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OCIDENTE OU ORIENTE: QUEM É MELHOR?

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Oriente ou Ocidente: quem é melhor?

Ela estava sentada havia horas esperando passar os efeitos da bebida em seu corpo e em sua mente. No corpo sentia náuseas. A mente parecia que se expandia. Ao comentar comigo ela disse:

– É impressionante, saio revigorada! Os nativos sabiam muito mais do que nós com nossa racionalidade…

O discurso da minha amiga seguia ressaltando as maravilhas das experiências que vivia. Criticava abertamente os cristãos, como seus pais e amigos, e ao ocidente com sua busca material. Sobravam louvores ao oriente, aproximando as culturas nativas das américas a este. Eu a escutei por vários anos, porém nada em sua vida havia mudado. A sua busca era genuína. A sua vida era caótica. O que faltava à minha amiga?

Em tempos de mudança cultural e comportamental são inúmeras as possibilidades que nos levam para novas direções, entre elas, outras culturas. Muitos, tratam essas culturas como a sua tábua de salvação. Não me parece real. Outros, buscam as diferentes perspectivas das religiões, da filosofia e de vida presente nas outras culturas. Parece-me muito bom. A tecnologia nos possibilita o acesso. Entretanto, quero destacar que …

é a curiosidade da aprendizagem, e não a comparação entre as culturas, que pode criar um mundo equilibrado com pessoas em equilíbrio.

Qual é o caminho?

Conhecer para aprender e, ao ser conhecido, ensinar. Teoricamente é simples propor.

Faticamente é difícil implementar. O ritmo frenético imposto pela produtividade e competitividade tem gerado conflitos internos que leva muitas pessoas a buscar alívio sem saber exatamente o que busca. A espiritualidade é uma saída e o conhecimento da cultura oriental tem destaque. Textos e metáforas com mensagens circulam pelas redes, assim como periodicamente um escritor, um estudioso ou mesmo um executivo relata suas experiências inovadoras. Todas elas trazem ensinamentos valiosos. O pensamento Hindu promove a tolerância entre as diferentes crenças, entendendo que nenhuma delas é a verdade absoluta. No Budismo os ensinamentos têm como princípios básicos o cultivo da própria mente, vivendo com moderação, preservando a vida ao fazer o bem. Sobre o Taoísmo pode-se dizer que ele dá ênfase a liberdade e a espontaneidade sociocultural. E o Confucionismo ensina que “uma pessoa deve tornar sua própria conduta correta antes de tentar corrigir ou mandar nos outros”. Certamente os ensinamentos de cada uma dessas filosofias espirituais são muito mais extensas e profundas, assim como o Cristianismo, base da cultura ocidental. Como cristão sou orientado a “amar o próximo como a mim mesmo”. Caso o fizesse, provavelmente o que está acima também se cumpriria, assim como se os princípios de cada uma das religiões, como o Judaísmo e o Islamismo, entre outras, fossem seguidos. Por isso, não há nada a comparar. Entendo que seja importante aprender e ensinar para equilibrar.

Muitas vezes, a questão é a falta de sabedoria para pôr em prática os princípios dessas filosofias, porque são desvirtuadas a partir de interesses humanos. Em nenhum lugar se criou uma ordem social que possibilitasse o equilíbrio espiritual e material. Na Índia, onde temos a predominância do Hinduísmo e do Budismo, o modelo de organização tem mantido o fosso social em que milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Na China, onde o Confucionismo e o Taoísmo predominam, há trabalhadores que cumprem jornadas sobre humanas de 70 horas semanais. O ocidente tem as suas próprias misérias. Enfim, toda a sabedoria oriental, assim como a ocidental, não foi capaz de equilibrar essa busca.

Por fim, destaco que não tenho nada contra a difusão e a busca do conhecimento e da sabedoria presentes no pensamento oriental, mas tenho ressalvas quando se rivalizam as culturas, ao sobre valorizar uma em detrimento da outra. E a minha amiga que detestava a forma ocidental de viver? Não alcançou o equilíbrio que tanto buscava. Não conseguia manter um relacionamento afetivo, que considerava importante. Tinha desentendimentos fortíssimos com o filho, que era o seu tesouro. Não era capaz de progredir em sua profissão, que era a fonte de sustento e aspiração pessoal. Enfim, entendo que não há que comparar. Há que ser firme, tolerante e flexível para mudar e ser mudado, transformando para ser transformado. Por isso, o equilíbrio está na soma sem rivalizar, comparar ou dividir.

Moacir Rauber

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ELA NÃO É POLLYANNA

Capa do livro de Eleanor H. Porter

Ela não é Pollyana…

Ela era jovem e com muitas expectativas para a sua vida. Queria deixar um legado! Porém, o seu trabalho estava longe de a aproximar do sonho de deixar uma marca no mundo. Era o duro trabalho de ser garçonete num bar e restaurante que abria no final de tarde com atendimento que se estendia até à madrugada. Na chegada os clientes aparentavam estar alegres e contentes. Com o passar das horas muitos se transformavam. Alguns ficavam mais alegres, às vezes abusados. Outros se punham tristes, até deprimidos. Outros ainda se mostravam corajosos, por vezes agressivos. Sabia-se que por trás da transformação estava o efeito do álcool consumido pelos clientes. Como a maioria dos bares, ele servia de muleta psicológica para muitos dos seus frequentadores. Os medos, os anseios e as pressões do trabalho e dos diferentes papéis sociais de cada um dos clientes, por vezes, eram liberados naquele ambiente. Cabia a ela e aos seus colegas garçons atender aos clientes com as suas fragilidades expostas. Ela não bebia, porque sabia que álcool e trabalho não combinavam. Os seus colegas de trabalho, quase todos, bebiam e consumiam outras drogas para manter a motivação e conseguir lidar com as carências dos clientes. Nesse cenário, ela conseguia manter o sorriso e a atenção para com os clientes. Um de seus colegas se aproximou e perguntou:

– O que você tá tomando pra tá sempre desse jeito?

Ela disse que nada. Ele não acreditou. Ela respondeu que sabia que o seu trabalho ali era temporário, mas ela acreditava que podia fazer a diferença para um ou outro. O que ela havia entendido que os demais ainda não? O sentido daquilo que se faz. Ela entendia que se muitos que ali estavam exageravam nas bebidas e nas comidas era simplesmente uma fuga para problemas não resolvidos ou não enfrentados. Não importa a função, o cargo, o glamour ou a posição que você ocupa em seu trabalho. O importante é entender que se o trabalho existe ele existe para atender alguém. Saber que você vai afetar a vida de outra pessoa impacta diretamente na maneira como você faz aquilo que faz ou deixa de fazer. A viagem é para dentro. Não, a pessoa de quem falo não é uma versão moderna da Pollyana, a menina órfã que ensinava o “Jogo do Contente”. Ela tinha todos os problemas que muitos jovens têm na sua relação com os pais. Nem sempre fazia a sua parte em casa. Porém, destaque-se que ela havia entendido que se estava onde estava era para o outro que estava. A sua alegria? Uma escolha deliberada.

O seu colega voltou a insistir que não acreditava que ela conseguia trabalhar tanto tempo com um sorriso no rosto sem ter algo a mais. Ele queria saber. Ela o olhou e respondeu:

– Eu tenho uma família que me ama e sabe que eu quero fazer deste um mundo melhor. Começo com o meu trabalho!

Simples assim. Fazer bem o que se faz, faz com que outras coisas boas aconteçam. Não tardou muito e uma nova oportunidade de trabalho apareceu que a aproximou um pouco do seu objetivo. Entendo que tudo começa ao entender o sentido do trabalho ao se colocar a serviço do outro, o que faz com que o serviço deixe de ser pesado para si mesmo. Não é preciso ser Pollyana, mas é fundamental se importar com o outro, respeitando-se. Você realmente se importa com o outro?

Moacir Rauber

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Inspirado por: Barby Perluzky

QUAL É A PARTE BOA DOS HOMENS MAUS?

Qual é a parte boa dos homens maus?

Os homens maus existem e são reais as maldades que fazem. As prisões estão cheias de homens que roubaram, estupraram, mataram, extorquiram, sequestraram ou assediaram. Nas prisões têm algumas pessoas que desviaram dinheiro, subornaram ou manipularam na gestão pública ou privada. Nessas mesmas prisões têm outras pessoas que estão nelas por um equívoco da justiça. Acompanhei a história de um homem que foi preso, injustamente acusado de ter matado a esposa. A justiça seguiu o seu ritual. Alguns elementos do processo não faziam sentido, mas tudo indicava que ele seria o criminoso. Ordem de prisão expedida e prisão efetuada. Sete anos se passaram até que apareceu o verdadeiro criminoso. Soltaram quem injustamente fora preso e lhe perguntaram como havia sido. Ele respondeu:

– Pude conhecer a parte boa de homens maus!

Escutar a sua história sem ser atingido por uma enxurrada de lamúrias pela perseguição sofrida é um alívio para a alma e traz esperança na humanidade. Não quer dizer aceitar as injustiças. Quer dizer aceitar o que não pode ser mais mudado e aproveitar para mudar o que pode ser mudado. Ele teve a sua vida dilacerada, como então se pode dizer “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça”? Parece incabível, mas quantas outras situações nos revoltam e que são igualmente injustas? Nas empresas, pessoas que se apropriam das realizações de colegas num movimento de roubo e extorsão. Nas relações, pessoas que subornam e manipulam emoções em benefício próprio. São inúmeras as situações em que alguém pode ser perseguido pela justiça ou pela injustiça. Acredito que o próprio personagem nos dá a resposta. Ao sair da prisão ele poderia dar ênfase naquilo que já não poderia ser mudado e seguir no papel de vítima. Entretanto, ele escolheu focar naquilo que aprendeu no período em foi alvo de injustiça pela justiça. Ele aproveitou para conhecer pessoas que, por suas razões, optaram pelos caminhos da violência, do roubo e das violações. Ele conseguiu encontrar nessas pessoas a bondade, a compaixão e a esperança de que poderiam ser melhores. Ele conseguiu ver o lado bom das pessoas más. Considere-se que não se trata de alguém religioso ou espiritualizado, entretanto, o seu comportamento foi uma demonstração da espiritualidade na prática. Pode-se encontrar nesse comportamento muito daquilo que nos querem ensinar com os livros de Inteligência Emocional, Psicologia Positiva, de Programação Neurolinguística ou de toda literatura que dá roupagem científica as escolhas que fazemos. Assim, bem-aventurados os perseguidos pela justiça ou pela injustiça que conseguem fazer escolhas que fazem bem a si mesmo e aos demais.

Enfim, as bem-aventuranças levadas para o ambiente organizacional e relacional extrapola qualquer dogma religioso. As bem-aventuranças são fonte de inspiração para que possamos fazer deste um mundo melhor. Ser pobre de espírito e se abrir para a aprendizagem; chorar as dores do mundo para consertá-las; ser manso e forte; ter fome e sede de evolução; ser misericordioso com a nossa humanidade; e trabalhar pela paz a partir da inquietude pode fazer com que alguém seja perseguido no ambiente social ou organizacional. Sabe-se que o mundo não é justo, mas que eu posso escolher ser justo. É isso que importa. Afinal, cabe a cada um escolher se vai manter o foco na injustiça, lamentando-se, ou se vai tomar as ações cabíveis e seguir com a aprendizagem da vida, inclusive a de ver o lado bom de homens maus.

São os homens maus ou são homens que cometem maldades?

Quais as tuas maldades?

Qual é o teu lado bom?

Moacir Rauber

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Baseada em fatos

PALESTRA: “AÇÃO E INTENÇÃO PRODUZINDO RESULTADOS!”

VOCÊ EXISTE e está no mundo. Isso é FATO! Pergunto: O MUNDO É MELHOR POR ISSO? A SUA ORGANIZAÇÃO EXISTE e está no mundo: ELA É MELHOR PORQUE VOCÊ ESTÁ NELA? As revoluções da Tecnologia da Informação e de Biotecnologia impactam você e a sua organização. Isso não é escolha. O que você vai fazer nesse cenário? Essa é a escolha!

APLICAÇÕES E USOS:

  • Superação e Motivação.
  • Formação de equipes.
  • Empreendedorismo e Intraempreendedorismo.
  • Inclusão e Diversidade.

A partir de conceitos como Singularidade promovida pelas Revoluções Biológicas e Tecnológicas, impulsionadas pelas Grandes Forças Motrizes, serão exploradas as megatendências de negócios e as tendências comportamentais que impactam a sua empresa e a sua vida. Por isso, fala-se de Ação e Intenção que produzem resultados a partir do AFETO. Pode parecer utópico, porém faz todo o sentido. Fala-se aqui do AFETO substantivo, intenção, e do AFETO verbo, a ação. Nós somos substantivo e intenção. Nós somos verbo e ação. Nós somos emoção e podemos escolher o sentimento que nos move. Cabe a organização permitir e incentivar que cada colaborador olhe para dentro para descobrir o caminho e olhe para fora para escolher as ferramentas com as quais vai AFETAR O MUNDO NA ORGANIZAÇÃO. Os resultados irão aparecer. Por isso, ao aprender a gestão socioemocional de conflitos se trilhará o caminho da satisfação pessoal e resultados ao potencializar as competências técnicas. Considere a Singularidade em que cada vez mais homens e máquinas mais inteligentes interagem.

Na talk / palestra / oficina os participantes são levados a se apropriarem das responsabilidades de um mundo frágil, ansioso, não-linear e incompreensível de uma perspectiva volátil, incerta, complexa e ambígua. Entender que o caos não é a desordem, mas a existência de várias ordens permitirá orientar as intenções e as ações para produzir os resultados esperados. Qual é a missão organizacional e qual é o seu propósito? Quais são os valores organizacionais e qual é a sua relação com esses valores? Estão eles alinhados? Aqui volta-se para o AFETO substantivo que é a INTENÇÃO e fala-se do AFETO verbo que é a AÇÃO.

Com isso em mente, trabalha-se para desenvolver competências de conduta, competências de desempenho e competências relacionais unindo a intenção à ação para produzir os resultados esperados.

VOCÊ QUER PAZ? PREPARE-SE PARA A GUERRA…

Você quer paz? Prepare-se para a guerra…

Chegar no local de trabalho requer mais do que saber fazer. Participar de uma família exige mais do que compartilhar o sobrenome. Manter uma relação conjugal pede mais do palavras bonitas. É essencial saber se relacionar e para isso é fundamental estar em paz e preparado para a guerra. Parece contraditório? Não é. Imagine que você terá uma reunião de trabalho em que existem diferentes pontos de vista. Não se fala aqui de certo ou de errado, mas de uma diferente visão que propõe uma solução com o mesmo objetivo. Parece cenário de guerra, mas se os que defendem ideias diferentes estão numa mesma organização o ideal é encontrar a paz. É preciso força para defender o que se acredita e muito mais para aceitar aquilo que é diferente. No Sermão da Montanha a sétima bem-aventurança fala “Bem-aventurados aqueles que trabalham pela paz, porque serão chamados filhos de Deus” vai muito além do entendimento religioso. Mais uma vez, é um convite para olhar para dentro, reconhecer as inquietudes e mover-se com a força de quem luta para manter a paz. O que é paz para você? E guerra?

O ditado do romano Flávio Vegécio Renato dizia que se você quer paz, prepare-se para a guerra em que ele acreditava que a paz vem através da força. Uma sociedade forte não seria atacada, portanto poderia desfrutar da paz. O que é guerra? Guerra é todo tipo de batalha que envolve armas ou não a partir de um conflito de interesses entre duas ou mais pessoas. A partir de seu conceito se tem a impressão de que a guerra é algo externo onde há o anseio de eliminar aquilo que se entende por inimigo. O que é paz? Ao escutar a palavra Shalom em hebreu,a paz se relaciona com o desejo de uma vida plena, próspera e bela seguindo os preceitos da verdade e da justiça. Há uma ideia predominante atual em que a paz é associada a harmonia e um equilíbrio interior que transforma o indivíduo num poço de tranquilidade. Entende-se que as ideias predominantes de guerra e paz estão incompletas ao se pensar na bem-aventurança como um convite para aqueles que trabalham pela paz. Uma guerra se inicia no interior de alguém muito antes de se transformar num evento externo, seja ele um líder político, um gerente de empresa ou um pai de família. Trabalhar pela paz igualmente está no interior de alguém muito antes de ser uma realidade externa, exigindo movimento, esforço e uma escolha deliberada. É esse trabalho pela paz que entendo ser vital levar para as organizações e para as relações. É o reconhecimento da inquietude interior que pode desencadear uma guerra, mas que é o trabalho pela paz que nos permite evoluir. Divergências? São esperadas.  Diferenças? São óbvias. Diversidade? Condição natural de seres humanos que são únicos e são múltiplos. Guerra ou paz? Uma escolha a partir da inquietude individual que nos move como seres humanos.

Portanto, nas suas interações como pessoa esteja preparado para a “guerra” de ideias, mas vá com a intenção da paz de quem é criativo por natureza. Estamos na mesma organização? É unidade, não há motivo de guerra. Somos da mesma família? É um núcleo, não é um grupo de guerra. Somos um casal? É união, não estamos numa relação de guerra. O trabalho pela paz do Sermão da Montanha convida ao amor que é criativo e que reconcilia para que se possa caminhar juntos. Somos amor, trabalhemos pela paz!

Moacir Rauber

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FOME E SEDE DE VIVER OU MEDO DE MORRER: O QUE TE DEFINE?

Paulinho Scarduelli: um brinde!!! – Café Lamiró – Açores, Florianópolis-SC

Bem-aventurados os puros com fome e sede de viver!

Tomar um café numa praia de Florianópolis é sempre um programa especial. Na presença de um amigo faz valer cada segundo ao conversar sobre os projetos iniciados e não finalizados do ano anterior e fazer projeções sobre ideias para realizar no ano corrente. Nossa idade? Bem acima dos 50 anos falando sobre a importância de cada um no mundo e a contribuição para que cada espaço onde se esteja seja um pouco melhor com a própria presença. Se não for assim, para que estar presente? Com relação ao meu amigo eu sabia que os lugares por onde andava eram melhores com a sua presença. E, talvez, a reflexão mais linda do dia:a

– Eu tenho fome e sede de viver. Gosto de levantar pela manhã e ter a consciência do privilégio da vida…

Podia ver a sua mente fervilhando ao desfrutar da consciência da vida.

– E ela (vida) vai acabar. Se acabasse hoje eu olharia para trás e diria: que bela jornada.

Fiquei feliz ao escutar alguém que não tem medo de morrer. Acredito que esse seja um ponto de vista que dá outra perspectiva sobre a vida. É muito diferente viver com medo de morrer do que com fome e sede de viver. Foram muitas as pessoas que conheci que vivem com medo de morrer. O medo as paralisa, assim não se arriscam em um novo projeto ou um novo empreendimento. O medo as assusta, assim sempre fogem diante de um desafio ou de uma oportunidade. O medo produz raiva, assim elas agridem aos que estão ao seu redor. Fiquei pensando, “bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” a partir das intenções que se transformam em ações sem medo. Desse modo, cabe destacar que é da intenção que surge a possibilidade da mudança que melhora. “De boas intenções o inferno está cheio” é uma expressão verdadeira, mas é a intenção que define a pureza de coração que vai nortear a ação. Por isso, a mudança de olhar sobre as possibilidades que a vida nos dá representa a pureza de coração que fará com que cada um seja mais criativo, mais produtivo e mais competitivo a partir daquilo que pode fazer de melhor para si e para os demais. É fundamental não ter medo de morrer para que não se deixe de viver. É indispensável ter fome e sede de viver para alimentar a vida sem medo de morrer. Não é um convite a irresponsabilidade, mas para assumir o controle da perspectiva sobre a vida, porque ela vida vai nos deixar um dia. Porém, para aqueles que são puros de coração vai ter valido a pena ter vivido.

“Muitas pessoas podem viver mais tempo, mas não vivem tanto pelo medo de morrer” disse o meu amigo. Nossa conversa se estendeu por mais um tempo e ele voltou para o seu papel organizacional para onde levará a sabedoria da bem-aventurança de um puro de coração que tem fome e sede de viver sem medo de morrer. O meu amigo vive bem dentro de si com ele mesmo, por isso é bom estar com ele. Gandhi comentava da relevância do Sermão da Montanha ao se tratar de espiritualidade e a pureza de coração é a intenção que vai definir a ação para que tenhamos um mundo melhor. Qual é a tua intenção? Quais as tuas ações?

Moacir Rauber

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Inspirado por: Paulinho Scarduelli.