficam lá na esquina passaram pelo seu carro e viram a chave na porta. Recolheram a chave e a levaram até o bar da esquina. Perguntaram se alguém sabia de quem era o dito carro. O dono do bar acabou de me entregá-la…
– Ai, Jesus… disse o meu amigo. Esqueci-me da chave na porta quando fui pegar a minha filha que estava a dormir no banco de trás. Que sorte a nossa! O carro estava com o tanque cheio e ainda tinha muito material valioso dentro dele…
– Veja lá por onde andas com a cabeça. Agora vou eu também dormir.

E lá se foi a mãe do meu amigo para o seu prédio, resmungando entre dentes alguns palavrões. O meu amigo voltou para o seu apartamento e chegou a conclusão, As pessoas são boas! É por isso que acredito nelas.

Aqueles rapazes agiram acertadamente sem olhar a quem, mas com certeza devem estar se sentindo muito bem. Se a ocasião faz o ladrão, ela também pode fazer o homem bom.

Afinal, é muito bom ser bom!!!

Fonte: Ricardo Vieira.


Ela é linda!!!

A mulher olhou para a minha esposa demoradamente. Depois olhou para mim com um ar de espanto para dizer:
– Mas a tua esposa é muito bonita. Ela é linda. Muito bonita mesmo!

Suspirou, deu mais uma olhada para ela, voltou a me olhar para reafirmar:
– Ela é realmente linda. Muito bonita!

Saiu da sala, cruzou a porta, foi até a varanda, parou, virou e voltou para mais uma vez dizer:
– Muito linda…
Depois disso foi embora. Deu-nos a impressão de que faltou apenas complementar:
– Como pode?
Pela expressão dela, minha esposa e eu não tivemos dúvida nenhuma de que era o que se passava na cabeça daquela mulher. Ela deveria pensar, Como pode que uma mulher tão bonita havia se casado com um usuário de cadeira de rodas e assim continuava após quase vinte anos? Em alguns momentos parecia que queria dizer, Muito linda, viu? ou Muito linda para você! numa espécie de acusação de que eu a tivesse abduzido ou tivesse sido um irresponsável por ter me casado com uma pessoa tão bonita. E isso que ela não a conhece.

Minha esposa é ainda mais linda para quem convive com ela. Posso testemunhar isso. Ela se dedica integralmente a tudo aquilo que ela assume como responsabilidade e são muitas as coisas que assume. Ela se preocupa com as pessoas que são amigas e também com aquelas que nem tão amigas são. Não, ela não somente se preocupa, ela realmente ajuda muitas pessoas.

Ela também consegue se inspirar para fazer as pequenas tarefas diárias que resultam em grandes conquistas pessoais. Ela se diverte estudando, trabalhando, passeando, viajando, conversando, ouvindo, abraçando, sorrindo… Ela é feliz com aquilo que tem!

E eu sou um privilegiado que posso dividir meu tempo com ela…

FELIZ ANIVERSÁRIO, ANDRÉIA!!!
Ela não é linda?