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A célula do egoísmo ou a FORÇA DO AMOR?

Fonte: BING IA

A célula do egoísmo venceu mais uma batalha…

“A vida passa rápido” é uma expressão que quanto mais tempo se vive com mais frequência se escuta. Entretanto, não damos a devida atenção e seguimos com nossos comportamentos competitivos, mesquinhos e egoístas sem entender que a nossa natureza é colaborativa, generosa e altruísta. Neste semana, o egoísmo, a mesquinhez e a competição ceifaram mais uma vida, ainda que a pessoa levada fosse colaborativa, generosa e altruísta. O que aconteceu?

Uma pessoa querida partiu precocemente sem que fosse um acidente. Ela foi acometida pela célula do egoísmo. O cientista Antônio Nobre do INPE fala do Amor Incondicional (https://youtu.be/I7cf7ZiB3Ig) a partir de uma analogia sobre a natureza biológica do nosso corpo que é regido por esse amor. O nosso organismo não tolera células competitivas, mesquinhas e egoístas, embora nós vivamos assim, muitas vezes. Ele lembra que cada célula carrega em si todo o genoma humano, entretanto com a sua função limitada a um papel. Células nervosas cumprem a sua função, assim como as células epiteliais as suas. Elas têm essa função impressa no seu DNA e cumprem com a sua rotina de forma colaborativa, generosa e altruísta para manter o organismo vivo e funcional. Por vezes, porém, uma ou outra célula entra em modo de competição ao adotar comportamentos mesquinhos, convertendo-se numa célula egoísta ao exacerbar a sua função e o seu tamanho. A célula esquece de ser colaborativa, querendo apenas ocupar mais espaço; deixa de ser generosa, avançando nas funções alheias; e ignora sua natureza altruísta, sobrepondo-se as demais células. Alguma conexão com a nossa realidade social? Contudo, sempre que o organismo detecta uma célula que se desvia da sua função, ele chama o sistema imunológico para resolver a situação. A célula egoísta é convidada a se retirar do sistema e, muitas vezes, a situação se resolve para o bem geral do organismo. Outras vezes, porém, o sistema imunológico, a polícia do bem estar, não consegue controlar a situação porque a célula egoísta não atende ao seu chamado. Nesse momento, o organismo deixa de ser regido pela lei do Amor Incondicional e passa a ser dominado pela célula competitiva, mesquinha e egoísta que termina por matar todo o sistema. Esta semana uma célula egoísta se saiu vitoriosa e levou uma amiga que sempre foi colaborativa, generosa e altruísta. E nas nossas famílias, organizações e na sociedade qual é o tipo de célula que se sobressai?

Entendo ser urgente que a nossa natureza biológica humana, e divina, se imponha às nossas escolhas “racionais” que seguem premiando a competição, estimulando a mesquinhez e fomentando o egoísmo. No planeta, tivemos a presença de um Ser Humano e Divino que representava o Amor Incondicional e nós o mat+amos com as nossas escolhas racionais. E assim seguimos a matar o Amor Incondicional ao não sermos colaborativos, generosos e altruístas nas relações conjugais em que o resultado é o quase desaparecimento da família; nas organizações ao criar ambientes tóxicos regidos pela ansiedade e o estresse; na sociedade ao conceber ações que desestimulem a colaboração, a generosidade e o altruísmo. Seguimos matando. Com isso, aproximamo-nos de um ponto sem volta para o planeta que não suporta o nosso comportamento individual e coletivo em que nos constituímos como verdadeiras células do fim do mundo. Por fim, é tempo de trazer à tona a nossa natureza biológica humana de ser colaborativo, generoso e altruísta para que possamos nos reencontrar com a nossa essência divina de Amor Incondicional.

Finalmente, se a célula do egoísmo venceu mais uma batalha ao levar uma amiga, que ela não vença a guerra nas nossas relações pessoais e coletivas. Escolhamos a força do Amor Incondicional, porque “a vida passa rápido”!

Moacir Rauber

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Os Construtores de Pontes

Os construtores de Pontes

O filme Ponte do Rio Kwai, ambientado na Segunda Guerra Mundial, é baseado no romance de Pierre Boulle e mostra um grupo de prisioneiros do exército britânico obrigados a construir uma ponte para os japoneses. Supostamente, sobre essa ponte passariam recursos bélicos estratégicos para que Japão conseguisse avançar no território indiano. Um comandante britânico, prisioneiro, é encarregado de construir a ponte. Ele envolve os seus homens, resgata-lhes o orgulho de fazer algo bem feito e consegue com que se construa a ponte sobre o Rio Kwai com alta qualidade. Porém, no transcurso da construção o coronel britânico passa a se sentir o dono da ponte, tornando-se irascível, controlador e violento. E no mundo corporativo, social e familiar como construir pontes?

Creio ser importante ter em mente o que significa ponte, que é a construção que conecta duas margens separadas por um arroio, rio ou um vale. Acrescente-se que há outros significados, como aparelho de prótese dentária; extensão para ligar as veias e artérias no corpo humano; o cavalete na música; ou o dia útil que não se trabalha entre dois feriados. Em suma, os significados de ponte têm relação com conexão, ligação, elo, vínculo, entre outros sentidos próximos. Entretanto, há um elemento essencial que antecede a ponte, o construtor de pontes. Nas pontes físicas, um governo, um município ou uma comunidade identifica um ponto que precisa ser conectado, faz um projeto e contrata o construtor de pontes que a executa, sendo remunerado para isso. Por vezes, depois de construir a ponte o construtor até se beneficia dela, mas não é o dono da ponte. Nas relações humanas o construtor de pontes observa e identifica pessoas ou organizações com competências complementares e as conecta para que juntas produzam algo que sozinhas não o fariam. O construtor de pontes nas relações pessoais, quase sempre, é alguém altruísta, generoso e visionário. Não falamos aqui dos profissionais que são remunerados para fazer as pontes, como os lobistas. Resgato aqui o construtor de pontes altruísta, que faz o que faz sem a expectativa de receber algo em troca, contribuindo naturalmente para que as pessoas e organizações se aproximem gerando algo novo e melhor. Conheço pessoas assim. Falo aqui do construtor de pontes generoso, que é bondoso ao conectar as suas conexões, deixando-as trabalharem entre si. É bom conviver com pessoas assim. Refiro-me aqui ao construtor de pontes visionário, que consegue observar e identificar pessoas e organizações que juntas são melhores contribuindo para que o mundo avance rumo ao ideal evolutivo. Admiro pessoas assim. No filme, assim como nas relações que vivemos, há pessoas que constroem as pontes, mas em seguida se apegam a elas como se fossem os seus donos. Com isso se tornam irascíveis e controladores, esquecendo-se da finalidade da ponte que é a conexão.

Por fim, nas nossas relações sociais, organizacionais e familiares é essencial a presença de construtores de pontes que sejam altruístas, generosos e visionários. São pessoas assim que constroem pontes ao usar a IMAGINAÇÃO, ao fazer o MOVIMENTO de conexão para com isso, afetar o mundo com AFETO. O mundo é melhor com pessoas construtoras de pontes que não se creem as donas da ponte.

Você é um construtor de pontes?

Moacir Rauber

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Inspirado em Evandro Badin

ONDE VOCÊ PERDEU A SUA AGULHA DE OURO?

Onde você perdeu a sua agulha de ouro?

Os netos observavam a avó que parecia estar procurando algo em seu jardim. Ela olhava com cuidado para todos os pontos do gramado. Eles se aproximaram para saber se podiam ajudá-la. Ela disse que havia perdido a sua agulha de ouro e eles se voluntariaram para procurar, porém o jardim era imenso. Depois de um tempo um dos netos perguntou se ela sabia mais ou menos onde a agulha havia caído. Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça e respondeu que tinha certeza que havia perdido a sua agulha dentro de casa. Os netos ficaram indignados e responderam:

– Por que você procura fora de casa o que você perdeu dentro de casa?

Ela arregalou os olhos com cara de espanto e respondeu:

– É que aqui tem luz. La dentro está escuro!

A pergunta indignada dos netos se aplica a muitos de nós que procuramos fora algo que está dentro de nós, assim como a resposta da avó revela a nossa escuridão pessoal. Uma das buscas mais naturais dos seres humanos é a felicidade, entretanto, parece que temos a não natural dificuldade de não saber onde encontrá-la. A analogia até parece esdrúxula, porém ela reflete uma realidade vivida por um grande número de pessoas que seguem buscando em lugares em que não há como a felicidade estar. No livro “Se você é tão esperto por que não é feliz?” o autor faz uma analogia similar em que a felicidade está numa cidade, mas nós vamos para outra. Parece-me que é assim que seguimos funcionando, em que confundimos as nossas necessidades com os desejos. Nós temos a necessidade de bons alimentos para manter a saúde física que pode ser um dos elementos da felicidade, porém nos entupimos de comidas não saudáveis para saciar um desejo. E essa confusão é repetida na área comportamental relacional e espiritual, essenciais para a felicidade. O nosso discurso aponta que queremos um mundo tolerante e paciente, porém na nossa busca exercitamos a intolerância e a impaciência. Na nossa fala está presente o papel da bondade e da compaixão, contudo no nosso dia a dia se sobressaem a indelicadeza e a desatenção. Nas nossas pretensões de relações se manifestam a lealdade e a fidelidade, no entanto, no nosso círculo exibimos o fingimento e a frivolidade. Nos nossos ideais falamos de confiança e de respeito, mas na realidade exteriorizamos desconfiança e desapreço. Enfim, na nossa incansável busca pela felicidade almejamos o amor, mas nos esquecemos que é necessário amar. O que isso quer dizer? Para se obter o que se quer é necessário ter dentro de si aquilo que se quer. Não há como projetar luz se não há luz em você.

Enfim, a senhora agora sorria com ironia para os irritados netos. Em seguida ela comentou: Não entendo o estranhamento de vocês que fazem exatamente o mesmo. Querem felicidade e a buscam fora de vocês, porque acreditam que ali está iluminado. O importante seria que acendessem a luz dentro de vocês. De nada serve o mundo inteiro ter luz, mas a escuridão permanecer dentro de vocês. Porém, uma vez que acender a sua luz, em qualquer lugar que você estiver ela estará contigo. A senhora tinha razão. Onde você perdeu a sua agulha de ouro? Primeiro, acenda a sua luz interior.

A vida é intenção, mas exige ação. Você quer ser feliz? Seja tolerante e paciente; seja bondoso e generoso; seja leal e fiel. Ame! Amor não é só um sentimento, amor é a construção deliberada da tolerância, da paciência, da bondade, da generosidade, da lealdade e da fidelidade. Amor é um verbo de ação de quem AFETA o mundo com AFETO. Com AFETO você vai encontrar a sua agulha de ouro. A Felicidade será uma consequência!

Moacir Rauber

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O QUE CARREGAM AS CICATRIZES?

O que carregam as cicatrizes?

O menininho olhava para a sua mãe com uma cara de encantamento que por si só a deixou com um nó na garganta. Ele a observa mais um pouco e diz, “Mãe, você é tão linda!” de forma natural e espontânea. A maneira como falou representa a autenticidade na sua plenitude carregada da bondade humana. A expressão no rosto de felicidade do menino contagia a mãe que se emociona a ponto de que lágrimas brotem de seus olhos. Os olhos do menino, no entanto, mudam do rosto para as mãos da mãe. A expressão de encantamento desaparece e surge na fisionomia a desilusão seguida da fala:

– Uma pena que as tuas mãos sejam tão feias.

Era a autenticidade expressa de forma natural e espontânea na boca de uma criança sem a presença da bondade, uma vez que ela ainda não tinha o discernimento da força e do poder das palavras. A bondade e o seu oposto estão muito próximos. E como ser autêntico na vida adulta mantendo a bondade? Considere ser autêntico como alguém que se expressa de forma franca, natural e sincera, sendo o antônimo de hipócrita. Desse modo, ser autêntico pode ser uma virtude, desde que se lembre que tudo aquilo que se acredite que precisa ser dito possa ser dito, dependendo de como é dito. Pondere que muitas vezes nós falamos daquilo que vemos sem saber da história oculta naquilo que foi visto. Qual era a história por trás daquelas mãos “feias” descritas pelo menino? Ou quais são as histórias por trás dos olhos que olhamos ou que nos olham? A Comunicação Não-Violenta nos faz um convite para observar sem julgar para quando falar se referir apenas sobre aquilo que é visto ou escutado. Sem juízo de valor para manter a virtude na autenticidade que, provavelmente, estará acompanhada da bondade. A Inteligência Positiva, igualmente, destaca a importância de ser autenticamente sábio ao não julgar frente a uma situação em que não se vê o quadro completo. Para ser sábio é importante não julgar o outro, não julgar a situação e não se julgar, porque dificilmente vemos o quadro completo. O nosso olhar está carregado da nossa perspectiva com as nossas dores e com os nossos amores. Dessa maneira, como ser autêntico e se manter no caminho da bondade? O ponto essencial é fazer uma pausa antes de falar. Às vezes, são apenas dez segundos que nos permitem observar sem julgar o outro, a situação ou a nós mesmos. Essa pausa permitirá que cada um possa ser autêntico, natural e espontâneo com o discernimento do poder das palavras. Volta-se para as três perguntas de Sócrates: (1) o que vou falar é verdade? (2) O que vou comentar é útil? (3) A minha fala é bondosa? Passando por esses filtros certamente você será autêntico e bondoso.

Enfim, qual era a verdadeira história por trás das mãos “feias” da mãe? Quando o menininho ainda era um bebê houve um incêndio na casa que atingiu o seu berço. Todos já haviam saído da casa, deixando para trás o bebê. Porém, a mãe com a força do seu amor entrou na casa e arrancou o seu filho de dentro do berço em chamas, resgatando-o são e salvo. Entretanto, as mãos que salvaram não escaparam das sequelas do fogo a que estiveram expostas. As mãos ficaram cheias de cicatrizes. O pai descrevia para o menino tudo o que a mãe havia feito para que ele pudesse estar vivo. Ele agora entendia que por trás de cada cicatriz há uma história, por vezes heroica. E quantas cicatrizes não vemos por trás dos olhos que observamos e, muitas vezes, julgamos?

PARTICIPE DO FISEC 2023 – Forum Internacional de Inovação em Secretariado para usar a IMAGINAÇÃO, para fazer o MOVIMENTO com AFETO para admirar a beleza por trás de algumas cicatrizes.

Moacir Rauber

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AS MÁSCARAS QUE USO…

As máscaras que uso…

Ao escutar a frase “A distância mais longa entre a cabeça e o coração” de Thomas Merton tive a sensação de que ela fora escrita para mim. Na sequência a conferencista falou das limitações que temos, destacando a visibilidade das deficiências físicas. No meu caso, sou usuário de cadeira de rodas, uma deficiência que não posso ocultar, entretanto, percebi que essa não é a única das deficiências. Quais seriam as outras deficiências não visíveis?

Algumas perguntas nos acompanham em todos os tempos: de onde vim? Para onde vou, se é que vou? Quem sou? O que me faz feliz? Esta última é destaque, principalmente porque se vive num momento em que, supostamente, cada um pode ser aquilo que quiser. A infinidade de alternativas faz com que muitos não saibam quem são e terminam por usar máscaras para encobrir os seus medos e a sua fragilidade. Onde estão as máscaras?

Um intelectual fala da felicidade com o olhar da ciência, assim como fala de sua origem a partir do big bang. O intelectual pode ser representado por teóricos, palestrantes, psicólogos, filósofos ou outros que desempenham um papel que usa somente a razão para explicar o mundo em que vivemos. A máscara da intelectualidade pode ocultar uma deficiência. Existe igualmente a máscara do profissional qualificado que se oculta em profissões como engenheiros, advogados, médicos, entre outras, com a crença de que não necessita de ninguém para seguir em frente. Há ainda as máscaras dos empreendedores que acreditam que podem comprar o mundo. Porém, ao serem indagados para onde vão, intelectuais, profissionais e empreendedores se movem nervosos em suas cadeiras e revelam um pouco de sua humanidade, o medo. Cada máscara é uma prótese e por trás delas se ocultam as suas deficiências.

A frase citada sobre a longa distância entre a cabeça e o coração me trouxe a consciência que carrego deficiências não visíveis aos olhos. Em algum tempo, com a máscara do empreendedor, buscava fazer de cada relação um negócio lucrativo, financeiramente. A deficiência se revelava nas relações por interesse e no medo de não ser aceito no meio em que circulava. Em outro tempo, usei a máscara do profissional competitivo que tinha como busca incessante a autonomia de viver de maneira independente. A deficiência estava na competição com o outro (impossível) e no medo do abandono. Enfim, a fase mais recente, e ainda presente, é a máscara da intelectualidade em que se acredita que todas as respostas vêm da razão. Nesse momento, escutar a frase de Thomas Merton em que se toma consciência de que aquilo que não seja feito pelo coração não traz felicidade me arrancou uma máscara. Usando a cabeça tive que reconhecer a profundidade dessa frase, porque é essencial que o conhecimento criado pela intelectualidade; a competência exibida pelos profissionais qualificados; e os recursos produzidos pelos donos de empresas saiam da cabeça e cheguem ao coração para afetar de maneira a transformar o mundo num lugar melhor. Só assim para encontrar com a felicidade. Por isso, entendo que quem se aproxima da espiritualidade consegue encurtar essa distância.

Enfim, parece-me que a cabeça está mais próxima da ciência que se preocupa com a morte. A morte se conecta com angústia que gera medo. O medo separa, a separação é violência. Do outro lado, o coração se aproxima da espiritualidade que se ocupa da vida. A vida é consolo que gera paz. A paz une, a união acolhe. Enfim, como sempre as pessoas buscam a felicidade. Cabe destacar que é fácil observar que a felicidade está mais próxima daquelas que estão na trilha do coração. Entendo que a ciência, a cabeça, tem o papel de esclarecer fenômenos, criar tecnologias que contribuam nas relações das pessoas e gerar conhecimentos que melhorem a qualidade de vida. Porém, fica evidente que é a espiritualidade, o coração, que está o caminho mais próximo da felicidade. A cabeça pensa, é razão. O coração sente, é emoção. Caem as máscaras!

Onde pode estar a felicidade?

Moacir Rauber

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Não fiz as tarefas…

Não fiz a tarefa!

O curso trataria de temas que me importavam, seria realizado num local próximo de casa e era acessível financeiramente. Além do mais, dava tempo para ajustar as datas. Tudo certo! A pessoa faz a inscrição e os dias passam. Algumas mensagens indicam atividades prévias necessárias, “Ahh ainda tem tempo!”, pensa. Dias depois outra mensagem reforça a importância da tarefa e sugere algumas leituras. “Tem uma semana… Tranquilo!” é o pensamento ao ler a mensagem. O tempo, porém, é implacável. Ele passa. O dia para iniciar o curso chega e a pessoa não fez a tarefa pedida nem a leitura sugerida:

– Não fiz a tarefa nem as leituras…

 Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. O senso comum diz “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” como um alerta para que não deixemos a preguiça se sobrepor à vontade. “Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza” está em Provérbios (14:23) como um convite ao trabalho que enaltece aquele que trabalha com reflexos positivos ao seu redor. Na Inteligência Positiva (Shirzad Chamine) se acredita que o nosso sábio interior é sequestrado pelos nossos sabotadores sempre que nós atuamos de forma não positiva para nós mesmos. Fala-se de um sabotador principal (o Crítico/Juiz) acompanhado de outros sabotadores (o Insistente, o Prestativo, o Controlador, o Hiper realizador, o Esquivo, o Hiper vigilante, o Hiper racional, o Inquieto ou a Vítima). Eles anulam as nossas melhores intenções ao sequestrar a nossa parte sábia. Os sequestradores impedem que atuemos com sabedoria ao criar desculpas, pretextos, justificativas e mentiras para não fazer. Terminamos por não fazer as tarefas. Como mudar isso? Tomar consciência dessas características permite o exercício do livre arbítrio para mudar e fazer o que escolhemos.

A situação das tarefas representa algo cotidiano vivido por muitos (eu inclusive), conhecido como procrastinação, às vezes, preguiça. Nela, o tempo, um aliado, se transforma em inimigo. Aqui introduzimos a Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosenberg) como um recurso para ajudar a tomar consciência do que é fato ou a interpretação dele. Antes de mais nada, faça uma pausa para se conectar com a realidade: quanto tempo tenho e necessito para fazer as atividades que escolhi fazer? A pausa nos ajuda a tomar consciência e a colocar as atividades dentro de uma delimitação clara de tempo. O tempo passa a ser algo que posso medir para que de forma consciente escolha o que, quando e como fazer. Assumo os compromissos comigo com a data é o horário estipulados. É o exercício da liberdade de cumprir com aquilo que escolhi fazer, resgatando o sábio do poder dos sabotadores. É bom lembrar que foi a pessoa que escolheu se inscrever no curso. Ela sabia das condições. Dessa forma, cumprir com os requisitos do curso para conclui-lo exige que a pessoa inverta a ordem dada pelos sabotadores e volte a ser sábio ao exercer o seu livre arbítrio.

Outro ponto importante: a Pausa nos permite identificar o sabotador. Qual era o sabotador na procrastinação das tarefas? Entendo ser o Esquivo. Ele busca evitar o esforço e os conflitos e se volta para atividades prazerosas. Fazer a inscrição foi agradável. Manter o foco e realizar as atividades exige dedicação, por isso o sabotador diz “ainda tem tempo. O Esquivo se alia ao Inquieto e passa a buscar outra atividade prazerosa para uma nova experiência, deixando a anterior para trás. Juntamente com o regente dos sabotadores, o Crítico, ele se justifica dizendo que as “atividades eram muito chatas”. Desse modo, identificar os sabotadores é um ponto essencial para resgatar o sábio. A Pausa para se autoavaliar pode fazer a diferença.

Por fim, “Deus prometeu perdão ao seu arrependimento, mas não prometeu amanhã à sua procrastinação”, disse Santo Agostinho. O que mais se está procrastinando? Onde mais a procrastinação está se sobrepondo à vontade?

Confesso, muitas vezes não fiz as tarefas…

Moacir Rauber

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O QUE MOVE VOCÊ?

O que move você?

Outro dia conversava com um amigo, um jovem diretor de empresa. Quando ele comentou sobre a sua posição na empresa e a rapidez com que a ela chegou, o orgulho era evidente. Quando ele falou dos resultados obtidos na sua função, os seus olhos brilhavam. Entretanto, ele demonstrava um cansaço e um estresse pouco comuns para alguém de 30 anos. Perguntei-lhe:

– Por que tanto estresse e cansaço?

A pergunta não tinha a intenção de causar dor ou sofrimento, mas sabia que ela tinha a capacidade de fazer com que ele se questionasse sobre isso. Em geral, as perguntas têm a natural função de estimular a que se pense em respostas, sendo um caminho para se encontrar soluções. Porém, o desafio é fazer as perguntas certas para não se revolver um problema errado. Naquele momento, o silêncio e a não resposta automática do jovem eram um indicativo de que as perguntas haviam atingido um ponto importante. A conversa entre nós prosseguiu. O jovem executivo levantou algumas hipóteses sobre o cansaço e o estresse.

Diferentes estudos revelam que se questionar proporciona impulsos mais duradouros na busca por respostas. Muitas vezes, precisamos do outro para esse processo. Na nossa interação, eu era o instrumento que levava o jovem a se autoquestionar. Era visível que as perguntas feitas estavam sendo processadas por ele. O espírito e a alma da pessoa por trás do executivo estavam presentes no processo. Por isso, as perguntas são tão importantes na capacidade de se mover e de mover aos outros. Existem ferramentas e recursos tecnológicos para que se tenha uma boa resposta, entretanto encontrar o problema adequado é que fará com que se chegue a uma solução apropriada. Para isso é fundamental fazer uma Pausa, porque é nela que buscamos os recursos internos que nos dão o sentido das nossas escolhas. Uma Pausa antes de responder a uma provocação evita conflitos. Uma pausa antes de uma decisão nos aproxima do que é importante. Uma pausa nas mudanças de rumo da vida nos permite escolher o melhor caminho. A Pausa é um recurso de quem tem grande autodomínio e não fica a mercê dos impulsos instintivos. A Pausa resgata o sábio interno que consegue observar os fatos, registrar os sentimentos, identificar as necessidades e agir em conformidade. A pausa permite que cada um reconheça o sentido daquilo que faz ao fazer uma pergunta: o que você faz, faz sentido?

Tendo em mente o sentido das ações, a nossa conversa prosseguiu. Foi quando lhe fiz mais uma pergunta:

– O que move você? 

O jovem executivo mexeu-se em sua cadeira. Comentou sobre as diferentes escolhas de vida feitas por alguns de seus melhores amigos de infância. Eles parecem mais tranquilos e relaxados do que ele. Na sequência se fez mais uma pergunta: será que vale a pena o que estou fazendo? Será que está valendo a pena tudo isso? Qual é o sentido do que faço? Um momento de silêncio, uma pausa e concluiu: Essas perguntas vou me fazer todos os dias ao me levantar… e os seus olhos brilharam genuinamente felizes. Pensei comigo mesmo, Grandes perguntas… Ele chegou cedo a elas! Era o poder da Pausa para se questionar e fazer as perguntas certas.

Infelizmente, tem gente que termina os seus dias sem se perguntar o que realmente os move e qual é o sentido daquilo que fazem. Muitas vezes, terminam a vida sem se perguntar: valeu a pena ter vivido?

Cada um com as suas respostas!

Moacir Rauber

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UM PESCADOR!

Qual é o caminho para a felicidade:

Empresário, Cientista ou Pescador?

O empresário observava o pescador trazendo peixes. Ele começa a dar uma aula de empreendedorismo e negócios ao pescador. Sugere um barco mais potente, redes maiores e mais pescadores para aumentar a produção. Com isso geraria mais trabalho e ganharia mais dinheiro. O pescador responde: Para quê? O empresário argumenta: se você trabalhar duro e economizar poderá comprar uma casa na praia e aproveitar a beleza da natureza… O pescador dá de ombros e responde: Eu já tenho isso! Saiu e levou suas caixas de peixes para vender, conversou com os amigos e voltou para a casa, onde encontrou a esposa e com um café na mão aproveitou o pôr do sol próximo da natureza da qual nunca havia se afastado. Qual é o teu caminho para a felicidade?

A Ciência da Felicidade nos mostra que o alinhamento de nossas buscas com nossas atividades tende a nos aproximar do caminho da felicidade. O caminho percorrido por muitos passa por estudar, trabalhar e acumular para ser feliz. Tudo certo, porém, muitas pessoas se perdem no caminho ou partem antes de chegar à meta de ter para ser feliz. Numa pesquisa apresentada no livro “Se você é tão esperto, por que não é feliz?” a felicidade aparece como a meta primeira dos entrevistados. Entretanto, a grande maioria das pessoas não é feliz, porque busca a felicidade em elementos externos. A ciência da felicidade pretende resgatar e nos ensinar a ser felizes usando a racionalidade para equilibrar as buscas com o sentido da vida. O empresário ainda está buscando no ter os elementos que o levariam para a felicidade. Ele colocou a felicidade como algo distante e esqueceu de ser feliz no caminho. O pescador foi direto ao ponto de ser feliz no caminho, porque aquilo que faz, faz sentido. Faço uma pergunta: precisamos de ciência para ser feliz? A ciência da felicidade diz que para aplicá-la e ser feliz temos que seguir alguns passos:

Agradecer: registre as atividades, as relações ou os sentimentos que proporcionaram gratidão. Porém, isso não é ciência, é senso comum com a confiança de quem tem consciência para agradecer.

Dormir: durma pelo menos oito horas.  Outra vez, isso não é ciência, é senso mais do que comum vindo do autodomínio.

Alimentarse: mantenha uma dieta equilibrada com alimentos e bebidas saudáveis. Ciência? Não, basta domínio própriocom o conhecimento dos limites do corpo e das necessidades do espírito.

Meditar: dedique um tempo para a oração ou a meditação para alinhar as intenções com as ações do dia. Onde está a ciência nessa prática? Basta a perseverança de quem se alimenta do esforço e da .

Usar o tempo: distribua o tempo do seu dia entre as atividades ordinárias e com as pessoas que te importam. Isso igualmente não é ciência, é senso comum ao fazer a escolha de amar para desenvolver a harmonia que nos traz a felicidade.

Enfim, “para encontrar a felicidade façam esforço para pôr mais competência na confiança, mais conhecimento na competência, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais sentimento na perseverança, mais harmonia no sentimento e mais afeto na harmonia.” Uma frase perfeita que caberia muito bem na boca de um cientista da felicidade ou de um especialista comportamental. Entretanto, não foi nenhum deles que a disse. Ela foi parafraseada de um pescador há mais de dois mil anos que falou:

“Por isso, façam esforço para pôr mais virtude na fé, mais conhecimento na virtude, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais piedade na perseverança, mais fraternidade na piedade e mais amor na fraternidade” (2Pd 1, 5-7)

Muitas vezes penso que nós somos aleijados emocionais que precisamos da bengala da ciência para dar o sentido que perdemos ao nos desconectarmos da espiritualidade de nossos ancestrais. Qual é o teu caminho para a felicidade? Cada um com a sua escolha, porém é importante lembrar de ser feliz no caminho porque a felicidade é senso comum. Não precisa ser cientista ou empresário, basta ser um pescador!

Moacir Rauber

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Somos únicos. Somos múltiplos.