
Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/

Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/
O nosso tempo também passará…

Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/
Hoje é um dia em que o Trem da Vida faz sentido, porque nos lembramos que cedo ou tarde vamos desembarcar. Este ano, do meu vagão desembarcaram pessoas muito especiais, que deixaram lembranças inesquecíveis e que um dia espero encontrar na Estação Principal.
O texto abaixo foi traduzido de um áudio do Pe. Jorge Nardi que vale a pena ler.
Abraço.

O TREM DA VIDA!
Existe um texto que compara a vida com uma viagem de trem. Uma comparação interessante quando bem interpretada. Interessante porque a nossa vida é como uma viagem de trem com embarques e desembarques, com pequenos acidentes no caminho, surpresas agradáveis e com algumas subidas e descidas tristes.
Quando nascemos e subimos ao trem encontramos duas pessoas queridas que nos farão conhecer nossa viagem, o nossos pais. Lamentavelmente, em algum ponto eles vão desembarcar para não subir mais. Ficaremos órfãos do seu carinho, da sua atenção e do afeto. Mas apesar da sua ausência a viagem deve continuar. Conheceremos outras pessoas interessantes na longa viagem, entre eles nossos irmãos, amigos e conhecidos. Muitos deles realizarão conosco somente um curto passeio. Outros estarão sempre ao nosso lado compartilhando alegrias e tristezas. No trem também estarão outras pessoas que andarão de vagão em vagão ajudando a quem necessite. Muitos baixarão e deixarão recordações inesquecíveis. Outros estarão presentes ocupando assentos sem que ninguém perceba que estão ali sentados.
É curioso ver como alguns passageiros que queremos decidem se sentar longe de nós, em outros vagões, o que nos obriga a viajar separados deles. Mas isso não nos impede, mesmo que com mais dificuldades, de nos aproximarmos deles. O difícil é aceitar de que apesar de estarmos próximos não podemos estar juntos, pois muitas vezes outras são as pessoas que nos acompanham.
Esta viagem é assim. Cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, chegadas e partidas. Sabemos que este trem somente realiza a viagem de ida. Então tratemos de viajar o melhor possível, tentando manter uma boa relação com todos os passageiros. Procurando o melhor de cada um deles. Lembrando, sempre, que em algum momento da viagem alguém pode perder as suas forças e devemos entender isso. Também nos vai acontecer isso. Certamente alguém o entenderá e nos ajudará.
O grande mistério dessa viagem é que não sabemos em qual estação será a nossa vez de desembarcar. Penso: quando tenha que baixar do trem terei saudades? A minha resposta é sim, porque deixar os meus filhos viajando sozinhos será muito triste e separar-me dos amores de minha vida será doloroso. Mas tenho a esperança de que em algum momento voltaremos a nos encontrar na estação principal. E terei a emoção de vê-los chegar com muito mais experiência do que tinha ao iniciar a viagem. Serei feliz ao pensar que em algo pude ajudar para que eles tenham crescido como pessoas.
Agora neste momento o trem diminui a velocidade para que subam e baixem pessoas. A minha emoção aumenta conforme o trem vai parando. Quem subirá? Quem baixará? Quem será? Gostaria que você pensasse que o desembarcar do trem não é somente uma representação da morte ou o término de uma história que duas pessoas construíram e que por motivos íntimos deixaram desmoronar. Estou feliz de ver como certas pessoas, como nós, têm a capacidade de reconstruir para voltar a começar. Isso é sinal de luta e garra. E saber viver é saber ver o melhor de todos os passageiros.
Quem escreveu tudo isso disse, agradeço a Deus porque estamos realizando essa viagem juntos, ainda que as vezes os nossos assentos não estejam próximos, certamente o vagão em que vamos e o maquinista são os mesmos.
(Traduzido do áudio Pe Jorge Nardi)

Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/

Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/

Muitas vezes, confundimos aquilo que queremos com aquilo que necessitamos…
Veja mais: https://facetas.com.br/2021/10/29/caso-ou-compro-uma-bicicleta/

Caso ou compro uma bicicleta?
O ir e vir para o trabalho era uma necessidade. A distância não era grande, mas fazer o trajeto a pé todos os dias demandaria muito tempo. A opção para usar o transporte coletivo não se aplicava. Usar aplicativo de viagem seria muito caro. A solução seria uma bicicleta que uniria o útil ao agradável: fazer o percurso num tempo razoável e uma atividade física. Porém, faltava o dinheiro para comprá-la. As novas estavam caríssimas e as usadas não eram baratas. Finalmente, um amigo disse que tinha uma e que a emprestaria por tempo indeterminado, praticamente um presente. Solução perfeita para ela que tinha como prioridade economizar dinheiro para realizar o sonho de viajar para conhecer outros lugares e, quem sabe, outros países. Assim, cada centavo economizado a aproximaria desse objetivo. Depois de um mês com a bicicleta presenteada, um colega de trabalho ofereceu-lhe uma bicicleta por um preço razoável. Para ela, parecia um bom negócio. Chegou em casa e comentou com a mãe que não se mostrou muito animada com a ideia. A filha contra-argumentou:
– Está barata, mãe. A bicicleta é boa!
– É que você tem uma bicicleta.
– Mas não é minha…
A conversa seguiu e se transformou numa acalorada discussão em que se podia identificar ressentimento e/ou enfado na posição da filha. Eu observava buscando entender a situação. Quais os fatos? Qual era a necessidade da filha que talvez não estivesse sendo atendida? Os fatos são percebidos como algo observável e que podem ser interpretados de igual forma por qualquer pessoa que acompanhe a descrição, uma vez que não há juízo de valor na observação. Dessa forma, pude observar que a filha tinha uma bicicleta para ir e vir do trabalho que atendia a necessidade de movimento. O movimento era uma necessidade e a bicicleta era a estratégia que fazia com que ela fosse alcançada. Por isso, é importante diferenciar as estratégias das necessidades, porque a confusão entre uma e outra pode desviar a pessoa daquilo que realmente busca. Assim, o acrônimo PRATO faz uma diferenciação didática daquilo que não é necessidade. O “P” se refere a pessoas que não são necessidades, a companhia pode ser. O “R” se reporta a regiões ou lugares que não são necessidades, um abrigo pode ser. O “A” se dirige as ações e atividades que não são necessidades, a saúde decorrente do exercício pode ser. O “T” alude ao tempo que não é uma necessidade, a conexão pela presença pode ser. O “O” tem a ver com objetos, como uma bicicleta, que não são necessidades, o movimento pode ser. Desse modo, se a necessidade de movimento da filha estava sendo atendida, por que ela se mostrava ressentida e/ou enfadada? Esses possíveis sentimentos, ocultariam alguma necessidade de aceitação e/ou de reconhecimento da filha? Era essa a minha percepção ao presenciar a cena.
“Não sei se caso ou se compro uma bicicleta” parece engraçado, porém traz em si uma verdade profunda:
Dentro da Comunicação Não-Violenta proposta por Marshall isso fica evidente: as (1) observações não fidedignas geram (2) sentimentos equivocados a partir de (3) necessidades mal identificadas que se expressam em (4) pedidos mal formulados que terminam em conflitos. Portanto, identificar as necessidades envolvidas em uma situação e a sua prioridade vai contribuir para que cada um saiba se casa ou se compra uma bicicleta. Cabe a cada um de nós resgatar o Sábio com os poderes da Empatia, da Exploração, da Inovação, da Navegação e da Ativação para manter os sabotadores no seu devido lugar.
E a filha, compra ou não a bicicleta? E você, quais as suas necessidades?
Moacir Rauber
Blog: www.facetas.com.br
E-mail: mjrauber@gmail.com

A arte de errar sem se comparar: reinvenção!
As conversas exploravam as possibilidades encontradas ao se trabalhar com o Canvas da Reinvenção (Nadya Zhexembayeba). A ferramenta permite realizar um diagnóstico da capacidade e do nível de reinvenção de uma organização, de uma posição ou de si mesmo. As discussões variavam de um departamento para uma organização ou um segmento, mas terminavam no indivíduo. Uma colega falava de suas diferentes atividades, mas que a sua reinvenção pessoal era a mais importante. Ela citava os avanços, classificando-os na ferramenta e comentou:
– Reinventar-me sem me comparar permite que eu cometa erros sem medo!
Uma percepção que pode parecer senso comum, porém é difícil de se assimilar no dia a dia dos desafios pessoais e profissionais. É fundamental ter uma mentalidade de crescimento para que a reinvenção pessoal e profissional aconteça, resultando na reinvenção organizacional e, possivelmente, do segmento. Para esse fim, manter uma mentalidade flexível diante de uma realidade em constante mudança faz toda a diferença. O Canvas da Reinvenção no seu eixo horizontal avalia os subsistemas, o sistema e o ecossistema. Nos subsistemas estão as atividades realizadas, no sistema está a função atual, pessoal ou organizacional, e no ecossistema estão os impactados por essa atividade. No eixo vertical se avalia o nível de reinvenção na sua relação do impacto na ordem existente, podendo ser incremental, intermediário ou radical. Para fazer o diagnóstico, as perguntas dão o caminho. Entende-se que dentro de cada organização, função ou dentro de cada indivíduo existem desafios, obstáculos e habilidades, em que ocorrem falhas e há inspiração. Para cada momento uma competência, que no seu conjunto permite que se exiba uma mentalidade flexível, adaptável e de crescimento que manterá o indivíduo em movimento. Os desafios? São aceitos ao se manter em mente a (1) curiosidade. Os obstáculos? Estimulam a perseverança por meio da (2) criatividade. As habilidades? São desenvolvidas para que os obstáculos de cada desafio sejam superados com a (3) iniciativa. As falhas? São o reconhecimento de nossa humanidade que nos leva a entender a essência do processo de aprendizagem com o pensamento (4) multidisciplinar. A inspiração? Pode vir de observar o sucesso alheio em que a (5) empatia permite que cada um possa se aprimorar no caminho da reinvenção como um processo natural, constante e vitalício. Portanto, a reinvenção requer que cada um analise o impacto das suas atividades atuais na sua realidade pessoal e profissional e no seu mercado. É simples, mas não se pode ser simplista, porque nós seres humanos somos complexos, mas não necessariamente complicados. Outra colega ressaltou, “acredito que o ser deve predominar sobre o ter”. Concordo! Assim, para avançar num processo de reinvenção de um nível incremental, para um nível intermediário e quem sabe radical, se pergunta: a reinvenção faz sentido? O mundo será melhor com ela? Se não faz sentido ao não melhorar o mundo, qual a razão para reinventar?
Enfim, a proposta de reinvenção como ferramenta é um processo eficiente para um diagnóstico individual e organizacional ao explorar o impacto daquilo que se faz em diferentes níveis de progressão, inclusive para saber se faz sentido. Portanto, entendo que a reinvenção auxilia e organiza um processo natural e humano nas suas diferentes dimensões. Porém, cabe destacar alguns elementos presentes na fala inicial da minha colega para que a reinvenção faça sentido:
e
Você tem se comparado ou se inspirado? Quais os erros que você se permite cometer?
Moacir Rauber
Blog: www.facetas.com.br
E-mail: mjrauber@gmail.com

Ontem me deparei com uma pergunta: “você realmente conhece a raiva?” (Taize Moreira Paes). Ela falava da raiva como doença infecciosa viral que ataca os mamíferos, que pode levar a óbito e para a qual ainda não há um tratamento eficaz. Trata-se de uma encefalite aguda e progressiva com taxa de letalidade de quase 100% que é transmitida pela saliva dos animais infectados. O período de incubação varia, dependendo do mamífero, da localização no corpo e da concentração das partículas do vírus na infecção. Portanto, a raiva pode matar biologicamente todos os mamíferos. A raiva que lembrei é diferente, mas ela pode matar os seres humanos muito antes da morte biológica. Como assim? É a raiva como escolha que mata no trânsito, no trabalho, nas famílias e nas amizades. É a raiva que mata a humanidade a partir de dentro de cada um.
A raiva é considerada uma das seis emoções básicas do ser humano, sendo normal e podendo ser saudável. A raiva pode se manifestar como irritação, frustração, rancor, exasperação, vontade de brigar, desejo de vingança ou em acessos de fúria. A raiva que ajuda e que mata estão separadas por um delicado momento em que a emoção chega e a escolha que se faz define o caminho. O que fazer? Na (1) irritação a raiva pode fazer com que você se mova em função de algo que o incomode ou que você se envenene por dentro. Na (2) frustração por alguma interpretação de fracasso você pode buscar alternativas ou pode desistir e seguir se intoxicando. No (3) rancor se pode entender que as ações do outro não são sua responsabilidade ou se pode tomar o veneno esperando que o outro morra. Essas três facetas da raiva, na sua esfera negativa, matam por dentro. Já a (1) exasperação pode fazer com que você mude algo ao perder a paciência ou a querer forçar a que o outro mude. A (2) vontade de brigar pode ser dirigida para si mesmo permitindo que você faça algo diferente ou senão para o outro, culminando em agressão verbal e até física. O (3) desejo de vingança pode despertar em você a capacidade de perdoar ou a estimular a que intoxique a própria alma na busca por prejudicar o outro. Por fim, os (4) acessos de fúria podem aliviar a tensão, mas podem provocar todo tipo de danos. Essas quatro facetas da raiva matam por dentro, mas também podem matar para fora. Por dentro, a raiva não administrada mata pela toxicidade dos sentimentos que contaminam a alma. Por fora, a raiva também mata quando ela se transforma em violência no trânsito, no trabalho, nas famílias e nas amizades.
A raiva mata quando não exercitamos o perdão e o auto perdão, a compaixão e a autocompaixão e a bondade em toda a sua dimensão, porque suprimimos nossa humanidade. A raiva emocional nos seres humanos pode ser letal como a raiva animal.
Enfim, como está a sua raiva? Para a raiva animal que é quase 100% letal temos os cuidados para não sermos contagiados pelo vírus, assim como temos a vacina preventiva que nos garante a imunidade. E para a raiva emocional, o que fazer para que ela não mate? Temos unicamente a tomada de consciência como ferramenta. Inicia-se com “respira fundo e conta até dez” para reconhecer a emoção para em seguida escolher a ação. Olhar para dentro para desenvolver o autocontrole a partir do autoconhecimento que resolve conflitos internos pode fazer a diferença. Com isso, pode-se exprimir sem reprimir com o cuidado de não agredir. A raiva da emoção pode ser boa ao canalizá-la para ações que se beneficiem da energia que ela traz. Enfim, aquele que sente raiva é o mesmo que ama e quem ama não mata. Assim aquele que sente a raiva, mas exercita o perdão e o auto perdão, a compaixão e autocompaixão e a bondade, não mata, VIVE!
Moacir Rauber
Blog: www.facetas.com.br
E-mail: mjrauber@gmail.com