Ver e crer ou crer e ver?



Acompanhava a fala sobre o período da Páscoa e teve uma frase que me chamou a atenção:

– A fé não nos leva a crer no que vemos. Ela nos leva a ver naquilo que cremos…



A frase, creio eu, transcende o sentido religioso do contexto onde ela foi dita e pode ser importante nas variadas esferas de nossas vidas com suas diferentes facetas. No âmbito religioso a frase está ligada a crença na ressurreição de Jesus Cristo no período da Páscoa. São Tomé foi o protagonista da exigência de ver para crer. É a visão do pessimista. Entretanto, os demais apóstolos creram primeiro e viram aquilo que creram. Esta é a visão do otimista que primeiro cria algo em sua mente para construir a sua realidade.

O que você está criando na sua mente na quaresma? O que está construindo na quarentena?

A quaresma e a quarentena, em alguns dicionários, podem aparecer como sinônimos porque nos reportam ao isolamento. Entretanto, quaresma está mais associada ao isolamento espiritual, um processo reflexivo de avaliar as experiências já vividas com o intuito de produzir melhores experiências a serem vividas. Trata-se de um recolhimento em si mesmo numa busca pelas fortalezas e capacidades individuais que nos dão como alternativa a responsabilidade sobre as escolhas.

Na quaresma, com ou sem cunho religioso, acredita-se que a saída é para dentro, porque a partir de nossas forças criamos e construímos o mundo que queremos.

São desenvolvidas competências como a confiança em si e no outro; a perseverança para seguir num caminho escolhido ou deixar um projeto que não faz sentido; o autodomínio para extrair o melhor de si para si e para os outros. Isola-se, reconhecem-se as forças e elas são oferecidas à sociedade. Por outro lado, a quarentena está associada ao isolamento físico para se proteger de uma enfermidade contagiosa com o objetivo de continuar vivo. É uma medida de segurança para minimizar as perdas humanas. As pessoas se recolhem, protegem-se e salvaguardam os outros. Nesse período, muitas pessoas estão desenvolvendo uma das competências básicas de sobrevivência do ser humano: a criatividade em que estão criando estratégias para se manter sãos emocionalmente e vivos economicamente para construir uma realidade melhor. À competência da criatividade estão associadas outras competências como a flexibilidade mental, para reprogramar um programa que já não tem razão de ser; a solução de problemas, para rever o que pode ser revisto e descartar o que não serve que não foi previsto; e a autoeficácia, para desenvolver novidades que podem ser experimentadas. Da mesma forma como na quaresma, não há a crença de que no isolamento esteja a solução.

É da quaresma que trata do espírito e da quarentena que preserva o corpo que surge o renascimento, a renovação e a ressurreição do indivíduo e da sociedade.

No domingo a quaresma termina e algum dia a quarentena será encerrada. Nos dois movimentos é possível que se encontrem novos caminhos. A quaresma, como um movimento de liberdade individual, e a quarentena, como o respeito a imposição das autoridades constituídas pela sociedade, podem nos levar a uma autoavaliação para criar e construir os melhores caminhos a seguir individual e como sociedade. Perdas? Muitas. Alternativas? Existem. Visão pessimista ou otimista? Depende daquilo que você crê, porque é tempo de ressurgimento, de renovação e de renascimento individual e social.

FELIZ PÁSCOA!

Moacir Rauber

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Explica TETEL!

Olá, a partir de 15 de abril de 2020, você terá uma maneira rápida, dinâmica e divertida de tirar suas dúvidas e/ou adquirir novos conhecimentos.

Transferir conhecimento é o propósito do Explica Tetel!, simples assim!

Peço seu apoio na divulgação e na inscrição ao canal, aliás, você será um componente de extrema relevância para a manutenção e sucesso deste.

Até lá!

Fui…

Prof. Adm. Marcelo Leite Medeiros, Me ou simplesmente TETEL

O que se cozinha no caldeirão da quarentena?

Uma nova luz para a humanidade!

Todos voltam para dentro de suas casas e o convívio é um desafio.

Ele passa pela cozinha e deixa uma louça suja na pia. Ela chega na cozinha para usar a pia e encontra a louça suja. Não diz nada, mas a temperatura do seu caldeirão interior aumenta. Ela sai da pia com o seu café e vai para o sofá. Depois de um tempo vai para o quarto ler um pouco e deixa a xícara no sofá. Ele sai do quarto e chega ao sofá e encontra uma xícara suja. Igualmente não diz nada, mas a temperatura do caldeirão interior dele sobe. Assim, passam-se os dias e a temperatura do caldeirão da quarentena sobe gradativamente. Pessoas que moravam na mesma casa, mas não compartilhavam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Elas quase não se viam e agora permanecem vinte e quatro horas por dia juntos. É um verdadeiro caldeirão aquecido pelas pequena manias de um e de outro que fazem a temperatura interior subir. O que fazer com tudo isso? O que está sendo cozinhado no caldeirão da quarentena?

Uma das competências essenciais para os profissionais do século XXI é a resiliência. O termo foi explorado nos últimos anos em muitos treinamentos que visavam o desenvolvimento pessoal e organizacional. Porém, agora a resiliência está no caldeirão do convívio que exige competência social, empatia, flexibilidade mental, temperança, solução de problemas, tenacidade mental, proatividade, otimismo e autoeficácia, componentes de alguém resiliente. O impulso inicial de um resiliente é (1) sobreviver. Para isso, deve administrar os recursos disponíveis para manter a segurança e o bem estar de pessoas interdependentes. É preciso exibir competência social, empatia e flexibilidade mental para não falar o que não se deveria e, com isso, ouvir o que não se quer. Temperança e otimismo fazem parte desse momento. Igualmente é fundamental se (2) adaptar as mudanças impostas pelo novo cenário. É a resposta a um modelo desconhecido que leva o resiliente a gerir cautelosamente as relações que são interdependentes no espaço ocupado. Aqui se manifestam a solução de problemas e a proatividade ao reorganizar criativamente os recursos disponíveis, explicitando os acordos: ao usar a pia, deixe-a limpa; ao sair do sofá não deixe seus pertences nele. Por fim, alguém resiliente em tempos de quarentena espera (3) ressurgir por meio da autoeficácia.

Um resiliente usa as dificuldades para melhorar a relação por meio do uso adequado dos recursos disponíveis. Dessa forma, mantém-se e se desenvolvem as competências essenciais para que o propósito da relação seja mantido.

O mundo virou um caldeirão na quarentena. Se quarentena é a manutenção das pessoas num determinado espaço por um período para conter uma infecção, por que não a utilizar para melhorar o que temos: as nossas relações? A situação descrita pode parecer caricata, porém é real em muitas casas e organizações. Hoje estamos em quarentena dentro de nossas casas, porém, no trabalho ocorre algo semelhante. (1) Como eu posso sobreviver no ambiente de trabalho? A resiliência que deve se manifestar por meio da competência social, da empatia e da flexibilidade mental exibidas pela temperança e pelo otimismo nos permitem estreitar as relações. (2) O que fazer para me adaptar aos cenários organizacionais que se alteram constantemente? A resiliência deve se revelar nas atitudes de abertura para a solução de problemas e a proatividade num movimento de adaptação constante aos novos cenários. E (3) como eu posso crescer em cenários ainda não conhecidos? A resiliência surge com a autoeficácia ao se utilizar todos os recursos disponíveis para a manutenção do propósito individual alinhado com a missão organizacional

O que se está cozinhando no caldeirão da quarentena? Para aqueles que são resilientes, “es cosa buena”!

Moacir Rauber

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A lógica do Cisne Negro e o Corona Vírus

A lógica do Cisne Negro – 16 jul 2008
por Nassim Nicholas Taleb (Autor), Marcelo Schild (Tradutor)

É o Corona Vírus um Cisne Negro? De onde virá o próximo Cisne Negro?

Não havia lido um livro com argumentação tão boa e tão bem estruturada como O Cisne Negro, de Nicholas Nassim Taleb, que demonstrasse que nós não somos tudo aquilo que pensamos ser, nem para mais, nem para menos. Eu o li em 2008 e lembro claramente do três pilares de sua teoria: é improvável, é impactante e é óbvio. A teoria do Cisne Negro é fascinante, porque ela trabalha sobre aquilo que nós desconhecemos, portanto, não se poderia trabalhar. Se nós não conhecemos algo como podemos trabalhar com essa hipótese? Por isso, o Corona Vírus me parece tão claramente um Cisne Negro.

Ao esclarecer que antes da descoberta da Austrália pelos europeus todos os cisnes eram brancos, o autor nos deu a certeza de que existem muitos outros cisnes negros a serem descobertos em diferentes áreas, que podem surgir ou não. Por isso, sempre (já é um problema dizer “sempre”) que acreditamos ter chegado ao final de algo, que concluímos uma etapa esgotando todos os recursos, que descortinamos a última fronteira das novas descobertas e que exaurimos todas as possibilidades de encontrar uma solução, surge-nos a imagem do Cisne Negro. Uma justa metáfora para expressar a nossa incapacidade de prever, planejar, projetar, traçar, planificar ou qualquer outro sinônimo que nos remeta a um futuro que desconhecemos, composto por variáveis que não estão sob nosso controle e que dificilmente um dia estarão.

O autor conduz o texto de forma brilhante, transformando assuntos duros numa forma palatável de leitura interessante e entretida. A teoria do Cisne Negro fundamenta-se por ser (1) altamente improvável, por isso dificilmente previsível; por ter (2) grande impacto, causado por sua imprevisibilidade; e (3) facilmente explicável, depois de ocorrido o fato. É ou não é o caso do Corona Vírus? Hoje todos os “especialistas” explicam o seu surgimento, porém, se são especialistas por que não previram? Por que não foram tomadas as providências?

Com essa abordagem o livro descreve fatos históricos e também nos remete a outros comuns do dia-a-dia, fazendo as ligações com as bases da sua teoria. Tudo nos parece tão óbvio, depois de acontecido, por mais espetacular que tenha sido quando visto pela primeira vez. Ele consegue assim, demonstrar a incapacidade da humanidade de prever grandes eventos.

Enfim, o livro nos leva a questionar a função do planejamento, que não deveria ser encarado de forma tão contundente, uma vez que ele dificilmente é exato. Leva-nos a contestar as opiniões dos supostos especialistas das mais diversas áreas, que normalmente usam o passado para nos passar a falsa a impressão de que sabem algo sobre o futuro. Por fim, induz-nos a ser críticos com relação ao nosso conhecimento, para que não sejamos presunçosos; e a ser maleáveis com a nossa ignorância, sem que seja fonte de acomodação. Tem-se, assim, um livro que nos alerta para a possibilidade do surgimento de inúmeros Cisnes Negros em nossa existência. Deve-se apenas estar preparado para o altamente improvável, para o fortemente impactante e para o óbvio, depois de sucedido.

Fica a pergunta: de onde virá o teu Cisne Negro? Ainda bem que não se sabe…

Situação extrema e o comportamento disruptivo exponencial!

O bairro vive um silêncio não habitual. As pessoas estão em suas casas vendo notícias ou senão séries e mais séries. Alguns estão mais relaxados e outros completamente tensos. Alguns distinguem a situação como oportunidade outros como um castigo. Os extremos estão presentes nessa situação de quarentena de uma cidade, de um estado e de um país para não dizer do planeta. De um lado, aparecem comportamentos questionáveis com relação a conduta ética e humana. Um amigo me relata que viu os vizinhos se estapearem no corredor do edifício porque um deles espirrou sem proteger o gesto. Do outro lado, sobressaem-se comportamentos de solidariedade ao se constatar o respeito para com o mais idosos ou na criação de várias redes de apoio para pessoas deprimidas. São situações extremas como esta que produzem comportamentos extremos que resultam em movimentos disruptivos em escala exponencial. Como assim? O que tem de exponencial e disruptivo numa briga entre vizinhos ou nos movimentos de solidariedade?

Não é a briga de vizinhos ou os gestos de solidariedade que são disruptivos ou exponenciais, mas o que eles representam e o resultado que virá. Isso porque outros movimentos simultâneos que surgem vão impactar disruptiva e exponencialmente as vidas de todos num curto espaço de tempo pela mudança de comportamento. Costumes serão alterados de forma disruptiva e a tecnologia sofrerá mais transformações numa velocidade exponencial. Entenda-se disruptivo como todo o fato ou movimento que modifica radicalmente o transcurso natural de um processo. Disruptivo no conceito elétrico restaura a corrente, gastando uma energia acumulada, e na visão hidráulica altera o entorno daquilo que impede a passagem dos fluidos. Da mesma forma, pense em exponencial como na matemática em que se tem uma função com uma variável independente entre os expoentes que geram resultados numa progressão geométrica. Com relação as organizações, usa-se a projeção do crescimento exponencial para se criar modelos de negócios escaláveis que fogem do tradicional crescimento linear. A ideia do disruptivo e exponencial já não se aplica somente aos processos tecnológicos, à matemática ou às organizações. Agora será diferente. O disruptivo e o exponencial estarão internalizados pelas pessoas, mudando comportamentos e costumes ao se entender o sentido do consumo da tecnologia. O resultado disso será inimaginável nos próximos anos.

As pessoas de todos os níveis sociais estão mudando hábitos e comportamentos nesse período de quarentena, disruptivamente.  Com isso,  a tecnologia, daqui por diante, sofrerá um impacto exponencial dentro da exponencialidade a que já estava sujeita. Nada será como antes. Isso causa a disrupção dentro da disrupção. Entendo que já não são mais as empresas disruptivas e exponenciais, porque as pessoas estão sendo disruptivas gerando um movimento exponencial jamais visto. Ver os supermercados criarem horários para atendimentos aos idosos tem sido interessante. Funcionou? Por que não alterar? Observar as pessoas mudarem os hábitos de higiene é positivo. Por que não incorporar? Constatar que as pessoas passaram a consumir a tecnologia para se aproximar ao invés de se afastar é reconfortante. Por que não aprimorar? Presenciar uma universidade migrar de um modelo presencial para o virtual sem que alunos e professores percam a noção da experiência da presença é benéfico. Por que não estimular outras experiências? Enfim, acompanhar um incontável número de empresas adotando o trabalho virtual sem perder a produtividade dando mais conforto para as pessoas é relevante. Onde mais se pode aplicar? Enfim, perceber as pessoas usando e compartilhando as tecnologias disponíveis num movimento de solidariedade é impactante. Como aproveitar tudo isso? É o impacto dessa situação extrema que vai mudar comportamentos individuais, provocando um movimento disruptivo exponencial de consumir tecnologia com sentido. Finalmente todos se deram conta do sentido de consumir tecnologia. Isso é disruptivo e exponencial. Eis a oportunidade.

Enfim, gestores de organizações, líderes e estudiosos do comportamento humano fazem parte desse público e precisarão entender que o novo formato ainda não tem formato. É o resultado de uma disrupção exponencial em curso. O que fazer? Ser disruptivo exponencial.

E o tempo? Passa de uma forma diferente!!!

Moacir Rauber

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Resiliência em Tempos de Crise!

Resiliência na Era Viral?

Resiliência em tempos de disrupção exponencial?

Dia 01-04-20, às 20h, instagram: @pepitassecretariesclub

Na ERA VIRAL faça as suas escolhas:
Viralize a serenidade e baixe a histeria.
Viralize a coragem e combata o pânico.
Viralize a alegria e minimize a tristeza.
Viralize a precaução e elimine a imprudência.
Viralize conhecimento para gerar SABEDORIA!

Qual é a sua intenção ao viralizar algo?

Em tempos de Disrupção Exponencial:

É o impacto da situação de isolamento social vai mudar comportamentos individuais, provocando um movimento disruptivo exponencial de consumir tecnologia com sentido. Finalmente todos se deram conta do sentido de consumir tecnologia.

Isso é disruptivo e exponencial. Eis a oportunidade.

O que fazer? A resiliência vai fazer a diferença para ver o mundo!!!

PARTICIPE:

@pepitassecretariesclub

(Re) Criar a Humanização na Era Digital? E na Era Viral!

(Re) Criar a Humanização na Era Digital? E na Era Viral!

Muitas pessoas buscam, ultimamente, criar um vídeo, uma piada ou compartilhar uma situação que viralize para que tenham os seus quinze minutos de fama. O autor de Caneta Azul que o diga ao emplacar uma rima que da noite para dia viralizou, aproveitando a progressão exponencial do mundo virtual. Às vezes, parece-nos que não é real e não nos importamos com a fonte ou a fidedignidade daquilo que compartilhamos. Enfim, o que realmente vale é “viralizar” o conteúdo produzido. Havíamos esquecido a origem do que é viralizar, que vem de vírus que contamina, que produz sequelas e que mata. Já acreditávamos que viralizar estava ligado somente ao ambiente virtual e não lembramos que ao “viralizar” algo virtualmente, igualmente, podemos contaminar, produzir sequelas e matar. Portanto, viralizar é algo real no ambiente virtual ou físico. Por isso, outro desafio: como (Re) Criar a Humanização na Era Viral?

Creio que o processo de viralização no mundo físico e no ambiente virtual são semelhantes na forma de propagação, porque se multiplicam de modo exponencial sem limites para o alastramento. Porém, há uma diferença essencial na sua concepção. O vírus do mundo físico, como o caso vivido agora, não tem a intenção e o vírus do ambiente virtual é intencional. O vírus do ambiente físico é e demonstrou ser letal para as pessoas, colocando em risco a sobrevivência da humanidade como espécie em diferentes épocas. Com o tempo os humanos foram aprendendo a lidar com os vírus para diminuir os seus danos por meio da prevenção ao adotar comportamentos seguros. Por outro lado, a viralização que fazemos diariamente em nossas redes no ambiente virtual com a criação e a propagação de vírus depende da intenção. Aquele que cria e/ou propaga um vírus tem a intenção de obter alguma vantagem ou de prejudicar a alguém, aproveitando-se das possiblidades exponenciais da sua rede de contatos. A viralização com a má intenção no ambiente virtual coloca em risco os seres humanos sob a perspectiva de eliminar a sua humanidade. Por isso, precisamos (Re) Criar a Humanização na Era Viral no ambiente virtual que é real. Muitas vezes, as palavras virtual e real aparecem como antônimos, mas não o são. A viralização de maldades no ambiente virtual produz dor e sofrimento em pessoas reais. O que fazer?

Penso que devemos assumir o compromisso de sermos humanos a partir das intenções. Qual é a sua intenção ao compartilhar algo para que viralize? É digna de um ser que se diz humano? Por isso, cabe lembrar que a volatilidade do mundo físico natural segue a aleatoriedade sem a intencionalidade, enquanto a volatilidade humana pode ser regulada pela intenção. Isso revela quem é você. Estar no lugar que dizemos que estamos revela a consciência da importância da presença, exercício que tem se tornado cada vez mais difícil com tantas possibilidades de distrações da era digital. Ironia que o momento vivido nos desafia a estarmos no ambiente virtual para dele desfrutarmos a possibilidade da presença verdadeira, em contraposição às muitas vezes em que o usamos para fugir de onde deveríamos estar no mundo físico. A presença forçada no ambiente virtual nos dá a possibilidade de criar uma realidade que produza benefícios no mundo físico. Isso é complexo e real. É fundamental que mudemos nossa postura humana.

Enfim, como você manifesta quem é você, onde você está e o que você cria nesse momento de uma realidade virtual intensa nunca vista é escolha sua. Qual é o seu compromisso comportamental que pode minimizar os danos ao mundo físico? O que você vai viralizar? Qual é a intenção ao compartilhar algo? O ser humano traz em sua natureza, no mínimo, a dualidade, que nos dá a capacidade de sermos cruéis ou gentis, compassivos ou agressivos e criativos ou destrutivos. Principalmente, nos dá a possibilidade de sermos responsáveis ou irresponsáveis no comportamento em nosso mundo físico, assim como, o desafio no ambiente virtual de que sejamos tão humanos como o dizemos ser. Por isso, caso queira viralizar algo faça as suas escolhas.

Viralize o afeto e diminua o desafeto.

Viralize a serenidade e baixe a histeria.

Viralize a coragem e combata o pânico.

Viralize a tolerância e dispa-se do preconceito.

Viralize a alegria e minimize a tristeza.

Viralize a paciência e domine a impaciência.

Viralize a bondade e rejeite a maldade.

Viralize o respeito e refute os julgamentos.

Viralize o amor e reduza o desamor.

Viralize a precaução e elimine a imprudência.

Viralize e assuma a responsabilidade no mundo físico e virtual.

Viralize conhecimento para gerar SABEDORIA!

Viralize a sua humanidade para (Re) Criar a Humanização na Era Viral.

Moacir Rauber

E-mail: mjrauber@gmail.com

Somos únicos. Somos múltiplos.