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Facetas!


Somos Únicos.
Somos Múltiplos.
By Moacir Rauber

Roda de Conversas FISEC 2020

Dia 12-09-20, às 16h30, vai acontecer mais uma INESQUECÍVEL Roda de Conversas, com alguns dos Palestrantes e Painelistas do FISEC SP 2020!! 👤👤👤👤

Os nosso convidados serão:
📌Thais Gimenez
📌Gustavo Bertulucci
📌 Vanessa Lima
📌 Victor Hugo Soler

Participe e aproveite para conversar com esse time SENSACIONAL que irá fazer parte da 8a Edição do MAIOR FÓRUM DE INOVAÇÃO EM SECRETARIADO EXECUTIVO!

Um evento totalmente gratuito, e as inscrições poderão ser feitos pelo Sympla.
Link > https://www.sympla.com.br/roda-de-conversas-com-palestrantes-e-painelistas-do-fisec-sp-2020__971434

Convidem a sua rede de contatos. Vai ser imperdível!

Pensar fora do quadrado seria um novo quadrado?

Pensar fora do quadrado seria um novo quadrado?

Assistir ao filme “Os Estagiários” (Os Estagiários, 12 – Brasil, 2013 – Comédia – 1h59m) com imagens do ambiente de trabalho no Google nos permite várias associações, principalmente sobre a área comportamental e da cultura organizacional. Pode-se estimular a que todos busquem a inovação por meio da competição de se pensar além daquilo que é convencional, mas onde ficam a colaboração e a cooperação? Trata-se de uma comédia em que dois quarentões da área de vendas ficam desempregados e se candidatam para integrar o programa de estagiários do Google, sendo surpreendentemente contratados. Com pouco conhecimento na área de tecnologia os dois são incluídos numa equipe de excluídos para a disputa das vagas efetivas na organização. Há uma legião de candidatos e as tarefas a serem cumpridas para garantir as vagas são realizadas em ritmo de competição. Eles quase são alijados do processo ao sofrer na pele uma espécie de bullying por parte dos jovens nerds que participam do processo. Felizmente, os quarentões conseguem se manter no grupo. Isso ocorre ao demonstrarem inteligência emocional suficiente para que algumas lições de colaboração e cooperação sejam apreendidas pelos mais jovens, sobrepondo-se ao simples domínio da técnica decorrente direta do Quociente Intelectual (QI).

A empresa Google é considerada por muitos como o melhor lugar para se trabalhar. Trata-se de uma das maiores empresas globais do setor tecnológico, que há 25 anos sequer existia. Ela é responsável, em grande parte, por redesenhar como nós nos relacionamos com a internet, com as informações e com o conhecimento. A empresa também alterou a experiência no ambiente de trabalho, criando uma cultura organizacional diferente. Trabalha-se num ambiente corporativo descolado com liberdade para se vestir da forma como quiser, brincar ou praticar esportes, apresentando uma proposta diferente de cultura com relação ao comportamento na organização. Pode-se inclusive comer sempre que se quiser sem nunca pagar diretamente por isso. Temos a impressão de que se está diante de algo totalmente diferente. A empresa, aparentemente, representa aquilo que se propõe quando se fala em pensar fora do quadrado ou fora da caixa, uma quase unanimidade nos programas de formação profissional e nas exigências para uma nova colocação no mercado de trabalho. Naquele ambiente estimula-se a criatividade, a inovação e a tecnologia, sendo elas palavras de ordem na busca pelo colaborador mais competente. Desse modo, o candidato que chega ao final de um processo seletivo tão disputado leva o contratante a acreditar que o sujeito sentado a sua frente seja alguém que pensa diferente. Eis o novo quadrado ou a nova caixa.

Pergunto: se todos estão buscando ser diferentes ao pensar fora do quadrado ou fora da caixa, então realmente é diferente aquele que pensa igual ao olhar fora do quadrado ou da caixa? É uma contradição. Todos pensarem fora do quadrado concorre com frases como “a verdade absoluta não existe”, que se coloca como uma verdade absoluta. “Não deixe o seu relacionamento cair na rotina”, que termina por ser a rotina de não se ter rotina. Por isso, a mudança em tempos de mudança pode ser a não mudança. Da mesma forma, pensar como sempre se pensava em tempos em que todos querem pensar diferente pode ser a diferença. Portanto, se todos estão preocupados em ser diferentes aquele que simplesmente agir como ele realmente é já será diferente o suficiente para não estar no quadrado. Por isso, sempre pensar fora do quadrado não seria um novo quadrado ou uma nova caixa?

Moacir Rauber

Blog: www.facetas.com.br

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Quem é o bobalhão correndo?

Quem é o bobalhão correndo?

Nas viagens sempre estou no local antes do horário previsto para embarcar, afinal um usuário de cadeira de rodas, às vezes, demanda mais tempo. Com isso aproveito para observar os atrasados correndo para chegar a tempo de embarcar. Alguns conseguem. Outros não. O desespero toma conta das pessoas que perdem o voo. Eu observo, penso e julgo, “Quem é esse bobalhão correndo?”.

Há alguns anos, estava no aeroporto com bastante antecedência para um voo doméstico. Aproveitei para almoçar com um amigo. O relógio marcava 13h24min, “Ah, tenho bastante tempo, meu voo somente será às 15h. Mesmo assim é hora de ir, pensei. Comecei a relembrar para onde eu iria e percebi que os horários de saída e de chegada estavam muito próximos. Resolvi olhar a passagem e não acreditei no que vi. A hora de decolagem seria às 14h e não às 15h. Saí a toda a velocidade que a cadeira de rodas permitia pelo saguão de um terminal ao outro até o balcão da companhia aérea. Fila. Todos as posições ocupadas. Agitei meus braços. Consegui a atenção de uma das atendentes. Ela disse:

– Acabou de fechar. Não embarca mais…

– Não é possível. Não é possível… repeti desesperado.

Havia perdido o voo. Agora eu sentia na pele aquilo que eu via os outros passarem quando se apresentavam alguns minutos atrasados no balcão de embarque. Era minha a falta de organização que complicava a minha situação. Eu deveria chegar às 16h no destino para um compromisso às 19h. Quantas pessoas seriam atingidas pela minha desorganização? Ao não cumprir o horário do primeiro compromisso, o embarque, deixaria de cumprir o segundo compromisso, o evento. Ao não atender o segundo compromisso criaria problemas para as pessoas que haviam me contratado para o evento que haviam organizado. Seria uma frustração moral, além dos prejuízos financeiros que também estariam envolvidos. Mas o que fazer? O que estava ao meu alcance fazer naquele momento? Nada…

Tudo isso passava pela minha cabeça, quando novamente olhei para a atendente e a vi falando com alguém no comunicador. Ela desligou e olhou para mim:

– Se nós chegarmos até lá em dez minutos eles te embarcam. Siga-me … disse ela e saiu correndo.

Fui atrás. Corri feito um louco, passei pela alfândega e cheguei ao portão. Tão logo embarquei as portas do avião se fecharam. Relaxei pela emoção de ter conseguido viajar. Foi então que me dei conta de quão injustos sempre foram os meus julgamentos. Como poderia eu julgar sem saber o que realmente acontecera com as pessoas que chegavam atrasadas ou em cima da hora? O meu motivo fora realmente fútil, mas quais seriam os motivos dos outros que eu sempre observara e julgara? Pensei comigo, “Julgue menos. Você não sabe o que o outro está passando…”. Faltava-me a humildade para praticar a empatia. Competências socioemocionais que podem validar muitas de nossas competências técnicas.

Por fim, coloquei-me no lugar das outras pessoas que naquele dia estavam com antecedência no aeroporto. Caso algum deles tenha me observado correndo desesperado pelo saguão do aeroporto pode ter pensado, “Mas quem é esse bobalhão em cadeira de rodas correndo de um lado para o outro?”. Naquele dia o bobalhão fui eu.

Moacir Rauber

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Quais as condições?

Caminhando até o balcão de tecidos de uma loja de departamentos, uma garota bonita perguntou:

– Quero comprar este material para um vestido novo. Quanto custa?

– Apenas um beijo por metro, respondeu o sorridente funcionário.

– Tudo bem, respondeu a garota.

– Vou levar dez metros.

Com a expectativa de quem antecipa o prazer estampada em seu rosto, o balconista mediu apressadamente e embrulhou o pano, em seguida, estendeu-o provocadoramente. A garota agarrou o pacote e apontou para um velhinho parado ao lado dela:

– O vovô vai pagar a conta, ela sorriu.

Importante saber:

Quem faz?

Para quem se faz?

O que se faz?

Em quanto tempo?

Em quais condições?

Perguntas para uma boa comunicação e para clarificar uma negociação.

Que as pessoas possam sorrir ao te encontrar…

Que as pessoas possam sorrir ao te encontrar…

Diz a lenda que a cebola era a planta mais linda do mundo. A cada dia ela exibia uma nova joia. Eram as mais diferentes pedras preciosas, como a esmeralda para atrair as bençãos ou o rubi para despertar a energia e a paixão. Às vezes, podia ser uma água marinha para diminuir o estresse ou uma opala para encontrar o equilíbrio, uma safira para desenvolver nossa sabedoria e até um diamante para manter a prosperidade. Todos esperavam o novo dia para admirar a beleza da cebola que se alegrava ao deixar o dia mais harmonioso. Um dia, porém, alguém disse que ela não era linda, mas vaidosa; que a presença dela não trazia harmonia, mas era puro exibicionismo; que a alegria dela não ajudava a ninguém, apenas diminuía os demais. O boato da vaidade da cebola se alastrou e no dia seguinte ela sentiu que algo diferente pairava no ar. Pareceu-lhe ver crítica nos olhos de quem a olhava e se sentiu tímida, o que fez com que ela se cobrisse com uma fina tela. Era a primeira camada. No dia seguinte a cebola exibiu uma esmeralda, porém aquela sensação de que estava sendo julgada continuava, o que a deixou acanhada. Assim, a cebola criou mais uma camada, repetindo-se o processo nos dias seguintes. Por fim, a insegurança, o receio e o retraimento pelas críticas presentes no boato da vaidade da cebola, fizeram com que ela já não exibisse o seu interior. As joias que ela trazia estavam ocultas. A cebola se isolou e não mais compartilhou a sua alegria nem as mensagens como o fazia espontaneamente. Um dia, passava por ali um sábio que sabia da beleza das cebolas, porém ficou estarrecido ao ver como ela estava encolhida e acabrunhada. O sábio, que falava a língua das cebolas, perguntou:

– O que aconteceu?

– Não sei. As outras plantas me obrigaram a criar camadas…

O sábio escutou o desabafo da cebola que havia caído na armadilha dos boatos que denigrem. Ela havia dado poder aos maldosos que a levou a ocultar aquilo que ela tinha de mais belo: o seu interior. E assim somos nós. Muitas vezes, renunciamos ao protagonismo de nossas escolhas e nos colocamos como vítimas dos outros. Não precisa ser assim. Cada um, mais do que ninguém, sabe qual é a intenção que vai determinar a ação. Desse modo, exibir com alegria a joia interior para ser uma benção na vida daqueles com quem se relaciona, assim como para transmitir a energia e a paixão que podem influenciar positivamente aos outros é uma dádiva. Ser leve nas relações ao não julgar é um presente, porque assim como você, o outro apenas quer ser feliz. Manter o equilíbrio entre as intenções e as ações para desenvolver a sabedoria no caminho da prosperidade é uma oferta. Portanto, é um desafio constante não permitir que o julgamento dos outros determinem as próprias ações, uma vez que cada um conhece as suas intenções. Enfim, o sábio, depois de ouvir a estória da cebola, chorou, porque os boatos a fizeram se recolher. Rumores, mentiras e mexericos calaram as intenções da cebola e anularam a beleza das ações. A cebola havia dado poder aos invejosos e aos imbecis, porque a maldade estava no olhar deles. Dizem que, por isso, todos os sábios choram diante de uma cebola.

Portanto, há que se perguntar: são as minhas intenções genuínas? As minhas ações contribuem para o bem estar daqueles com quem convivo? Respondidas essas perguntas assuma o protagonismo da sua conduta ao desenvolver e fortalecer as suas competências socioemocionais para validar as suas competências técnicas. Assim, cada pessoa pode ser autêntica para inovar e transformar com a plenitude da sua humanidade.

Exiba a sua joia interior para que as pessoas possam sorrir ao te encontrar.

Moacir Rauber

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*A lenda é de autor desconhecido.

O que você está fazendo?

Texto de Michael Angler

Precisamos ser muito claros sobre o que estamos fazendo, a razão do que fazemos e nos certificarmos de que aquilo que fazemos ainda seja relevante para aqueles a quem servimos.

Muitas vezes, fazemos as coisas simplesmente porque sempre as fizemos. Agora, mais do que nunca, precisamos avaliar constantemente nossos processos, sistemas, produtos e políticas para garantir que eles ainda alcancem os resultados pretendidos.

As necessidades de nossos clientes mudam. Nossas habilidades para atender nossos clientes se transformam. E as prioridades daqueles a quem servimos podem mudar.

O número 43 das “101 coisas que aprendi em minhas 50 viagens ao redor do sol” é: “Ganhar dinheiro é difícil. Encontrar maneiras de servir o outro não é difícil. Se você colocar sua ênfase em servir em vez de ganhar, o dinheiro virá. “

Reserve um tempo para determinar o que seus clientes e consumidores realmente desejam. Pergunte a eles. Descubra quais problemas que eles estão enfrentando. Sugira soluções para esses problemas. Inove as maneiras de tornar suas vidas mais fáceis, mais recompensadoras, menos frustrantes, menos onerosas e mais confortáveis.

Quando você serve, e quando você serve bem, você será recompensado por seus esforços. Lembre-se, todos nós temos clientes. Eles podem não parecer clientes ou típicos clientes. Eles podem ser um colega de trabalho, um vendedor ou fornecedor. Todos nós servimos a alguém. Vamos fazer o nosso melhor para atendê-los bem.

Texto de Michael Angler

Você quer autonomia? Qual é a sua escolha?

Manter-se na mente do aprendiz é fundamental para garantir a sua autonomia e aumentar a capacidade de inovação pela expansão das escolhas.

Você quer autonomia? Qual é a sua escolha?

Meu sobrinho estava com dezesseis anos e gostava muito da atividade do pai, agricultor. Levantar pela manhã e pegar um trator para preparar a terra ou uma colheitadeira era fascinante. Dava àquele jovem a sensação de autonomia e de liberdade. Entretanto, algo o incomodava, porque sempre ao final da tarde tinha que ir à escola. “Não vejo a hora de terminar”, falava sobre concluir o Ensino Médio para não precisar estudar mais. Deixei-o falar mais um pouco e perguntei:

– Por que você não quer estudar mais?

– Para ser agricultor não preciso de faculdade.

Ele tinha razão. Para ser agricultor, e as demais atividades relacionadas, não se precisa curso superior, como veterinária, agronomia ou outro qualquer. Concordei com ele que qualquer pessoa que tenha disposição física para o trabalho pesado da vida no campo pode exercer a atividade, porque tudo pode ser aprendido por repetição. Entretanto, a diferença é que o agrônomo ou o veterinário podem ser um agricultor, enquanto um agricultor sem formação não pode ser um veterinário ou um agrônomo. Nesse ponto o não estudo tira a autonomia, reduz a liberdade e, consequentemente, diminui as possibilidades de inovação. Isso tudo limita as escolhas. Como assim?

Comentei com o sobrinho que o pai dele era um dos melhores agricultores que eu conhecia e que, certamente, tinha muito mais conhecimento prático do que muitos agrônomos ou veterinários iniciantes. Entretanto, o fato de não ter feito uma faculdade de agronomia, por exemplo, tirava a sua autonomia. Ainda que ele tenha a capacidade para elaborar um projeto detalhado para o plantio de uma cultura agrícola, ele precisaria da assinatura de um engenheiro agrônomo para conseguir um financiamento de custeio. A escolha das sementes, da adubação e de tudo que está relacionado ao plantio pode ser feito pelo agricultor, mas o projeto requer uma responsabilidade técnica que não pode ser dele. A não formação, se não tira, diminui a autonomia, a independência e a liberdade ao restringir a autogovernação com a perda da autossuficiência.  Igualmente, um agricultor sem uma formação superior tem diminuída a sua capacidade de inovação. Ainda que o agricultor conheça o seu negócio, ao estudar ele amplia o entendimento do seu lugar nesse mundo interdependente. O sítio pode continuar sendo um sítio, mas também pode ser um hotel fazenda, uma agroindústria ou um centro de formação por meio de atividades rurais que desestressam os cidadãos urbanos. Conectar-se com outros mundos permite que aquele que estuda se abra para a inovação ao se apropriar de hábitos e tradições, renovando-os para que sejam apreciados por outras pessoas. A inovação é um movimento interno que o conhecimento potencializa. Por fim, um agricultor, ou qualquer outro profissional, sem a devida formação fica refém da falta de reconhecimento da própria comunidade. Por isso, manter-se na mente do aprendiz é fundamental para se manter atualizado no mundo, garantindo a sua autonomia, aumentando as possibilidades de inovação pela expansão das escolhas.

Desse modo, um agrônomo sempre poderá ser um agricultor, mas um agricultor não pode ser um agrônomo. E isso se aplica as demais áreas de conhecimento. Um médico pode ser um voluntário social, mas um voluntário social sem formação não pode ser um médico. Um arquiteto pode ser um jardineiro, mas um jardineiro sem a formação acadêmica não pode ser um arquiteto. Um engenheiro pode ser um mestre de obras, mas um mestre de obras sem formação não pode ser um engenheiro.

Fica a pergunta: qual é a sua escolha?

Moacir Rauber

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Roda de conversas

Vem aí o primeiro encontro de rodas de conversa com alguns dos palestrantes do FISEC SP 2020!

Confira este time sensacional: Jefferson SampaioCynthia MichelsMoacir Rauber e Minoru Ueda!

O FISEC é o maior Fórum de Inovação em Secretariado Executivo da América Latina!

Este ano a tríade será:

Humanizar – Transformar – Inovar.

Para entrarmos no clima do evento, que este ano será em modelo híbrido: presencial + virtual, o Pepitas Secretaries Club promoverá encontros via Zoom com conteúdos e experiências integrativas.

Inscreva-se gratuitamente aqui: https://lnkd.in/dRpP-M6.
Vagas limitadas! Aproveite!

Spoiler alert: terão surpresas para quem participar! Uma promoção única e imperdível.

Conheça sobre o evento de secretariado mais aguardado do ano aqui: http://fisecsp2020.com/.

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Um cego no Vaticano. E no mundo?

Um cego no Vaticano. E no mundo?

Martin Descalzo trabalhava no Vaticano como jornalista e um dia recebeu um telefonema de um amigo que lhe pedia um favor:

Posso indicar você para mostrar a Basílica de São Pedro para um amigo meu?

– Claro que sim!

– Mas não é um amigo qualquer. Ele que “ver” a basílica, mas ele é cego.

Martin fica boquiaberto. Como um cego poderia “ver” a Basílica de São Pedro com suas obras, colunas, abóbadas e vitrais? Seria para ele, que era padre, o maior desafio de sua vida fazer alguém ver a basílica pelos seus olhos, o que terminou sendo o dia mais marcante da sua vida. Bastava Martin se lembrar de uma das frases do seu ilustre visitante cego: Os homens são bons, embora, às vezes, seja preciso ser cego para ver a bondade. Uma das principais crenças do visitante Lorenzo Tapia era a de que os homens eram bons, ainda que estava ciente de que o lado não bom estava presente em cada um. Ele dizia que para ser mau é preciso estar louco, o que não quer dizer que todos os loucos sejam maus.

O padre Martin estava nervoso pela insegurança de não saber como fazer para que Lorenzo pudesse “ver” a Basílica de São Pedro. Começaram o passeio pelos espaços que ele acreditava que conhecia muito bem. Ao passar pelos lugares que caminhava todos os dias descrevendo os detalhes para o seu amigo, percebeu que, muitas vezes, não enxergava aquilo que olhava e via. Marque-se a diferença entre olhar, ver e enxergar. Alguém pode olhar sem ver nem enxergar. Alguém pode olhar e ver, mas não enxergar. E naquele momento o Pe. Martin entendeu que finalmente estava exercitando a plenitude dos sentidos, porque olhava, via e enxergava o ambiente que acreditava ser tão conhecido para ele. Em todas as visitas que fizera acompanhado de pessoas que olhavam e viam ele não havia realmente enxergado. Agora que acompanhava um cego que olhava, mas não via, era ele quem enxergava. Da mesma forma, ao descrever a basílica para um cego, Martin compreendia que Lorenzo olhava e não via, mas que enxergava de fato, porque sentia.

A visita transcorreu maravilhosamente bem. O seu novo amigo Lorenzo lhe deu uma aula sobre bom humor, humanidade, amor, perseverança, coragem, compaixão e visão. Nas conversas que tiveram Lorenzo revelou que ficou cego aos 11 anos de idade. Foi um choque. Veio a tristeza. Por fim, ele escolheu a vida. Lorenzo decidiu não se encurvar nem se ocultar das dificuldades que encontraria na vida. Viver era um privilégio e ele iria aproveitar a oportunidade por si e pelos que o amavam. Daí nasceu o bom humor de onde vem a crença e a fé nas as pessoas. Dizia Lorenzo, “Posso me perder nas minhas viagens, mas sempre tem alguém que me orienta”. Isso o levou a amar sem medida as pessoas e a vida. Nesse amor está presente a perseverança, porque coisas não tão boas também acontecem. “Eu tropeço e caio. Pessoas que veem também tropeçam”. É a hora de se ter forças para se levantar e seguir. É a perseverança que lhe dá a coragem de não desistir. Desse modo, com bom humor, amor, perseverança e coragem vem a compaixão por si e pelos demais que revelam a própria humanidade. O visitante cego do Vaticano pode não ter o sentido da visão, mas tem a visão plena da vida que lhe permite ter uma vida plena. Enfim, ao terminar o passeio com Lorenzo, o Padre Martin escreve que ao reencontrar as pessoas do seu convívio percebeu que ele estava rodeado de cegos. Diz Martin, “Todos somos cegos de algo. Cegos do coração, da fé, da coragem ou do Amor”. Por isso, tantas pessoas, entre elas eu, muitas vezes, olham e veem, mas não enxergam.

Quem é o verdadeiro cego?

Moacir Rauber

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Fonte: Contos do Padre José Luis Martín Descalzo