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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

O que se cozinha no caldeirão da quarentena?

Uma nova luz para a humanidade!

Todos voltam para dentro de suas casas e o convívio é um desafio.

Ele passa pela cozinha e deixa uma louça suja na pia. Ela chega na cozinha para usar a pia e encontra a louça suja. Não diz nada, mas a temperatura do seu caldeirão interior aumenta. Ela sai da pia com o seu café e vai para o sofá. Depois de um tempo vai para o quarto ler um pouco e deixa a xícara no sofá. Ele sai do quarto e chega ao sofá e encontra uma xícara suja. Igualmente não diz nada, mas a temperatura do caldeirão interior dele sobe. Assim, passam-se os dias e a temperatura do caldeirão da quarentena sobe gradativamente. Pessoas que moravam na mesma casa, mas não compartilhavam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Elas quase não se viam e agora permanecem vinte e quatro horas por dia juntos. É um verdadeiro caldeirão aquecido pelas pequena manias de um e de outro que fazem a temperatura interior subir. O que fazer com tudo isso? O que está sendo cozinhado no caldeirão da quarentena?

Uma das competências essenciais para os profissionais do século XXI é a resiliência. O termo foi explorado nos últimos anos em muitos treinamentos que visavam o desenvolvimento pessoal e organizacional. Porém, agora a resiliência está no caldeirão do convívio que exige competência social, empatia, flexibilidade mental, temperança, solução de problemas, tenacidade mental, proatividade, otimismo e autoeficácia, componentes de alguém resiliente. O impulso inicial de um resiliente é (1) sobreviver. Para isso, deve administrar os recursos disponíveis para manter a segurança e o bem estar de pessoas interdependentes. É preciso exibir competência social, empatia e flexibilidade mental para não falar o que não se deveria e, com isso, ouvir o que não se quer. Temperança e otimismo fazem parte desse momento. Igualmente é fundamental se (2) adaptar as mudanças impostas pelo novo cenário. É a resposta a um modelo desconhecido que leva o resiliente a gerir cautelosamente as relações que são interdependentes no espaço ocupado. Aqui se manifestam a solução de problemas e a proatividade ao reorganizar criativamente os recursos disponíveis, explicitando os acordos: ao usar a pia, deixe-a limpa; ao sair do sofá não deixe seus pertences nele. Por fim, alguém resiliente em tempos de quarentena espera (3) ressurgir por meio da autoeficácia.

Um resiliente usa as dificuldades para melhorar a relação por meio do uso adequado dos recursos disponíveis. Dessa forma, mantém-se e se desenvolvem as competências essenciais para que o propósito da relação seja mantido.

O mundo virou um caldeirão na quarentena. Se quarentena é a manutenção das pessoas num determinado espaço por um período para conter uma infecção, por que não a utilizar para melhorar o que temos: as nossas relações? A situação descrita pode parecer caricata, porém é real em muitas casas e organizações. Hoje estamos em quarentena dentro de nossas casas, porém, no trabalho ocorre algo semelhante. (1) Como eu posso sobreviver no ambiente de trabalho? A resiliência que deve se manifestar por meio da competência social, da empatia e da flexibilidade mental exibidas pela temperança e pelo otimismo nos permitem estreitar as relações. (2) O que fazer para me adaptar aos cenários organizacionais que se alteram constantemente? A resiliência deve se revelar nas atitudes de abertura para a solução de problemas e a proatividade num movimento de adaptação constante aos novos cenários. E (3) como eu posso crescer em cenários ainda não conhecidos? A resiliência surge com a autoeficácia ao se utilizar todos os recursos disponíveis para a manutenção do propósito individual alinhado com a missão organizacional

O que se está cozinhando no caldeirão da quarentena? Para aqueles que são resilientes, “es cosa buena”!

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

E-mail: [email protected]

Home: www.olhemaisumavez.com.br

Até quando vamos ensinar sobre compaixão?

Os lobos não têm escola, mas eles ensinam a viver!

Recentemente, fiz um curso sobre meditação e liderança que foi espetacular. Foram destacadas as habilidades de um bom líder, entre elas a sua capacidade de ser resiliente, de atuar empaticamente, de praticar a bondade e de exercer a compaixão nas suas ações de liderança. Foram usados exemplos de líderes e farta fundamentação teórica sobre liderança com base na neurociência, na psicologia positiva e em muitos estudos científicos que exploram as questões comportamentais. Destaque foi dado para o desafio de as pessoas estarem presentes no local onde elas se propõem a estar e para isso a meditação é indispensável. Tudo faz sentido. Pode-se observar que em muitas escolas de negócios essas habilidades são ensinadas para que virem competências que o aprendiz exiba no seu dia a dia de relacionamentos, uma vez que somos seres sociais e interdependentes. Foram inúmeros os momentos de reflexão e de conexão com os outros participantes que me esgotaram física e emocionalmente. Ao final do segundo dia, retornei e deitei na cama. Liguei a TV que estava sintonizada num desses canais que apresentam a vida selvagem. O programa explorava a organização de uma alcateia de lobos e o processo de aprendizagem a que os filhotes são submetidos. Incrível? Os lobos não têm escola. Os lobos não têm aulas sobre os conceitos de resiliência, de empatia, de interdependência ou da importância de se viver o momento presente. Os lobos tampouco ensinam sobre compaixão e bondade, porém o mais incrível é que eles aprendem. Como?

Os lobos aprendem por meio do exemplo dos pais e dos mais velhos do seu grupo familiar e social. Eles também são animais sociais. E como eles aprendem sem escola? Simplesmente porque os adultos vivem as competências que os filhotes aprendem. Um lobo pai não precisa ensinar ao seu filhote um conceito descrito num artigo científico sobre resiliência ou sobre empatia. Ele será resiliente e saberá ser empático com os demais elementos do grupo no seu dia a dia, porque se ele assim não o fizer colocará a todos em risco. E é isso que o filhote vai aprender. O lobo pai não precisa pegar um texto explicativo sobre o reflexo das suas ações na vida de todos os integrantes da alcateia para que o filhote entenda o conceito de interdependência, porque todas as suas ações no momento de uma caçada demonstram o conceito na prática. E é isso que o filhote vai aprender. Um lobo pai não precisa explicar para o seu filhote que é importante estar plenamente presente onde ele se propõe a estar, porque se ele não o fizer poderá não ter outra chance. E é isso que o filhote vai aprender. Os lobos, e os outros animais, simplesmente são o que eles são e estão onde eles estão. E a compaixão e a bondade? Basta observar como eles se relacionam com os filhotes e com os seus semelhantes para se perceber na prática a compaixão por meio de ações atenciosas e a bondade no comportamento íntegro.

E nós, seres humanos, autodenominados como os mais evoluídos do nosso planeta, o que fazemos? Ensinamos conceitos de resiliência, de empatia e de interdependência, mas não vivemos o conceito. Refletimos sobre o grande desafio de não ficarmos presos nem no passado e nem no futuro, mas quase sempre estamos ausentes do presente. E quando ensinamos sobre compaixão e bondade como uma qualidade de liderança não é a incredulidade que acomete a maioria? O que podemos aprender como os outros animais ou reaprender com os nossos antepassados? Que ensinar um conceito é muito diferente do que viver um conceito.

Desse modo, …

…desejo que num futuro não tão distante não se precise mais ensinar nos bancos escolares os conceitos de resiliência, de empatia, de interdependência e, muito menos, da importância da compaixão e da bondade. Por quê? Porque as pessoas simplesmente estarão vivendo os conceitos!

Moacir Rauber

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Home: www.olhemaisumavez.com.br

Filmes que destacam o melhor da humanidade: Me chame pelo seu nome

Esqueça a lista de filmes do Oscar, ele recém passou. A lista “Greater Goodies” elaborada por Greater Good Magazine ressalta filmes do último ano que são exemplos de perdão, resiliência, empatia e outras palavras chave que reforçam comportamentos que produzem o nosso bem estar. O Oscar premia atuação, direção, edição e assim por diante e a lista “Greater Goodies” escolheu os ganhadores pelas suas habilidades de ilustrar comportamentos essenciais para o bem estar humano, como a resiliência, o propósito e o perdão.

Alguns filmes são blockbusters repletos de ação, como a Mulher Maravilha ou Star Wars: o último Jedi; outros são filmes independentes, como O Projeto Flórida e Lady Bird. Esperamos que a lista de filmes Greater Goodies ajude você a assistir todos eles a partir de uma nova perspectiva e, talvez, consiga usar essa aprendizagem na própria vida.

Serão dez filmes: (1) Me chame pelo seu nome – RESILIÊNCIA; (2) Coco – PROPÓSITO; (3) A hora mais negra – INTELIGÊNCIA SOCIAL; (4) O projeto Flórida – EMPATIA; (5) Lady Bird – PERDÃO; (6) Star Wars: o último Jedi – MENTALIDADE DE CRESCIMENTO/FLEXÍVEL; (7) A forma da água – HEROÍSMO NÃO VIOLENTO; (8) Extraordinário; e (9 e 10) Mulher Maravilha / Pantera Negra – COMUNIDADE e DIVERRSIDADE.

A resenhas foram feitas por Jeremy Adam Smith, Maryam Abdullah, Jesse Antin, Amy L. Eva, Emiliana R. Simon-Thomas, Jill Suttie em fevereiro de 2018 e publicada na Greater Good Magazine. A tradução é minha, Moacir Rauber.

(1) O Prêmio de Resiliência vai para: ME CHAME PELO SEU NOME

Os atores Timothée Chalamet e Armie Hammer são Elio e Oliver.

Quando o jovem Elio Perlman de dezessete anos encontra pela primeira vez o estudante de doutorado Oliver, eles pareceram não gostar muito um do outro, mas quando eles se afastam isso acontece de forma dolorosa. ME CHAME PELO SEU NOME é sobre o que acontece entre esses dois momentos, mostrando como Elio e Oliver se apaixonam em meio a beleza decadente da Lombardia na Itália.

Durante o caminho, aprende-se muito sobre resiliência. Na cena de sete minutos que fecha o filme, um Elio devastado olha fixamente para o fogo enquanto as lágrimas escorrem pelo seu rosto, mas se sabe que ele vai ficar bem. Por quê?

Principalmente porque Elio está longe de estar sozinho. O pai de Elio sabe que ele está se apaixonando por Oliver. Porém, antes de censurar ou recriminar o filho, o pai de Elio assiste e espera, mantendo a conexão, mesmo nos momentos em que parece que o adolescente está se afastando.

“A natureza tem maneiras engenhosas de descobrir os nossos pontos fracos”, diz ele em determinado ponto, aceitando que cedo ou tarde todos nós sofremos um golpe da vida. Na impressionante cena final em que estão juntos, o pai revela ao filho que sabia de seu romance com Oliver e encoraja-o a ter uma nova perspectiva. “Ele era bom e vocês tiveram a sorte de se terem encontrado, porque você é bom…”, diz o pai. Por fim, ele acrescenta:

“Eu posso ter chegado perto, mas nunca tive o que vocês dois têm. Algo sempre me impediu ou se interpôs no caminho. Como vocês vivem as suas vidas é problema de vocês e lembrem-se, nossos corações e nossos corpos nos são dados apenas uma vez. E antes que você se dê conta o coração está desgastado. Quanto ao corpo chegará o ponto em que ninguém mais vai olhar para ele ou vai querer se aproximar dele. Nesse momento há dor e tristeza. Por isso, não mate isso e com isso não mate a alegria que você sentiu”.

Assim, é a conexão com o pai que faz com que Elio sinta o coração partido, mas é a mensagem do Pai que também importa. Sofrer é parte da vida, ele diz para o seu filho e assim é a alegria, o prazer e o amor. Nós nos fortalecemos sempre que nos permitimos lembrar e sentir tudo isso.

Por Jeremy Adam Smith

Tradução Moacir Rauber

 

E se o LADRÃO for você?

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A MOTIVAÇÃO É UMA DECISÃO. A SUPERAÇÃO É UMA AÇÃO. 

AS DUAS SÃO ESCOLHAS. SÃO MARCAS DO SER HUMANO. DEPENDE DE CADA UM.

Liberte o que há de melhor em VOCÊ!

As palestras partem do pressuposto de que há uma grande diferença entre o que se faz e o que realmente se pode fazer. E isso se aplica a todas as pessoas que trabalham numa organização. Por isso a pergunta: você é e faz tudo o que é possível ser e fazer? Quando a diferença entre o que se é e o que se faz é muito grande existe um ladrão. E ele pode ser você! O ladrão é um autossabotador, muitas vezes levando as pessoas para a competição, deixandoas menos competitivas. Porém, o inimigo não está lá fora. Ele está dentro de cada um.

As reflexões se aplicam àquilo que ocorre em ambiente organizacional: (1) o que acontece nas relações quando as pessoas se autossabotam? (2) Quais os resultados para uma equipe de trabalho quando há um ladrão? (3) Qual a influência de um ladrão na organização? (4) E quando o ladrão é você?(5) Como prender o ladrão?

Não é uma palestra de motivação ou de superação. Tratase de uma reflexão que pode inspirar as pessoas a que sejam melhores, mais produtivas, mais inovadoras e mais competitivas. Entendese que cada um é dono das escolhas que o levam a construir a própria história. Motivação e Superação? Muito simples. Uma é a decisão. A outra é a ação. SÃO MARCAS DO SER HUMANO! Todas são escolhas. Depende de cada um e a organização pode contribuir.

DESENVOLVIMENTO DE:

Competências Relacionais: confiança, autenticidade, domínio próprio.

Competências de Desempenho: produtividade, competitividade, resultado, aprendizagem, inovação, excelência, espírito de equipe, resiliência.

Competências de Conduta: ética, propósito, liberdade, flexibilidade, autonomia, respeito.

APLICAÇÕES E USOS

A linguagem usada na palestra pode ser dirigida para diferentes aplicações e usos, cabendo ao interessado definir a necessidade do seu público:

§  SUPERAÇÃO & MOTIVAÇÃO: As marcas do Ser Humano!

§  VENDAS: Você ainda está vendendo? Mova pessoas…

§  INCLUSÃO E DIVERSIDADE: É preciso eliminar a deficiência!

§  SIPAT: Motivação para um comportamento seguro: quanto vale a segurança para você?

§ EMPREENDEDORISMO: Para onde olhar? Seja um InPrendedor.

METODOLOGIA

Usa-se o conhecimento acadêmico fundamentados nos estudos de Inteligência Emocional e Psicologia Positiva, a vivência profissional e pessoal, aliados com a metodologia Storytelling e a abordagem de Coaching para criar uma conexão com os participantes, transmitindo a essência da mensagem. 

MOACIR RAUBER acredita que tem “MUITAS RAZÕES PARA VIVER BEM!” porque “ENTUSIASMO É UMA ESCOLHA INDIVIDUAL”. Também considera que a “DISCIPLINA É A LIBERDADE” que lhe permite fazer escolhas conscientes, levando-o a viver de forma a “FAZER TUDO QUE POSSA COMPARTILHAR COM OS PAIS E QUE TENHA ORGULHO DE CONTAR PARA OS FILHOS”.

Tem doutorado em Ciências Empresariais, Mestrados em Gestão de Recursos Humanos pela UMinho – Portugal e em Engenharia de Produção pela UFSC, MBA em Marketing, além de larga formação complementar.

Tem formação internacional em Coaching Executivo Organizacional reconhecido pela FIACE, ICC e EMCC. Tem experiência profissional nas áreas Administrativa, Secretariado, Gestão de Recursos Humanos, Vendas e Planejamento Estratégico. Também foi professor universitário no Paraná e em Santa Catarina e atualmente trabalha como Coach, Palestrante e Escritor.

Foi remador da Seleção Brasileira entre os anos de 2004 e 2008 e ainda hoje segue praticando o remo como lazer. Também faz trabalhos voluntários em instituições que desenvolvem projetos de inclusão social.

Autor dos Livros:

§  Olhe mais uma vez! Em cada situação novas oportunidades (2010).

§  Perguntar não ofende… Uma abordagem de coaching para o profissional de Secretariado (2013).

§  Superação, a marca do Ser Humano! (2013).

§  Ladrão de si mesmo (2016).

§  No reino de logo ali ao lado (2017).

§  Para onde olhar? Seja um InPrendedor. Transforme-se num Empreendedor! (2018, in-press).