Faça a sua história valer a pena!

O ano de 2013 termina e todos vivemos nossas histórias. Foram histórias feitas de escolhas que resultaram em acertos e também em erros. Foram escolhas no trabalho, na família e entre amigos. Vivemos alegrias, tristezas, vitórias e derrotas. As histórias foram feitas de momentos de falar e de calar. Foram histórias vividas com a motivação e a superação natural em cada um. Mas elas já são passado. Nada mais se pode fazer por elas…

Porém, cada um pode alterar a história a ser vivida daqui pra frente. Por isso, desejo que cada um possa ter em 2014 um ano diferente e que viva uma história que valha a pena ser contada. Que acumule novas experiências que permitam que cada um seja o que sempre quis ser. Um ano para aprender coisas novas, desaprender hábitos e costumes limitantes e reaprender para fazer de novo, sempre melhorando-nos como seres humanos. Aprender com os próprios erros… preferencialmente não muitos. Aprender com os acertos, muitas vezes. Aprender com os erros dos outros ao ver aquilo que não se deve fazer. Aprender também com os acertos dos outros ao ver tudo o que os outros fazem e que nós também podemos fazer. Sigamos os bons exemplos e tenhamos um 2014 com motivação, respeito e superação. 

Marcas do Ser Humano!


Você viu o gorila?


Incrível saber que mais ou menos a metade das pessoas não veem o gorila que aparece por quase dez segundos no vídeo abaixo. Isso não quer dizer que seja positivo ou negativo. Apenas indica que as pessoas são diferentes.

Por um lado, as pessoas que não viram o gorila se fixaram na tarefa que lhes foi sugerida, que era a de contar os passes entre os jogadores de branco. São pessoas eficientes, produtivas e focadas nos processos dos quais participam. Muitas vezes se desligam do que ocorre a sua volta. O índice de acertos das tarefas realizadas por essas pessoas é alto. Você conhece alguém assim?

Por outro lado, temos as pessoas que viram o gorila. São pessoas antenadas, criativas e, muitas vezes, inquietas que tem a tendência de participar em muitos projetos. Sempre ligadas no seu entorno, mas por vezes desligadas dos processos dos quais seriam responsáveis. Muitas delas viram o gorila, mas erraram a contagem. Você conhece pessoas assim?

Então veja o vídeo do gorila colorido…


Assista primeiro ao vídeo antes de continuar a leitura.

Temos que ficar com um olho no peixe e outro no gato, diz o ditado. É a mais pura verdade. Um olho no peixe, outro no gato e ainda observando o gorila. Mas e a cortina? Você viu a mudança de cores? O ambiente mudou e não nos demos conta. Você viu que um dos participantes de preto saiu no meio do jogo? Isso quer dizer ter uma visão sistêmica para acompanhar todos os movimentos previsíveis que acontecem, mas principalmente estar preparado para as mudanças não previsíveis, sabendo que elas são uma constante.

Prestamos atenção no gorila, uma mudança previsível para quem leu os comentários e o post anterior, mas não percebemos que o cenário já não era o mesmo. O livro O gorila invisível (http://www.theinvisiblegorilla.com/) trata da visão limitada de mundo que temos. As ilusões a que estamos expostos ao acreditar que vemos e percebemos o ambiente ao nosso redor como ele realmente é. Ocorre que é mais provável que nós vejamos o mundo como nós somos. Outro livro que tem um abordagem sobre o impacto do altamente improvável é A Lógica do Cisne Negro de Nicholas Nassim Taleb. São boas leituras para o final de ano!

Enfim, se a ideia é a de que mantenhamos um olho no peixe e outro no gato, também temos que saber: de onde veio o gato? De quem é o peixe? Gorilas comem peixe? Você poderia ser o gato? Ou o gorila? Ou você poderia ser o peixe? Cuidado! O comido pode ser você…

Teste de atenção…

Vou propor uma pequena atividade para saber o seu nível de atenção. Assista o vídeo abaixo e conte quantos passes com a bola de basquete a equipe branca trocou entre si. 
O foco é indispensável…
A agilidade é fundamental…
A concentração é essencial…
A meta não pode ser negligenciada sob pena de não se concluir a tarefa.
Vejamos se você é capaz!

Assista primeiro ao vídeo antes de continuar a leitura.

Este teste foi realizado pelos cientistas Chistopher Chabris e Daniel Simons em seu livro O gorila invisível (http://theinvisiblegorilla.com/). Em nossas atividades diárias e nas nossas organizações sempre se destaca a importância do foco, da atenção e da concentração para a realização das tarefas em busca de resultados e produtividade. Porém, o exercício mostra muito mais. Mostra como uma pessoa que atende a esses critérios pode, muitas vezes, deixar de ver o óbvio. Pode não entender que as mudanças estão acontecendo e o rumo precisa ser reajustado.
O resultado impressiona, porque cerca da metade de milhares de espectadores que viram o filme com a a tarefa de contar os passes da equipe branca não viram o gorila que aparece no vídeo por nove segundos.
E você, viu o gorila?
Assim, se a sua atenção e concentração é tão boa que você não viu o gorila, parabéns! Você é um sujeito com alto grau de concentração. Mas também cuidado… Você pode não estar vendo o óbvio. Você pode estar sendo distraído pela atenção. Você pode estar com a visão estreitada pelo foco. Você pode estar sendo cegado pela concentração. Oportunidades podem estar sendo perdidas. A sobrevivência pode ser ameaçada pela cegueira.
Observe o seu ambiente para ver se não há um gorila em sua vida. Por isso o ditado já dizia que sempre devemos manter um olho no gato e outro no peixe. Ou melhor, no Gorila!
Fonte:
Kahneman, Daniel (2011). Rápido e devagar: duas formas de pensar. Editora Objetiva – Rio de Janeiro – RJ

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SUPERAÇÃO, A MARCA DO SER HUMANO!

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Boa leitura!!!
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Até que de repente…

De repente, do nada, fica-se sabendo que um amigo se sagra campeão olímpico. Outro conseguiu um emprego sensacional. Um terceiro tem uma empresa de sucesso. A maioria das pessoas se espanta e muitas delas até pensam, Mas que sujeito de sorte. Nasceu com aquilo virado pra lua mesmo!!! Entretanto,…
Veja mais:

quase nunca as pessoas se lembram que o “de repente” foi construído gradativamente.

Aprofundando-se um pouco na história de como a pessoa chegou até onde está ou realizou a sua conquista, uma medalha olímpica, por exemplo, pode-se entender que o “de repente” pode ser dividido em anos de treinamento e dedicação. Esses anos são divididos em meses, em semanas, em dias e em sessões com horas intermináveis de repetições dos mesmos exercícios. O “de repente” que os outros veem não passa de uma rotina diária que leva a pequenos ganhos gradativos. São exercícios para ganho muscular, força e resistência. São outros exercícios para melhorar a técnica. São os estudos para acompanhar a reação do próprio organismo frente aos diferentes tipos de treinos. São as análises para a acertar a regulagem dos equipamentos, em esportes como o remo que usam barcos. É a busca constante de informações sobre novas técnicas e os índices dos outros atletas. Essa rotina somente é sabida por quem se dispõe a percorrê-la. E isso se aplica àquele que conquistou o emprego sensacional e àquele que viabilizou a sua empresa. Nada aconteceu “de repente”. Tudo aconteceu gradativamente até que de repente se estava diante de uma conquista.

Por isso, a superação não é extraordinária. A superação é resultado de atividades ordinárias e de uma prática diária que resultam num resultado extraordinário. Isso é a história da superação e é nela que se revela a força do Ser Humano!

Os pequenos passos da superação…

Fui falar sobre superação e voltei tendo recebido aulas sobre o tema…

Na semana passada fui a cidade de Constantina-RS para falar sobre superação. A palestra teria cunho motivacional, além da minha clara intenção de desmistificar a imagem atrelada a palavra superação. Normalmente associa-se esta palavra a fatos e conquistas grandiosas, embora no meu entendimento ela esteja ligada as ações ordinárias que na sua soma geram resultados extraordinários. Fui falar sobre superação e voltei tendo recebido aulas sobre o tema.

A primeira está descrita no texto Muito orgulho de ter um amigo assim!. Nele relato um momento especial pelo qual passa um grande amigo meu que reside naquela cidade. A segunda esteve a cargo do trabalho realizado pelo Rotary da cidade. Após o evento da noite, um dos integrantes do Rotary, ofereceu-se para me mostrar para onde seriam destinados os recursos obtidos com aquela promoção, além de outros que normalmente arrecadam: a APAE da cidade.

Ao chegar fui conhecer as instalações da escola, mantidas com zelo. Também visitamos as pessoas, os alunos em sua maioria com síndrome de down. Alguns imersos em seus mundos, isolados dentro de si mesmos. Outros alegres e comunicativos a sua maneira. Nem sempre a linguagem é totalmente compreensível para nós, mas ela é exuberante e transparente. Ficam felizes em mostrar o seu progresso e a sua evolução. Naquele dia alguém conseguiu desenhar uma vela. É motivo de alegria. O outro desenhou um ramo de pinheiro. É motivo de comemoração. Ao final se fez um cartão de Natal. Motivo de orgulho e satisfação de todos, alunos, professores e mantenedores. Motivo de felicidade minha que recebi esse gesto de carinho.

A maioria das pessoas pode acreditar que se tratam de pequenos passos, porque são atividades tão simples e corriqueiras que sequer representariam uma evolução. Aí é que está o engano. Caso se tome a métrica de cada um, considerando o nível intelectual individual e as habilidades físicas natas, certamente o caminho percorrido por aqueles alunos é muito, mas muito maior do que nós podemos imaginar. São ações e atividades que podem parecer simples para alguns, mas não para todos. Assim, poderíamos fazer as comparações ao nos perguntarmos o quanto me movi considerando o ponto de partida e o apoio que tive? Quantas oportunidades que recebi que sequer dependiam de mim? Quais aproveitei? Quantos empurrões e incentivos que ganhei que até já esqueci? De onde saí e onde estou? Nessa comparação nós levaríamos um banho…

Onde estou e o que sou é o resultado. A superação é o caminho percorrido para ali chegar e ser o que se é. Diária e constantemente. Por isso, aqueles alunos da APAE são exemplos claros de superação, porque se medíssemos o deslocamento entre o ponto de partida e onde estão considerando a métrica individual, certamente a distância percorrida pela maioria deles é muito maior do que a alcançada pela maioria de nós. São ações ordinárias gerando resultados extraordinários para aquelas pessoas.

Agradecimento ao Rotary de Constantina em nome do Presidente Paulo Garbin; ao Neodi Brandão e a sua esposa Rosane que me convidaram e me receberam em sua casa; ao Eduardo, a Cleusa e a Mari pela visita na APAE; e a todos com quem compartilhei uma noite especial na cidade de Constantina-RS.

Veja fotos e uma entrevista do evento em Constantina-RS.

Muito orgulho em ter um amigo assim!

Receber uma notícia dura, como a existência de  um tumor na região abdominal, pode ser fonte de abatimento, desequilíbrio e depressão. Um grande amigo meu recebeu esse diagnóstico. O nome proferido tem um estigma enorme. Gera-nos calafrios só de lembrar. A reação dele foi natural. Desânimo e revolta inicial… Veja mais:
Questionamentos mil ao querer entender Por que isso agora? Por que eu? Porém, vale destacar que as suas ações, logo após as primeira reações, foram e são admiráveis. Exemplo de pura superação.

Para a alegria de todos trata-se de um tumor localizado. Foi estirpado por uma cirurgia bem sucedida, mas requer um tratamento prolongado, penoso e invasivo: a quimioterapia. Da primeira, sessão realizada trinta dias após a cirurgia, resultaram efeitos colaterais atrozes, como os enjoos. Dois dias em que, segundo o seu relato, muitas vezes se tinha vontade de desistir. Vontade que deu e passou. No dia da segunda sessão eu estive em sua casa quando ele retornou do hospital. Normalmente as pessoas ficam internadas durante os dois dias em que o soro é ministrado. Não o meu amigo. Ele não quis ficar, afinal a vida segue. Trouxe pendurado em seu peito um pequeno frasco com o líquido que lhe seria injetado na veia nos próximos dias. Ao chegar na sua casa por volta das 16h, depois de ter saído às 6h da manhã, demonstrou toda a sua força. Cumprimentou-me com a alegria de sempre. Rapidamente me explicou o que estava acontecendo para em seguida entrarmos em assuntos da rotina de qualquer cidadão. Falamos de planos, projetos e ideias de melhorias para a vida das pessoas. Incrível como a sua preocupação sempre tem o foco naqueles que estão a sua volta. A conversa se estendeu até o momento em que tínhamos o nosso compromisso à noite. Fomos, cumprimos o nosso dever, jantamos e retornamos até a sua casa, onde ainda conversamos por mais uma hora antes de irmos dormir. Na manhã seguinte, quando eu levantei por volta das 8h, ele e sua esposa já haviam saído para cumprir com as suas rotinas de trabalho. Almoçamos juntos, despedimo-nos e retornei para a minha casa. Trouxe comigo a certeza da amizade, mas muito mais do que isso. Trouxe comigo a força daquilo que pode ser entendido como superação.

Naquela situação e frente à dureza de um tratamento quimioterápico, qualquer pessoa teria todos os motivos para se jogar na cama e dela tão cedo não sair. A maioria de nós, simples mortais, se entregaria ao abatimento e à revolta, reação normal pela notícia recebida. Mas o meu amigo não. Ele, mais do que nunca, dedicou todo o seu tempo e energia para continuar a sua batalha na luta pelos objetivos nos quais acredita. Ações ordinárias que na soma resultam num sujeito extraordinário. Isso é exemplo de Superação.

Muito orgulho em ter um amigo assim!

Para Neodi Antônio Brandão

Cegueira…

Quase sempre que assistimos a eventos, shows, jogos ou peças de teatro os aplausos acontecem ao final. Porém, sempre que aqueles que estão à frente do espetáculo se esquecem de que eles estão onde estão por causa das pessoas os aplausos tendem a ser de alívio… Veja mais:
Quando aqueles que conduzem a apresentação passam a acreditar que são estrelas perdem a humildade, ultrapassam a linha da assertividade e se tornam arrogantes. O suposto brilho os ofusca, tirando-lhes a visão. 

Não ver por causa do brilho é a pior cegueira, porque mesmo cego acredita-se estar vendo…

Somos únicos. Somos múltiplos.