IV JORNADAS SALUDABLES

Miriam e Moacir estarão presente na 4TA EDICIÓN DE LAS JORNADAS SALUDABLES – “SEMEANDO CONCISCIÊNCIA” com especialistas renomados. Vai perder?

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Te esperamos!

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O que você pensa quando alguém fura a fila?

Fonte: https://twitter.com/MugiSegundo/status/1301497296132214784

O que você pensa quando alguém fura a fila?

Escolhi os meus produtos e me posicionei na fila do caixa da farmácia.  Era uma manhã tranquila, entretanto quando percebi uma senhora se parou na minha frente, um pouco ao lado. O atendimento demorava e a senhora começou a resmungar demonstrando impaciência. Na minha mente comecei um diálogo nada educado. Pensava, “Que mal-educada! Fura a fila e quer ser atendida na hora. Não deve ter nada para fazer em casa e está aqui enchendo. No mínimo não sabe o que fazer da vida…”, entre outras ideias nada edificantes. O caixa finalizou o atendimento do cliente à minha frente, portanto, seria a minha vez. Ele olhou para mim para que eu me aproximasse. A senhora ao meu lado já havia começado a se mover em sua direção, porém se deteve ao perceber o seu olhar. Nesse momento, ela parou e olhou-me nos olhos onde pode ver o meu descontentamento. Em contrapartida, eu pude ver em seus olhos o constrangimento, porque na sequência ela olhou para o chão vendo a marcação do posicionamento para a fila. Ela se apercebeu que se havia posto diante de mim de forma equivocada. Pôs a mão em seu peito, fechou os olhos e de forma contrita se desculpou. No mesmo instante, a minha irritação amenizou. Pude entender que ela não havia feito por mal. Eu lhe disse:

– Fique à vontade… e lhe cedi a vez.

Ela me agradeceu e foi ao caixa. Na saída passou por mim para outra vez para pedir desculpas e dizer que assim ela poderia voltar mais rapidamente para casa e não deixar o seu marido, que está com Alzheimer, sozinho. Foi nesse momento que a minha irritação desapareceu de vez. O que se pode aprender com uma situação tão simples se a levamos para o ambiente organizacional? Quais as situações em que nos comportamos como juízes e algozes? Primeiro, julgamos muito rapidamente. Segundo, nem tudo é o que parece ser. É algo novo? Não, mas parece ser difícil de aprender. No instante em que a senhora se posicionou perto de mim, eu a julguei, condenei e dei um veredito a partir da minha perspectiva de mundo. Quais eram os fatos? Eu estava a espera para ir ao caixa no momento que uma senhora se posiciona um pouco à frente, ao meu lado. O meu diálogo interno não eram os fatos. Porém, a partir dele criei sentimentos que poderiam terminar em conflito, uma vez que entendia que a minha necessidade de ordem estava sendo desrespeitada. Desse modo, o que se poderia fazer? Talvez, deveria ter respirado fundo e contado até dez, segundo o ditado popular. Esse tempo permite que se avalie a situação; que não se desenvolva um diálogo interno negativo que gere sentimentos agressivos; e que se prepare para interagir apropriadamente. Aplicar isso no dia a dia organizacional ou no âmbito das relações pessoais fará com que muitos conflitos não ocorram, porque é a partir de nossos diálogos internos que muitas de nossas ações resultam. Aquilo que você pensa pode determinar aquilo que você faz. Apropriar-se do ciclo é essencial. É simples! É fácil? Não.

Enfim, mais uma vez constatei que nem tudo é como eu interpreto, assim como pude confirmar a máxima “Não julgue tão rapidamente”. Da mesma forma, na interação com a senhora pude observar que um gesto cortês pode gerar mais cortesia. E quem é o grande beneficiado ao ser cortês? É quem oferece cortesia, porque quando eu fui cortês recebi paz e tranquilidade. Mudou o meu dia, deixando-me a convicção de que podemos construir um mundo melhor.

Baseado numa experiência real

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br

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IV JORNADAS SALUDABLES – sembrando conciencia

https://globalpsy.org.ar/index.php/2021/11/03/jornadas-saludables-sembrando-conciencia/

Nos dias 18, 19 e 20 de novembro – das 9h às 18h – serão realizadas na cidade de La Plata a “IV Jornada da Saúde; semeando consciência”, gratuitas e abertas à comunidade.

A intenção é reunir especialistas em Pesquisa, Psicologia Positiva e Psiquiatria, Educação Emocional e Alimentação Consciente, entre outras disciplinas, em um mesmo espaço, para que possam contribuir com insights, perspectivas, ferramentas e estratégias para o cuidado individual à saúde e o desenvolvimento pessoal e social.

GRATUITO (EN ESPAÑOL)

Personalidade forte ou mal-educado?

Personalidade forte ou mal-educado?

Escutava a menina dizer que constantemente tinha desentendimentos com uma colega de trabalho, porque ambas eram intensas e inflexíveis sobre os temas em questão. Dessa maneira, os desentendimentos, muitas vezes, avançavam um conflito que se tornava agressivo. Nada bonito, disse ela. Concluiu:

– Acho que nós somos muito parecidas, temos caráter e personalidade fortes…

Escutei sem nada dizer, embora me tenha vindo à mente a frase, “não justifique a sua má educação com ter caráter e personalidade fortes”. Por que esse pensamento? Creio que, em parte, representa um julgamento meu. Isso me leva a entender que ambientes de trabalho têm se tornado tóxicos, amizades têm sido desfeitas e relações familiares se deterioram porque adolescentes, adultos e anciãos têm usado essa justificativa para serem mal-educados. Acredito que tudo que precise ser dito possa ser dito, mas depende de como é dito. Por isso, é importante entender a diferença entre personalidade e caráter. Parte-se da ideia de que personalidade é o conjunto de formas como uma pessoa age, reage e interage com as demais pessoas, as suas características marcantes. Ser intenso não quer dizer ser agressivo e ser inflexível pode revelar outra personalidade, não exatamente força. Desse modo, quando uma pessoa exibe constantemente determinados comportamentos, ela revela os traços de sua personalidade. Por outro lado, caráter está mais relacionado com a índole da pessoa que a levam a tomar determinadas atitudes frente a situações que exigem uma escolha moral. Nada justifica ser mal-educado. Caso usemos as cinco personalidades do modelo Big Five, acredito que uma pessoa possa demonstrar a sua força ao exibir a personalidade de (1) estabilidade emocional com menos pensamentos e emoções negativas, sem a necessidade de entrar em embates ofensivos; creio que a pessoa possa ser forte pela (2) extroversão de quem tem as habilidades interpessoais para não criar conflitos onde não há necessidade; igualmente suponho que uma pessoa possa expor a sua força com a (3) abertura de quem aprende e cria com a flexibilidade para aproveitar os pensamentos divergentes, não provocando uma guerra por isso; presumo que uma pessoa possa ser quem a sua personalidade diz que é com a força da (4) agradabilidade de transformar e ser transformado sem que isso seja motivo de divergências insuperáveis; enfim, considero que uma pessoa possa ser forte com a personalidade da (5) conscienciosidade, superando atitudes conflitantes negativas. A psicologia positiva reforça o posicionamento ao enfatizar o impacto das forças de caráter no desenvolvimento das virtudes em que os conflitos e as divergências existem, mas não necessariamente são negativas. Desse modo, entendo que muitas pessoas têm usado a falsa justificativa de ter caráter e personalidade fortes para serem agressivas, deseducadas e faltarem com o respeito.

Enfim, a desculpa de ter caráter e personalidade fortes têm sido usadas pessoas de todas as idades para ocultar a falta de educação ou de recursos para lidar melhor com a situação. Os adolescentes devem lembrar que o mundo não existe para os servir, mas que eles devem servir ao mundo; aos adultos cabe lembrar que o mundo não lhes pertence, mas que eles fazem parte do mundo; e aos anciãos é essencial recordar que o mundo não lhes deve nada, oxalá não estejam em dívida com o mundo. Porque o mundo, independentemente de nossa presença, é!

Qual é a sua personalidade? Enfim, suponho que temos conhecimento suficiente para que cada um desenvolva os recursos de personalidade e de caráter para fazer deste um mundo melhor. Senão, qual a razão de estarmos nele?

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: mjrauber@gmail.com

Home: www.olhemaisumavez.com.br

Somos únicos. Somos múltiplos.