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RENUNCIAR PARA SER FELIZ. ¿CÓMO?

Así, pues, cualquiera de vosotros que no renuncia a todo lo que posee, no puede ser mi discípulo (Lucas, 14, 33).

¡Renuncia para ser feliz!

Era el viernes por la tarde. Como hago regularmente, terminé exhausto mi entrenamiento de remo. La sensación de cansancio y satisfacción en un movimiento circular y complementario se hicieron presentes en mí. La actividad física mejora el cuerpo, relaja la mente y eleva el espíritu. Al terminar el ejercicio, como siempre, abrí la heladera y saqué una cerveza para beber con la conciencia de que ésta sería diferente. ¿Por qué diferente si era algo que hacía regularmente? Porque sería la última que tomaría en las próximas tres semanas. Así, con plena conciencia, saboreaba cada sorbo y cada sensación que me producía el hecho de tomar la cerveza. El sabor estaba diferente. Todo estaba más resaltado. ¿Qué más hacemos sin conciencia de lo que hacemos?

Para recuperar la conciencia de lo que hacemos, cómo lo hacemos y por qué lo hacemos, existe un ejercicio llamado “¡Renuncia y sé feliz!”, propuesto por la Universidad de Berkeley. Parece nuevo, pero no lo es. Jesús renunciaba y ayunaba y les pedía a los apóstoles que lo hicieran. Los santos renunciaron a muchas cosas para tener la conciencia de la presencia de Dios. Los monjes siguen ayunando y renunciando para mantenerse en el camino de la espiritualidad. Así, el ayuno y la renuncia consciente pueden ser una herramienta para desfrutar de la vida y de las elecciones. ¿En qué consiste? Aquí se propone una actividad sencilla. Consiste en renunciar a algo durante un tiempo determinado para que se pueda evaluar si lo que se está haciendo tiene sentido. Si tiene sentido, el incentivo es disfrutarlo con la conciencia del privilegio de poder hacerlo. Además, es posible identificar si lo que se hace responde a un deseo o a una necesidad. El deseo se entiende como una aspiración o un capricho que tiende a hacer la vida más placentera y divertida, al menos momentáneamente. Un celular de última generación es un deseo, la conexión que produce es una necesidad. Una hermosa casa es un deseo, mientras que el abrigo es una necesidad. Así, muchas veces confundimos el deseo con la necesidad, haciendo de la vida un carrusel frenético en busca de satisfacer los deseos sin haber identificado la verdadera necesidad. Se interpreta necesidad como aquella que produce bienestar fisiológico, mental, emocional y espiritual, como el alimento, el descanso, el amor y la paz, entre otras. Por ello, la actividad “Renunciar para ser feliz” propone que elijamos algo que solemos hacer y a lo que tengamos acceso ilimitado, como una comida, una bebida o un programa de televisión y renunciemos voluntariamente durante un tiempo determinado. De esta forma, cada uno puede valorar si lo que hace, casi siempre en modo automático, es un deseo o una necesidad. Además, permite a todos evaluar si están disfrutando con conciencia de lo que tienen acceso ilimitado. Asimismo, es posible identificar qué se aprecia en estas actividades y cómo te hacen sentir. Si hablamos de bebida, ¿la cerveza es un deseo o una necesidad? Se entiende que la necesidad es de agua y la cerveza es un deseo. Cuando se habla de comida, ¿la pizza que muchos comen cada semana es un deseo o una necesidad? La pizza se considera un deseo y la comida una necesidad. Cuando se habla de un programa de televisión que se ve regularmente, ¿es un deseo o una necesidad? Nuevamente, se puede inferir que ver televisión es un deseo, ya que la necesidad es de diversión. Cada una de las necesidades anteriores se puede satisfacer de otras maneras, no necesariamente con las que elegimos y hacemos de forma regular. ¿Disfrutas conscientemente de lo que haces?

Finalmente, renunciar a algo para ser feliz es una invitación a tomar conciencia de cómo vivimos y del sentido de lo que hacemos. ¿Qué haces, tiene sentido? De lo contrario, ¿por qué haces lo que haces? Cuando se habla de hábitos de alimentación, bebida y entretenimiento, se sabe que estas necesidades pueden ser satisfechas con diferentes estrategias. Es fundamental ser consciente de lo que haces como si fuera la última vez, porque algún día lo será. Hoy cumplo el período de renuncia estipulado por mí y pretendo disfrutar de todas las sensaciones de tomar una cerveza con la conciencia de que satisfacer una necesidad alineada con un deseo hace la vida más hermosa. ¿La espiritualidad? Todavía hay un largo camino por delante.

Moacir Rauber

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RENUNCIAR PARA SER FELIZ. COMO?

Renunciar para ser feliz!

Era sexta-feira final de tarde. Como regularmente faço, terminei meu treino no remo ergômetro transpirado. A sensação de cansaço e de satisfação num movimento circular e complementar estavam presentes em mim. A atividade física melhora o corpo, relaxa a mente e eleva o espírito. Ao final do exercício, como quase sempre, abri a geladeira e peguei uma cerveja para tomar com a consciência de que aquela seria diferente. Por que diferente se era algo que fazia regularmente? Porque ela seria a última que eu tomaria nas próximas três semanas. Dessa forma, com a consciência plena degustei cada gole e cada sensação produzida pelo prazer que ela me proporcionava sabendo que não o faria tão rapidamente. O gosto é outro. Estava tudo mais ressaltado. O que mais fazemos sem a consciência daquilo que fazemos?

Para retomar a consciência daquilo que fazemos, como fazemos e porque fazemos há uma ação chamada “Renuncie e seja Feliz!”, sugerida pela Universidade de Berkeley. Em que consiste? Consiste em renunciar a algo por um tempo determinado para que cada um possa avaliar se aquilo que faz tem sentido. Se faz sentido, o incentivo é que se desfrute com a consciência do privilégio. Além disso, pode-se identificar se aquilo que se faz atende a um desejo ou a uma necessidade. Entenda-se desejo como uma vontade, uma aspiração e até um capricho que tende a tornar a vida mais prazerosa e divertida, pelo menos momentaneamente. Um celular de última geração é um desejo, a conexão que ele produz é a necessidade. Uma casa linda é um desejo, enquanto o abrigo é a necessidade. Assim, muitas vezes, confundimos desejo com necessidade fazendo da vida um carrossel alucinado em busca de satisfazer desejos sem ter identificado a real necessidade. Interprete-se necessidade como aquilo que nos produz o bem-estar fisiológico, mental, emocional e espiritual, como por exemplo alimento, descanso, amor e paz, entre outras. Portanto, a atividade “Renuncia e Seja Feliz” propõe que se escolha algo que se faz habitualmente ao qual tenhamos acesso ilimitado, como uma comida, uma bebida ou um programa de televisão e renuncie voluntariamente por um determinado período de tempo. Desse modo, cada um pode avaliar se o que faz, quase sempre no modo automático, é um desejo ou uma necessidade. Além disso, permite que cada um avalie se está gozando daquilo a que tem acesso em abundância. Igualmente, é possível identificar o que se aprecia nessas atividades e como elas o fazem se sentir. Se falamos de bebida, a cerveja é um desejo ou uma necessidade? Entende-se que a necessidade é de água e a cerveja é um desejo. Ao falar de comida, a pizza que muitos comem toda a semana é um desejo ou uma necessidade? Considera-se a pizza um desejo e o alimento a necessidade. Ao falar de um programa de televisão que se assiste regularmente é um desejo ou uma necessidade? Outra vez, pode-se depreender que ver TV é um desejo, uma vez que a necessidade é a diversão. Cada uma das necessidades citadas acima pode ser satisfeita de outras formas, não necessariamente com aquelas que escolhemos e fazemos com regularidade. Você desfruta conscientemente daquilo que faz?

Enfim, renunciar a algo para ser feliz é um convite a tomada de consciência de como vivemos e o sentido daquilo que fazemos. O que você faz, faz sentido? Senão, por que você faz aquilo que faz? Ao falar de hábitos alimentares, bebidas e de diversão, sabe-se que essas necessidades podem ser atendidas com estratégias diferentes. Ressalta-se o essencial de se ter consciência daquilo que se faz como se fosse a última vez, porque um dia será. Hoje concluo o período de renuncia por mim estipulado e pretendo desfrutar todas as sensações de tomar uma cerveja com a consciência de que atender uma necessidade alinhada com um desejo deixa a vida mais linda!

Moacir Rauber

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PARO TUDO!

PARO TUDO!

A candidata entrou e cumprimentou o entrevistador, sentando-se no lugar indicado. Ela já havia por outras etapas no processo seletivo e faltava a entrevista. A vaga exigia um alto nível de qualificação, uma vez que era numa empresa de tecnologia para desenvolver um produto inovador. A entrevista abordou aspectos técnicos daquilo que ela teria que desenvolver. A candidata, aparentemente, conhecia muito mais do que se esperava que conhecesse sobre a área. Mas conhecimentos técnicos tão somente não bastam. Precisa-se de algumas competências de comportamento humano, a resiliência, a empatia, a curiosidade, a compaixão e a compreensão, por exemplo. Os entrevistadores queriam ter uma ideia de como o futuro colaborador imagina que vá se comportar numa situação de estresse, de conflitos ou de pressão por resultados com prazos e indicadores de qualidade e produtividade. Por isso, um dos entrevistadores comentou sobre algumas típicas situações ocorridas na empresa e em seguida perguntou:

Como você reage frente a um situação de muita pressão num ambiente stressante? 

A entrevistada abriu bem os olhos, pensou um pouco e disse com a maior naturalidade: 

Eu paro tudo, saio correndo, dou um grito e volto…

A resposta foi diferente e inusitada. A área de Recursos Humanos é abundante em situações difíceis e também divertidas. Por um lado, são os contratos temporários que estão tomando conta de grande parte das relações de trabalho que terminam por nem serem relações. Não que eu seja contra contratar pessoas para desenvolver um determinado projeto com data de término de vínculo estipulada. Não é isso. No final, somos todos temporários. Sou contra a forma como se dá a relação com as pessoas que supostamente não trabalham para a empresa porque tem vínculo temporário. O comportamento demonstrado pelos que são efetivos (como se fosse possível) com relação àqueles que tem contrato por prazo determinado é mesquinho, porque os tratam como cidadãos de segunda classe. Da mesma forma, as entrevistas realizadas sem retorno para os candidatos me causam irritação, porque vejo que é um desrespeito para com as pessoas por trás dos candidatos. Sabe-se que as pessoas que estão se candidatando a uma vaga, normalmente, ficam ansiosas e querem mostrar o seu melhor. Geralmente são muitos candidatos para poucas vagas. São situações difíceis. Desse modo, aquele que tem a responsabilidade de fazer a entrevista deve ter em mente que a situação poderia ser inversa. O fato de agora estar entrevistando e não sendo entrevistado é simplesmente circunstancial.

Por outro lado, a área de RH tem momentos divertidos e fazer as entrevistas de seleção é um  deles. A entrevista acima demonstra bem isso. Foi divertido ouvir a resposta e foi de fundamental importância o aprendizado que ele deixou. A resposta trazia na sua espontaneidade muita maturidade emocional para fazer dos conflitos e dos momentos de estresse uma oportunidade de crescimento. Nos dias de hoje são vendidos cursos para que as pessoas, diante de uma situação difícil, não reajam diretamente a ela. As orientações vindas das ciências comportamentais, como os estudos de inteligência emocional e psicologia positiva, ou das diferentes linhas de espiritualidade seguem na direção da atitude da entrevistada.

Nas ciências comportamentais, um exemplo vem da inteligência positiva. Ela sugere que se façam micro pausas para retomar o contato com a realidade e evitar os sabotadores internos e não reagir no modo automático ainda conectados ao instinto primitivo de sobrevivência. No campo da espiritualidade, o Novo Testamento traz inúmeros momentos em que pausas curtas e prolongadas são feitas para que as ações estejam alinhadas com as intenções. A pausa permite avaliar o que está acontecendo e somente depois tomar uma atitude. Exatamente o que a entrevistada fez.

Ela foi contratada! 

Moacir Rauber

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PONTES DE AMOR!

Pontes de Amor!

A descrição feita pelo facilitador dizia:

– A madeira tem dois metros e trinta e quatro centímetro de comprimento, quinze centímetros de largura e quinze centímetros de grossura e é de oliveira.

Aparentemente se trata de uma descrição informativa que permite àquele que ouve entender sobre o que se fala. A descrição traz elementos comuns a uma comunidade biolinguística, possibilitando a que todos cheguem a uma mesma conclusão. Será tão simples? Todos que escutaram visualizaram em sua mente o mesmo objeto? No nosso grupo, o aspecto comum se limitou as dimensões do objeto, porém ao avançar sobre as características e o sentido do que foi descrito eram poucas as concordâncias. As características da oliveira não eram iguais as da madeira apresentada ao final da atividade. As divergências ficaram ainda mais evidentes quando as perguntas avançaram sobre o sentido para cada um da madeira descrita. Para alguns ela seria útil para fazer uma cerca, para outros serviria para construir uma passarela. Enfim, cada pessoa na sala daria um uso diferente para madeira. Imagine, se temos dificuldades de chegar a um consenso sobre um objeto inanimado como uma madeira, o que dizer de pessoas? Ainda assim, nós agimos e atuamos, e julgamos, com os outros, porque a nossa vida somente tem sentido na presença das pessoas. Essa é uma das belezas da vida, porque nada está assegurado nas relações e nos negócios. Há que se arriscar, se expor e cuidar para que as relações se mantenham e os negócios prosperem. Muitos dizem que o mundo é volátil e frágil; incerto e ansioso; complexo e não-linear; e ambíguo e incompreensível. Vejo que essas são características humanas com relação ao mundo que simplesmente é! Portanto, para interagir com as pessoas que dão essa configuração ao mundo, cabe desenvolver algumas estratégias que nos podem auxiliar no processo de respeitar, de cuidar e se cuidar, entre elas a Pausa. Uma noite de sono é uma pausa biológica indispensável para recompor as energias do corpo, da mente e do espírito. A meditação pela manhã é uma estratégia para alinhar a intenção com as pretensas ações do dia. As curtas paradas de um ou dois minutos entre uma atividade e outra nos ajudam a nortear aquilo que levamos e deixamos pelos lugares que circulamos. As ciências comportamentais sugerem as micro pausas como elemento de manutenção de contato com a realidade para não incorrer em ações desalinhadas com a intenção.  Porém, há que se lembrar que isso também é senso comum. “Antes de responder Conte até Dez” é um ditado comum e presente em diferentes culturas, além de ser bíblico. Jesus fazia pausas e micro pausas. Na cena bíblica em que os fariseus lhe apresentam uma mulher flagrada em adultério, Jesus se agachou e começou a escrever na terra. Em seguida disse, “Aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra…” Jesus contou até dez. Ele se agachou e (0) pausou para (1) observar com claridade; para (2) sentir com autenticidade; para (3) identificar aquilo que estava acontecendo; para se (4) manifestar com respeito e cuidado; e para alinhar as suas (5) ações e intenções na prática. Foi a micro pausa que permitiu a Jesus cuidar da mulher e de se cuidar.

Enfim, reconectar-se com a realidade por meio da pausa é uma estratégia de desempenho, de resultados, de produtividade, de competitividade, de respeito, de cuidado e de autocuidado nas relações pessoais e organizacionais. Na sua organização, nas relações familiares e de amizade, como você está usando as suas madeiras? As pausas e as micro pausas nos permitem entender que alguns podem pensar na madeira de que dispõe como pontes, outros como caminho e outros ainda como abrigo ou proteção. Não há julgamento nisso. Existem as escolhas que cada um faz com os recursos que tem. Jesus usou a madeira com a qual o crucificaram para construir uma ponte de amor entre o céu e a terra.

No dia das mães, existem milhões de exemplos de pessoas que constroem Pontes de Amor. FELIZ DIA DAS MÃES!

Moacir Rauber

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¿Conoces al Hombre de la Bicicleta?

¿Conoces al Hombre de la Bicicleta?

Ella seguía la celebración con una mirada encantada y se maravillaba con la imagen del Buen Pastor, una obra de arte que representa una de las parábolas cristianas, desplegada en la pantalla. Era una señora de casi noventa años y estar cerca de ella nos hacía sentir que nos acercábamos a la luz. Cuca, su apodo, ya no era plenamente consciente de lo que sucedía a su alrededor, porque el Alzheimer había afectado su memoria y su percepción del mundo. En cualquier caso, la iglesia era un espacio donde a ella le gustaba estar. Era visible que allí se sentía bien por la alegría y la paz que le llegaban. Tan pronto como terminó la celebración, ella y su acompañante emprendieron el camino de regreso a la casa. En ese momento, un ciclista se adelantó a ellas y casi fue atropellado por un autobús. Cuca se sobresaltó y estrechó la mano de su compañera. Entonces ella dijo:

– Conozco al Hombre de la Bicicleta. ¡Lo conozco!

– ¿A quién conoces?

– Al Hombre de la Bicicleta. Lo vi en la iglesia, estaba en la pantalla…

Cuca se refería a la pantalla en la que estaba el Buen Pastor y lo reconoció en el Hombre de la Bicicleta. Los síntomas del Alzheimer ya no le permitían comprender muy bien la realidad física que la rodeaba, pero había conquistado una conexión espiritual que muchos pasarán por la vida sin tener. ¿Ver al Buen Pastor en el hombre de la bicicleta es una conexión espiritual? En mi opinión, sí. Uno de los principales mensajes del cristianismo está relacionado con el Buen Pastor que cuida de sus ovejas en el movimiento de amar al prójimo como a sí mismo. Independientemente de la religión, el mensaje propuesto es el de un reino de amor activo. No utópico. El Buen Pastor fue asesinado por ello. El bus casi mata al ciclista y seguimos matando el mensaje de amor del Buen Pastor casi todos los días en nuestras relaciones familiares, organizacionales y sociales cuando no nos reconocemos en el otro como uno igual a mí. En las familias, ¿cuántas veces los cónyuges se agreden, se pelean y se maltratan en una relación que mata al amor? Al mirar con la sencillez que requieren las relaciones, ambos tienen el mismo objetivo: ser feliz y hacer al otro feliz. En las organizaciones, ¿cuántas veces empleados y directivos se ponen en bandos opuestos en una lucha en la que no hay ganadores? Al analizar la organización, cada uno puede ver que ella sólo existe con la presencia de personas: la organización es circular, no tiene lados. En la sociedad, ¿con qué frecuencia los diferentes individuos se involucran en luchas de poder? Al considerar el capítulo final en la vida de alguien de edad avanzada, uno se da cuenta de lo irracional que es esta lucha: la gente pasa y la vida continúa. De esta manera, entiendo que en las relaciones, las organizaciones y la sociedad, casi siempre es común la búsqueda de individuos, y depende de cada uno no matar al Hombre de la Bicicleta, porque él podría ser tú. La búsqueda de la trascendencia a través de la espiritualidad puede ser una forma de crear un mundo mejor.

Por eso, la invitación de Cuca va mucho más allá de una vida familiar y laboral. Ella ahora está escribiendo su último capítulo de vida sin plena conciencia y nos muestra lo importante que es disfrutar del viaje, además de saber a dónde quieres ir. Cuca tuvo sus épocas de productividad, competitividad y resultados organizacionales y de contribución social. Desarrolló habilidades técnicas para ser farmacéutica, además de las socioemocionales que le aseguraron caminar por la vida con la tranquilidad de quien encontró en la espiritualidad la fuerza para una vida en equilibrio. Formó una familia y participó en organizaciones, ejerciendo diferentes roles sociales. Sin embargo, fue su espiritualidad la que le permitió disfrutar del viaje sabiendo a dónde iba. De todos modos, ahora que ya casi no se identifica, ha aparecido su esencia. ¡Es por eso que Ella es Luz y no mató al Hombre de la Bicicleta!

Moacir Rauber

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Fonte: Rita Romina Peruzky

VOCÊ CONHECE O HOMEM DA BICICLETA?

Fonte: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/o-bom-pastor-se-despoja-da-propria-vida-por-suas-ovelhas/

Você conhece o Homem da Bicicleta?

Ela acompanhava a celebração com um olhar encantado e se maravilhava ao admirar a imagem do Bom Pastor, uma obra de arte que representa uma das parábolas cristãs, exibida no telão. Era uma senhora com seus quase noventa anos e estar próximo a ela nos fazia ter a sensação de nos aproximar da luz. Cuca, seu apelido, já não tinha a plena consciência daquilo que acontecia a sua volta, porque o Alzheimer havia afetado a sua memória e a sua percepção do mundo. De todas as formas, a igreja era um espaço onde ela gostava de estar. Era visível que ela se sentia bem ali pela alegria e paz que a alcançava. Assim que terminou a celebração, ela e a sua acompanhante começaram seu caminho de volta à casa. Nesse momento, passou um ciclista por elas e por um triz não foi atropelado por um ônibus. Cuca se espantou e apertou a mão da sua acompanhante. Logo disse:

– Eu conheço o Homem da bicicleta. Eu conheço Ele!

– Quem você conhece?

– O Homem da bicicleta. Eu vi Ele na igreja. Ele estava no quadro…

Cuca se referia ao telão em que estava o Bom Pastor e ela O reconheceu no Homem da bicicleta. Os sintomas do Alzheimer já não permtiam que ela entendesse muito bem a realidade física a sua volta, porém ela havia conquistado uma conexão espiritual que muitos vão passar pela vida sem ter. Ver o Bom Pastor no homem da bicicleta é uma conexão espiritual? A meu ver, sim. Uma das principais mensagens do cristianismo está conectado com o Bom Pastor que cuida das suas ovelhas no movimento de amar ao próximo como a si mesmo. Independentemente de religião, a mensagem proposta é a de um reino de amor ativo. Não utópico. O Bom Pastor foi morto por isso. O ônibus quase matou o ciclista e nós continuamos a matar a mensagem de amor do Bom Pastor quase todos os dias nas nossas relações familiares, organizacionais e sociais quando não reconhecemos no outro um igual a mim. Nas famílias, quantas vezes, os cônjuges se alfinetam, se digladiam e se maltratam numa relação de quase morte do amor? Ao olharmos com a simplicidade que as relações requerem, ambos tem o mesmo objetivo: fazer e ser feliz. Nas organizações, quantas vezes, os colaboradores e os gestores se colocam em lados opostos numa luta em que não há vencedores? Ao analisarmos a organização cada um pode perceber que ela somente existe com a presença de pessoas: a organização é circular, não tem lados. Na sociedade, quantas vezes, os diferentes indivíduos se engalfinham em lutas pelo poder? Ao considerar o capítulo final da vida de alguém de idade avançada se percebe o quão irracional é essa luta: as pessoas passam e a vida segue. Desse modo, entendo que nas relações, nas organizações e na sociedade a busca dos indivíduos é quase sempre comum, cabendo a cada um não matar o homem da bicicleta, porque ele poderia ser você. A busca pela transcendência por meio da espiritualidade pode ser um caminho de criar um mundo melhor.

Portanto, o convite de Cuca vai muito além de uma vida de família e de trabalho. Ela agora está escrevendo o seu último capítulo da vida sem a consciência plena e nos mostra que é importante desfrutar da jornada, assim como saber para onde se quer ir. Cuca teve seus tempos de produtividade, de competitividade e de resultados organizacionais e de contribuição social. Ela desenvolveu competências técnicas para ser uma farmacêutica, além das competências socioemocionais que lhe garantiram caminhar pela vida com a tranquilidade de alguém que encontrou na espiritualidade a força para uma vida em equilíbrio. Ela formou família e participou de organizações, exercendo diferentes papéis sociais. Porém, foi a sua espiritualidade que a permitiu desfrutar da jornada sabendo para onde estava indo. Enfim, agora que ela quase não se identifica mais, apareceu a sua essência. Por isso, Cuca não matou o Homem da Bicicleta, ela é Luz!

Moacir Rauber

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Fonte: Rita Romina Peruzky

Qual é o seu ritual preferido? O que ele produz?

Qual é o seu ritual preferido? O que ele produz?

Tenho muitos rituais incorporados no meu dia a dia. Alguns conscientes, outros nem tanto. Para dirigir, por exemplo, tenho toda uma sequência de movimentos que repito todas as vezes que eu utilizo o carro. Basta que eu me distraia e deixe de cumprir com um deles que tenho um pequeno momento de confusão. Esqueço-me onde deixei os óculos ou arranco sem estar com o cinto de segurança posto. Além de ser um ritual, trata-se de um procedimento que me ajuda a manter o foco naquilo que irei fazer. Esse é o papel do ritual para mim: manter o foco. Assim, entendo que no ritual a pessoa, inicialmente, para, olha para si, reconhece a sua dimensão, contextualiza, reflete e depois expande. No esporte, antes de remar, me alongo e nesse período me preparo mentalmente para o desafio. Na saída de casa me pergunto: para onde vou? O que preciso? Sempre que repito esse ritual consigo sair sem deixar a metade daquilo que preciso para trás. No retorno para casa me indago: o que levei? O que trago? Antes de entrar em casa faço uma limpeza emocional para não contaminar um ambiente que é sagrado para mim. Ao cumprir com esse ritual tenho um dia melhor com a minha família. Desse modo, sempre que sigo os rituais parece-me que tudo fica mais sereno, tranquilo e produtivo com relação aquilo que importa. Mas qual seria o meu ritual preferido? Entre todos os rituais, eu tenho um que especialmente me comove: a Santa Missa.

Para muitos pode parecer estranho, piegas e até pouco racional. Não me importa, porque o que importa que esse momento é importante para mim. Para os Católicos é o momento mais importante da profissão de fé, entretanto, para mim, esse momento representa os passos perfeitos de um ritual de expansão das possibilidades humanas de Ser Humano a partir da centelha divina que nos acompanha. Ao entrar numa igreja, parece-me ocorrer o contato direto com o sagrado. “Deus está em todas as partes” é certo, porém aquele espaço dedicado a Ele faz com que eu possa senti-Lo com mais profundidade. Escolher um espaço que nomeamos como sagrado para estar a próxima hora da vida me dá a devida dimensão humana de reconhecer-me pequeno diante dos mistérios da vida e do universo, ao mesmo tempo em que me valoriza com a importância da minha individualidade em toda a sua relevância. Somos pequenos, mas somos únicos. Assim, o universo somente é o que é porque nós estamos nele. Portanto, ao cruzar a porta de um igreja com a intenção de me por de joelhos diante daquilo que não entendo e fazer o Sinal da Cruz é um momento único. (1) Parar para despojar-me da falsa sensação de importância e reconhecer que a vida é muito maior do que o meu próprio umbigo é um exercício de humildade. Nem sempre é fácil. Pedir perdão por toda ação sem amor permite me (2) conectar com o outro na autêntica intenção de contribuir. “Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós”. Pode traduzir “Senhor” como queira, cosmos, universo ou energia superior, porém é um momento de reconhecimento de minha interdependência com algo que a minha limitada capacidade humana não permite entender. Não entender a amplitude daquilo que faço parte, entretanto saber que não estou à parte, faz a diferença para o momento seguinte, em que as leituras do Antigo e do Novo Testamento com os comentários feitos na homília pelo padre me chamam para a responsabilidade de contribuir ao (3) contextualizar a minha presença no mundo. “O mundo é melhor porque você está nele?” é uma pergunta subliminar presente em todas as falas dos padres que me levam a (4) refletir sobre o meu papel no mundo. Por fim, avança-se para o momento da consagração do pão e do vinho, um reconhecimento de que a vida é sagrada em todas as suas dimensões. Se a minha vida tem um valor inestimável a do outro também tem. Por isso, ao comungar com os demais tomo consciência de que eu sem o outro não tenho sentido. A última parte da Santa Missa é um convite para (5) agir e expandir. O Padre dá a benção e diz “Vão em Paz e que o Senhor os acompanhe” para fazer a diferença positivamente em um mundo do que qual faço parte. Qual será a minha ação? Qual é a minha intenção? Isso é comigo.

Enfim, entender os rituais para que as pessoas encontrem o sentido daquilo que fazem e do que acontece fará com que as famílias, a sociedade e as organizações tenham pessoas conscientes de seu papel. Rituais de passagem, de renovação, de integração ou de valorização são essenciais na vida familiar, social ou organizacional, porém é preciso observar e entender para avaliar se o ritual cumpre com a sua função. Quando você para, vocêse conecta de forma contextualizada? A sua reflexão tem levado a que você aja e se expanda? Enfim, dogmas a parte, o fundamental é entender que o único pecado na nossa humanidade é a ausência de amor nas ações e isso está dentro de cada um, nas intenções.

Moacir Rauber

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Quem está se metendo na sua vida?

Quem está se metendo na sua vida?

Estava na casa do meu amigo que falava com seu filho por telefone. Ouvia a parte do diálogo do pai, meu amigo, que disse:

– Não, meu filho, não acho que valha a pena você mandar fazer tudo isso antes de vender o carro. Se a pessoa quiser ela vai comprar do mesmo jeito…

Não falei nada, mas deduzi algumas coisas. Do outro lado deve ter havido alguma argumentação para fundamentar uma ideia para a qual ele pedia a opinião. Mais uma vez do lado de cá ouvi:

– Fazer por fazer não adianta. Fazer o que precisa ser feito não vale a pena. Mostra pra pessoa e fala o que aconteceu. É muito mais fácil.

A conversa seguiu nesse rumo por mais uns instantes, até que desligaram. O pai, que é meu amigo, olhou-me e disse:

– Se não quer a minha opinião por que me pede? E ainda por cima ficou irritado…

É uma situação comum. Nos ambientes em que estamos nós observamos fatos por meio dos nossos sentidos e os interpretamos de acordo com as nossas crenças e valores. Observo pessoas que pedem uma opinião e interpreto que, muitas vezes, não a querem verdadeiramente, porque já se decidiram sobre o tema. Neste caso, creio que apenas queiram ter a confirmação de que a decisão tomada é boa. Ao receber uma opinião diferente sobre a escolha feita, por vezes, incomodam-se com a pessoa a quem pediram a opinião. Em outros casos, as pessoas que pediram uma opinião passam a reclamar que todos querem dar palpites em suas vidas. Mesmo assim, não deixam de pedir a opinião de pai, de mãe, de amigos, do cachorro e do papagaio até para decidir qual a cor do tênis que vão comprar. No momento em que você pediu a opinião a alguém sobre qualquer assunto, entendo que você está autorizando o outro a se pronunciar sobre o tema. No instante em que você formulou e dirigiu a pergunta para alguém você lhe deu o direito de opinar sobre o que foi perguntado. Eis a importância de fazer uma pergunta genuína com o interesse de escutar uma perspectiva diferente. Ambos podem estar diante do mesmo fato, porém com interpretações diferentes. Positivo ou negativo? Depende. Ao se tratar de uma questão pessoal, a pergunta dirigida autriza o outro,  explicitamente, a se meter na sua vida. Depois não reclame.  Se não quiser que se metam na sua vida, não autorize. Não peça a opinião.

Você poderia dizer, É, mas eu não autorizei ninguém a dar palpites na minha vida e mesmo assim eles dão… E isso te incomoda? Em caso afirmativo, você pode não ter dado a autorização explicitamente, mas de forma implícita você a deu, simplesmente pelo fato de que isso o atinge. Não autorizar também significa pouco se importar com aquilo que vão falar de você. Por isso, se você pedir uma opinião, considere-a. Se não quiser uma opinião, não peça. Se você já tem um decisão, caso julgue necessário, informe. Ao adotar essa postura você vai ver que …

…os outros não podem se meter na sua vida.

A menos que você os autorize!

Moacir Rauber

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